8 lições de Jim Collins

8 lições de Jim Collins para inovar nos negócios

“A inovação tem um papel significativo no desempenho das empresas, mas não da maneira esperada. Quem tem mais patentes não é necessariamente o mais bem-sucedido”.

 

Esta frase de Jim Collins, um dos maiores especialistas do mundo em gestão de empresas, liderança e sustentabilidade empresarial, coloca em questão a forma como as empresas lidam com a inovação. Segundo o guru, as melhores empresas têm a capacidade de dar escala a novos produtos, fazer os melhores ajustes e transformar uma pequena inovação num grande negócio.

Ao longo do caminho, ele escreveu seis bestsellers que, juntos, venderam mais de 10 milhões de cópias e foram traduzidos para 35 idiomas. Entre eles, estão títulos já considerados clássicos de negócios, como Empresas feitas para vencer, Feitas para durar e Como as gigantes caem.

Quando era professor da Stanford Graduate School of Business, a escola de negócios da Stanford University, Collins começou a se interessar pelo que estava por trás das melhores companhias do mundo: por que algumas prosperavam e outras não?

Tudo passa pela criatividade, que é algo natural e abundante. Porém, há um ponto fundamental que determina aquelas que sairão vencedoras: a disciplina. O grande desafio é fazer casar a disciplina e a criatividade, para que a disciplina não acabe por minar a criatividade. Em empresas excelentes, a questão não está apenas na inovação, mas na forma de inovar.

Para uma empresa ser bem-sucedida ao inovar, é preciso realizar tentativas suficientes, fazer ajustes ao longo do desenvolvimento da inovação e ter assertividade e foco no objetivo.

 

As lições de Jim Collins

1. “Não são as circunstâncias que causam resultados – são as pessoas”

Este é um dos aspectos mais claros da pesquisa de Collins: as circunstâncias são apenas o palco em que uma empresa está atuando. Elas representam o jeito que suas equipes trabalham – seus valores, suas escolhas, a qualidade de sua execução e a habilidade de não perder seus objetivos de vista em tempos bons ou ruins.

 

2. “A inovação por si só não é o segredo da vantagem competitiva, mas sim a capacidade de mesclar disciplina com inovação”

Enquanto a criatividade é um traço humano natural, a disciplina é aprendida. Empresas que têm sucesso nos negócios unem os dois fatores para obter resultados produtivos e escaláveis. Em outras palavras, não basta apenas inovar. É preciso ter uma forma de inovar para criar coisas novas sem perder o foco.

Uma companhia que consegue atingir esse equilíbrio é aquela que testa suas ideias suficientemente, faz ajustes ao longo do processo e mantém o foco no objetivo final, que é chegar à inovação escalável, que funcione e que se torne uma vantagem competitiva.

 

3. “Se sua companhia desaparecesse, deixaria um buraco que não poderia ser facilmente coberto por outra empresa no planeta?”

Para o autor, este é um dos traços de uma grande empresa. Mas o que isso significa? Cultura, sistemas e processos são considerados inputs de uma companhia. São algo importante que a compõe, mas que não determina sua verdadeira grandeza.

Um output é o outro lado da moeda, algo maior e que impacta o mundo externo, como por exemplo, uma performance verdadeiramente superior na indústria e que não diminui quando uma figura-chave sai de cena, mas especialmente a capacidade de ter um impacto distinto no ambiente em que atua.

É aí que entra uma espécie de teste de impacto que tem mais a ver com presença do que com porte. Collins afirma que um restaurante pode ter uma relação tão boa com seus clientes e uma presença tão grande na comunidade que, se sumisse, as pessoas sentiriam um buraco enorme.

 

4. “Criatividade empírica é apostar com base em evidências, não na loucura ou no sonho”

Para ter sucesso, não basta criar novos e maravilhosos produtos e serviços. É preciso seguir um princípio de criatividade empírica, que pode ser traduzido como a habilidade de validar instintos criativos empiricamente.

É possível fazer isso por meio de observação direta, experimentos práticos e tomada de decisões com base em provas, não apenas opiniões ou suposições. Uma ideia de negócio que pratique a criatividade empírica, validando conceitos e testando possibilidades, tem chances maiores de dar certo.

 

5. “É melhor construir um relógio que pode dizer as horas mesmo quando você não está lá”

Quando uma empresa não depende exclusivamente de um grande líder para funcionar bem, tem mais chances de sucesso. A essência é construir uma grande cultura para que a organização se torne excelente.

Para qualquer empresa grande e duradoura, o princípio é estimular o progresso mas manter um núcleo: conservar os valores, os princípios básicos e aquilo que deseja ser.

 

6. “Se não está ruim agora, é questão de tempo”

Na vida, altos e baixos são inevitáveis e é importante manter-se atento e praticar a resiliência mesmo quando o céu for de brigadeiro. Assim, quando uma crise surgir, você não será pego de surpresa e nem tomará decisões reativas ou impensadas que coloquem seu negócio em risco.

Se uma empresa estiver em uma fase razoavelmente boa, cabe à equipe responsável a disciplina de dizer: ‘temos que ter valores, temos que ter as pessoas certas, temos que ter nossas finanças em ordem, temos que entender de fato de fato e profundamente o que fazemos melhor que qualquer outro e garantir que isso seja cultivado. Não esperamos até termos um problema para nos tornarmos fortes.’

 

7. “Mantenha-se sempre irracionalmente preocupado se sua empresa não está atingindo seu potencial”

A frase pode parecer ansiosa demais, mas o exagero tem um ponto. Se você e sua equipe acharem que atingiram o ápice do sucesso ou conquistaram seu maior objetivo, podem se tornar apáticos e desatentos e certamente levarão um susto quanto o tapete for puxado, colocando tudo a perder.

Nunca pense em sua empresa como ótima, não importa o nível de sucesso.

Atingiu seu objetivo? Crie outro. Está dando tudo certo? Mantenha-se disciplinado e aproveite a oportunidade para melhorar o que for possível. Trabalhe duro, sonhe grande e tenha os olhos sempre abertos.

 

8. “Todas as organizações podem entregar resultados melhores”

Jim Collins criou um mantra para as grandes instituições: são pessoas disciplinadas que pensam disciplinadamente e tomam ações disciplinadas. A palavra-chave, naturalmente, é disciplina. É ela que passa por boa parte das sentenças em destaque nesse texto e que é capaz de melhorar resultados ou manter (e elevar) performances estelares por meio de decisões bem embasadas, do cultivo e aderência aos valores da companhia, da prática da resiliência e do estímulo ao progresso – faça chuva ou faça sol.

Para finalizar, Collins ensina que a inovação por si só não é o segredo da vantagem competitiva, mas sim a capacidade de mesclar disciplina com inovação, para que a inovação possa ser escalonada — essa é a fonte da vantagem competitiva de grandes empresas. Collins tem muito a ensinar.

 

E você, como investe em inovação na sua empresa. Que tal refletir? O UOLDIVEO pode ajudar a tornar esse processo mais fácil.

 

Negócios digitais: a mudança está lá fora

Negócios digitais: a mudança está lá fora

Nos últimos anos o tema transformação digital vem marcando constante presença nas pautas de diversos CIOs. Afinal, a empresa que não digitalizar seu negócio corre o sério risco de ficar obsoleta e perder espaço no mercado.

Mais do que utilizar a tecnologia de forma intensiva, como tem acontecido no agronegócio, que hoje usa dispositivos para aumentar da sua competitividade, a verdadeira transformação digital está acontecendo na relação das empresas com seus clientes.

Os consumidores, hoje hiperconectados, estão em busca de soluções e respostas em tempo real. Tanto é verdade que, dificilmente, vemos um jovem indo a uma agência bancária. Até mesmo os mais antigos, porém antenados em tecnologia, optam por realizarem transações financeiras por aplicativos.

E os exemplos estão presentes em nossas vidas o tempo todo. A chamada de um táxi, a escolha da rota com menos trânsito, o lugar para se hospedar, tudo está mudando a partir do momento que as empresas viram a oportunidade em conectar o cliente à tecnologia e entregar mais valor.

O mais curioso é que essas empresas, assim como Facebook (maior plataforma de conteúdo do mundo), Alibaba (maior empresa de revenda de varejo do mundo), Skype e Netflix existem apenas digitalmente. O Uber não possui frota própria, Netflix não tem salas de cinema e o Airbnb não possui hotéis próprios.

 

O que isso nos mostra? Simples:

A desmaterialização democratizou a tecnologia.

 

A digitalização provoca a desmaterialização, que potencializa a democratização de uso. O smartphone é um ótimo exemplo. Desmaterializou diversos equipamentos físicos como CDs, gravadores, GPS, câmeras fotográficas, filmadoras, etc, que estão agora embutidos em um único dispositivo, o próprio smartphone.

Esse acesso mais barato à tecnologia tem permitido às empresas inovarem e com isso ir de encontro com o que as pessoas buscam: facilidade, imediatismo e uma nova experiência de uso.

É preciso ficar atento a um ponto importante que, quando mal interpretado, pode comprometer o sucesso da transformação digital:

Somos uma sociedade híbrida – parte orgânica, parte digital – e justamente por isso o processo de digitalização deve ocorrer com foco no negócio e pessoas, e não na TI.

Mobilidade, Social, IoT, Big Data, Cloud, etc. estão relacionadas à transformação, mas como atores da transformação e não como agentes.

 

Cloud computing como vetor de transformação

Qual a relação de novas tecnologias como Cloud Computing dentro deste cenário de inovação e transformação das empresas?

Antes de cloud, inovações passavam por fazer previsões detalhadas e então realizar grandes investimentos para atendê-las. Além disso, o processo para contratação de novos recursos passava por diversas áreas como comercial, arquitetura, jurídico, compras, implantação, etc.

Com cloud computing toda essa burocracia é simplificada, passando o controle para as mãos do cliente. Desta forma, testar e identificar erros rapidamente permite levar a inovação para o centro do negócio.

A quantidade de novos recursos disponíveis dentro das plataformas de cloud computing conecta as empresas a um mundo totalmente novo e completamente favorável à inovação.

E nós ainda não vimos nada. Nos próximos dez anos muitas das empresas que conhecemos e que são líderes em seus mercados sequer existirão. Outras, que estão surgindo agora, tomarão seu lugar sem dar tempo para reação. A questão para os executivos das grandes empresas que ainda não se reinventaram é decidir, hoje, de que lado querem estar. Decidir em dois ou três anos já será tarde demais.

 

Gustavo Villa