Você sabe como guardar os dados do seu negócio?

Com a explosão de dados que as empresas precisam lidar, é necessário adequar diversas opções de serviços de tecnologia à correta necessidade.

Antes de responder essa pergunta, é necessário analisar um ponto crucial: o dado. Atualmente, os dados são bens valiosos e estimados pelas empresas, já que eles direcionam negócios, estratégias e até produtos, moldando os caminhos para a transformação digital. Hoje em dia, com a explosão de informação que as empresas precisam lidar e a necessidade de manter esses dados seguros, é necessário adequar as diversas opções de serviços de tecnologia à correta necessidade das companhias. Diferentemente dos anos anteriores, o mercado atual disponibiliza vários tipos de serviços e provedores.

Diversos setores estão olhando de forma diferente para a área de TI como forma de alavancar seus negócios, já que o surgimento de novas aplicações e produtos dentro das empresas acontece a todo momento. Dados da consultoria global Research And Markets revelam que, somente na América Latina, espera-se um crescimento de ao menos 11% no investimento em data centers no período entre 2018-2023, com receita de cerca de US$ 316 milhões até 2023. Existe uma tendência em que as empresas investem em tecnologia de ponta para se adequarem a uma nova realidade de serviços. Eles são focados nos clientes e com customização de acordo com a necessidade de cada pessoa. Por fim, essas inovações se integram, muitas das vezes, à IoT, Inteligência Artificial, big data e o já não tão distante 5G. No final, sempre será necessária uma infraestrutura para armazenar todos os dados gerados. Entre as opções disponíveis estão o Colocation, o Hosting, o Cloud e o Multicloud. Independentemente do tipo de serviço adotado, é importante lembrar que o dado, por mais camadas de abstração que tenha, sempre estará armazenado em um data center.

Aqueles que já possuem data centers por vezes enfrentam problemas de espaço para aumentá-los. Se a demanda é essa, mesmo que não seja uma solução definitiva, o mais indicado é o serviço de Colocation. Nessa prática, as empresas alugam esse espaço já preparado e constroem nele um ambiente com seus equipamentos particulares, compartilhando custos de banda, conexão, espaço para dados, custos elétricos, entre outros, com o provedor do serviço. Uma das vantagens é a despreocupação com infraestrutura, segurança, e outros fatores, por ficarem sob encargo dos donos do espaço de data center.

Quando a necessidade da empresa é maior flexibilidade, o serviço de cloud computing é o mais indicado. O armazenamento em nuvem permite a aquisição de infraestrutura de TI de acordo com as necessidades da companhia, além da comodidade de se acessar os dados de qualquer lugar. De acordo com estudo da consultoria global IDC, dois terços de empresas multinacionais usam serviços de nuvem e têm estimativa de movimentar, até 2020, mais de US$ 43 bilhões.

Outro levantamento global da IDC aponta que esse mercado de data centers representa um expressivo filão a ser explorado no Brasil. Na pesquisa, a maioria das organizações que já aderiu à estratégia (45%) adotou cloud computing. O colocation vem logo a seguir com 37%.

Por fim, para empresas que precisam investir apenas em hospedagem em um espaço determinado e fixado, a melhor opção é o tradicional hosting. Esse serviço hospeda aplicações, soluções de tecnologia da informação ou ativos, além de gerenciar tarefas de manutenção para garantir o bom funcionamento do ambiente. Ele é oferecido nas formas dedicada e compartilhada. Na primeira, o cliente paga por recursos de servidores, quantidade definida de banda dedicada, CPU, RAM e espaço no centro de dados, podendo ter total controle de todos os recursos dos servidores. Na segunda, o volume definido de armazenamento é feito em um único servidor, sendo que os recursos são compartilhados entre diferentes clientes. A desvantagem é que a disponibilidade desse modelo pode ser afetada em momentos de pico de tráfego.

Como essa escolha pode custar caro a longo prazo, é importante realizar uma análise mais profunda sobre a realidade de cada empresa. Para uma maior assertividade, os fornecedores desses serviços, usualmente, disponibilizam analistas que estudam a estrutura e qual a melhor solução para o que for necessário. Se a companhia já apresenta problemas com limitações de espaço físico ou não consegue garantir a segurança dos dados, muitas vezes sensíveis, é preciso iniciar essa mudança o quanto antes, principalmente para aqueles que buscam a transformação digital de seus negócios.

 

Fonte: CIO e Decision Report

Cleyton Ferreira

Bacharel em Ciência da Computação pelo Instituto de Ciências Exatas (ICEx) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). MBA em gestão de Tecnologia da Informação pela Universidade de São Paulo (USP). Cleyton Ferreira tem trabalhado com administração, construção e entrega de sistemas complexos que requerem alta disponibilidade há mais de 20 anos. Trabalhou no ICEx com desenvolvimento de ferramentas de colaboração e na gestão de redes de computadores. Ajudou na construção e gerenciou a Telnet. Na Cimcorp, foi consultor de segurança, redes de computadores e sistemas de alto desempenho. No UOL, foi responsável por administrar, desenhar e entregar todos os Produtos criados internamente ou adquiridos. Foi Diretor de Operações do UOL e UOL DIVEO, Diretor de Engenharia do UOL Cloud, Diretor de Engenharia do UOL DIVEO, a divisão de Full IT Outsourcing e Data Center do Grupo UOL e, atualmente, exerce a posição de Diretor de Produtos, Arquitetura, Alianças e Data Center do UOL DIVEO.