4 dicas estratégicas para equipes de Qualidade

Os profissionais de Qualidade acordam todos os dias regidos pelo mesmo mantra: “Melhorar a performance para melhorar a entrega, para melhorar resultados”. Sim, é simples, mas não simplório. Assim, nada mais natural do que esses profissionais trabalharem orientados à inovação, certo? Nem sempre…

Quando se começou a falar da importância de inovação para a sobrevivência e boa saúde das empresas (e isso não vale apenas para as de tecnologia), convencionou-se rotular que, eventualmente, a inovação não “colava” por causa da resistência dos profissionais que deveriam promovê-la ou aplicá-la.

Até certo momento, sim. Mas então a velocidade das novidades, parte importante do combustível que alimenta a inovação, aumentou vertiginosa e exponencialmente. E o que era resistência ontem se tornou incapacidade de acompanhar o raciocínio hoje.

Uma pequena metáfora para explicar essa incapacidade: se você tem ao menos 40 anos hoje, conheceu um famoso personagem de videogames dos anos 1980, o Pac-Man. Ele era uma bolota amarela dotada de boca e apetite que percorria um labirinto 2D, devorando tudo à sua frente. Seu deslocamento era para cima e para baixo, da direita para esquerda, e vice-versa. Esse era seu mundo, seu horizonte (ou seja, eixos X e Y).

Um dia, o encanador Mario (em versão moderna, aquela que habita o mundo dos gráficos impressionantes das novas plataformas de games) cruza com o Pac-Man e tenta explicar a ele as maravilhas do mundo 3D, em que existe a profundidade do eixo Z e que sua sobrevivência no universo dos games depende dessa compreensão. Não consegue, e ainda é chamado de louco.

Metáforas à parte, atualizar seu horizonte é o primeiro passo para alçar voos mais arrojados. Descomplique, e comece simples. Seguem quatro dicas estratégicas:

 

1 – PENSE EM INTERCOLABORAÇÃO

As ilhas possuem ecossistemas próprios, nada simbióticos com outros. Acabe com as ilhas, sejam clusters de informação ou departamentos isolados com sistemas próprios e estanques: crie pontes entre elas por meio de processos colaborativos e empáticos (em que todos compartilham e comungam das necessidades de todos).

Já ouviu falar em UCaaS (Unified Communications as a Service)? A partir desse modelo, é possível integrar sistemas e comunicação entre várias áreas de forma local ou remota, inclusive fornecedores e clientes, ganhando agilidade no relacionamento, centralização de informação real (up to date) e principalmente incentivando novos fluxos de informação a nascerem espontaneamente.

 

2 – PENSE EM FERRAMENTAS

A não ser que você seja o “mago da planilha” e um líder seguido fanaticamente, acredite: “Inovar em ferramentas é mandatório!”. E não apenas em programas e aplicativos, mas também em formas de acesso a elas e à informação.

As realidades de hoje, com grande alinhamento ao conceito de UCaaS, passam invariavelmente por siglas não apenas descoladas mas importantes, tais como BYOD (Bring your own Device), BYOA (Bring your own App) e, por que não, BYOC (Bring your own Cloud) e até IoT (internet das coisas).

Se a estratégia de interação entre elas estiver bem desenhada, os dados mantidos íntegros e atualizados e a segurança da informação estiver garantida, você já terá começado com o pé direito. Uma gama de ferramentas na nuvem está aí implorando por sua atenção e, provavelmente, você não está se importando: repositórios de informação, ferramentas de produtividade, extensão de aplicações para celulares e tablets, testadores remotos (Testing as a Service, ou TaaS), simuladores e emuladores de ambientes de produção. Quanto menos restrição ao acesso e à manipulação da informação, sempre amparado pelas melhores práticas de segurança, melhor!

 

3 – PENSE DE FORMA EMPÁTICA

Coloque-se no lugar dos envolvidos ao promover algo. Saber falar a língua dos outros e, principalmente, saber suas dores, suas qualidades, seus limites e defeitos o ajudarão a promover uma estratégia de mudança e inovação alinhada aos objetivos. Falar “tecniquês” ao promover a inovação com o setor de Faturamento, por exemplo, não renderá frutos, só perplexidade.

 

4 – PENSE EM MEDIR RESULTADOS NO CURTÍSSIMO PRAZO

De nada adianta promover mudanças se não se pode medir seus resultados. A partir deles, é possível definir se o rumo está correto (e então acelerar nessa direção) ou revê-lo antes que seja tarde demais (ou você se perca). No paralelo, prepare-se para mudanças constantes das regras do jogo.