Como inserir Design Thinking na sua empresa

Olá,

Sou idealizador do Congresso Nacional de Design Thinking (CONATHINK) realizado durante o último mês de março. Ao total reunimos 29 experts de Design Thinking que ministraram 38 palestras ao longo de 7 dias.

Este evento me proporcionou contato com milhares de pessoas interessadas em inovação e um dos questionamentos que mais escutei durante os 7 dias do congresso foi referente a dificuldade de inserir a inovação dentro das empresas. Em 100% dos casos o maior ofensor apontado pelas pessoas foi a cultura avessa aos valores defendidos pelo Design Thinking.

Ok, nós sabemos que a cultura da maioria das empresas foi forjada no passado, onde os valores praticados eram outros, muitas vezes contrários aos valores defendidos pelo Design Thinking. Isto realmente acaba sendo uma barreira muito grande e difícil de ser superada pela maioria dos Design Thinkers que se aventuram nesta missão.

Mas existe um caminho ainda pouco praticado que pode te levar ao sucesso, mesmo que a cultura da sua empresa não esteja 100% alinhado com os valores defendidos pelo Design Thinking.

O segredo está em não tentar mudar a empresa e sim trabalhar a forma como você está tentando introduzir o Design Thinking neste ambiente. Quer saber como?

EXERCITE OS 3 PILARES DO DESIGN THINKING: empatia, colaboração e experimentação.

A minha sugestão para você conseguir realizar isto é aplicar o Design Thinking para implantar o Design Thinking?

Pode parecer estranho, mas este é um bom caminho a se seguir.

Vamos iniciar pelo 1º pilar, a empatia.

Se você avaliar um pouco mais a fundo verá que os stakeholders da sua empresa não são contrários ao Design Thinking ou a inovação em si. Você só deve identificar qual o verdadeiro motivo que está travando o processo, a famosa segunda camada.

Defina sua persona e aplique o mapa da empatia. Provavelmente você irá se deparar com problemas como alocação de pessoas, demandas que já chegam com uma solução definida, o medo de que as falhas da fase de prototipação tornem o projeto mais caro ou impacte na credibilidade do time, a dificuldade para garantir uma data já acordada com stakeholders e por aí vai.

A grande questão é que você tem que conhecer exatamente qual é a tua barreira, pois ter essa clareza que possibilitará planejar um plano de ação para superá-la.

É possível puxar esta frente sozinho, mas se você encontrar entusiastas da inovação que possam te apoiar nesta caminhada será muito bem-vindo. Aqui você estará trabalhando o 2º pilar, a colaboração.

Assim como em um projeto padrão do Design Thinking a colaboração gera um ambiente muito propício a inovação, pois a diversidade estimula a criatividade. Mas atenção, é fundamental que as pessoas recrutadas sejam entusiastas da inovação.

O 3º pilar é um dos mais importantes no processo de introduzir o Design Thinking em uma empresa e geralmente é ignorado. Antes de ‘vender’ o Design Thinking para sua empresa, experimente.

A melhor forma de experimentar neste caso é identificar um problema conhecido na tua empresa e trabalhar em sua solução aplicando o Design Thinking. E atenção, todas empresas possuem problemas conhecidos. Esta é a oportunidade que você terá para aplicar o Design Thinking sem ninguém te cobrar por uma data. Nesta fase isto é importante, pois o time ainda está se habituando ao Design Thinking e você precisará prototipar e testar quais caminhos deve seguir. Também é nesta etapa que você deve eliminar todas as objeções mapeadas no mapa da empatia.

Ao finalizar este projeto você terá seu 1º case de sucesso, que deverá ser usado para abrir portas para o Design Thinking na sua empresa, e deverá eliminar todas as objeções que seus stakeholders possuíam.

De forma breve este são os passos que eu indico para introduzir o Design Thinking na sua empresa.

 

Grande abraço,

Rodrigo Muniz

Design Thinking – Parte 2

Olá pessoal, tudo bem?

Saiu a continuação do vídeo mostrando como utilizar o Design Thinking nos seus projetos!

Só para lembrar, dividimos o artigo em duas partes:

Parte I – Na primeira parte do artigo (veja aqui), mostrei como iniciar o projeto (etapas preliminares) e como coletar dados e informações para a condução do mesmo (Imersão).

Parte II – Neste vídeo veremos como analisar as informações levantadas, sintetizá-las, levantamento de ideias e criação dos modelos (protótipos) do projeto.

Se você já assistiu o primeiro vídeo, aumenta o volume aí e dá um play no vídeo!

 

Como o Design Thinking vai mudar a sua maneira de pensar

Olá pessoal, tudo bem?

Como todos podemos perceber, o mundo está em contínua transformação e evolução. Quem tem o mínimo de interação com T.I. consegue perceber que a cada dia que passa, novas tecnologias surgem, normas e padrões estão sendo revistos e o modelo ágil está cada vez mais presente.

E ultimamente muito tem se falado em uma nova forma de buscar inovação e/ou resolução de problemas: O Design Thinking!

– “Shimoda, eu já ouvi falar muito nesse tal de Design Thinking mas eu achava que era algo relacionado a design, projetos gráficos, comunicação visual e afins. Não tem nada a ver? ”

Calma, você não está totalmente errado! Esse nome surgiu justamente baseado na maneira de pensar (think em inglês) dos designers. Reflexão, livre expressão dos pensamentos, criatividade, ousadia, não ter medo de experimentar algo diferente, se basear nas necessidades humanas e sociais, e principalmente a EMPATIA são algumas das principais características de quem trabalha com Design.

E são estas as principais características que norteiam a forma de se trabalhar com Design Thinking. Diante de um possível problema ou necessidade de inovação, um time multidisciplinar realiza um trabalho colaborativo para entender as diferentes óticas sobre o tema, interagindo constantemente com as partes envolvidas (cliente, usuário, fornecedores etc) e assim, podem sugerir diversas soluções baseadas nas informações que obtiveram.

Contudo, a empatia e o pensamento abdutivo de um Design Thinker fazem com que ele consiga “pensar fora da caixa”, desafiar padrões e pensamentos lógicos e construir propostas inovadoras.

De uma forma macro, o Design Thinking trabalha com quatro etapas:

imagem BLOG

  • Levantamento de dados (Imersão): é a fase onde o caso deve ser entendido, pesquisas sobre o assunto deverão ser realizadas, as partes interessadas (stakeholders) serão devidamente identificadas e através delas, tentar entender a sua ótica sobre o assunto por meio de entrevistas, observações, acompanhamento etc.
  • Análise e síntese: deve-se organizar todas as informações coletadas na fase anterior, analisá-las e disponibilizá-las em um formato de fácil entendimento e resumida, sem muitos detalhes.
  • Ideação: discutir abertamente sobre as ideias, trazê-las à tona, estimular a criatividade e colaboração em busca de soluções inovadoras através de workshops, dinâmicas e afins e registrá-las em um “Cardápio de Ideias”.
  • Prototipagem: tirar as propostas do papel, do abstrato e materializá-las, construir uma versão de teste, improvisada e até mesmo malfeita, apenas para se aprimorar a ideia e trabalhar na melhoria dela até que se chegue à solução de fato.

 

As etapas citadas não representam um fluxo e não precisam ser seguidas nesta ordem necessariamente, assim como podem ser revisitadas durante todo o projeto, sempre que houver necessidade.

E vale lembrar que o Design Thinking não é uma receita que você segue e a mágica acontece! É preciso ter uma mente criativa, curiosa, ousada, aberta a mudanças e contribuições. Desta forma, a inovação irá acontecer de forma natural e os problemas serão resolvidos mais facilmente!

Abraços e até a próxima!

Leandro Ugita Shimoda