Criatividade empírica: como ela influencia os resultados da sua empresa?

Criatividade empírica: como ela influencia os resultados da sua empresa?

Quantas vezes você se sentiu motivado por uma ideia inovadora e apostou de olhos fechados, sem fazer uma análise minuciosa de como e do quanto sua ideia traria de retorno para sua companhia? Quantas vezes você foi tomado pela empolgação e considerou uma iniciativa viável, mas depois percebeu que ela não fazia sentido por não ser aderente ao trabalho das pessoas às quais se destinava?

Essa é uma situação bastante comum dentro das empresas, que no afã de criar novos produtos e serviços, pulam etapas importantes no processo de inovação. E muitas delas não conseguem nem mesmo perceber quando é hora de parar / corrigir / substituir / desistir.

 

Criatividade empírica no processo de inovação

Criatividade empírica é apostar em iniciativas com base em evidências, não simplesmente na loucura ou no sonho. Assim definiu Jim Collins, especialista em gestão de empresas, liderança e sustentabilidade empresarial.

Para ter sucesso, é preciso descobrir meios para validar instintos criativos com base em experiências. É possível fazer isso com experimentos práticos e tomada de decisões com base em provas, não apenas considerando opiniões ou suposições.

Ser mais empírico significa unir a criatividade e simultaneamente conduzir experimentos práticos, envolvendo-se com as evidências. Dessa forma, é possível realizar movimentos ousados, criativos e minimizar riscos.

Segundo o guru, uma ideia de negócio que pratique a criatividade empírica tem chances maiores de dar certo.

 

Quando usar a bala de canhão

A inovação deve ser tratada como um processo constante de experimentação, inclusive suscetível a erros – que devem ser utilizados como componente de estudo para correções de rotas. Desta forma, é possível observar resultados e a partir disso, tomar decisões.

Uma dica é sempre disparar tiros de baixo calibre antes de uma bala de canhão. Muitas empresas que não experimentam disparam balas de canhão completamente descalibradas e falham em suas empreitadas. Pior ainda quando este é o único recurso que se tem naquele momento. Ou seja, é prejuízo na certa!

Por isso, o melhor caminho é utilizar a experimentação para ver os resultados e a partir deles. Quando você acertar o tiro menor e se sentir preparado, sua empresa poderá lançar aquele produto ou serviço e até mesmo fazer uma transformação, com base nas suas experiências.

 

A melhor amiga da criatividade empírica

As empresas que se destacam quando o assunto é inovação combinam duas características fundamentais: criatividade empírica e disciplina.

Segundo Collins, os líderes que mais têm resultados não são aqueles que correm mais riscos, ou que se mostram mais visionários ou com mais criatividade. Eles são, na verdade, os mais disciplinados, porém empíricos no modo de fazer as coisas.

Vale lembrar que disciplina não tem nada a ver com burocracia, e também não deve ser confundida com conformidade. A verdadeira disciplina é resultado da clareza de propósitos e de ter certeza do que é importante e de que nada vai nos tirar do caminho.

Resumindo, para que seu processo de inovação seja bem-sucedido, esteja atento ao princípio de criatividade empírica: valide seus instintos criativos, tome decisões com base em provas e teste possibilidades. Com isso em mente, tenha certeza que sua ideia tem tudo para dar certo.

 

Por que experimentar é tão importante em projetos complexos?

Por que experimentar é tão importante em projetos complexos?

O projeto é grande, envolve muitos colaboradores e exige resultados rápidos e assertivos. Porém, no meio do caminho, surgem uma série de percalços: informações desalinhadas, prazos postergados e outras dificuldades. Tudo foi ocasionado por algum erro, certo? E o que fazer para aprender com ele?

Qualquer aprendizagem é resultado de uma experiência e cada ser humano constrói seu próprio conhecimento – já dizia o psicólogo e filósofo suíço Jean Piaget. Neste processo, o experimento e o erro são componentes de fundamental importância.

 

Experimento e inovação caminhando de mãos dadas

Todo processo de inovação necessariamente demanda experimentação e validação de novas possibilidades. Está relacionado ao estudo da viabilidade deste experimento, verificando-se na prática se aquilo que se mostrava uma ideia inovadora e interessante se traduz em resultados.

Uma ideia fantástica em tese pode não ter tanto potencial para se materializar por conta de fatores diversos, como por exemplo, dificuldades técnicas e culturais das pessoas que pensaram aquela ação ou até mesmo dos seus destinatários. Sua prática é importante para que, a partir de estudos e análises, seja possível obter uma amostra da sua viabilidade dentro do negócio, e assim identificar se ela é aderente e relevante para a companhia. Por isso, dentro da área de inovação, o ideal não é pensar em projetos, mas sim em experimentos.

 

O erro como componente importante do aprendizado

Piaget disse também que as crianças estão constantemente testando suas teorias próprias sobre o mundo. Ao tomar uma ação errada, a criança precisa saber que errou e porque aquilo é considerado erro. Assim, as informações dotadas de sentido serão internalizadas e os erros não voltarão a se repetir, pois afinal, ocorreu um aprendizado.

As empresas também necessitam testar suas próprias teorias sobre o mercado em que atuam, sobretudo em tempos de transformação digital onde todos atuam em busca de inovação. É importante que sejamos capazes de captar rapidamente uma decisão equivocada, e não há problema nenhum em voltar atrás e deixar de lado o trabalho realizado até ali. Esta é uma etapa da experimentação, que certamente levará ao sucesso com correções de rota realizadas no tempo certo.

 

A necessidade da autocrítica dos conceitos

O processo de inovação é composto por diversos passos, estudos e análises – com a finalidade de identificar necessidades sobre como e onde é necessário inovar. Portanto, a inovação acaba por se tornar o resultado de um trabalho elaborado, não proveniente apenas de pura inspiração.

Por isso, as empresas precisam levar em consideração que é fundamental fazer uma autocrítica de cada conceito, e não insistir indefinidamente em uma ação supostamente inovadora. Toda iniciativa necessita de consistência e, muitas vezes, a vaidade ou os objetivos focados em causas próprias podem levar gestores e tomadores de decisão a terem dificuldades em desapegar de conceitos que não correspondem a resultados mensuráveis.

 

Mudar para que se vença as dificuldades

Inovação é um processo evolutivo.

Consta que Thomas Edison, após ter sido intimado pelo seu patrocinador a interromper uma de suas experiências disse: “por que desistir agora, se já sabemos muitos modos de como não fazer uma lâmpada? Estamos hoje mais próximos de saber como fazer uma lâmpada que antes!” Sim, errar é a possibilidade de acertar na próxima tentativa.

Diríamos que o erro bom é aquele que nos abre alternativas. Seja capaz de dar um passo para trás, mirar na direção certa para, em seguida, dar dois passos para frente.

Esse processo é contínuo e também necessita de persistência. É preciso haver uma zona de equilíbrio, pois desistir na primeira dificuldade não significa tirar proveito dos seus erros. Por isso, a dica é estar sempre atento aos resultados gerados pela sua ideia, e como eles se encaixam dentro da companhia. Eles estão aderentes às necessidades do negócio? Possuem aceitação dos colaboradores ou clientes aos quais se destinam? Estão dentro do budget proposto? Seus resultados caminham para justificar a ideia? Analise e siga em frente, errando ou não. Afinal, é errando que se inova.

 

8 lições de Jim Collins

8 lições de Jim Collins para inovar nos negócios

“A inovação tem um papel significativo no desempenho das empresas, mas não da maneira esperada. Quem tem mais patentes não é necessariamente o mais bem-sucedido”.

 

Esta frase de Jim Collins, um dos maiores especialistas do mundo em gestão de empresas, liderança e sustentabilidade empresarial, coloca em questão a forma como as empresas lidam com a inovação. Segundo o guru, as melhores empresas têm a capacidade de dar escala a novos produtos, fazer os melhores ajustes e transformar uma pequena inovação num grande negócio.

Ao longo do caminho, ele escreveu seis bestsellers que, juntos, venderam mais de 10 milhões de cópias e foram traduzidos para 35 idiomas. Entre eles, estão títulos já considerados clássicos de negócios, como Empresas feitas para vencer, Feitas para durar e Como as gigantes caem.

Quando era professor da Stanford Graduate School of Business, a escola de negócios da Stanford University, Collins começou a se interessar pelo que estava por trás das melhores companhias do mundo: por que algumas prosperavam e outras não?

Tudo passa pela criatividade, que é algo natural e abundante. Porém, há um ponto fundamental que determina aquelas que sairão vencedoras: a disciplina. O grande desafio é fazer casar a disciplina e a criatividade, para que a disciplina não acabe por minar a criatividade. Em empresas excelentes, a questão não está apenas na inovação, mas na forma de inovar.

Para uma empresa ser bem-sucedida ao inovar, é preciso realizar tentativas suficientes, fazer ajustes ao longo do desenvolvimento da inovação e ter assertividade e foco no objetivo.

 

As lições de Jim Collins

1. “Não são as circunstâncias que causam resultados – são as pessoas”

Este é um dos aspectos mais claros da pesquisa de Collins: as circunstâncias são apenas o palco em que uma empresa está atuando. Elas representam o jeito que suas equipes trabalham – seus valores, suas escolhas, a qualidade de sua execução e a habilidade de não perder seus objetivos de vista em tempos bons ou ruins.

 

2. “A inovação por si só não é o segredo da vantagem competitiva, mas sim a capacidade de mesclar disciplina com inovação”

Enquanto a criatividade é um traço humano natural, a disciplina é aprendida. Empresas que têm sucesso nos negócios unem os dois fatores para obter resultados produtivos e escaláveis. Em outras palavras, não basta apenas inovar. É preciso ter uma forma de inovar para criar coisas novas sem perder o foco.

Uma companhia que consegue atingir esse equilíbrio é aquela que testa suas ideias suficientemente, faz ajustes ao longo do processo e mantém o foco no objetivo final, que é chegar à inovação escalável, que funcione e que se torne uma vantagem competitiva.

 

3. “Se sua companhia desaparecesse, deixaria um buraco que não poderia ser facilmente coberto por outra empresa no planeta?”

Para o autor, este é um dos traços de uma grande empresa. Mas o que isso significa? Cultura, sistemas e processos são considerados inputs de uma companhia. São algo importante que a compõe, mas que não determina sua verdadeira grandeza.

Um output é o outro lado da moeda, algo maior e que impacta o mundo externo, como por exemplo, uma performance verdadeiramente superior na indústria e que não diminui quando uma figura-chave sai de cena, mas especialmente a capacidade de ter um impacto distinto no ambiente em que atua.

É aí que entra uma espécie de teste de impacto que tem mais a ver com presença do que com porte. Collins afirma que um restaurante pode ter uma relação tão boa com seus clientes e uma presença tão grande na comunidade que, se sumisse, as pessoas sentiriam um buraco enorme.

 

4. “Criatividade empírica é apostar com base em evidências, não na loucura ou no sonho”

Para ter sucesso, não basta criar novos e maravilhosos produtos e serviços. É preciso seguir um princípio de criatividade empírica, que pode ser traduzido como a habilidade de validar instintos criativos empiricamente.

É possível fazer isso por meio de observação direta, experimentos práticos e tomada de decisões com base em provas, não apenas opiniões ou suposições. Uma ideia de negócio que pratique a criatividade empírica, validando conceitos e testando possibilidades, tem chances maiores de dar certo.

 

5. “É melhor construir um relógio que pode dizer as horas mesmo quando você não está lá”

Quando uma empresa não depende exclusivamente de um grande líder para funcionar bem, tem mais chances de sucesso. A essência é construir uma grande cultura para que a organização se torne excelente.

Para qualquer empresa grande e duradoura, o princípio é estimular o progresso mas manter um núcleo: conservar os valores, os princípios básicos e aquilo que deseja ser.

 

6. “Se não está ruim agora, é questão de tempo”

Na vida, altos e baixos são inevitáveis e é importante manter-se atento e praticar a resiliência mesmo quando o céu for de brigadeiro. Assim, quando uma crise surgir, você não será pego de surpresa e nem tomará decisões reativas ou impensadas que coloquem seu negócio em risco.

Se uma empresa estiver em uma fase razoavelmente boa, cabe à equipe responsável a disciplina de dizer: ‘temos que ter valores, temos que ter as pessoas certas, temos que ter nossas finanças em ordem, temos que entender de fato de fato e profundamente o que fazemos melhor que qualquer outro e garantir que isso seja cultivado. Não esperamos até termos um problema para nos tornarmos fortes.’

 

7. “Mantenha-se sempre irracionalmente preocupado se sua empresa não está atingindo seu potencial”

A frase pode parecer ansiosa demais, mas o exagero tem um ponto. Se você e sua equipe acharem que atingiram o ápice do sucesso ou conquistaram seu maior objetivo, podem se tornar apáticos e desatentos e certamente levarão um susto quanto o tapete for puxado, colocando tudo a perder.

Nunca pense em sua empresa como ótima, não importa o nível de sucesso.

Atingiu seu objetivo? Crie outro. Está dando tudo certo? Mantenha-se disciplinado e aproveite a oportunidade para melhorar o que for possível. Trabalhe duro, sonhe grande e tenha os olhos sempre abertos.

 

8. “Todas as organizações podem entregar resultados melhores”

Jim Collins criou um mantra para as grandes instituições: são pessoas disciplinadas que pensam disciplinadamente e tomam ações disciplinadas. A palavra-chave, naturalmente, é disciplina. É ela que passa por boa parte das sentenças em destaque nesse texto e que é capaz de melhorar resultados ou manter (e elevar) performances estelares por meio de decisões bem embasadas, do cultivo e aderência aos valores da companhia, da prática da resiliência e do estímulo ao progresso – faça chuva ou faça sol.

Para finalizar, Collins ensina que a inovação por si só não é o segredo da vantagem competitiva, mas sim a capacidade de mesclar disciplina com inovação, para que a inovação possa ser escalonada — essa é a fonte da vantagem competitiva de grandes empresas. Collins tem muito a ensinar.

 

E você, como investe em inovação na sua empresa. Que tal refletir? O UOLDIVEO pode ajudar a tornar esse processo mais fácil.

 

Como inovar com pouco budget?

Como inovar com pouco budget?

Muitos executivos atrelam projetos de inovação a algo grandioso, dependente de grandes investimentos. Em tempos de crise, quando a ordem é cortar custos e investir o mínimo possível, boa parte das empresas opta por deixar a inovação de lado e priorizar outras frentes, que garantam retorno no curto e médio prazo. Neste cenário, temos uma pergunta:

Como obter o máximo com o mínimo investimento em inovação?

Em primeiro lugar, é possível sim investir em inovação aos poucos e até mesmo conseguir tirar do papel o seu projeto, que há tempos juntava poeira na gaveta, mesmo sem investimento nenhum.

 

Existem alguns caminhos:

 

1)    Envolva seus colaboradores

Todos devem estar a par da cultura da empresa em termos de inovação e devem se sentir à vontade para dar contribuições, trazer sugestões e propor melhorias. Uma equipe engajada é sinônimo de inovação, com custo baixo. Invista em sessões de brainstorming e não hesite em pedir a opinião do seu time para solucionar alguma dificuldade.

Lembre-se que a contribuição espontânea e dedicada de todas as pessoas acontece quando os funcionários, do operador ao presidente, sentem-se parte do time, fazem o que gostam e são reconhecidos por seu trabalho.

 

2)    Proporcione um ambiente criativo

Todo ser humano tem um potencial criativo guardado dentro de si, mas muitas vezes é preciso um “empurrãozinho” para despertá-lo. Que tal fazer algo para estimular isso dentro da empresa?

Os especialistas são unânimes em dizer que a criatividade vem da liberdade e não do controle. O processo criativo leva tempo, porque é necessário amadurecimento para a ideia se desenvolver por completo. Por isso, proporcione momentos voltados para o estímulo da criatividade da sua equipe.

Treinamentos e atividades diferenciadas que estejam focados na lógica do negócio sempre são ótimas alternativas para estimular a criatividade dos profissionais.

Outro ponto importante é pensar em estratégias para tornar o ambiente mais leve e tolerante ao erro. Caso contrário, não é possível ter inovação.

 

3)    Inicie o processo de inovação aos poucos

Tenha em mente que a inovação pode nascer de uma ideia simples e sem investimentos. A inovação acontece quando existe uma combinação de conhecimento e criatividade em um ambiente favorável, mas não necessariamente ela ocorrerá de forma repentina.

As grandes ideias podem surgir aos poucos, a partir de uma construção muito mais complexa, da conexão com outras ideias que andaram por aí e que de repente se encontram e formam um sentido maior.

Caminhe aos poucos com seu processo inovador e quando menos você esperar, tudo fará sentido.

 

4)    Desenvolva novos produtos com os recursos que possui

Quando o tema é inovação, a tendência é pensar em maneiras mirabolantes para isso. No entanto, a resposta pode estar em técnicas tradicionais para conjugar as necessidades do consumidor com os produtos e os processos da organização.

O termômetro mais preciso dessas necessidades está entre os profissionais que trabalham nas áreas de marketing e vendas, uma vez que eles estão mais perto dos clientes e mais atentos aos movimentos dos concorrentes.

Outras duas áreas que frequentemente lideram a inovação são design e engenharia de produto, pela análise de valor e introdução de novos materiais e tecnologias. Depois que o novo produto é definido, é preciso estabelecer um processo para sua produção e venda.

 

Resumindo, ser inovador não significa ter um budget significativo para tal. Em inovação, mais vale uma estratégia bem estruturada do que investimentos substanciais que não são aplicados da melhor maneira.

 

Você se identificou com o problema do budget? Quer discutir mais o assunto para a sua empresa? Entre em contato com o UOLDIVEO e saiba como podemos ajudá-lo.

 

Não se engane: inovação é um projeto de toda a corporação

Não se engane: inovação é um projeto de toda a corporação

O mundo está em transformação constante e a inovação é a palavra de ordem em dez entre dez empresas. Muitos líderes imaginam que o caminho para isso é criar um setor específico para esta finalidade, com objetivo de acompanhar o mercado, definir as inovações, priorizá-las, elaborar projetos e promover as implantações. Mas o caminho é outro.

Você já se perguntou por que em muitos casos a inovação não ocorre, mesmo com um departamento inteiro destinado a isso?

Em primeiro lugar, a inovação não está relacionada a um setor específico. Ela está ligada a uma cultura que deve ser disseminada entre toda a corporação, desde os colaboradores com funções operacionais até os C-levels. Significa desenvolver um trabalho de convencimento de toda a companhia para que todos sejam livres para contribuir com ideias, opiniões e feedbacks.

É a escolha pela inovação como prioridade.

 

Inovação em todos os lugares

Se a inovação é tão positiva, por que ela estaria em só um lugar? Por que ela estaria em apenas alguns departamentos da sua empresa? E por que apenas alguns funcionários estariam aptos a ter grandes ideias, se todos os seres humanos são dotados de inteligência?

Cada colaborador tem uma formação, experiências e formas de pensar. Não há nada mais produtivo e enriquecedor para um processo de inovação do que a diversidade de ideias. Com essas perspectivas diferenciadas, é possível considerar uma infinidade de referências e desenvolver alternativas que sejam úteis a públicos completamente diversos. Isso é o que enriquece o processo e torna as inovações mais sólidas.

Quando a equipe participa do processo de inovação, todos percebem o quanto é importante criar soluções novas para problemas antigos. Todos têm a mesma oportunidade de ter ideias valorizadas e reconhecidas, o que cria um ambiente propício a inovação e motivação para o trabalho. Cada um se sente livre para pensar em uma nova forma de solucionar um dilema ou simplesmente propor uma melhoria – por menor que seja.

 

A responsabilidade dos líderes

Toda mudança de cultura está diretamente ligada ao exemplo que os líderes e gestores costumam disseminar na companhia. A mentalidade de cada um deles dá o tom de como a equipe aceitará os direcionamentos ou propiciará contribuições, estejam eles relacionados à inovação ou não.

É fundamental trabalhar pela propagação da cultura da inovação e do quanto isso é fundamental para todos. Inovar é uma atitude que está dentro de cada um, mas o estímulo precisa partir dos líderes. Da mesma forma que um budget importante para inovação que não foi aprovado pode gerar frustração, uma reação conservadora diante de uma nova proposição pode repelir ideias futuras. Por esse motivo, o líder deve estar atento a seu comportamento com relação à inovação dentro sua equipe, nos mínimos detalhes.

Vale lembrar que os colaboradores estão na linha de frente. Certamente eles enfrentam muitas dificuldades e podem ter propostas interessantes para solucioná-las. Além disso, muitas vezes, o trabalhador percebe questões que ninguém havia notado. Tem situação melhor para que ocorra o fenômeno da inovação?

 

Inovação deve ser o mote de todos

Os líderes têm muito a aprender com o time, e vice-versa. Independentemente do cargo ou formação, todos devem valorizar o potencial existente em cada profissional e entender que a empresa inteira pode ser beneficiada por ideias bem estruturadas.

Se você escolheu a inovação como prioridade, pense nisso!

 

A importância do CIO no cenário da transformação digital

A importância do CIO no cenário da transformação digital

“Vamos trocar as turbinas com o Airbus em pleno vôo”. Quem nunca ouviu esta frase em TI? As transformações constantes no cenário de soluções tecnológicas trazem desafios diários aos CIOs, que se veem no comando de enormes aeronaves, repletas de painéis de controles, com o céu nublado e rajadas de raios e trovões.

Dá para afirmar que a rota desse vôo cruza com a jornada da transformação digital da empresa? Ou tudo está embarcado na mesma aeronave? Independentemente da situação e da solução, não dá para negar que a virtualização e a cloud computing são recursos que ajudam os CIOs a não mais construir tudo do zero, mas sim continuar a evolução do negócio de forma integrada, com mais segurança, performance e custos otimizados.

A cada ano, o CIO enfrenta de forma mais intensiva o desafio de gerir estruturas legadas, juntamente com as novidades a serem implementadas, sem deixar de pensar em inovações disruptivas para atender o seu cliente interno. É como “fritar o peixe e olhar o gato”.

Pesquisa CIO Global 2016-2017, realizada pela Deloitte em 48 países, indicou que para 57% dos CIOs, suas empresas têm a expectativa de que eles ajudem na inovação dos negócios e no desenvolvimento de novos produtos e serviços. Porém mais da metade dos entrevistados (52%) afirma que o desenvolvimento da inovação e de soluções disruptivas simplesmente não existe ou não vem sendo aplicado em suas organizações.

Para manter o bom funcionamento de toda infraestrutura, o CIO deve, juntamente com o gerente de TI, ter em mente que o caminho para a transformação digital envolve as etapas de:

  •      Pensar em tecnologia
  •      Mapear onde quer chegar
  •      Ter bem definida a estratégia de transformação digital

É neste ponto que o cloud computing se conecta com a transformação digital.

Cada vez mais, as empresas estão em busca da contratação de tecnologia como serviço: o SaaS, IaaS e PaaS, por exemplo. Essa mudança gera mais agilidade ao negócio, o que é essencial no processo de transformação.

A nuvem é um habilitador que permite às empresas obter ganhos e redução de custos, já que elas pagam somente por aquilo que consomem. Além disso, outro ponto importante é que o cloud computing gera agilidade e flexibilidade para as empresas, permitindo ao CIO tomar decisões rápidas em relação à infraestrutura, como ativar e desativar recursos, por exemplo.

Outra vantagem é que isso pode ser feito a qualquer momento, sem a necessidade de depender de um fornecedor. No caso de um e-commerce, isso faz toda a diferença, já que a empresa consegue se preparar para atender a alta demanda das datas sazonais, aumentando a capacidade do seu datacenter sempre que for necessário.

A jornada para a nuvem

Antes de optar pelo modelo de nuvem que mais se enquadra ao seu negócio, analise os recursos de TI e as aplicações que rodam melhor em cada fornecedor de cloud computing.

Neste ponto, conte com a jornada na nuvem, analisando o momento certo de migrar cada aplicação e o processo de implementação e sustentação de cada uma. É muito importante planejar em arquitetura de nuvem as aplicações e sistemas associados à inovação. Considere que alguns sistemas legados podem se comportar melhor em datacenter próprio.

Em alguns casos é preciso mais de uma nuvem para tirar o melhor benefício da operação de TI.

 

Multicloud pode ser a solução que você precisa

O conceito de Multicloud envolve o uso de múltiplos serviços em nuvem, mas não é só isso. Ele combina tecnologia, proximidade com o negócio do cliente e pessoas. Ao adotarem a nuvem, as empresas buscam maneiras inovadoras para alavancar a tecnologia. Logo, diferentes nuvens são mais adequadas a diferentes necessidades.

Mesmo os negócios com características tipicamente digitais estão modificando os mercados tradicionais, proporcionando novas experiências aos clientes. As empresas têm o desafio de manter sistemas e processos legados, juntamente com a evolução da jornada da transformação digital. E a nuvem pode endereçar grande parte das soluções. Nesse ponto, a Multicloud se faz efetiva, permitindo que as empresas utilizem recursos tecnológicos com diferentes características e requisitos.

O UOLDIVEO apoia os CIOs na transformação digital sempre conectando buzzwords como Big Data, Analytics, IoT e Cloud Computing às necessidades reais de transformação dos negócios.

 

 

IoT e IA: entenda por que a nuvem é fundamental?

IoT e IA: entenda por que a nuvem é fundamental

Muitos especialistas talvez ainda acreditem que a Internet das Coisas (IoT) e o cloud computing não possuem relação significativa entre si. No entanto, temos muitas razões para crer que o cloud computing é um verdadeiro combustível para inovação e, consequentemente, para a IoT.

Em apenas uma década, a computação em nuvem teve início de forma marcante na rotina das pessoas, mudando a maneira como as empresas executam suas tarefas e como traçam suas estratégias. Ela trouxe consigo um mercado em expansão no mundo inteiro, abrindo um leque de oportunidades e mostrando como os negócios podem ser mais rápidos, ágeis e econômicos para atender as necessidades dos consumidores.

Enquanto muitos só pensam na nuvem com relação à servidores e armazenamento, ela vem oferecendo uma infinidade de novos recursos que estão revolucionando a tecnologia. Estas características da nuvem marcam a arquitetura da IoT e, por isso, estão rapidamente expandindo e impulsionando a inovação nesta indústria.

Para se ter uma ideia da ascensão desse mercado, um estudo realizado no setor de B2B, pela empresa de pesquisa norte-americana Clutch, com 283 profissionais de TI, apontou que uma em quatro empresas que fazem uso de tecnologia na nuvem já usam recursos de IoT.

 

A nuvem que preenche lacunas

Um dos primeiros espaços ocupados pela nuvem e que é muito utilizado por IoT é a inteligência artificial, sempre voltada para tarefas que incluem frequentemente a tomada de decisão, percepção e análise complexa. Os atuais avanços da indústria de cloud computing permitiram à inteligência artificial evoluir para o uso diário com maior poder de computação e armazenamento de dados.

Outro espaço comum preenchido pela nuvem diz respeito a quantidade de informações recebidas e processadas em tempo real. A nuvem oferece plataformas sofisticadas de Big Data e Analytics, que auxiliam aplicações de IoT a descobrirem informações e insights entre dados que aparentemente não tem relação.

Previsões da IDC afirmam que o ecossistema de IoT movimentará US$ 13 bilhões até 2020, com cerca de 212 bilhões de “coisas” conectadas à internet, no país. E para que tudo isso seja possível de acontecer, o investimento em cloud computing é essencial.

 

IoT e IA são mais populares entre as empresas do que se imagina

O uso significativo de recursos para IoT e Inteligência Artificial nas companhias de todos os portes indica que ambos não são uma coisa passageira em cloud computing.

Há inúmeros exemplos que comprovam essa realidade. Na área da saúde, por exemplo, a internet das coisas já vem sendo usada para monitorar os pacientes por meio de wearables (dispositivos vestíveis). Esses dispositivos são capazes de transmitir dados sobre o tratamento de portadores de doenças crônicas, como diabetes, hipertensão arterial e outras doenças que exigem acompanhamento constante. Isso não é mais uma novidade. É cotidiano.

Outro exemplo está entre companhias elétricas. O uso de IoT para monitoramento de desgaste de componentes ajuda a cortar custos de manutenção e operação, além de identificar potenciais falhas de equipamento antes que quebrem completamente. Por exemplo, se uma lâmpada queima em uma via pública, o centro de operações pode ser avisado no mesmo instante.

Na agricultura, sensores podem monitorar a temperatura do ar, do solo, a velocidade do vento, umidade, umidade das folhas e coloração das frutas. Compartilhando as informações de agricultores do mundo todo, sistemas de inteligência artificial podem tomar ações para melhorar os rendimentos do produtor.

Neste cenário, não há ficção científica ou especulação. Cloud computing e as novas tecnologias estão intimamente ligados e vai permitir que empresas se reinventem.

A revolução causada pelos smartphones não será nada perto dessa nova fase que está iniciando.

 

Pare o tempo que eu quero pensar!

Passamos por quatro revoluções industriais, desde 1760, quando foi dada a largada a uma corrida da sociedade agrária, que migrou do campo para as cidades, incorporando nos dias atuais recursos nas áreas da Física, Biologia e Digital. Esse tripé nos faz conviver com veículos autônomos, robótica, impressão 3D, diagnóstico, tratamento e engenharia genética, IoT e modelos disruptivos de negócios. De fato, vivemos em um mundo totalmente conectado, vivemos a Jornada para o Digital.

 

Diante de tanta velocidade e volume de novidades, muitas vezes, sentimos uma sensação de perda do controle iminente. Pudera, o que era linear tornou-se exponencial, o que era concreto está migrando para a “nuvem” e o que era evolutivo, tornou-se disruptivo. Com tantos novos conceitos tomando conta de nossas vidas, não podemos viver sofrendo, mas sim, nos adaptando. O desafio aumentou.

 

Se vivemos numa sociedade hiperconectada, vamos encarar no nosso cotidiano uma tecnologia social e pervasiva, onde tudo ocorre em tempo real, pilotada por uma nova geração que, necessariamente, impacta num novo ambiente de trabalho. Vamos ter que lidar com anseios e sentimentos de autorrealização (comunicação), autoestima (redes sociais), segurança e mesmo fisiológicas (internet e energia entraram nesta categoria).

 

Agora vamos pensar tudo isso no ambiente da sua empresa. Transformar um negócio em digital não é parar para pensar, pois neste exato momento, alguma área da sua companhia está se movimentando nesta direção, seja pelo e-commerce, pela equipe comercial com plataformas de CRM e BI, pelo RH ao atender uma demanda crescente de colaboradores que se conectam via home office e assim por diante. As transformações não param.

 

Um exemplo é a plataforma móvel EasyTaxi, que permite que os clientes encontrem e utilizem táxis mais rapidamente em mais de 30 países no mundo inteiro. A empresa hospedou seu aplicativo móvel e armazenou a documentação dos motoristas de táxi na nuvem, passando a comportar mais de 300 mil solicitações por minuto em sua API, além de conduzir pesquisas de texto em bilhões de documentos indexados.

 

Quer ver outro caso? Quando a GOL Linhas Aéreas decidiu criar um sistema de entretenimento a bordo, a empresa percebeu que a nuvem seria a melhor opção, por conta da quantidade enorme de conteúdo. A GOL tem contratos com as principais empresas de comunicação do Brasil, que publicam novos conteúdos diretamente no servidor central.

 

Por isso, a empresa organizou-se com diversos parceiros de negócios, permitindo que eles publicassem e modificassem anúncios remotamente, com base nos destinos do passageiro.

 

Desde a implementação da Intranet a bordo, a companhia aérea GOL ganhou agilidade e melhorou o tempo de introdução no mercado.

 

Normalmente, as atualizações de software da GOL são mais rápidas do que se ocorressem localmente, e há flexibilidade de expandir ou diminuir a capacidade de acordo com as necessidades da companhia.

 

Porém, essa jornada tem algumas pegadinhas, que somadas, podem travar o crescimento do negócio lá na frente. A velocidade empenhada que tratamos aqui é alta. As respostas às situações emergenciais podem ser provisórias e se estenderem ao status de permanentes (acende aqui uma luz vermelha).

 

Esse cenário pode se agravar ainda mais com a alta taxa de turnover de profissionais. Eles saem e levam consigo muito do capital intelectual de suas funções e atividades exercidas. Junto, também saem as situações de problemas e soluções, muitas vezes não documentadas para aquele departamento.

 

Talvez este seja o seu momento para:

  •   Olhar os problemas do negócio atual, sob uma outra ótica;
  •   Adquirir tecnologias com mais consciência e visão de médio e longo prazos;
  •   Ter uma estratégia de transformação digital do negócio;
  •   Desenhar o mapa de onde quer chegar;
  •   Pensar como as tecnologias digitais podem impactar e criar rupturas no seu negócio.

 

A nuvem é a base para que novas tecnologias, como a Internet das Coisas e Big Data, sejam incorporadas à realidade das empresas. As mudança de base tecnológica observadas recentemente estão proporcionando grandes transformações nos negócios, e o UOLDIVEO pretende apoiar as empresas interessadas em se beneficiar dessas tecnologias inovadoras.

 

Não hesite, não postergue, não procrastine. Mais do que nunca, busque caminhos, compartilhe seus desafios e desenhe sua jornada de transformação dos negócios hoje mesmo.

 

UOLDIVEO

 

 

Como inserir Design Thinking na sua empresa

Olá,

Sou idealizador do Congresso Nacional de Design Thinking (CONATHINK) realizado durante o último mês de março. Ao total reunimos 29 experts de Design Thinking que ministraram 38 palestras ao longo de 7 dias.

Este evento me proporcionou contato com milhares de pessoas interessadas em inovação e um dos questionamentos que mais escutei durante os 7 dias do congresso foi referente a dificuldade de inserir a inovação dentro das empresas. Em 100% dos casos o maior ofensor apontado pelas pessoas foi a cultura avessa aos valores defendidos pelo Design Thinking.

Ok, nós sabemos que a cultura da maioria das empresas foi forjada no passado, onde os valores praticados eram outros, muitas vezes contrários aos valores defendidos pelo Design Thinking. Isto realmente acaba sendo uma barreira muito grande e difícil de ser superada pela maioria dos Design Thinkers que se aventuram nesta missão.

Mas existe um caminho ainda pouco praticado que pode te levar ao sucesso, mesmo que a cultura da sua empresa não esteja 100% alinhado com os valores defendidos pelo Design Thinking.

O segredo está em não tentar mudar a empresa e sim trabalhar a forma como você está tentando introduzir o Design Thinking neste ambiente. Quer saber como?

EXERCITE OS 3 PILARES DO DESIGN THINKING: empatia, colaboração e experimentação.

A minha sugestão para você conseguir realizar isto é aplicar o Design Thinking para implantar o Design Thinking?

Pode parecer estranho, mas este é um bom caminho a se seguir.

Vamos iniciar pelo 1º pilar, a empatia.

Se você avaliar um pouco mais a fundo verá que os stakeholders da sua empresa não são contrários ao Design Thinking ou a inovação em si. Você só deve identificar qual o verdadeiro motivo que está travando o processo, a famosa segunda camada.

Defina sua persona e aplique o mapa da empatia. Provavelmente você irá se deparar com problemas como alocação de pessoas, demandas que já chegam com uma solução definida, o medo de que as falhas da fase de prototipação tornem o projeto mais caro ou impacte na credibilidade do time, a dificuldade para garantir uma data já acordada com stakeholders e por aí vai.

A grande questão é que você tem que conhecer exatamente qual é a tua barreira, pois ter essa clareza que possibilitará planejar um plano de ação para superá-la.

É possível puxar esta frente sozinho, mas se você encontrar entusiastas da inovação que possam te apoiar nesta caminhada será muito bem-vindo. Aqui você estará trabalhando o 2º pilar, a colaboração.

Assim como em um projeto padrão do Design Thinking a colaboração gera um ambiente muito propício a inovação, pois a diversidade estimula a criatividade. Mas atenção, é fundamental que as pessoas recrutadas sejam entusiastas da inovação.

O 3º pilar é um dos mais importantes no processo de introduzir o Design Thinking em uma empresa e geralmente é ignorado. Antes de ‘vender’ o Design Thinking para sua empresa, experimente.

A melhor forma de experimentar neste caso é identificar um problema conhecido na tua empresa e trabalhar em sua solução aplicando o Design Thinking. E atenção, todas empresas possuem problemas conhecidos. Esta é a oportunidade que você terá para aplicar o Design Thinking sem ninguém te cobrar por uma data. Nesta fase isto é importante, pois o time ainda está se habituando ao Design Thinking e você precisará prototipar e testar quais caminhos deve seguir. Também é nesta etapa que você deve eliminar todas as objeções mapeadas no mapa da empatia.

Ao finalizar este projeto você terá seu 1º case de sucesso, que deverá ser usado para abrir portas para o Design Thinking na sua empresa, e deverá eliminar todas as objeções que seus stakeholders possuíam.

De forma breve este são os passos que eu indico para introduzir o Design Thinking na sua empresa.

 

Grande abraço,

Rodrigo Muniz

Preciso mesmo complicar para inovar?

Depois de 20 anos trabalhando ininterruptamente com Web (e inexoravelmente com a TI ao seu redor) e acompanhando praticamente como tudo começou, como está evoluindo e para onde vai, você se sente confortável para falar do assunto com algum conhecimento de causa. Afirmo com segurança que, nesse tempo todo, a palavra que mais ouvi foi “inovação”. Eu sei: inovar não é ato exclusivo de TI. A NASA, por exemplo, a tem em seu DNA e mostrou sua importância durante a Corrida Espacial, no século passado. E não só ela, mas também a antiga (e rival) União Soviética. A partir de 1760, em outro exemplo contundente, a própria Revolução Industrial foi um marco em inovação que moldou tecnologia, indústria, comércio, relações humanas e processos de forma indelével.

Uma busca simples pelo termo “inovação” no Google retorna, sem maiores refinamentos, 102 milhões de resultados. Em inglês, “innovation” aparece 448 milhões. Ok, desconte as empresas que possuem a palavra no Nome Fantasia por puro modismo e mesmo assim temos um indicador da importância da palavra.

Fica claro, portanto, porque existem tantos mantras que utilizam essa palavra, a maioria deles compelindo pessoas, processos e empresas a serem sempre criativos, revolucionários, visionários. Algumas vezes de forma orgânica, fluida, inerente ao seu modus operandi; outras, de forma paranoica, obstinada e atabalhoada. Esse é o momento em que ela começa a trabalhar contra tudo aquilo para o qual deveria servir; é quando a inovação complica ao invés de descomplicar.

Quando falo de complicar estou me referindo àquele modelo de inovação que parte da premissa “Preciso inovar, e para isso eu tenho que criar algo mirabolante”. Não consigo conceber uma conexão que justifique que inovar significa inventar algo hiperbólico. Para mim, na verdade, deve ser o contrário: uma das funções importante da inovação (entre tantas outras) é simplificar e obter resultados maiores e melhores com cada vez mais simplicidade.

Recentemente li um artigo médico que unia os conceitos de inovação com IoT. O tom do artigo era utópico, com ares de ficção científica, e concluía com algo do tipo “ansiamos por um dia em que inventarão ferramentas que, conectadas e acessíveis remotamente, possam informar o estado de um paciente de maneira ativa, nas quais poderemos intervir prontamente mesmo à distância”. Do ponto de vista da inovação, o autor se mostrou um romântico adepto da complicação: precisamos realmente criar algo que ainda não existe para atingir algum estágio inovador? Não seria inovador o suficiente criar não um novo monitor cardíaco que converse com a Web, mas apenas um acessório que se conecte aos já existentes, para atender dentro dos conceitos de IoT?  O fato é que a adoção do pensamento inovador não deve se ater exclusivamente à criação de algo novo, mas também à revisão de processos, fossilizados pelo tempo. O que nos faz entender porque, então, ainda encontramos resistência: por causa do fator intangibilidade. Pensar a inovação de forma complicada leva à intangibilidade, ao inacessível, através da seguinte inferência:

SE Para inovar eu tenho que (re) inventar algo do zero
E (re) inventar algo do zero demora e dá trabalho.
E se demora, não se paga e não gera resultado a curto prazo.
PORTANTO não é viável inovar”.

 Um exemplo clássico que mostra o quanto inovar não é apenas inventar: o mesmo programa espacial da NASA do século passado, que citei mais acima, deparou-se com o seguinte problema: como fazer funcionar uma caneta em ambiente de micro gravidade? E milhares de dólares foram investidos para criar uma caneta que permitisse aos astronautas escrever em ambiente tão inóspito. Dinheiro empreendido, resultado não obtido: as canetas inventadas não funcionavam, a despeito de tanta reinvenção e verba investida. O que o programa rival e contemporâneo soviético fez para resolver o mesmo problema? Utilizou lápis no lugar das canetas (um agradecimento aqui ao Marco Antônio Tangari por ter me lembrado desse caso). Isso também é inovação!

Não quero me fixar à ideia de que inovar é apenas criar ajustes e acessórios ao que já existe, mas que TAMBÉM É. E que ao pensar uma forma de simplificar um processo, mesmo que você utilize recursos que já existem (como o lápis para os soviéticos) você pode eliminar o ranço que te desmotivaria a inovar.

Marcelo Simonka.