Home Office: como a tecnologia impulsionou um novo paradigma de trabalho

O Home Office é uma tendência que cresceu muito nos últimos anos. Inicialmente, os principais argumentos por esse modelo são a flexibilização, melhora na qualidade de vida das equipes, otimização de espaços corporativos e escalabilidade.

Valorizado pelas gerações Y e Z, o home office tornou-se rapidamente uma política desejável por novos candidatos – especialmente em empresas de tecnologia, que se posicionam como inovadoras em suas práticas de gestão e eficiência.

Segundo a Sociedade Brasileira de Teletrabalho e Teleatividades (Sobratt), entre 2016 e 2018, a adoção pelo home office no País, teve crescimento de 22%.

O ganho em qualidade de vida surge de formas diferentes: ganho de tempo para praticar exercício, fazer tarefas domésticas ou até mesmo dormir um pouco mais; melhorar mobilidade urbana; redução de despesas com espaço físico e custos associados; aumento da produtividade e atração e retenção de talentos.

Há ganhos secundários em saúde e bem-estar, como maior facilidade em controlar a alimentação, tempo de trabalho e menos riscos de se ver ilhado durante a hora do rush.

Diversas empresas ainda resistem a mudança, devido à radical transformação no formato de gestão necessária. Isso se mostra especialmente verdadeiro em países com culturas sociais e afetivas, como é o caso de grande parte do mundo latino.

Nas últimas semanas, porém, em decorrência da disseminação do COVID-19, o home office deixou de ser tendência e tornou-se uma necessidade. Segundo a Associação Brasileira das Empresas de Software (Abes), a expectativa é de que a situação dure aproximadamente de 30 a 60 dias e pode impactar a economia e pequenas e médias empresas.

Deste modo, enfrentar esse desafio sem afetar seus negócios negativamente e, principalmente, se mantendo seguro, só está sendo possível graças a tecnologia. Aqui temos mais um exemplo em que a cloud computing é a maior aliada.

A realidade de poder acessar de qualquer lugar arquivos que estejam hospedados na nuvem – assim como aplicações e plataformas de processamento de dados antes reservados a grandes mainframes , agora está sendo vivida por um número exponencialmente maior de trabalhadores.

Este é um momento de extrema sensibilidade, mas que pode ser uma revelação para empresas e gestores que antes viam o formato do home office com suspeita.

Não mais vemos a prática como exclusiva de empresas de tecnologias e grandes grupos. Segundo uma pesquisa realizada pela Brazil Small & Medium Business: ICT & Cloud Services Tracker, até 2019, 33% das pequenas e médias empresas brasileiras já faziam uso do cloud computing.

O fato é, que cada vez mais, a tecnologia se torna uma grande condutora para as garantias de vantagem competitiva no mercado. No cenário atual, onde grande parte das empresas seguem liberando os trabalhadores para o home office, os serviços digitais estão se fazendo essenciais.

Além disso, a cloud é uma opção extremamente segura quando se trata em dados da empresa. Isso porque os provedores de serviço são continuamente atualizados com as tecnologias mais inovadoras para a segurança de dados, desta forma, suas informações sigilosas ficam sempre protegidas.

Manter-se em casa é hoje a ação mais prudente para aqueles em áreas afetadas e a quem isso é uma opção. Por isso, nesse momento há uma grande movimentação por parte das empresas em adotar para seus profissionais o trabalho remoto. Independentemente do tamanho da companhia, a ideia é facilmente adaptável, já que o ambiente em nuvem é escalonável e elástico.

Exemplo disso é a Compasso, que possui um quadro de 1600 funcionários, onde quase sua totalidade está em casa, desempenhando seus trabalhos e, mais importante de tudo, seguros.

É nítido que o momento pede que os tomadores de opinião das empresas tenham uma abordagem inovadora ao oferecer novas formas de trabalho à sua equipe. Esse é o momento de nos solidarizarmos e pensarmos não só em nossas equipes ou clientes, mas na sociedade como um todo, e fazer escolhas que beneficiem a todos.

Fonte: CRYPTO ID, SEGS e Valor Agregado.

Alexis Rockenbach

COO da Compasso. Bacharel em Ciência da Computação pela UPF, completou também especialização em Planejamento de Marketing pela ESPM, Mestrados em Ciência da Computação pela UFRGS, e participa do programa de Educação Executiva OPM da Harvard Business School nos EUA. Tem mais de 20 anos de experiência na aplicação da tecnologia da informação para transformação de negócios, com ênfase especial nas indústrias financeira, varejo online e telecomunicações.