Design Thinking – Parte 2

Olá pessoal, tudo bem?

Saiu a continuação do vídeo mostrando como utilizar o Design Thinking nos seus projetos!

Só para lembrar, dividimos o artigo em duas partes:

Parte I – Na primeira parte do artigo (veja aqui), mostrei como iniciar o projeto (etapas preliminares) e como coletar dados e informações para a condução do mesmo (Imersão).

Parte II – Neste vídeo veremos como analisar as informações levantadas, sintetizá-las, levantamento de ideias e criação dos modelos (protótipos) do projeto.

Se você já assistiu o primeiro vídeo, aumenta o volume aí e dá um play no vídeo!

 

Comunicação = Conteúdo + Forma

Já ouvi muitas vezes que uma boa comunicação é fator determinante para o sucesso de qualquer coisa que fazemos, seja: um projeto, uma gestão, um processo, mas é na prática que percebemos o quanto a comunicação pode construir ou destruir algo.

É sabido que uma boa comunicação é composta por um bom conteúdo e uma boa forma, ou seja, conteúdo e forma são partes distintas da comunicação que quando juntas na medida certa são como queijo e goiabada, dando equilíbrio e um sabor especial que atrai e agrada aos que experimentam.

Quando assisto palestras, reuniões de status, apresentações de produtos sempre reparo na quantidade exagerada de conteúdos e a baixa preocupação com a forma que será apresentada. Acredito que parte da responsabilidade dessa prática de excesso de conteúdo vem da vida acadêmica, onde professores substituíram a lousa e giz pela não tão querida apresentação Power Point.

Acredito que o uso de softwares de apresentação é uma grande oportunidade para dar a melhor forma ao conteúdo, escolhendo os recursos corretos, tais como: fontes, cores, formas, gráficos, animações etc é possível potencializar o poder de comunicação da mensagem que queremos transmitir.

Após anos de leitura, palestras, aprendizado e experiências de sucesso e insucesso, criei um modelo que apoia a criação de uma apresentação, o qual batizei de “PPT Canvas”, inspirados dos modelos de criação coletiva “Business Model Canvas®” e “Project Model Canvas®”.

 

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O modelo é simples e tem a intensão de ajudar o apresentador a pensar na melhor forma de apresentar seu conteúdo, selecionando o que há de necessário e interessante e o distribuindo em três partes: início, meio e fim.

Contudo, acredito que uma apresentação bem elaborada eleva a confiança, interesse e o engajamento dos interessados e ainda pode ser uma oportunidade única para dar visibilidade a um trabalho bem executado.

 

Como o Design Thinking vai mudar a sua maneira de pensar

Olá pessoal, tudo bem?

Como todos podemos perceber, o mundo está em contínua transformação e evolução. Quem tem o mínimo de interação com T.I. consegue perceber que a cada dia que passa, novas tecnologias surgem, normas e padrões estão sendo revistos e o modelo ágil está cada vez mais presente.

E ultimamente muito tem se falado em uma nova forma de buscar inovação e/ou resolução de problemas: O Design Thinking!

– “Shimoda, eu já ouvi falar muito nesse tal de Design Thinking mas eu achava que era algo relacionado a design, projetos gráficos, comunicação visual e afins. Não tem nada a ver? ”

Calma, você não está totalmente errado! Esse nome surgiu justamente baseado na maneira de pensar (think em inglês) dos designers. Reflexão, livre expressão dos pensamentos, criatividade, ousadia, não ter medo de experimentar algo diferente, se basear nas necessidades humanas e sociais, e principalmente a EMPATIA são algumas das principais características de quem trabalha com Design.

E são estas as principais características que norteiam a forma de se trabalhar com Design Thinking. Diante de um possível problema ou necessidade de inovação, um time multidisciplinar realiza um trabalho colaborativo para entender as diferentes óticas sobre o tema, interagindo constantemente com as partes envolvidas (cliente, usuário, fornecedores etc) e assim, podem sugerir diversas soluções baseadas nas informações que obtiveram.

Contudo, a empatia e o pensamento abdutivo de um Design Thinker fazem com que ele consiga “pensar fora da caixa”, desafiar padrões e pensamentos lógicos e construir propostas inovadoras.

De uma forma macro, o Design Thinking trabalha com quatro etapas:

imagem BLOG

  • Levantamento de dados (Imersão): é a fase onde o caso deve ser entendido, pesquisas sobre o assunto deverão ser realizadas, as partes interessadas (stakeholders) serão devidamente identificadas e através delas, tentar entender a sua ótica sobre o assunto por meio de entrevistas, observações, acompanhamento etc.
  • Análise e síntese: deve-se organizar todas as informações coletadas na fase anterior, analisá-las e disponibilizá-las em um formato de fácil entendimento e resumida, sem muitos detalhes.
  • Ideação: discutir abertamente sobre as ideias, trazê-las à tona, estimular a criatividade e colaboração em busca de soluções inovadoras através de workshops, dinâmicas e afins e registrá-las em um “Cardápio de Ideias”.
  • Prototipagem: tirar as propostas do papel, do abstrato e materializá-las, construir uma versão de teste, improvisada e até mesmo malfeita, apenas para se aprimorar a ideia e trabalhar na melhoria dela até que se chegue à solução de fato.

 

As etapas citadas não representam um fluxo e não precisam ser seguidas nesta ordem necessariamente, assim como podem ser revisitadas durante todo o projeto, sempre que houver necessidade.

E vale lembrar que o Design Thinking não é uma receita que você segue e a mágica acontece! É preciso ter uma mente criativa, curiosa, ousada, aberta a mudanças e contribuições. Desta forma, a inovação irá acontecer de forma natural e os problemas serão resolvidos mais facilmente!

Abraços e até a próxima!

Leandro Ugita Shimoda

 

Pausa para o café

Como são as coisas…

O Orlando é Gerente de TI em uma grande empresa de Saúde e passa os dias dando o máximo para garantir que os sistemas continuem disponíveis. Evita qualquer tipo de distração que não seja “garantir que tudo funcione sem falhas”.

Maurício, contratado na mesma época de Orlando, é gerente de desenvolvimento de software. Aquela típica pessoa que fica com os olhos brilhando sempre que fala das possibilidades de usar TI para mudar os negócios e como o mercado está se transformando.

Bruno, CEO de uma empresa de serviços, sempre viu TI como um radar de oportunidades para as empresas onde trabalhou.

Tem o desafio de transformar uma empresa com mais de 20 anos em uma empresa moderna, que acompanhasse a velocidade do mercado para competir com empresas recém-nascidas e com modelos disruptivos.

Em um evento de tecnologia, entre um café e outro, Bruno conheceu Maurício. Foi o que bastou.

Confiante de que Maurício era a pessoa certa, o convidou a fazer parte da sua equipe de TI.

Maurício aceitou na mesma hora.

Todo dia ia para a empresa animado, pensando na transformação que estava promovendo na empresa, usando computação em nuvem para agilizar o processo de entrega de infraestrutura.

Contava aos amigos com orgulho como ajudou a área de marketing a utilizar tecnologia para entregar ao cliente uma experiência de compra diferente de tudo que já havia sido feito no mercado.

Dedicava muitas horas do seu ano a palestras, onde contava como a integração das informações de diversos pontos de contato com os clientes estava gerando informações valiosas sobre os novos hábitos de consumo do público da empresa.

A empresa de Bruno e Maurício, um ano depois, registrou o maior crescimento de sua história e o orçamento de TI havia dobrado.

Outro dia, Maurício encontrou Orlando em uma cafeteria.

Orlando estava bastante feliz. Depois de tantos cortes em sua área, ele continuava empregado.