“Porque escolher OpenStack?”: A primeira pergunta que você deveria saber responder

“OpenStack. Ok… é uma tecnologia de nuvem. E?”

Foi essa minha reação quando ouvi falar na mais famosa plataforma Open Source de orquestração de nuvem pela primeira vez.

Naquele momento, o principal ponto para mim era entender o valor do OpenStack para empresas, altos executivos, gestores e quem lida no dia a dia com infraestrutura e desenvolvimento.

Não demorou para entender o valor por trás da tecnologia, mas uma dúvida ainda continuava:

Será que todo profissional de TI sabe o real valor do OpenStack? E se todo mundo ainda tiver um “E?” na cabeça?

Para entender o valor, primeiro é preciso pensar na transformação que estamos passando.

O mundo cria 2,5 quintilhões de bytes de dados diários.
90% dos dados no mundo de hoje foram criados nos últimos dois anos!

Este volume de informações vai continuar a aumentar e os motivos são muito claros: mobile, social, IoT.
Pessoas conectadas. Objetos conectados. O mundo girando em torno de dados.

E olhando para o mundo das empresas, as oportunidades para este novo momento que estamos vivendo são inúmeras. Quem tem mais agilidade para se adaptar a este mundo de dados para criar novos negócios e modificar a maneira que as coisas são feitas tem uma vantagem competitiva fundamental.

Nota mental: Agilidade

A área de TI das empresas precisa ter capacidade de escala para enfrentar os desafios de volumes crescentes de dados, mas ao mesmo tempo precisam garantir que as informações estão seguras e facilmente acessíveis.

Para manterem-se competitivas, as empresas devem usar tecnologias que entreguem agilidade e capacidade de uso rápido e OpenStack oferece isto.

Não à toa, Yahoo, Cisco WebEx, Mercadolibre, Red Hat, PayPal e American Express usam OpenStack. E mais: existe uma comunidade global de mais de 40.000 usuários e mais de 500 empresas contribuindo ativamente com ele.

E onde está o valor do OpenStack frente às outras nuvens?

Comecemos pelas nuvens privadas.

Existem ótimas plataformas de cloud computing que podem ser usadas para construção de nuvem privada, mas junto com a maioria delas vem a condição de estar sujeito às regras de financeiras e de uso do fornecedor; e isto pode justamente levar a empresa a não atingir seus objetivos de agilidade.

O OpenStack cobre esta lacuna, como o Linux fez no passado. O valor está no serviço e não no produto. A empresa passa a ter liberdade para decidir.

Nota mental: Liberdade

É estratégico construir a nuvem por conta própria? Ok.
É estratégico usar o know-how de um fornecedor especializado para acelerar o projeto e reduzir riscos? Ok.
Deseja alterar a forma como o OpenStack funciona para atender uma característica do negócio? Ok também.

A decisão é da empresa e pode ser mudada a qualquer momento.

Mas e a nuvem pública em OpenStack?

O mundo muda o tempo todo e com os negócios não é diferente.

Além da agilidade, flexibilidade e elasticidade proporcionada pelas nuvens públicas, a liberdade também faz parte do cenário. Liberdade de levar as cargas de trabalho de um provedor de serviços para outro a qualquer momento. Liberdade para levar cargas de trabalho para a nuvem privada em tecnologia OpenStack, sem grandes esforços e investimentos. Liberdade para integrar a nuvem pública e privada. Liberdade.

Além disto, a gigantesca comunidade OpenStack contribui todos os dias com melhorias, novidades e solução de problemas à uma velocidade incomparável com qualquer outra empresa do mundo. O resultado disto é rapidez para atingir a maturidade da solução.

Nota mental: Maturidade.

É “cool” usar OpenStack pela novidade e pela liberdade, mas acima de tudo, a possibilidade de usar e gerir infraestrutura se aproveitando da maturidade já obtida, olhando para o futuro e para onde a plataforma está caminhando faz do OpenStack uma plataforma a ser considerada na estratégia de adoção de nuvem pelas empresas.

Por fim, é importante ter em mente aquilo que grandes institutos de pesquisa de tecnologia tem repetido constantemente: não existe uma nuvem ideal para todas as aplicações e nem toda aplicação funciona adequadamente em qualquer nuvem.

Uma estratégia multicloud, onde a decisão das nuvens a serem usadas passa pela análise das características das aplicações e seus requisitos de negocio é fundamental para o sucesso da adoção massiva de cloud computing.

O UOLDIVEO tem ajudado empresas na escolha, construção, gestão e melhoria de nuvens públicas, privadas e híbridas e por isso recomendo conhecer nossos serviços e falar com um de nossos especialistas em nuvem.

Site: uoldiveo.com.br
Contato: 11 3092 6161

O que você precisa saber antes de desenvolver aplicações para a nuvem

Vivemos em uma sociedade hiperconectada, com smartphones, tables e outros dispositivos móveis fazendo parte de nosso dia a dia. A velocidade das transformações é aluciante e aumenta a cada dia. 🙂

Os antigos processos de desenvolvimento e gestão do ciclo de vida das aplicações foram baseados no conceito que o sistema era desenhado para ser praticamente estático na TI tradicional. As modificações, sejam por incremento de novas funcionalidade ou aspectos pertinentes a demanda do negócio, eram acumuladas e embutidas em nova versões do software, em ciclos de no mínimo um ano entre estas mudanças.

O mercado demanda mudanças urgentes e para vencer é necessário proporcionar uma boa experiência de uso aos usuários. A busca por melhores experiências deve ser contínua. As evoluções fazem com que o ciclo de vida das aplicações passem de longos períodos de requerimentos e desenvolvimento, para um modelo em contínuo “estado beta”, ou seja, em evolução constante, em intervalos cada vez mais curtos.

Atualizações não são mais anuais, mas sim mensais, semanais ou mesmo diárias!

É exatamente por causa dessa mudança de paradigma, onde características das aplicações tradicionais se distinguem das características da nova geração de aplicações que a implantação de aplicativos em um ambiente de nuvem pode ser muito diferente de implantá-los em um ambiente de TI tradicional.

É esperado que a nova geração de aplicativos em nuvem tenham a capacidade de adicionar e reduzir a elasticidade sem impactar a performance da infraestrutura.

Os aplicativos considerados cloud native utilizam:

  1. Recursos via API (Application Programming Interface)
  2. CLI (Command-line Interface)
  3. SDK (Software Developement Kit)

Tudo isso permite que os processos de desenvolvimento e operação do aplicativo funcionem de forma integrada, permitindo que o desenvolvedor atue inclusive como um DevOps.

O DevOps representa uma ruptura na cultura tradicional de desenvolvimento e gestão do ciclo de vida das aplicações. Ao utilizar os conceitos já consagrados de “agile development” e adiciona também as práticas de “lean startup”. E ao oferecer um conjunto de ferramentas aos desenvolvedores como as APIs, CLI e SDK possibilita a utilização de nuvens sem lock-in como o OpenStack – o maior orquestrador de nuvens em opensource para IaaS.

Com a nuvem OpenStack, por exemplo, os desenvolvedores possuem diversas possibilidades de criação dos seus aplicativos, podendo escolher diversas linguagens de programação tanto via SDK ou APIs.

A nova geração das aplicações permite a consolidação da nova TI. De modelos monolíticos, altamente integrados e fechados em si mesmo, para um modelo de serviços, com pontos de contato com o mundo exterior através de um ecossistema de APIs. Na prática, nenhuma aplicação é uma ilha isolada. Ela deve proporcionar experiências positivas para seus usuários.

As empresas responsáveis por produzir software estão cada vez mais alinhadas com o movimento DevOps.

O que todo profissional de TI deve saber sobre OpenStack

O que Yahoo, Cisco WebEx, Mercadolibre, Red Hat, PayPal e American Express tem em comum?

Todos eles usam OpenStack.

Estes são apenas alguns exemplos de que OpenStack tem conquistado o cenário de TI e, ao longo do último ano, tem captado a atenção das comunidades de TI e de negócios.

Enquanto a maioria dos CIOs já entendem os benefícios da nuvem privada, pública e híbrida, muitos ainda estão no escuro quando se trata de serviços de TI específicos que OpenStack fornece.

Com uma comunidade global de mais de 40.000 usuários e mais de 500 empresas contribuindo ativamente, o OpenStack veio para ficar.

Porque as empresas estão aderindo ao OpenStack?

De acordo com dados de mercado, o mundo cria 2,5 quintilhões de bytes de dados diários, o que significa que 90 por cento dos dados no mundo de hoje foram criados nos últimos dois anos.

Este é um exemplo de que as empresas precisam escalar rapidamente para enfrentar os desafios de volumes crescentes de dados, mas também querem ter certeza de que suas informações estão seguras e facilmente acessíveis.

A forma como usamos e pensamos tecnologia está evoluindo mais rápido do que nunca. Para manter-se competitivas, as empresas devem usar tecnologias que entreguem agilidade e capacidade de uso rápido e OpenStack oferece isto.

Mas o que é o OpenStack?

OpenStack é um software de código aberto, o que significa que qualquer pessoa pode acessar o código-fonte, fazer as modificações necessárias e compartilhar livremente essas mudanças a comunidade em geral.

Seu propósito é realizar a orquestração da nuvem e seus componentes de infraestrutura, por meio de um padrão pré-estabelecido, apoiado por vários fornecedores, evitando assim o lock-in de hardware e software.

Isso também significa que OpenStack tem o benefício de milhares de desenvolvedores em todo o mundo trabalhando em conjunto para desenvolver um produto mais forte, mais robusto e mais seguro, com uma capacidade de desenvolvimento e correção de erros além de qualquer empresa do mundo.

Por outro lado, o que muitos usuários e desenvolvedores tem revelado é a necessidade de se aprofundar tecnicamente na tecnologia para conseguir lidar com o OpenStack no dia-a-dia. As empresas devem estar preparadas para dedicarem talentos reais de programação e arquitetos sênior, e devem estar preparadas para passar até dois anos trabalhando em “Q.A.” até conseguirem qualquer implementação funcional.

A Dualtec, empresa especializada em cloud computing, adquirida pelo UOLDIVEO, passou por este desafio antes de ter sua oferta de nuvem pública estável e seus processos maduros para atender ao mercado.

É exatamente neste ponto que o UOLDIVEO pode colaborar com as empresas, já que além de fornecer nuvem pública em OpenStack com características pre-determinadas, ainda apoia grandes empresas na construção, gestão e otimização de nuvem privada, com características customizadas.

O que vimos no OpenStack Summit Austin 2016

Aconteceu em Austin Texas, USA, a última edição do OpenStack Summit – evento dedicado a plataforma de Cloud Computing OpenSource que é um fenômeno mundial para a criação de nuvens publicas, hibridas e privadas.

Para quem não conhece o evento ele acontece duas vezes por ano em alguma cidade do mundo e tem como objetivo promover discussões, palestras e workshops que abordam diversos aspectos sobre Cloud Computing e OpenStack reunindo gestores, operadores de nuvens e desenvolvedores.

Simultaneamente com o evento acontece o Design Summit, onde os desenvolvedores que contribuem para o OpenStack se reúnem para discutir e planejar o próximo release que deverá ser lançado em meados de outubro e se chamará Newton.

Já participo deste evento desde 2011 e o que sempre me chama atenção é o crescimento em número de participante, esta edição contou com 7.500 participantes. Mil vezes mais do que a primeira edição do evento que ocorreu na mesma cidade em 2010.

O evento começou com uma grande surpresa: a inesperada presença do Gartner realizando o Keynote de abertura. Surpresa visto que nos últimos anos eles questionaram diversas vezes a maturidade do OpenStack para uso nas grandes corporações. Este Keynote histórico foi a confirmação de que o Gartner mudou de opinião reconhecendo a maturidade e aderência do OpenStack nas grandes corporações.

Destaco aqui alguns dos tópicos mais discutidos durante esta edição:

1) Network Function Virtualization (NFV): Tópico que desperta muito interesse principalmente das empresas ligadas a Telecom e que enfrentam o grande desafio de lidar com um alto e crescente volume de dados necessitando de alternativas mais ágeis e econômicas para as soluções proprietárias da hardware resultando em flexibilidade, velocidade e economia na criação de novos serviços e produtos.

A fundação OpenStack possui um grande foco em expandir o suporte e criar novas funcionalidades relacionadas a NFV nos diversos módulos do projeto, saiba mais em:
https://www.openstack.org/assets/telecoms-and-nfv/OpenStack-Foundation-NFV-Report.pdf

2) Containers: Outro fenômeno que vem mudando a forma de pensar o desenvolvimento e escalabilidade das aplicações. Este assunto vem sendo amplamente discutido em diversos outros eventos de tecnologia nos últimos dois anos e já foi criado um ecossistema considerável de soluções para containers. Destaco aqui as tecnologias mais citadas:

Containers:

Orquestradores de containers como:

Sistemas Operacionais para containers (Minimalistic Operating Systems):

Ocorreram diversas discussões e demonstrações que abordaram desde módulos do OpenStack que facilitam a orquestração de containers sobre uma nuvem OpenStack exemplo: Magnum, até o uso dos mesmos para rodar os módulos da camada de controle de uma nuvem OpenStack facilitando a operação e a atualização.

3) Software Defined Storage (SDS): As mais citadas durante o evento foram as soluções de SDS’s distribuídas e escaláveis horizontalmente como Ceph, Swift, GlusterFS e ScaleIO. Que são as mais utilizadas em ambiente de nuvem pois fornecem armazenamento de objeto, bloco e filesystem (dependendo da tecnologia) com o potencial de escalar petabytes e acompanhar o crescimento em larga escala que uma nuvem OpenStack pode atingir.

Esta foi mais uma edição com diversas apresentações relevantes, e o OpenStack Summit continua sendo um dos melhores termômetros para medir tendências e aderência de novas tecnologias relacionadas a Cloud Computing.

Convido você para assistir os vídeos que já foram publicados no Website da Fundação OpenStack através do link:
https://www.openstack.org/videos/

Aproveite também para conhecer a nuvem pública em OpenStack do UOLDIVEO: http://www.uoldiveo.com.br/openstack

Um abraço e até o próximo post.