Checklist: o que avaliar antes de adotar uma solução de Colocation

A escolha de um provedor de colocation é um processo que exige um planejamento minucioso, e deve envolver não apenas o departamento de TI, mas também o de segurança, finanças e as diretorias em geral.

Cada equipe que será afetada pela decisão de adoção do Colocation terceirizado deve ter uma palavra a dizer no processo. Isso resultará na melhor decisão a longo prazo. 

Uma vez que uma empresa fecha um contrato com um provedor de data center, eles são freqüentemente comprometidos com três a cinco anos; além disso é muito provável que seja renovado o contrato. 

Se sua organização deseja modernizar aplicações de missão crítica e planeja uma migração para o colocation como parte desse processo, não deseja repetir os erros de outras pessoas. 

Portanto, esta postagem aproveita esses aprendizados para criar uma lista de verificação em 10 etapas das principais áreas que você precisa considerar e abordar para maximizar suas chances de uma migração bem-sucedida.

A lista de verificação inclui:

  1. Alocação de arquiteto de migração
  2. Definir como sua aplicação será migrada
  3. Escolha um provedor de colocation
  4. Estabelecer KPIs
  5. Priorizar componentes de migração
  6. Crie um plano de migração de dados
  7. Migração
  8. Planejamento contínuo de recursos de Colocation

 

Etapa 1: alocação  de arquiteto de migração

Para planejar sua migração para o colocation, dedique um arquiteto de migração para liderar o esforço. 

O arquiteto de migração terá como responsabilidades:

– mapear e documentar o ambiente atual junto com os diversos usuários;

– determinar o que será migrado e quais atividades deverão ser realizadas;

– avaliar a necessidade de consolidar sistemas ou re-escrever aplicações;

– planejar a capacidade futura, ou seja deve-se considerar o crescimento dos próximos 3-5 anos;

– definir a estratégia de migração de dados;

– discutir e revisar o plano de migração com o provedor de Colocation para que nenhum detalhe importante escape;

– estabelecer as prioridades de migração e respectivos testes durante a mudança do  ambiente de teste para o de produção.

Durante o curso de um grande projeto de migração, há muitas decisões e planos técnicos que devem ser tomados, e ter um arquiteto de migração responsável por todos os aspectos da migração é fundamental para o sucesso do projeto.

 

Etapa 2: definir como sua aplicação será migrada

Quando você move uma aplicação de um servidor local para o colocation, há duas maneiras de migrar: “lift and shift” ou redesign.

No lift and shift, não é realizada nenhuma mudança significativa em suas aplicações.

Apenas as mínimas alterações necessárias como por exemplo, troca do endereçamento de rede IP para a nova rede do ambiente de Colocation.

Entretanto, a necessidade de migração pode ser o momento perfeito para otimizar suas aplicações. Um redesign das aplicações provavelmente adicionará mais custo e tempo ao seu projeto, porém significa levar para o ambiente de colocation, apenas aquilo que foi essencial.

 

Etapa 3: escolha um provedor de Colocation

Realize uma pesquisa com provedores renomados no mercado de Colocation. 

Peça para que eles expliquem além do modelo de preços adotados, como operam no dia a dia.

Verifique se o SLA do provedor é compatível com o que sua empresa espera.

Visite os Data Centers dos provedores e observe a maturidade de cada um no tocante a processos definidos e com a definição das responsabilidades de cada lado.

A decisão final não deve ser basear apenas no menor preço!

 

Etapa 4: estabelecer KPIs

É muito importante estabelecer metas e conseguir medir o desempenho do seu ambiente de TI.

Através de KPIs (Key Performance Indicator), conseguimos por exemplo verificar a taxa de perda de pacote de dados, disponibilidade de servidores ou mesmo de energia elétrica.

Com base nos indicadores comparamos com as metas de desempenho exigidas por seu negócio e é possível estabelecer planos de ação.

Defina uma métrica para cada KPI que você decidiu medir. Determine quanto tempo você coletará dados para determinar a linha de base. 

Na escolha de um curto período de linha de base (como um dia) você corre o risco de não coletar uma amostra de desempenho representativa. 

A escolha de um período mais longo para a linha de base (como um mês) obviamente leva mais tempo, mas pode fornecer dados mais representativos.

Analise o tipo de coleta: valores mínimos, médios e  de “pico”/crítico. Por exemplo, se você é um site de notícias, qual é o período de maior sobrecarga de seu ambiente de TI?

Não importa qual modelo de coleta de dados é apropriado para o seu setor, defina claramente que tipo de dados você irá coletar e por qual período de tempo.

 

Etapa 5: priorizar componentes de migração

Você também precisa decidir se migrará seus equipamentos e dados de uma só vez ou em blocos funcionais. Primeiro, identifique as conexões entre seus serviços e quais serviços dependem de quais outros serviços. 

Mapeie um diagrama de dependência para decidir quais componentes devem ser migrados e em que ordem. 

Analise os riscos envolvidos e defina um cronograma. Por exemplo, após identificar 4 blocos funcionais, decida a ordem de migração deles e o apoio necessário para cada um (sobreaviso de um profissional qualificado, roll back da atividade caso exceda um período máximo de tempo de migração, testes funcionais, etc).

 

Etapa 6: criar um plano de migração de dados

A migração de dados é uma das partes mais complicadas de uma migração para o colocation.

Analise a necessidade de um link dedicado para o período de migração de dados ou o transporte físico do storage (seu volume de dados pode ser significativo e talvez seja mais prático). 

É fundamental calcular o tempo para migração dos dados e inclusive a necessidade de realizar backups antes da migração.

Outro ponto importante: qual tipo de conectividade entre seu escritório/unidades de negócio e o Data Center é necessária? Deve-se analisar a faixa de latência e velocidade na transmissão de dados desejada para contratar links dedicados, com a devida segurança e/ou utilizar a Internet.

Não subestime a complexidade e a importância do planejamento da migração de dados. Não prestar muita atenção ao seu plano de migração de dados antes de iniciar uma migração para o colocation pode causar falhas nas migrações ou, pelo menos, não atender às expectativas.

Seu arquiteto de migração deve estar muito envolvido no processo de planejamento da migração de dados.

 

Etapa 7: Migração

Quando e como você alterna suas aplicações locais para as novas versões no data center? A resposta depende da complexidade e arquitetura das suas aplicações.

É fundamental criar um ambiente “bolha” ou de QA (Quality Assurance) temporário no Data Center para realizar testes em suas aplicações antes de realizar a migração final do seu ambiente de produção local para o novo dentro do Data Center.

Após a migração bem sucedida de suas aplicações, esse ambiente temporário pode ser desativado ou se converter na versão de produção final.

 

Etapa 8: Planejamento contínuo de recursos do Colocation

Mesmo depois de terminar de migrar tudo para o colocation, há mais algumas coisas a considerar. O mais importante é a otimização de recursos: o que pode ser melhorado que traga mais performance e economia no seu novo ambiente de TI dentro do Data Center?

É essencial realizar um planejamento contínuo do crescimento dos recursos e compartilhar as necessidades futuras com o Data Center. Desta forma, em conjunto com seu provedor de Colocation pode-se antecipar ativação de recursos ou mesmo contratar serviços especializados como Backup gerenciado, ficando a cargo do seu provedor de Colocation essa nova responsabilidade. 

Ainda que os serviços de Colocation possam parecer distantes da realidade da sua empresa, vale a pena fazer uma visita ao local da instalação e conversar com os especialistas. 

Entender todos os serviços que a empresa pode oferecer ao seu negócio e os benefícios da contratação é essencial para escolher o melhor serviço. Confira o blog da Compasso, onde você encontra todas as soluções para o seu negócio, com qualidade e segurança.