A importância do CIO no cenário da transformação digital

A importância do CIO no cenário da transformação digital

“Vamos trocar as turbinas com o Airbus em pleno vôo”. Quem nunca ouviu esta frase em TI? As transformações constantes no cenário de soluções tecnológicas trazem desafios diários aos CIOs, que se veem no comando de enormes aeronaves, repletas de painéis de controles, com o céu nublado e rajadas de raios e trovões.

Dá para afirmar que a rota desse vôo cruza com a jornada da transformação digital da empresa? Ou tudo está embarcado na mesma aeronave? Independentemente da situação e da solução, não dá para negar que a virtualização e a cloud computing são recursos que ajudam os CIOs a não mais construir tudo do zero, mas sim continuar a evolução do negócio de forma integrada, com mais segurança, performance e custos otimizados.

A cada ano, o CIO enfrenta de forma mais intensiva o desafio de gerir estruturas legadas, juntamente com as novidades a serem implementadas, sem deixar de pensar em inovações disruptivas para atender o seu cliente interno. É como “fritar o peixe e olhar o gato”.

Pesquisa CIO Global 2016-2017, realizada pela Deloitte em 48 países, indicou que para 57% dos CIOs, suas empresas têm a expectativa de que eles ajudem na inovação dos negócios e no desenvolvimento de novos produtos e serviços. Porém mais da metade dos entrevistados (52%) afirma que o desenvolvimento da inovação e de soluções disruptivas simplesmente não existe ou não vem sendo aplicado em suas organizações.

Para manter o bom funcionamento de toda infraestrutura, o CIO deve, juntamente com o gerente de TI, ter em mente que o caminho para a transformação digital envolve as etapas de:

  •      Pensar em tecnologia
  •      Mapear onde quer chegar
  •      Ter bem definida a estratégia de transformação digital

É neste ponto que o cloud computing se conecta com a transformação digital.

Cada vez mais, as empresas estão em busca da contratação de tecnologia como serviço: o SaaS, IaaS e PaaS, por exemplo. Essa mudança gera mais agilidade ao negócio, o que é essencial no processo de transformação.

A nuvem é um habilitador que permite às empresas obter ganhos e redução de custos, já que elas pagam somente por aquilo que consomem. Além disso, outro ponto importante é que o cloud computing gera agilidade e flexibilidade para as empresas, permitindo ao CIO tomar decisões rápidas em relação à infraestrutura, como ativar e desativar recursos, por exemplo.

Outra vantagem é que isso pode ser feito a qualquer momento, sem a necessidade de depender de um fornecedor. No caso de um e-commerce, isso faz toda a diferença, já que a empresa consegue se preparar para atender a alta demanda das datas sazonais, aumentando a capacidade do seu datacenter sempre que for necessário.

A jornada para a nuvem

Antes de optar pelo modelo de nuvem que mais se enquadra ao seu negócio, analise os recursos de TI e as aplicações que rodam melhor em cada fornecedor de cloud computing.

Neste ponto, conte com a jornada na nuvem, analisando o momento certo de migrar cada aplicação e o processo de implementação e sustentação de cada uma. É muito importante planejar em arquitetura de nuvem as aplicações e sistemas associados à inovação. Considere que alguns sistemas legados podem se comportar melhor em datacenter próprio.

Em alguns casos é preciso mais de uma nuvem para tirar o melhor benefício da operação de TI.

 

Multicloud pode ser a solução que você precisa

O conceito de Multicloud envolve o uso de múltiplos serviços em nuvem, mas não é só isso. Ele combina tecnologia, proximidade com o negócio do cliente e pessoas. Ao adotarem a nuvem, as empresas buscam maneiras inovadoras para alavancar a tecnologia. Logo, diferentes nuvens são mais adequadas a diferentes necessidades.

Mesmo os negócios com características tipicamente digitais estão modificando os mercados tradicionais, proporcionando novas experiências aos clientes. As empresas têm o desafio de manter sistemas e processos legados, juntamente com a evolução da jornada da transformação digital. E a nuvem pode endereçar grande parte das soluções. Nesse ponto, a Multicloud se faz efetiva, permitindo que as empresas utilizem recursos tecnológicos com diferentes características e requisitos.

O UOLDIVEO apoia os CIOs na transformação digital sempre conectando buzzwords como Big Data, Analytics, IoT e Cloud Computing às necessidades reais de transformação dos negócios.

 

 

BYOD e Cloud Computing: a combinação perfeita

BYOD e Cloud Computing: a combinação perfeita

Um fenômeno chamado BYOD (Bring Your Own Devices) chegou de mansinho na rotina das empresas e agora se mostra como um movimento sem volta. É praticamente impossível impedir que um funcionário deixe de usar seu dispositivo móvel no ambiente de trabalho.

Em partes, esse fenômeno vem ocorrendo porque, há dez anos, os colaboradores tinham o melhor da tecnologia disponibilizado pelas próprias empresas. Atualmente, observa-se exatamente o contrário. Os dispositivos voltados para o consumidor avançam rapidamente e as substituições de equipamento são frequentes, sempre na busca por equipamentos mais modernos, ágeis e com melhor desempenho.

 

Uma companheira inseparável chamada cloud computing

Acompanhando a tendência de BYOD, não podemos esquecer a sua melhor amiga: a cloud computing. A combinação dessas duas tendências está transformando os ambientes de trabalho dentro das organizações, que pouco a pouco vêm adaptando suas aplicações à essa nova realidade.

Segundo uma pesquisa da CipherCloud, 86% das aplicações em cloud utilizadas no ambiente de trabalho não foram autorizadas. Isso significa que o setor de tecnologia da informação perdeu o controle sobre as aplicações que são utilizadas dentro das empresas. Em poder de seus próprios dispositivos, os funcionários podem simplesmente ter acesso aos serviços em poucos minutos. Talvez alguns departamentos de TI de empresas mais ortodoxas até gostariam de bloqueá-las, porém isso já faz parte da vida corporativa.

 

Segurança em tempos de BYOD

A preocupação com segurança dentro das empresas é fator crítico. A previsão é que até 2020, 60% dos funcionários das empresas utilizem seus próprios smartphones para atividades relacionadas ao trabalho, enquanto a utilização da nuvem pública para fins de armazenagem de informações deve ter um crescimento na faixa de 50% ainda neste ano.

Esse é o maior dilema quando o tema é a utilização de dispositivos móveis no trabalho. Os equipamentos pessoais que têm acesso à rede corporativa são vistos como pontos de acesso fáceis por invasores e, por isso, são considerados o ponto mais vulnerável da empresa. É possível garantir que os dispositivos corporativos tenham os recursos necessários para garantir a segurança durante os acessos à rede; no entanto, a empresa perde o controle se o colaborador utiliza seus próprios dispositivos.

Para isso, a computação em nuvem é a solução mais adequada para o processamento e o armazenamento de dados. Se eles ocorrem fora dos dispositivos móveis e é feito todo na nuvem, a segurança de acesso está garantida somente a quem a informação for importante.

 

Gestão de dispositivos móveis

É importante também pensar na adoção de tecnologia de nuvem para realizar a gestão de dispositivos móveis, com objetivo de garantir a segurança. Existem ferramentas, por exemplo, que possibilitam aos colaboradores formatarem seus dispositivos perdidos ou roubados, para garantir que as informações sensíveis não sejam acessadas por pessoas de fora da organização. Essa é apenas uma possibilidade, entre tantas existentes.

Outro ponto é que, com os aparelhos pessoais, os funcionários podem se descuidar e conectá-los a redes WiFi abertas, partindo do pressuposto que essas redes são seguras. Podem ainda usar aplicativos e serviços que já conhecem por causa do uso pessoal para o trabalho, o que não é recomendado. O ideal é que a empresa dê alternativas corporativas para que os colaboradores entendam que as regras existem.

 

Como utilizar a favor do negócio

As companhias precisam encontrar formas de utilizar as novas tecnologias, que vieram para ficar, a favor do negócio. Já que a computação em nuvem, juntamente com o BYOD, passaram a ser companheiras inseparáveis, em vez de nadar contra a maré, aposte em tecnologias capazes de reduzir as vulnerabilidades para lidar com essa transformação. Se você já percebeu os impactos do BYOD na sua empresa, experimente ficar atento às últimas tendências dessa prática e aproveite o que há de positivo por trás dela.

 

UOLDIVEO

Por que as empresas devem investir na terceira plataforma da tecnologia de TI?

Por que as empresas devem investir na terceira plataforma da tecnologia de TI?

Um estudo do Gartner apontou que, até 2020, teremos mais de 25 bilhões de dispositivos e objetos conectados à internet. Isso significa que em três anos – sim, são apenas três anos – as empresas terão à disposição, a partir de qualquer dispositivo e sempre que for necessário, informações de qualidade sobre tendências de mercado, processos organizacionais e comportamento de consumo do cliente, entre muitos outros dados importantes para a tomada de decisão. Significa também que vamos ter uma melhor oferta de produtos e serviços aderentes às demandas cada vez mais específicas do consumidor.

Nos últimos anos, a tecnologia transformou a forma como as pessoas se relacionam, como fazem negócios e como vivem a vida de modo geral. Deixamos de depender da área de informática para manter sistemas e equipamentos funcionando e passamos a ter uma rotina altamente tecnológica, com diversos dispositivos conectados de forma totalmente inovadora. Passamos a viver então a era da terceira plataforma de TI, regida por quatro importantes pilares:

  • cloud computing

  • mobilidade

  • big data analytics

  • social business

 

A importância dos aceleradores de inovação na terceira plataforma de TI

Você certamente já ouviu falar sobre os aceleradores de inovação. São práticas inovadoras que estão nos levando para o caminho da terceira plataforma de TI e promovendo a transformação digital, como internet das coisas, machine learning, impressão 3D, realidade virtual e aumentada e robótica, entre outras.

A maioria dos brasileiros que moram nas grandes capitais já vivenciaram experiências propiciadas pelos aceleradores de inovação e nem se deram conta de que estavam fazendo parte de uma transformação digital.

Você já parou para pensar como esse cenário vem ocorrendo em pequenas pílulas ao longo do dia?

Podemos citar exemplos de empresas que se desenvolveram dentro da terceira plataforma de TI, como o Nubank ou o Netflix. Porém, todas estão percebendo que precisam se apoiar na terceira plataforma para acompanhar as grandes mudanças exigidas pela transformação digital. São evoluções simples, mas que levam à redução de custos e a maior satisfação dos clientes.

Por exemplo, os escritórios de arquitetura estão deixando de usar um portfólio impresso com os projetos e apresentando os trabalhos por meio de um cardboard com QR code. Com a ajuda de aplicativos avançados de realidade virtual, eles conseguem apresentar suas ideias de maneira prática e com muito mais recursos do que um simples papel. Como se vê, realidade virtual não é coisa de gamer, nem de ficção científica. É uma solução de negócio tangível e real que ocorre a todo momento.

 

Transformações que enfrentam resistências

Embora todos esperem que a área de TI lidere mudanças, na prática não é assim que tudo acontece. Historicamente, a área de TI não foi estruturada para passar por grandes transformações – embora qualquer evolução passe por ela.

Quando a TI surgiu, na década de 60, seu papel era automatizar processos, garantindo velocidade às contas a pagar, a receber, almoxarifado e etc. Foi algo planejado para ser executado sempre do mesmo jeito, para ser ágil e consistente. No entanto, essa fase acabou e a área de TI precisa compreender o seu novo momento.

Hoje, no mundo em transformação, a área de TI é que tem que suportar a mudança. Sabemos o quanto é difícil virar a chave, pois trata-se de uma questão cultural. É preciso que as empresas compreendam a importância de se investir nas novas tecnologias para acompanhar um movimento que não tem mais volta. Pense nisso!

 

Transformação digital: entenda o papel do cloud computing

Transformação digital: entenda o papel do cloud computing

Muito se tem falado sobre transformação digital como um conceito. Entretanto, não se trata de uma teoria para o futuro, mas sim de algo pelo qual as empresas precisam dar o máximo de atenção para continuarem vivas e se manterem competitivas.

Diariamente somos impactados pela transformação digital, mas no mundo corporativo isso implica em uma mudança radical na estrutura das organizações. Vivemos o período em que TI está deixando de ser coadjuvante para desempenhar um papel estratégico central, apoiando as empresas a melhorarem seu desempenho, garantindo resultados cada vez mais satisfatórios.

O IDC prevê em seu estudo “Guia de gastos Transformação Worldwide Digital” que os investimentos das empresas globais com projetos para promover a transformação digital em 2017 devem passar de US$ 1,2 trilhão, um aumento de 17,8% em relação a 2016.

Os gastos com a transformação digital nas organizações, segundo a pesquisa, terão crescimento anual da ordem de 17,9%, chegando em 2020 com despesas da ordem de U$ 2  trilhões comparados a 2015. E para seguir o caminho da era digital, as companhias deverão investir em cloud computing, mobilidade, Big Data, Internet das Coisas (IoT), Inteligência Artificial e computação cognitiva.

 

E como a computação em nuvem está contribuindo para isso?

O primeiro pré-requisito para uma empresa ingressar ou expandir sua estratégia rumo à transformação digital é planejar o uso de uma tecnologia robusta e inovadora, que acompanhe o crescimento do negócio no curto, médio e longo prazos. As empresas devem estar antenadas às tendências ditadas pela IoT (Internet das Coisas), mídias sociais, dispositivos móveis e, principalmente, a nuvem.

A computação em nuvem é a base para a transformação digital, já que permite às empresas serem mais ágeis, terem mais performance, segurança e redução de custos.

Com os negócios cada vez mais digitais, praticamente todos os setores da economia estão sendo impactados e isso acabará beneficiando não só as empresas, mas especialmente os clientes que fazem parte das novas gerações e que possui um nível de afinidade maior com as novas tecnologias. Como a evolução não pára, novos produtos e serviços serão lançados e os tradicionais modelos de negócios sofrerão mudanças.

As companhias que pensarem digitalmente terão mais oportunidades para melhorar as experiências do usuário, aumentar a flexibilidade, incrementar os negócios e minimizar as despesas.

A cloud computing é fundamental para que as empresas, independentemente de seu porte e setor, encarem os desafios impostos pela transformação digital.

 

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A competitividade do seu negócio passa pelo Cloud Computing

Um dos temas preferidos entre os C-levels e tomadores de decisão é a limitação que as empresas brasileiras enfrentam para se tornarem competitivas. Normalmente, os problemas mais críticos apontados são os impostos elevados, burocracia excessiva e os atrasos logísticos.

Porém, além desses fatores, há aspectos internos que limitam a competitividade corporativa. O maior componente de variabilidade de desempenho dentro das companhias está dentro delas mesmas.

De acordo com estudos realizados por Nicholas Bloom, de Stanford, e John Van Reenan, da London School of Economics, envolvendo 10 mil empresas de 20 países, companhias de países emergentes como o Brasil usam menos práticas de gestão quando comparadas a empresas de países desenvolvidos ou a multinacionais que atuam em países emergentes.

O mesmos estudos comprovam que o uso das práticas de gestão está diretamente relacionado ao desempenho financeiro maior. E há de se levar em consideração que as empresas brasileiras ficam com uma desvantagem competitiva significativa quando disputam espaço com multinacionais ou mesmo com produtos importados.

Por conta disso, as empresas mais competitivas buscam se informar melhor como o cloud computing deve funcionar como um novo motor para o crescimento do negócio. Isso porque, ao eliminar as tradicionais restrições de TI (limitação de recursos, processos manuais e capacidade limitada de ganhar escala), a computação em nuvem abre caminho para que a empresa busque crescimento e inovação.

 

Veja por que:

Mais flexibilidade com relação aos custos

Quem prefere contar com a estrutura física projeta a demanda que o negócio precisará atender e disponibiliza recursos para atendê-la. Mas a sazonalidade ou oscilação da economia fazem com que a infraestrutura disponível normalmente seja acima da necessidade do negócio.

Como resultado, gasta-se muito mais com hardware, energia, equipe técnica, espaço, entre outras questões.

Com nuvem, o pagamento é por consumo, ou seja, somente se paga por aquilo que efetivamente está sendo usado. Desta forma, instabilidades na economia ou momentos de sazonalidades permitem que se reduza o uso de infraestrutura e consequentemente o valor desembolsado.

 

Aumento de receita

Um levantamento da IDC Brasil apontou que, mesmo em um cenário econômico recessivo, o segmento de computação em nuvem deverá movimentar cerca de R$ 890 milhões em 2017, o que representa um avanço de 20% em relação ao ano anterior.

Hoje, cerca de 80% das organizações no país preferem cloud computing devido à economia e inovação que o serviço oferece. Dentre as empresas pesquisadas, 10,4% tiveram aumento nas receitas após aderirem à nuvem e houve cerca de 77% de redução em relação aos custos de TI.

 

Mais competitividade

Globalmente, o Brasil também está amadurecendo. De acordo com a Asia Cloud Computing Association (ACCA), o País está em 8º no ranking de nações com melhores ofertas de computação em nuvem.

Empresas de todos os portes e com atuação em diversos segmentos estão se beneficiando da cloud computing para ganhar competitividade, aumentar suas capacidades e, sobretudo, diminuir custos.

E esse é apenas o começo. A cloud computing pode oferecer muito mais do que apenas eficiência. A nuvem proporcionará às empresas a chance de obter cada vez mais dados para melhores decisões, além de aumentar a colaboração entre funcionários e, consequentemente, oferecer um serviço de mais qualidade aos clientes.

 

UOLDIVEO

 

Negócios digitais: a mudança está lá fora

Negócios digitais: a mudança está lá fora

Nos últimos anos o tema transformação digital vem marcando constante presença nas pautas de diversos CIOs. Afinal, a empresa que não digitalizar seu negócio corre o sério risco de ficar obsoleta e perder espaço no mercado.

Mais do que utilizar a tecnologia de forma intensiva, como tem acontecido no agronegócio, que hoje usa dispositivos para aumentar da sua competitividade, a verdadeira transformação digital está acontecendo na relação das empresas com seus clientes.

Os consumidores, hoje hiperconectados, estão em busca de soluções e respostas em tempo real. Tanto é verdade que, dificilmente, vemos um jovem indo a uma agência bancária. Até mesmo os mais antigos, porém antenados em tecnologia, optam por realizarem transações financeiras por aplicativos.

E os exemplos estão presentes em nossas vidas o tempo todo. A chamada de um táxi, a escolha da rota com menos trânsito, o lugar para se hospedar, tudo está mudando a partir do momento que as empresas viram a oportunidade em conectar o cliente à tecnologia e entregar mais valor.

O mais curioso é que essas empresas, assim como Facebook (maior plataforma de conteúdo do mundo), Alibaba (maior empresa de revenda de varejo do mundo), Skype e Netflix existem apenas digitalmente. O Uber não possui frota própria, Netflix não tem salas de cinema e o Airbnb não possui hotéis próprios.

 

O que isso nos mostra? Simples:

A desmaterialização democratizou a tecnologia.

 

A digitalização provoca a desmaterialização, que potencializa a democratização de uso. O smartphone é um ótimo exemplo. Desmaterializou diversos equipamentos físicos como CDs, gravadores, GPS, câmeras fotográficas, filmadoras, etc, que estão agora embutidos em um único dispositivo, o próprio smartphone.

Esse acesso mais barato à tecnologia tem permitido às empresas inovarem e com isso ir de encontro com o que as pessoas buscam: facilidade, imediatismo e uma nova experiência de uso.

É preciso ficar atento a um ponto importante que, quando mal interpretado, pode comprometer o sucesso da transformação digital:

Somos uma sociedade híbrida – parte orgânica, parte digital – e justamente por isso o processo de digitalização deve ocorrer com foco no negócio e pessoas, e não na TI.

Mobilidade, Social, IoT, Big Data, Cloud, etc. estão relacionadas à transformação, mas como atores da transformação e não como agentes.

 

Cloud computing como vetor de transformação

Qual a relação de novas tecnologias como Cloud Computing dentro deste cenário de inovação e transformação das empresas?

Antes de cloud, inovações passavam por fazer previsões detalhadas e então realizar grandes investimentos para atendê-las. Além disso, o processo para contratação de novos recursos passava por diversas áreas como comercial, arquitetura, jurídico, compras, implantação, etc.

Com cloud computing toda essa burocracia é simplificada, passando o controle para as mãos do cliente. Desta forma, testar e identificar erros rapidamente permite levar a inovação para o centro do negócio.

A quantidade de novos recursos disponíveis dentro das plataformas de cloud computing conecta as empresas a um mundo totalmente novo e completamente favorável à inovação.

E nós ainda não vimos nada. Nos próximos dez anos muitas das empresas que conhecemos e que são líderes em seus mercados sequer existirão. Outras, que estão surgindo agora, tomarão seu lugar sem dar tempo para reação. A questão para os executivos das grandes empresas que ainda não se reinventaram é decidir, hoje, de que lado querem estar. Decidir em dois ou três anos já será tarde demais.

 

Gustavo Villa

Pare o tempo que eu quero pensar!

Passamos por quatro revoluções industriais, desde 1760, quando foi dada a largada a uma corrida da sociedade agrária, que migrou do campo para as cidades, incorporando nos dias atuais recursos nas áreas da Física, Biologia e Digital. Esse tripé nos faz conviver com veículos autônomos, robótica, impressão 3D, diagnóstico, tratamento e engenharia genética, IoT e modelos disruptivos de negócios. De fato, vivemos em um mundo totalmente conectado, vivemos a Jornada para o Digital.

 

Diante de tanta velocidade e volume de novidades, muitas vezes, sentimos uma sensação de perda do controle iminente. Pudera, o que era linear tornou-se exponencial, o que era concreto está migrando para a “nuvem” e o que era evolutivo, tornou-se disruptivo. Com tantos novos conceitos tomando conta de nossas vidas, não podemos viver sofrendo, mas sim, nos adaptando. O desafio aumentou.

 

Se vivemos numa sociedade hiperconectada, vamos encarar no nosso cotidiano uma tecnologia social e pervasiva, onde tudo ocorre em tempo real, pilotada por uma nova geração que, necessariamente, impacta num novo ambiente de trabalho. Vamos ter que lidar com anseios e sentimentos de autorrealização (comunicação), autoestima (redes sociais), segurança e mesmo fisiológicas (internet e energia entraram nesta categoria).

 

Agora vamos pensar tudo isso no ambiente da sua empresa. Transformar um negócio em digital não é parar para pensar, pois neste exato momento, alguma área da sua companhia está se movimentando nesta direção, seja pelo e-commerce, pela equipe comercial com plataformas de CRM e BI, pelo RH ao atender uma demanda crescente de colaboradores que se conectam via home office e assim por diante. As transformações não param.

 

Um exemplo é a plataforma móvel EasyTaxi, que permite que os clientes encontrem e utilizem táxis mais rapidamente em mais de 30 países no mundo inteiro. A empresa hospedou seu aplicativo móvel e armazenou a documentação dos motoristas de táxi na nuvem, passando a comportar mais de 300 mil solicitações por minuto em sua API, além de conduzir pesquisas de texto em bilhões de documentos indexados.

 

Quer ver outro caso? Quando a GOL Linhas Aéreas decidiu criar um sistema de entretenimento a bordo, a empresa percebeu que a nuvem seria a melhor opção, por conta da quantidade enorme de conteúdo. A GOL tem contratos com as principais empresas de comunicação do Brasil, que publicam novos conteúdos diretamente no servidor central.

 

Por isso, a empresa organizou-se com diversos parceiros de negócios, permitindo que eles publicassem e modificassem anúncios remotamente, com base nos destinos do passageiro.

 

Desde a implementação da Intranet a bordo, a companhia aérea GOL ganhou agilidade e melhorou o tempo de introdução no mercado.

 

Normalmente, as atualizações de software da GOL são mais rápidas do que se ocorressem localmente, e há flexibilidade de expandir ou diminuir a capacidade de acordo com as necessidades da companhia.

 

Porém, essa jornada tem algumas pegadinhas, que somadas, podem travar o crescimento do negócio lá na frente. A velocidade empenhada que tratamos aqui é alta. As respostas às situações emergenciais podem ser provisórias e se estenderem ao status de permanentes (acende aqui uma luz vermelha).

 

Esse cenário pode se agravar ainda mais com a alta taxa de turnover de profissionais. Eles saem e levam consigo muito do capital intelectual de suas funções e atividades exercidas. Junto, também saem as situações de problemas e soluções, muitas vezes não documentadas para aquele departamento.

 

Talvez este seja o seu momento para:

  •   Olhar os problemas do negócio atual, sob uma outra ótica;
  •   Adquirir tecnologias com mais consciência e visão de médio e longo prazos;
  •   Ter uma estratégia de transformação digital do negócio;
  •   Desenhar o mapa de onde quer chegar;
  •   Pensar como as tecnologias digitais podem impactar e criar rupturas no seu negócio.

 

A nuvem é a base para que novas tecnologias, como a Internet das Coisas e Big Data, sejam incorporadas à realidade das empresas. As mudança de base tecnológica observadas recentemente estão proporcionando grandes transformações nos negócios, e o UOLDIVEO pretende apoiar as empresas interessadas em se beneficiar dessas tecnologias inovadoras.

 

Não hesite, não postergue, não procrastine. Mais do que nunca, busque caminhos, compartilhe seus desafios e desenhe sua jornada de transformação dos negócios hoje mesmo.

 

UOLDIVEO

 

 

Qual é a nova posição do CIO na era digital?

Tenho me deparado muito com essa indagação: qual é a nova posição do CIO nesse mundo digital?

O mundo digital abre possibilidades enormes para todos os profissionais: marketing, vendas, mas especialmente para o executivo de TI.

Para continuar sendo importante, o CIO precisa deixar de ser visto como centro de custo e precisa passar a ser visto como gerador de receita.

Esta característica fica muito clara em pesquisas constantemente publicadas pelo Gartner que mostra que, especialmente em países latino-americanos, a otimização de custos está entre as principais preocupações destes profissionais. Questão importante, mas que não estão relacionadas a estratégias de crescimento de uma empresa.

Para assumir o papel de líder de inovação e impulsionador do negócio, o executivo deve encarar essa nova etapa como uma enorme oportunidade e não como uma ameaça a sua posição atual.

A grande vantagem que o CIO tem é o enorme conhecimento, muitas vezes acumulado por anos de aprendizado e prática, que os novatos ou os oriundos de outras áreas não possuem. A “mão na graxa” nessas horas faz a diferença para conectar o negócio com a tecnologia.

Nunca se abriu um universo tão amplo de oportunidades como na era digital.

Toda a indústria está se transformando, das tradicionais gravadoras de música, varejo e até bancos estão sendo reinventados. Aplicativos são criados a todo momento para alegria, e ao mesmo tempo, arrepio de muitos.

E é justamente nesse cenário que o CIO pode e deve ter papel fundamental.

Agora, a postura tem que seguir o mesmo ritmo das mudanças. O profissional além de continuar se aprimorando deve se desapegar do jeito antigo de fazer as coisas.

É preciso se manter atento às negociações de SLA que correspondem à qualidade adequada ao serviço prestado, acompanhe os resultados (KPI), que devem estar disponíveis na maioria das vezes em real time, mas acima de tudo se manter focado no negócio.

Se o CIO não fizer isso, certamente alguém da organização fará.

Boa sorte e conte conosco!

 

Antes que seja tarde

Por que o comportamento do consumidor importa na transformação digital dos negócios?

Durante boa parte do ano de 2015 e o ano todo de 2016, vimos o tema “transformação digital” virar “mainstream” entre as empresas.

Em 2016, porém, o “buzz” em torno do assunto ficou mais claro pela mudança rápida em mercados consolidados como TV por assinatura, Taxi e instituições financeiras.

Serviços disruptivos como Netflix, Uber e as Fintechs mudaram a forma como nos relacionamos com empresas e ficou claro que é um processo sem volta. Quem detém o poder, o consumidor, decidiu experimentar e percebeu que as novas opções agradam mais.

O mercado sabe disso e reage na mesma velocidade. Não à toa, um estudo realizado pela BCG apontou que dos US$ 96 bilhões levantados em fundos de capital de risco desde a virada do século, US$ 4 bilhões foram especificamente para fintechs do mercado de capital.

Para se ter ideia do peso da transformação digital, a Fitch Ratings avaliou que as Fintechs não ocuparão o espaço dos bancos – não por que não tem relevância para o consumidor, mas sim por que as instituições financeiras, percebendo a mudança do mercado, estão mudando e dando muito mais peso para suas estratégias de atuação digital.

Mas por que o comportamento do consumidor importa?

Os institutos de pesquisa alertavam anos antes para a transformação digital que o mundo está passando e que as empresas precisavam se adaptar, sob o risco de se tornarem irrelevantes.

Mas digital pelo digital não importa.

Digital só importa à medida que o comportamento do cliente muda e isso passa a fazer sentido para ele.

Quando uma empresa de café em capsulas decide lançar uma cafeteira que permite que você programe, de qualquer lugar do mundo, o horário que seu café deve ser preparado, para você chegar em casa e encontrar ele pronto e quente na xícara, não estamos falando de simplesmente agregar uma função nova em um produto, mas sim em como melhorar a experiência de consumo usando a vantagem do mundo hiperconectado.

Casos mais clássicos como da Netflix também são sintomáticos: As pessoas têm perfis e rotinas diferentes. Por que tentar enquadrá-las em um padrão, se é possível entregar conteúdo de acordo com suas preferências, na hora que ela deseja? Experiência de consumo elevada à décima potência.

No mundo B2B não é diferente.

Saber quem influencia, quem decide e quem autoriza a compra dentro de qualquer processo de compras é trivial dentro do comercial e marketing, porém, isso não diz nada a respeito da experiência do cliente.

Entender como este mundo hiperconectado afeta a rotina dos envolvidos e dos seus clientes é que muda tudo.

Por isso, para convencer de que a transformação digital dos negócios é importante, antes entenda como é a jornada do seu cliente e como ela impacta a forma como ele interage com seu negócio. Antes que seja tarde.

Machine learning e Inteligência Artificial 5 dicas na visão de um desenvolvedor.

  1. Qual é o primeiro passo para um desenvolvedor iniciar em Inteligência Artificial e Machine Learning?

Estudar. É importante compreender fundamentalmente os algoritmos que você estará usando, caso contrário, cada método de Machine Learning é uma caixa preta. Então tente fazer projetos ML, como competições Kaggle, onde você tem uma definição clara do que você está tentando aprender – como um algoritmo específico ou kit de ferramentas. Você vai falhar, muitas vezes, mas é assim que melhor aprender ML técnicas.

 

  1. Quais são os principais processos de criação para o Machine Learning?

O primeiro e mais importante passo é entender o problema que você está tentando resolver. Quais são as entradas e saídas desejadas? Quais são os dados? Completamente compreender os dados, antes de experimentar com algoritmos. Caso contrário, você pode ter nenhuma confiança realista na qualidade do resultado ou confiabilidade. Você provavelmente também precisará pré-processar e transformar os dados, e talvez obter mais dados. O próximo passo no processo ML é considerar os algoritmos e métodos que você tem à sua disposição. Para os algoritmos que são adequados para o seu problema e dados, existem muitos critérios a considerar, tais como fiabilidade, eficiência, escalabilidade, e assim por diante.

 

Os principais pontos são:

  • Defina o problema;
  • Analisar e preparar os dados;
  • Selecionar algoritmos;
  • Execute e avalie os algoritmos;
  • Melhore os resultados com experimentos focalizados;
  • Finalizar resultados com ajuste fino.

 

  1. Quais são as melhores ferramentas ou plataformas de machine learning para desenvolvedores?

Isso realmente depende de quais problemas você está tentando resolver, especificamente os dados que você está lidando. Dito isto, open-source reina supremo. Existem muitos kits de ferramentas de alta qualidade e de código aberto para aprendizado de máquinas para que os desenvolvedores aproveitem e as comunidades são ativas e úteis. No mundo Python, eu realmente gosto Scikit-learn para a sua ampla gama de aprendizagem de máquinas e ferramentas de análise de dados. Pela mesma razão que eu gosto mlpack para C + + desenvolvedores. O NLTK é um go to para métodos e dados de processamento de linguagem natural (PNL), embora os pacotes de aprendizagem profunda implementem algoritmos de PNL de alta qualidade. Se você está tentando fazer análises de streaming, NuPIC é melhor. É o estado da arte da AI, com um incrível repositório e comunidade, e implementado em Python, C ++, Java e Flink. Especificamente para aprendizagem profunda, estamos vendo um monte de estruturas boas e rápidas: confira Theano, Neon ou TensorFlow do Google. Em Java, eu recomendo altamente deeplearning4j.  É aprendizagem profunda de ferramentas de machine learning, escrito por alguns engenheiros muito espertos. 🙂

 

  1. Qual seria atualmente a linguagem de programação recomendada para ML para desenvolvedores?

Python, sem dúvida. A maioria dos kits de ferramentas de aprendizado e análise de dados estão em Python e tem uma comunidade enorme e útil. Os métodos avançados, como HTM e aprendizagem profunda são muitas vezes implementados em Python.

 

  1. Como o machine learning é diferente da machine intelligence?

ML está construindo sistemas de software que visam melhorar com experiência. Algoritmos de ML executam tarefas específicas e estreitas, como jogar um determinado jogo. Um exemplo é a aprendizagem profunda ou algoritmos de clustering. MI é a manifestação de software da inteligência: não a capacidade de realizar uma tarefa específica, mas sim a capacidade de descobrir a estrutura no mundo através da interação sensório-motor e, em seguida, usar esse conhecimento para atingir objetivos. Talvez uma definição mais clara de MI seja através de seus requisitos: a máquina deve aprender a partir de fluxos de dados sem rótulos, continuamente, ao fazer previsões, detectar anomalias e fazer classificação, ou seja, o que o cérebro humano faz.

 

Grande abraços e até a próxima.

Luiz Eduardo