uoldiveo - Dicas para tirar os projetos do papel e cumprir os prazos

3 dicas para tirar os projetos do papel e cumprir os prazos

Projeto em TI é uma atividade crítica recorrente, assim como os seus requisitos: as necessidades são urgentes, os cronogramas são apertados e as expectativas do cliente estão lá em cima. O ponto é que mesmo com todo o empenho das equipes, ao longo das semanas, é possível observar que os projetos não saem do papel da forma idealizada e, pior, com prazos completamente estourados.

Mas como evitar os motivos que levam ao caos tantos projetos de TI?

1 – Tenha claro o escopo contratado

O primeiro e mais típico dos motivos que levam ao caos são os mal-entendidos com relação ao que o cliente deseja versus o que ele contratou, considerando a capacidade de entrega do fornecedor. O entendimento do projeto é fundamental e vai determinar o seu sucesso ou fracasso. Você realmente entendeu a necessidade do cliente e o escopo que foi contratado? Você possui recursos suficientes para cumprir a proposta?

Pode parecer óbvio, porém é primordial avaliar o contrato assinado pela área comercial. A situação é mais comum do que se imagina, sobretudo em empresas de pequeno e médio portes. E em muitas empresas grandes que não possuem tanta maturidade em TI, o que é comum em setores como saúde, agricultura, construção civil, entre outras.

2 – Planeje a contratação dos recursos

Apresente um cronograma viável frente à complexidade do projeto. Em muitos casos, os projetos já começam atribulados porque não foram avaliados os recursos necessários para as tarefas. Além disso, não há tempo hábil para contratações ou treinamentos. Ou seja: não há recursos disponíveis dentro de casa.

Esse cenário conturbado dá origem a outras grandes dificuldades que atrapalham os cronogramas e tiram o sono dos gerentes de projeto, como por exemplo a má comunicação.

3 – Defina bem o papel do gerente de projetos

Podemos dizer que o gerente desempenha uma função que vai além de escriba. É ele quem vai realizar a documentação do projeto e registrar todos os passos necessários para concretizar uma tarefa dentro de um modelo de segurança, pontuando os prazos, negociando possíveis atrasos e fazendo novos acordos. O gerente de projetos precisa ser alguém com capacidade de comunicação com todos os envolvidos – tanto stakeholders quanto sua própria equipe – garantindo que o projeto flua dentro do esperado.

Vale lembrar que a capacidade de negociação do gerente é um dos grandes desafios para o cumprimento dos prazos. Quem nunca se deparou com “brigas” via e-mail com inúmeras pessoas copiadas, com réplicas e tréplicas de acusações, normalmente com o assunto se desviando do foco inicial? Além de ser uma situação vexatória, demonstra a falta de sensibilidade do gerente em avaliar a proposta técnica e estudar com sua equipe antes de conversar com cliente.

A importância de manter o cronograma em dia

Cumprir prazos significa manter o cliente satisfeito e se comprometer com ele, mas para tal é preciso fazer cálculos dentro do universo de trabalho disponível. Muitas vezes, a área comercial faz propostas audaciosas e a área técnica precisa correr para entregar, faça chuva ou faça sol. Isso não é saudável e qualquer erro pode comprometer o relacionamento com o cliente.

Outro ponto é a famosa definição de prioridades: ninguém quer ouvir que tal item em um projeto é mais importante do que outro. Porém, é preciso saber a hora de negociar prazos, pois nem sempre é possível dar vazão a todas as tarefas simultaneamente.

Por fim, entregar um projeto dentro do prazo e com todas as exigências do contrato exige uma comunicação bastante alinhada entre toda a equipe, além de muito jogo de cintura para negociação de cronogramas. Não se engane: os recursos são sempre limitados e quanto mais clareza você conseguir estabelecer em um projeto, melhor para todos.

 

Luis Francisco Felizola Soares

Transformação digital: entenda o papel do cloud computing

Transformação digital: entenda o papel do cloud computing

Muito se tem falado sobre transformação digital como um conceito. Entretanto, não se trata de uma teoria para o futuro, mas sim de algo pelo qual as empresas precisam dar o máximo de atenção para continuarem vivas e se manterem competitivas.

Diariamente somos impactados pela transformação digital, mas no mundo corporativo isso implica em uma mudança radical na estrutura das organizações. Vivemos o período em que TI está deixando de ser coadjuvante para desempenhar um papel estratégico central, apoiando as empresas a melhorarem seu desempenho, garantindo resultados cada vez mais satisfatórios.

O IDC prevê em seu estudo “Guia de gastos Transformação Worldwide Digital” que os investimentos das empresas globais com projetos para promover a transformação digital em 2017 devem passar de US$ 1,2 trilhão, um aumento de 17,8% em relação a 2016.

Os gastos com a transformação digital nas organizações, segundo a pesquisa, terão crescimento anual da ordem de 17,9%, chegando em 2020 com despesas da ordem de U$ 2  trilhões comparados a 2015. E para seguir o caminho da era digital, as companhias deverão investir em cloud computing, mobilidade, Big Data, Internet das Coisas (IoT), Inteligência Artificial e computação cognitiva.

 

E como a computação em nuvem está contribuindo para isso?

O primeiro pré-requisito para uma empresa ingressar ou expandir sua estratégia rumo à transformação digital é planejar o uso de uma tecnologia robusta e inovadora, que acompanhe o crescimento do negócio no curto, médio e longo prazos. As empresas devem estar antenadas às tendências ditadas pela IoT (Internet das Coisas), mídias sociais, dispositivos móveis e, principalmente, a nuvem.

A computação em nuvem é a base para a transformação digital, já que permite às empresas serem mais ágeis, terem mais performance, segurança e redução de custos.

Com os negócios cada vez mais digitais, praticamente todos os setores da economia estão sendo impactados e isso acabará beneficiando não só as empresas, mas especialmente os clientes que fazem parte das novas gerações e que possui um nível de afinidade maior com as novas tecnologias. Como a evolução não pára, novos produtos e serviços serão lançados e os tradicionais modelos de negócios sofrerão mudanças.

As companhias que pensarem digitalmente terão mais oportunidades para melhorar as experiências do usuário, aumentar a flexibilidade, incrementar os negócios e minimizar as despesas.

A cloud computing é fundamental para que as empresas, independentemente de seu porte e setor, encarem os desafios impostos pela transformação digital.

 

reduzir custos infraestrutura

5 maneiras de avaliar se infraestrutura e operações estão drenando seu orçamento de TI

A redução nos custos é uma busca interminável na maioria das empresa, principalmente em tempos de crise.
O crescimento lento – e muitas vezes até a redução – dos orçamentos de TI, tem feito com que grande parte dele seja usado para manter os sistemas e a operação funcionando – limitando a agilidade das empresas.
É exatamente este cenário que tem imposto desafios para CIOs e gestores de TI, que agora precisam concentrar seus esforços em áreas que podem garantir redução de custos significativa para alocação em outras frentes antes sequer consideradas.

Para ajudar você, algumas perguntas devem ser feitas para avaliar oportunidades de otimização de custos:

1) Você conhece o custo total de aquisição (TCO) do seu ambiente?

TCO – Total cost of ownership – como o próprio termo diz, avaliar os custos totais de aquisição – diretos e indiretos – associados a um ativo durante seu ciclo de vida é a chave para identificar oportunidades de redução de custos e comparar o ambiente atual com outras alternativas.
Ele também é mais rápido e mais fácil de usar do que os custos reais vindos de relatórios financeiros, já que além de demorados, normalmente não permitem uma visão simplificada e detalhada o suficiente para uma adequada avaliação.

2) Você avalia constantemente o tempo de depreciação dos ativos de seu Data Center e estratégias alternativas disponíveis no mercado?

Estender a depreciação dos equipamentos pode parecer uma opção inteligente, mas de fato isto gera um custo maior de longo prazo.
A tecnologia de servidores evolui a cada ano, oferecendo maior performance, menor depreciação, redução no consumo de energia, etc. A redução do consumo de energia pelos novos equipamentos já permite justificar facilmente a decisão de investimento.
Outra alternativa é a opção por soluções de Cloud Computing, que hoje tem à disposição soluções específicas para cada característica de ambiente e aplicação.
Por exemplo, se sua empresa possui sistemas legados em ambientes depreciados, há nuvens que podem atender melhor este tipo de cenário.

3) Grande parte da infraestrutura e operação de data center ainda é mantida dentro da própria empresa?

De acordo com a consultoria Gartner, os custos de Infraestrutura e operações representam aproximadamente 70% do orçamento de TI de empresas de pequeno e médio porte, e aproximadamente 80% dos gastos em execução.

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A recomendação da empresa é que Infraestrutura e operações seja o ponto focal para redução destes gastos.

Justamente neste ponto consideramos a utilização de serviços de Data Centers e Managed Service Providers (MSPs) uma opção para que empresas consigam o benefício da redução de custos, além de altos índices de qualidade e SLA na prestação de serviços.

4) Qual esforço está sendo colocado para reduzir os custos com Storage?

Para a maioria das empresas, o TCO de storage não vai diminuir dentro de três anos, porque o crescimento de armazenamento está superando o declínio no custo de armazenamento por Terabyte. Sem fortes estratégias de contenção de custos, o aumento no armazenamento pode consumir a economia de custos em outras áreas.

5) Você sabe exatamente onde e como Cloud Computing faz sentido em seu ambiente de Infraestrutura e operações?

Cloud muitas vezes entrega redução de custos, mas nem sempre. Por isso é importante entender onde e como Cloud Computing entrega valor. O ponto de partida é ter em consciência de que não há uma solução ou modelo de cloud que se adeque a qualquer necessidade de TI.

Há diversas soluções no mercado e cada uma delas entrega benefícios diferentes ao ambiente de TI das empresas – inclusive redução de custos.

Quando falamos em redução de custos, Disaster Recovery (DR), é um bom exemplo.
Eles são concebidos para serem usados somente como medida emergencial em situações bastante atípicas e por isso permanecem a maior parte do tempo ociosos.

Manter infraestrutura para suportar o plano de Disaster Recovery sem nuvem, depende de altos investimentos e de bastante tempo. Os custos com equipamentos são altos e normalmente os processos são realizados em localidades geográficas distintas. Caso sua empresa ainda não tenha utilize DR em Cloud, esta é uma boa oportunidade para redução de custos sem abrir mão de disponibilidade e segurança.

Por fim, outra forma de redução de custos está diretamente associada a um dos entraves mais críticos nos orçamentos de TI: a rigidez da contratação de infraestrutura tradicional, pouco variável conforme as necessidades do negócio e volatilidade de demanda.

Fonte:
Gartner, Ago 2014, Best Practices to Drive Cost and Value Optimization for Infrastructure and Operations.