Nuvem híbrida: o equilíbrio entre a nuvem privada e a pública

A cloud computing é considerada a tendência mais promissora e lucrativa, a maior onda dos últimos trinta anos. No entanto, serviços baseados em nuvem possuem inúmeros riscos inerentes, que podem superar os benefícios.

Os conceitos fundamentais por trás dos serviços em nuvem, como elasticidade, escalabilidade, rápido provisionamento e baixo custo, têm como bases a distribuição e o acesso baseado em camadas de serviços, conceitos que são também as raízes das incertezas, riscos e benefícios, sendo os principais riscos a segurança, a perda de controle, a acessibilidade e as questões legais.

Os ambientes computacionais, cujas arquiteturas são somente virtualizadas ou mesmo em nuvens privadas, resolvem parte dos problemas mais urgentes, mas são mais caras que as nuvens públicas, que, por sua vez, apresentam incertezas maiores. Já as nuvens híbridas têm potencial para fornecer soluções equilibradas; infelizmente, há pouco conhecimento e escassez de ofertas para a construção de nuvens híbridas.

Entende-se que, futuramente, as empresas irão consumir cada vez mais Software as a Service (SaaS), sendo esses serviços integrados entre si. Essas integrações contemplarão as aplicações internas, que, por sua vez, suportarão as necessidades e particularidades de cada empresa em suas questões de legislação, critérios de segurança, regionalidade e demais requisitos específicos.

Nesse contexto, para criar nuvens totalmente aderentes às necessidades de uma empresa, um ecossistema plural que contemple a estrutura interna, nuvens privadas e públicas é fundamental, bem como uma plataforma de gestão de nuvem, sendo esta a camada em que a automação e a orquestração de recursos de Tecnologia da Informação (TI) acontecem. Para tanto, ela lida com os recursos da sua infraestrutura interna, das nuvens privadas e públicas (como, por exemplo, Amazon EC2, Azure, entre outras), garantindo que sua nuvem híbrida esteja em conformidade com as melhores práticas definidas pela empresa e pela indústria.

Além disso, plataformas de gestão que contemplem soluções open source podem, muitas vezes, proporcionar maiores benefícios de custo e desempenho.

Necessidades complexas somente são atendidas com soluções plurais; nuvens isoladas, sejam privadas ou públicas, não contemplam problemas complexos. Além disso, é fundamental lembrar que o que consumimos é o resultado de uma aplicação (software), a qual demanda todas as camadas inferiores da cloud computing.

Para construir nuvens, você necessita de muita experiência e contar com a experiência de um sólido provedor de serviços pode ser a solução.

Lauro de Lauro

Autodidata com mais de 30 anos de experiência em desenvolvimento de aplicações, gestão de equipes, vendas e marketing. Empresário e empreendedor há 25 anos, foi o fundador da primeira empresa especializada em construção e gestão de nuvens OpenStack no Brasil, adquirida pelo UOL DIVEO em 2016.