Indústria 4.0: como a nuvem pode ajudar?

Esqueça a imagem de uma fábrica funcionando em linha de produção com uma série de empregados uniformizados trabalhando ao mesmo tempo, enfileirados. Também esqueça a linha de montagem da indústria automotiva, com robôs substituindo trabalhadores.

 

A indústria 4.0 já começou a transformar o chão de fábrica e, cada vez mais, robôs, sensores e processos automatizados, estão tornando os processos mais ágeis e eficientes.

 

Não é exagero dizer que está ocorrendo uma nova revolução industrial, como decorrência da evolução tecnológica. No passado, os homens descobriram que produziam mais com a ajuda de máquinas; hoje eles sabem que podem fazê-las produzir praticamente sozinhas!

 

O termo “indústria 4.0” surgiu na Alemanha em 2011, na Feira de Hannover (Alemanha), como parte da estratégia do governo alemão para o desenvolvimento de alta tecnologia para a manufatura do país. A chanceler Angela Merkel, definiu o conceito da indústria 4.0 como “a transformação completa de toda a esfera da produção através da fusão da tecnologia digital e da internet com a indústria convencional”. O conceito se expandiu para outros países do mundo sob diversas iniciativas de governos como uma tendência tecnológica mundial.

 

Segundo estudo da PwC, a indústria 4.0 é uma força de diferenciação potencialmente disruptiva. Ela gera eficiência na cadeia de suprimentos e na produção, melhora na comunicação com os clientes, redução de desperdício e ganho de eficiência significativo no uso de matérias- primas.

Fonte: TAB UOL

 

A importância da cloud computing na indústria 4.0

Com o mundo cada vez mais virtual, a computação em nuvem se mostra como uma ferramenta fundamental na quebra de barreiras geográficas, aumento da produtividade, conectividade e geração de novas oportunidades para companhias de todos os portes e segmentos.

 

As empresas estão sempre à procura de novas formas de otimizar tempo e agilizar a produção sem abrir mão da qualidade. As soluções em cloud computing oferecem recursos de computação, armazenamento e rede sem precedentes. Os serviços de computação tornam as plataformas capazes de unir automação, robótica e Internet das Coisas, contribuindo para desenvolvimentos inovadores a longo prazo.

 

As grandes questões que vieram junto com a robotização da linha de produção e a transformação digital que as indústrias estão passando incluem:

  • Como os seres humanos podem obter melhor suporte para o trabalho na fábrica?
  • Como conectamos várias fábricas de diferentes empresas?
  • Como compartilhamos dados nesse mercado?
  • Como os softwares, sensores e tecnologia RFID interagem?
  • Como um produto auto-consciente se comunica com o ambiente?
  • Como lidar com grandes dados?
  • Como os dispositivos móveis podem ser integrados?
  • Com quais níveis de segurança de dados precisamos?
  • Qual impacto a produção inteligente tem no projeto e na construção da fábrica?

 

Entenda o que a nuvem agrega neste cenário:

A cloud computing e a indústria 4.0 caminham lado a lado, permitindo que diversos sistemas garantam a performance com total tranquilidade, disponibilidade, acessibilidade e economia de recursos.

 

Além disso, a computação em nuvem se mostra como uma ferramenta fundamental na quebra de barreiras geográficas, aumento da produtividade, conectividade e geração de novas oportunidades para companhias de todos os portes e segmentos. As soluções em cloud computing podem garantir este desempenho, já que ajudam com as ferramentas de colaboração e integração entre os departamentos, permitindo uma produção mais rápida e melhor comunicação, reduzindo as chances de erro.

 

Outro benefício da nuvem é que permite realizar um controle maior das operações, com a vantagem da mobilidade, apoiando os gestores a acompanharem o andamento das demandas e interferirem em tempo hábil na operação, caso necessário.

 

O fácil acesso às informações e o compartilhamento de dados é outra vantagem importante que vem com a cloud. Como a nuvem não é um locla físico, várias pessoas podem ter acesso aos arquivos e sistemas, o que garante mais agilidade nos processos.

 

E então? Sua empresa já está preparada para usar a cloud computing como um pilar na realidade da indústria 4.0?

 

Fonte: PwC

 

 

UOLDIVEO

 

“Porque escolher OpenStack?”: A primeira pergunta que você deveria saber responder

“OpenStack. Ok… é uma tecnologia de nuvem. E?”

Foi essa minha reação quando ouvi falar na mais famosa plataforma Open Source de orquestração de nuvem pela primeira vez.

Naquele momento, o principal ponto para mim era entender o valor do OpenStack para empresas, altos executivos, gestores e quem lida no dia a dia com infraestrutura e desenvolvimento.

Não demorou para entender o valor por trás da tecnologia, mas uma dúvida ainda continuava:

Será que todo profissional de TI sabe o real valor do OpenStack? E se todo mundo ainda tiver um “E?” na cabeça?

Para entender o valor, primeiro é preciso pensar na transformação que estamos passando.

O mundo cria 2,5 quintilhões de bytes de dados diários.
90% dos dados no mundo de hoje foram criados nos últimos dois anos!

Este volume de informações vai continuar a aumentar e os motivos são muito claros: mobile, social, IoT.
Pessoas conectadas. Objetos conectados. O mundo girando em torno de dados.

E olhando para o mundo das empresas, as oportunidades para este novo momento que estamos vivendo são inúmeras. Quem tem mais agilidade para se adaptar a este mundo de dados para criar novos negócios e modificar a maneira que as coisas são feitas tem uma vantagem competitiva fundamental.

Nota mental: Agilidade

A área de TI das empresas precisa ter capacidade de escala para enfrentar os desafios de volumes crescentes de dados, mas ao mesmo tempo precisam garantir que as informações estão seguras e facilmente acessíveis.

Para manterem-se competitivas, as empresas devem usar tecnologias que entreguem agilidade e capacidade de uso rápido e OpenStack oferece isto.

Não à toa, Yahoo, Cisco WebEx, Mercadolibre, Red Hat, PayPal e American Express usam OpenStack. E mais: existe uma comunidade global de mais de 40.000 usuários e mais de 500 empresas contribuindo ativamente com ele.

E onde está o valor do OpenStack frente às outras nuvens?

Comecemos pelas nuvens privadas.

Existem ótimas plataformas de cloud computing que podem ser usadas para construção de nuvem privada, mas junto com a maioria delas vem a condição de estar sujeito às regras de financeiras e de uso do fornecedor; e isto pode justamente levar a empresa a não atingir seus objetivos de agilidade.

O OpenStack cobre esta lacuna, como o Linux fez no passado. O valor está no serviço e não no produto. A empresa passa a ter liberdade para decidir.

Nota mental: Liberdade

É estratégico construir a nuvem por conta própria? Ok.
É estratégico usar o know-how de um fornecedor especializado para acelerar o projeto e reduzir riscos? Ok.
Deseja alterar a forma como o OpenStack funciona para atender uma característica do negócio? Ok também.

A decisão é da empresa e pode ser mudada a qualquer momento.

Mas e a nuvem pública em OpenStack?

O mundo muda o tempo todo e com os negócios não é diferente.

Além da agilidade, flexibilidade e elasticidade proporcionada pelas nuvens públicas, a liberdade também faz parte do cenário. Liberdade de levar as cargas de trabalho de um provedor de serviços para outro a qualquer momento. Liberdade para levar cargas de trabalho para a nuvem privada em tecnologia OpenStack, sem grandes esforços e investimentos. Liberdade para integrar a nuvem pública e privada. Liberdade.

Além disto, a gigantesca comunidade OpenStack contribui todos os dias com melhorias, novidades e solução de problemas à uma velocidade incomparável com qualquer outra empresa do mundo. O resultado disto é rapidez para atingir a maturidade da solução.

Nota mental: Maturidade.

É “cool” usar OpenStack pela novidade e pela liberdade, mas acima de tudo, a possibilidade de usar e gerir infraestrutura se aproveitando da maturidade já obtida, olhando para o futuro e para onde a plataforma está caminhando faz do OpenStack uma plataforma a ser considerada na estratégia de adoção de nuvem pelas empresas.

Por fim, é importante ter em mente aquilo que grandes institutos de pesquisa de tecnologia tem repetido constantemente: não existe uma nuvem ideal para todas as aplicações e nem toda aplicação funciona adequadamente em qualquer nuvem.

Uma estratégia multicloud, onde a decisão das nuvens a serem usadas passa pela análise das características das aplicações e seus requisitos de negocio é fundamental para o sucesso da adoção massiva de cloud computing.

O UOLDIVEO tem ajudado empresas na escolha, construção, gestão e melhoria de nuvens públicas, privadas e híbridas e por isso recomendo conhecer nossos serviços e falar com um de nossos especialistas em nuvem.

Site: uoldiveo.com.br
Contato: 11 3092 6161

6 mitos inacreditáveis sobre segurança em nuvem

Toda semana dedico um bom tempo a entender quais são os principais problemas e oportunidades que a área de TI das empresas enfrenta no dia a dia e em uma das pesquisas encontrei um artigo da Forbes que colocava segurança como uma das principais preocupações de CIOs para 2016.
Descobri ao mesmo tempo que este é um dos fatores que tem desestimulado a adoção rápida de cloud computing por algumas empresas.

Segurança em cloud? Como assim?

Conversei com diversos especialistas em cloud e segurança, e em nenhum momento consegui chegar à conclusão de que a tecnologia aplicada à maioria das nuvens era determinante para tornar a computação em nuvem mais vulnerável que um ambiente tradicional de TI.

Então, por que tanta insegurança com a segurança?

insegurança
sensação ou sentimento de não estar protegido, seguro.

Um dos motivos é comportamental. O fato da tecnologia de nuvem ser nova pode causar um comportamento mais conservador, fazendo com que alguns profissionais prefiram aguardar testes e casos de sucesso de outras companhias para tomar sua decisão – mesmo isto implicando em agir de forma mais lenta e reativa com relação ao mercado.

O outro motivo é basear-se em informações incorretas. A verdade é que alguns pontos que tenho observado sobre esta insegurança são na verdade fruto de mitos propagados constantemente pela internet e que apenas reforçam uma informação imprecisa, impedindo que profissionais de TI tomem decisão com base em fatos.

Há ainda uma parcela das decisões de adoção de nuvem que estão de fato baseadas em características muito específicas e incomuns que fazem com que a segurança seja um impeditivo.

Chegou a hora de separar verdade de ficção e acabar com alguns mitos sobre segurança na nuvem (IaaS)!

MITO 1: NUVENS PÚBLICAS NÃO SÃO SEGURAS.

O ambiente de nuvem pública pode ser ainda mais seguro do que um ambiente on-premisses ou mesmo um Data Center. O fato é que nenhuma nuvem é igual a outra e por isso o importante é que as empresas tenham critérios claros de controle e visibilidade desejados.

Por se tratar de um ambiente compartilhado, na maioria das vezes os controles aplicados à nuvem são mais rígidos do que em ambientes on-premisses.
Diversas regras de segurança são aplicadas na camada física da infraestrutura, além de existir isolamento lógico entre todos os clientes, fazendo com que os ambientes estejam blindados contra acessos não autorizados.

Um exemplo disso é que o UOLDIVEO, para reduzir os riscos de clientes e do próprio UOL, atualiza constantemente suas tecnologias, regras de firewalls, planos de mitigação de vulnerabilidades para todos componentes de infraestrutura baseado na detecção de tentativas de ataques, além de segmentação de rede e aplicação de patchs de segurança.

MITO 2: SEGURANÇA EM NUVEM É UM NOVO DESAFIO.

A verdade é que a segurança na nuvem não é uma preocupação nova.
A computação em nuvem tem mudado muita coisa no mundo da infraestrutura, mas a maioria das preocupações de segurança, como proteger a infraestrutura e os dados sensíveis, são preocupações antigas.
Requisitos de segurança e de governança são os mesmos independentemente de componentes físicos, virtuais ou de nuvem. Na nuvem, a maneira pela qual as mudanças na infraestrutura acontecem tornam controle e visibilidade ainda mais importantes.

MITO 3: COMPLIANCE É O MESMO QUE SEGURANÇA.

Muitas empresas acreditam que se o provedor de nuvem é certificado, seus sistemas são seguros e invulneráveis à ataques.
Na verdade, o certificado não garante a segurança. Apenas confirma que o que estava definido, foi cumprido no momento da auditoria.
Muitas vezes, os padrões de conformidade às políticas e procedimentos dependem de pessoas ao invés de sistemas automatizados e por isso podem ocorrer falhas entre auditorias. Acreditar que ter certificação é o mesmo que ter segurança – e vice-versa – coloca a empresa em risco.

MITO 4: CLIENTES DE UMA MESMA NUVEM PODE ATACAR UNS AOS OUTROS.

Em uma nuvem pública como VMware vCloud Air, OpenStack, AWS ou Microsoft Azure, os clientes compartilham recursos de computação, armazenamento e recursos de rede.
Como os recursos físicos são compartilhados, muitas empresas se preocupam que sejam atacadas por outros clientes que utilizam o mesmo serviço. Na verdade, existem diversas questões que garantem a proteção entre clientes.

Invadir a camada de virtualização, por exemplo, não é simples. Há poucos relatos deste tipo no mundo e casos deste tipo ocorreram elevando o nível de permissão de um usuário existente, dentro do painel de gestão.

Para evitar isto, é possível isolar a camada de gerenciamento, colocando-a em uma rede separada e ainda que estejam na mesma rede, é possível fazer o isolamento da VLAN.

MITO 5: INVASÕES VIA INTERNET SÃO MAIS AMEAÇADORAS NA NUVEM DO QUE EM UM DATA CENTER.

Ameaças vindas da Internet são reais, mas não são mais ameaçadoras na nuvem do que para qualquer outro ambiente.
Alguns dos principais problemas de segurança em nuvem incluem violações de dados, invasão de conta, APIs inseguras e negação de serviço (DDoS). Estas preocupações não são novas quando falamos em serviços conectados à Internet.
Uma variedade de proteções pode ser utilizada contra esses ataques, que vão desde firewalls, varredura de vulnerabilidades e criptografia para prevenção de intrusão de rede, até credenciais inteligentes.

MITO 6: VOCÊ NÃO PODE CONTROLAR ONDE SEUS DADOS RESIDEM NA NUVEM.

A localização dos dados é uma preocupação importante e muitos países têm leis que não permitem a exportação de dados pessoais ou o seu armazenamento em outro país.
Quando a residência de dados é uma preocupação, especialmente para informações pessoais como informações de saúde, impostos e financeiras, a escolha do provedor de nuvem deve basear-se onde o service provider mantém seus Data Centers em nuvem.
Empresas que fornecem serviços em vários continentes devem, pelo menos, escolher um provedor de serviços que possa satisfazer essas necessidades com Data Centers aderentes à política de cada país.

 

Gostou deste post? Aproveite e baixe gratuitamente nosso whitepaper “Nuvem híbrida: deixe as preocupações com segurança no passado” e saiba mais sobre segurança em nuvem.

Dica: Este whitepaper acima pode ser ainda mais interessante se sua empresa utiliza ambiente virtualizado em tecnologia VMWare.

O que você precisa saber antes de desenvolver aplicações para a nuvem

Vivemos em uma sociedade hiperconectada, com smartphones, tables e outros dispositivos móveis fazendo parte de nosso dia a dia. A velocidade das transformações é aluciante e aumenta a cada dia. 🙂

Os antigos processos de desenvolvimento e gestão do ciclo de vida das aplicações foram baseados no conceito que o sistema era desenhado para ser praticamente estático na TI tradicional. As modificações, sejam por incremento de novas funcionalidade ou aspectos pertinentes a demanda do negócio, eram acumuladas e embutidas em nova versões do software, em ciclos de no mínimo um ano entre estas mudanças.

O mercado demanda mudanças urgentes e para vencer é necessário proporcionar uma boa experiência de uso aos usuários. A busca por melhores experiências deve ser contínua. As evoluções fazem com que o ciclo de vida das aplicações passem de longos períodos de requerimentos e desenvolvimento, para um modelo em contínuo “estado beta”, ou seja, em evolução constante, em intervalos cada vez mais curtos.

Atualizações não são mais anuais, mas sim mensais, semanais ou mesmo diárias!

É exatamente por causa dessa mudança de paradigma, onde características das aplicações tradicionais se distinguem das características da nova geração de aplicações que a implantação de aplicativos em um ambiente de nuvem pode ser muito diferente de implantá-los em um ambiente de TI tradicional.

É esperado que a nova geração de aplicativos em nuvem tenham a capacidade de adicionar e reduzir a elasticidade sem impactar a performance da infraestrutura.

Os aplicativos considerados cloud native utilizam:

  1. Recursos via API (Application Programming Interface)
  2. CLI (Command-line Interface)
  3. SDK (Software Developement Kit)

Tudo isso permite que os processos de desenvolvimento e operação do aplicativo funcionem de forma integrada, permitindo que o desenvolvedor atue inclusive como um DevOps.

O DevOps representa uma ruptura na cultura tradicional de desenvolvimento e gestão do ciclo de vida das aplicações. Ao utilizar os conceitos já consagrados de “agile development” e adiciona também as práticas de “lean startup”. E ao oferecer um conjunto de ferramentas aos desenvolvedores como as APIs, CLI e SDK possibilita a utilização de nuvens sem lock-in como o OpenStack – o maior orquestrador de nuvens em opensource para IaaS.

Com a nuvem OpenStack, por exemplo, os desenvolvedores possuem diversas possibilidades de criação dos seus aplicativos, podendo escolher diversas linguagens de programação tanto via SDK ou APIs.

A nova geração das aplicações permite a consolidação da nova TI. De modelos monolíticos, altamente integrados e fechados em si mesmo, para um modelo de serviços, com pontos de contato com o mundo exterior através de um ecossistema de APIs. Na prática, nenhuma aplicação é uma ilha isolada. Ela deve proporcionar experiências positivas para seus usuários.

As empresas responsáveis por produzir software estão cada vez mais alinhadas com o movimento DevOps.

Escolhendo a nuvem: analisando características e requisitos

Migrar cargas para nuvem se tornou comum atualmente. Empresas que se libertam da infraestrutura fisica tem mais tempo para focar em seu negócio, podem testar mais conceitos e idéias.

Alinhar os custos da infraestrutura à demanda do negócio é um benefício importante para muitas empresas e em alguns caso pode ser importante ter acesso à quantidade considerável de recursos pagando apenas durante o tempo de uso.

Como parte deste caminho, corporações passam a investir mais tempo e dinheiro em suas aplicações pois é parte da tecnologia que potencialmente pode trazer mais diferencial competitivo.
Mas é fundamental escolher o tipo certo de plataforma de Cloud, como explicado por Tulio Christianini no post “Você sabe escolher a nuvem ideal para sua empresa?“.

Definição

Antes de entendermos como as aplicações se relacionam com cada tipo de nuvem, é importante entendermos o conceito de computação em nuvem. Cloud Computing como definido pelo NIST, descreve as 5 caracteristicas essenciais (On-demand self-service, Broad network access, Resource Pooling, Rapid Elasticity, Measured service) que são amplamente disponibilizado por vários players e diversas ofertas de IAAS (Infrastructure as a Service).
Entretanto existem pontos importantes a serem observados antes de escolher a plataforma de Cloud a ser utilizada, pois mesmo atendendo as características descritas pelo NIST, cada plataforma possui capacidades únicas que podem endereçar melhor necessidades especificas.

Há hoje uma grande diversidade de ofertas que vão de nuvens publicas como AWS, Azure, Openstack (aos quais qualquer pessoa ou empresa pode ter acesso à características padronizadas), nuvens privadas, que aceitam requisitos específicos para atender exigências e características de negócios de empresas e nuvens híbridas que integram a nuvem pública com a privada ou mesmo com ambientes de virtualização já existentes.

Nuvens públicas

As núvens públicas possuem grande quantidade de funcionalidades, como APIs, autoscale e baixo custo (muitas vezes existentes em apenas um fornecedor). São ideais para aplicações que estejam preparadas para rodar em Cloud (cloud-ready/cloud-native applications). São aplicações que tem comunicação assincrona, distribuidas, desacopladas e voláteis. Este tipo de aplicação tem deploy automatizado e escala horizontalmente com criação mais VMs, e muitas vezes de forma automática (autoscale).

Entretanto, este tipo de plataforma possui requisitos padrão em relação à funcionalidade, performance e disponibilidade, os quais não são flexíveis e podem não atender as necessidades atuais de todas as aplicações.

Além disso, núvens publicas naturalmente trazem novas variáveis aos ambientes por ela suportados, como contenção momentânea de recursos, pequenas instabilidades de rede e storage, e manutenções com indisponibilidades pontuais em algumas VMs, o que pode trazer problemas para aplicações que não estejam preparadas para este tipo de ambiente. Alguns exemplos são volume alto e constante de IOPs, baixissima latência, comunicação sincrona e características transacionais.

Nuvens privadas

Plataformas de nuvem privada são mais flexiveis em termos de requisitos, possibilitando o atendimento de necessidades específicas de negócios e de aplicações. Isso acelera a adoção de nuvem, mesmo em casos onde não há tempo para adaptação dos sistemas ou ainda na impossibilidade dessa adaptação (software de terceiros, legados) pois permite a migração desses sistemas garantindo performance, disponibilidade e capacidade necessária com a flexibilidade, agilidade e pagamento por uso.

Funcionalidades como reserva de recursos (CPU, Memória, IOPs), Live Migration, DR (Disaster Recovery) nativo e Crescimento Online de VMs (CPU, Memória) fazem diferença em ambientes que não foram concebidos para rodar em nuvem ou ainda aqueles que demandam baixa latência e disponibilidade total de recursos como bancos de dados relacionais, aplicações financeiras e transacionais em geral.

Nuvens híbridas

Outro ponto que pode facilitar a adoção de Cloud é escolher uma plataforma que tenha integração nativa com uma tecnologia de virtualização já utilizada internamente facilitando muito a implantação de nuvens híbridas. Desta forma pode-se aproveitar ferramentas já utilizadas internamente como antivírus, monitoração, automação, imagens
e controles de segurança. A nuvem VMware, por exemplo, oferece o benefício de um console único de gerenciamento e funcionalidades como DR2C (DR para nuvem).

Ir para nuvem é uma transformação que passa da infraestrutura para as aplicações e impacta diretamente o negócio das empresas. Não é algo que pode ou deva ser feito de uma única vez e por isto o processo deve ser planejado para acontecer de forma transparente, com baixo impacto e com fases que podem contemplar a adoção de
diferentes plataformas dependendo da maturidade das aplicações e requisitos de negócio de cada ambiente.

É importante traçar uma estratégia e classificar os sistemas que são elegíveis levando em consideração a criticidade, capacidade e impacto, além das plataformas disponíveis no mercado. Pense em mudanças gradativas para adequar-se ao novo modelo.

O UOLDIVEO ajuda empresas em sua jornada para a nuvem, com serviços completos de consultoria, construção, gestão e melhoria de cloud computing, passando por nuvens públicas em Openstack, AWS, Microsoft Azure e VMware, Data Center virtual em tecnologia Virtustream, além de nuvens privadas em OpenStack e VMware.

Multicloud: Agilidade e flexibilidade para cada carga de trabalho

A adoção mundial de nuvem pública, privada e híbrida está se expandindo rapidamente fortemente acelerada pela necessidade da transformação para o digital, diferenciação do negócio e redução de custos, implicando em novos modelos de consumo de TI.

A realidade clara é que se os departamentos de TI não buscarem a redução da complexidade, melhorias na segurança, redução dos custos e principalmente ganhar agilidade e flexibilidade exigidas na jornada para o digital, estão fadadas ao fracasso.

Os gestores de TI estão mudando sua forma de atuação e estão se tornando “TI como-um-serviço” um modelo operacional onde a TI atua e opera como um prestador de serviços interno, suportando a inovação as necessidades das outras linhas de negócio (LOBs).

“Não existe uma única nuvem para todas as aplicações e não é toda aplicação que consome qualquer nuvem.”

Enquanto nuvem pública pode se tornar o modelo de implantação primário para muitas cargas de trabalho nos próximos 5 a 10 anos, muito em função das vantagens de custo e redução da sobrecarga de gerenciamento, hoje vivemos um período de transição e múltiplas nuvens são a realidade para suportar a maturidade das aplicações e a jornada para o digital.

A adoção de nuvens híbridas no Brasil ainda está engatinhando, muitos provedores de nuvens e fornecedores possuem ofertas, mas implementar nuvens híbridas requer um profundo entendimento das necessidades do momento, desafios e da maturidade das aplicações da empresa.
Por outro lado, as nuvens privadas também têm pouca aderência por aqui principalmente por falta de ofertas consistentes e conhecimento das equipes de TI para sua implementação.
Cada vez mais fica claro que a melhor abordagem é consumir Multicloud.

Entender o momento na jornada para o digital e a maturidade das aplicações é fundamental para determinar qual a melhor escolha para cada carga de trabalho. As características e requisitos suportados por cada nuvem como custo, desempenho, flexibilidade, abrangência e simplicidade de uso necessitam ser analisadas e somente uma abordagem multi-nuvem possibilita a evolução para um modelo de de TI dinâmico, ágil e flexível.

Nós no UOLDIVEO entendemos que as empresas devem consumir nuvens de acordo com a maturidade das suas aplicações, suas características, conformidades e custos que melhor se encaixam as suas necessidades, apoiado por um experiente Multicloud.

O que todo profissional de TI deve saber sobre OpenStack

O que Yahoo, Cisco WebEx, Mercadolibre, Red Hat, PayPal e American Express tem em comum?

Todos eles usam OpenStack.

Estes são apenas alguns exemplos de que OpenStack tem conquistado o cenário de TI e, ao longo do último ano, tem captado a atenção das comunidades de TI e de negócios.

Enquanto a maioria dos CIOs já entendem os benefícios da nuvem privada, pública e híbrida, muitos ainda estão no escuro quando se trata de serviços de TI específicos que OpenStack fornece.

Com uma comunidade global de mais de 40.000 usuários e mais de 500 empresas contribuindo ativamente, o OpenStack veio para ficar.

Porque as empresas estão aderindo ao OpenStack?

De acordo com dados de mercado, o mundo cria 2,5 quintilhões de bytes de dados diários, o que significa que 90 por cento dos dados no mundo de hoje foram criados nos últimos dois anos.

Este é um exemplo de que as empresas precisam escalar rapidamente para enfrentar os desafios de volumes crescentes de dados, mas também querem ter certeza de que suas informações estão seguras e facilmente acessíveis.

A forma como usamos e pensamos tecnologia está evoluindo mais rápido do que nunca. Para manter-se competitivas, as empresas devem usar tecnologias que entreguem agilidade e capacidade de uso rápido e OpenStack oferece isto.

Mas o que é o OpenStack?

OpenStack é um software de código aberto, o que significa que qualquer pessoa pode acessar o código-fonte, fazer as modificações necessárias e compartilhar livremente essas mudanças a comunidade em geral.

Seu propósito é realizar a orquestração da nuvem e seus componentes de infraestrutura, por meio de um padrão pré-estabelecido, apoiado por vários fornecedores, evitando assim o lock-in de hardware e software.

Isso também significa que OpenStack tem o benefício de milhares de desenvolvedores em todo o mundo trabalhando em conjunto para desenvolver um produto mais forte, mais robusto e mais seguro, com uma capacidade de desenvolvimento e correção de erros além de qualquer empresa do mundo.

Por outro lado, o que muitos usuários e desenvolvedores tem revelado é a necessidade de se aprofundar tecnicamente na tecnologia para conseguir lidar com o OpenStack no dia-a-dia. As empresas devem estar preparadas para dedicarem talentos reais de programação e arquitetos sênior, e devem estar preparadas para passar até dois anos trabalhando em “Q.A.” até conseguirem qualquer implementação funcional.

A Dualtec, empresa especializada em cloud computing, adquirida pelo UOLDIVEO, passou por este desafio antes de ter sua oferta de nuvem pública estável e seus processos maduros para atender ao mercado.

É exatamente neste ponto que o UOLDIVEO pode colaborar com as empresas, já que além de fornecer nuvem pública em OpenStack com características pre-determinadas, ainda apoia grandes empresas na construção, gestão e otimização de nuvem privada, com características customizadas.

O que vimos no OpenStack Summit Austin 2016

Aconteceu em Austin Texas, USA, a última edição do OpenStack Summit – evento dedicado a plataforma de Cloud Computing OpenSource que é um fenômeno mundial para a criação de nuvens publicas, hibridas e privadas.

Para quem não conhece o evento ele acontece duas vezes por ano em alguma cidade do mundo e tem como objetivo promover discussões, palestras e workshops que abordam diversos aspectos sobre Cloud Computing e OpenStack reunindo gestores, operadores de nuvens e desenvolvedores.

Simultaneamente com o evento acontece o Design Summit, onde os desenvolvedores que contribuem para o OpenStack se reúnem para discutir e planejar o próximo release que deverá ser lançado em meados de outubro e se chamará Newton.

Já participo deste evento desde 2011 e o que sempre me chama atenção é o crescimento em número de participante, esta edição contou com 7.500 participantes. Mil vezes mais do que a primeira edição do evento que ocorreu na mesma cidade em 2010.

O evento começou com uma grande surpresa: a inesperada presença do Gartner realizando o Keynote de abertura. Surpresa visto que nos últimos anos eles questionaram diversas vezes a maturidade do OpenStack para uso nas grandes corporações. Este Keynote histórico foi a confirmação de que o Gartner mudou de opinião reconhecendo a maturidade e aderência do OpenStack nas grandes corporações.

Destaco aqui alguns dos tópicos mais discutidos durante esta edição:

1) Network Function Virtualization (NFV): Tópico que desperta muito interesse principalmente das empresas ligadas a Telecom e que enfrentam o grande desafio de lidar com um alto e crescente volume de dados necessitando de alternativas mais ágeis e econômicas para as soluções proprietárias da hardware resultando em flexibilidade, velocidade e economia na criação de novos serviços e produtos.

A fundação OpenStack possui um grande foco em expandir o suporte e criar novas funcionalidades relacionadas a NFV nos diversos módulos do projeto, saiba mais em:
https://www.openstack.org/assets/telecoms-and-nfv/OpenStack-Foundation-NFV-Report.pdf

2) Containers: Outro fenômeno que vem mudando a forma de pensar o desenvolvimento e escalabilidade das aplicações. Este assunto vem sendo amplamente discutido em diversos outros eventos de tecnologia nos últimos dois anos e já foi criado um ecossistema considerável de soluções para containers. Destaco aqui as tecnologias mais citadas:

Containers:

Orquestradores de containers como:

Sistemas Operacionais para containers (Minimalistic Operating Systems):

Ocorreram diversas discussões e demonstrações que abordaram desde módulos do OpenStack que facilitam a orquestração de containers sobre uma nuvem OpenStack exemplo: Magnum, até o uso dos mesmos para rodar os módulos da camada de controle de uma nuvem OpenStack facilitando a operação e a atualização.

3) Software Defined Storage (SDS): As mais citadas durante o evento foram as soluções de SDS’s distribuídas e escaláveis horizontalmente como Ceph, Swift, GlusterFS e ScaleIO. Que são as mais utilizadas em ambiente de nuvem pois fornecem armazenamento de objeto, bloco e filesystem (dependendo da tecnologia) com o potencial de escalar petabytes e acompanhar o crescimento em larga escala que uma nuvem OpenStack pode atingir.

Esta foi mais uma edição com diversas apresentações relevantes, e o OpenStack Summit continua sendo um dos melhores termômetros para medir tendências e aderência de novas tecnologias relacionadas a Cloud Computing.

Convido você para assistir os vídeos que já foram publicados no Website da Fundação OpenStack através do link:
https://www.openstack.org/videos/

Aproveite também para conhecer a nuvem pública em OpenStack do UOLDIVEO: http://www.uoldiveo.com.br/openstack

Um abraço e até o próximo post.

Multicloud: muito mais que infraestrutura

Computação multicloud representa uma nova fronteira para profissionais de TI.
multicloud pode ser considerada uma estratégia de uso concomitante de dois ou mais serviços de nuvem para minimizar o risco de perda de dados, tempo de inatividade, otimização de custos e principalmente adequação da nuvem certa para cada aplicação. Essa estratégia também pode melhorar o desempenho global da empresa, evitando “vendor lock-in” e usando diferentes infraestruturas para atender a diversos desafios.
Lembre-se, não existe uma nuvem que atenda todas as necessidades das aplicações e não são todas aplicações que se adaptam a qualquer nuvem.

É praticamente impossível para um provedor de nuvem suportar todas as necessidades das empresas, o caminho é oferecer múltiplas nuvens com um leque amplo de ofertas de serviços.
Um ambiente multicloud pode oferecer diversas vantagens, de um ambiente de nuvem privada a todo leque e ofertas das nuvens públicas. Ter diversas nuvens também pode reduzir o risco de perda de dados ou tempo de inatividade por causa da falha de um único provedor. Mas para tirar proveito dos benefícios multicloud, você necessita gerenciar, monitorar e controlar os custos.

A estratégia multicloud é muito mais que oferecer redundância de hardware, software e infraestrutura necessária para tolerância a falhas e sim servir de forma adequada a cada necessidade das aplicações e por consequência os desafios do negócio.

Multicloud exige planejamento e gestão cuidadosos.

Se você deseja implantar multicloud, entenda que os pontos mais sensíveis são o gerenciamento e a gestão de diversos ambientes estruturalmente diferentes, cuja integração de billing, monitoramento e capacity plan são alguns dos grandes desafios.

Multicloud deve suportar uma combinação de serviços e fornecedores de diferentes, oferecendo uma série de vantagens, com uma grande otimização de custos e complexidade.
O primeiro passo no planejamento e realizar um levantamento cuidadoso da maturidade das aplicações em relação a seu uso em nuvens e atribuí-las a um modelo de nuvem que melhor atende seus requisitos, uma vez o levantamento realizado você pode definir qual fornecedor reunirá a maior parte das suas aplicações e torna-lo seu fornecedor primário.

O tipo de serviço que seu provedor primário oferece, software como serviço (SaaS), plataforma como serviço (PaaS) ou infraestrutura como serviço (IaaS) deve ser a base do modelo de nuvem em torno do qual você deve planejar o caminho para o seu ambiente multicloud.
Some ao que comentei acima a necessidade de ter clareza dos custos envolvidos, para cada ambiente que deverá suportar um aplicativo é fundamental validar qual provedor de nuvem pode suportar melhor a aplicação e qual é o custo associado.

Provedores multicloud são a melhor opção para suportar estes novos desafios.