Garanta suas datas – Parte 2

Olá pessoal,

Estou dando sequência ao artigo ‘Garanta suas Datas – Parte 1’ publicado no dia 14 de setembro, caso você não tenha lido a primeira parte clique aqui, pois poderá ter dificuldades de entender a lógica do estudo de caso.

 

O DESAFIO ESTÁ LANÇADO

Um bom desafio é o que me motiva a investir na carreira de gestão. Sou partidário do conceito defendido por Henry Mintzberg no livro ‘MBA? Não, Obrigado’, onde ele expõe que o gestor não se forma dentro da sala de aula, mas sim na prática.

Obvio que defendo a busca de conhecimento, seja qual for o caminho que você escolher. Eu mesmo investi em um MBA de Gestão Empresarial e tirei grande proveito dele. Mas é a prática que lhe permitirá montar o quebra cabeça; escolher dentre os diversos conhecimentos que você acumulou ao longo de sua carreira quais irá utilizar para arquitetar a solução.

O desafio apresentado neste estudo de caso estava em pulverizar a implantação de um determinado projeto dentro do time de Implantação. Centralizar o projeto a um único analista gera um ponto de risco muito alto e compromete o cronograma alinhado com os stakeholders do projeto.

O caminho que escolhemos para arquitetar a solução foi trabalhar com metodologias ágeis. Neste conceito ‘quebramos’ o projeto (épico) em várias etapas (histórias) e através do processo de Kanban o time terá condições de absorver a implantação de forma compartilhada.

Acompanhe os passos que adotamos para alcançar este objetivo.

CONHEÇA O FLUXO DE IMPLANTAÇÃO

O primeiro passo para alcançar o objetivo estabelecido foi mapear e entender o fluxo de implantação. Não existe muito segredo, você deve reunir o time e repassar passo a passo todas as atividades que podem ser realizadas durante a implantação de um projeto.

Mapeie inclusive aquelas atividades que não são realizadas em todas as implantações, mas que devem ser avaliadas durante seu planejamento.

Não espere acertar de primeira, quando o processo está apenas na cabeça das pessoas é natural que não se tenha um caminho muito bem definido a ser seguido. Todos sabem o que deve ser entregue, mas não necessariamente irão seguir o mesmo caminho para alcançar seus objetivos.

Este é motivo de termos impacto ao ‘perdermos’ o owner de uma implantação no meio do processo. Como cada pessoa define seu caminho para chegar no objetivo final, a passagem e bastão não é tão clara e simples como deveria.

Mapeie o fluxo inicial e acompanhe de perto as próximas implantações. Garanta que o fluxo estabelecido esteja sendo seguido e quando identificado melhorias, faça as correções necessárias.

 

DICAS PARA MAPEAR O FLUXO

Para que vocês não tenham que cometer os mesmos erros que eu cometi ao realizar este trabalho, seguem algumas dicas para direcioná-los nesta atividade.

  1. Dependências: mapeie as dependências entre cada etapa do fluxo. Busque eliminar dependências desnecessárias ou em duplicidade.
  2. Owner: provavelmente o responsável por ‘pilotar’ a implantação é o analista do seu time, mas existem grandes chances de ter etapas dependentes de times terceiros. Mapeie o dono de cada etapa (exemplo: liberar ACL – Time de Segurança; criar Multicast – Time de Redes).
  3. Kanban: tenha em mente que a princípio cada etapa mapeada no fluxo será uma história criada no board do seu Kanban (irei detalhar mais à frente).
  4. Detalhamento: você deve achar a medida certa ao detalhar o seu fluxo. Criar etapas muito macros não lhe dará as informações necessárias para realizar a gestão do fluxo, mas detalhar demais irá dificultar o controle posteriormente.

Exemplo: criar uma etapa genérica ‘ACL’ não irá lhe permitir bater o olho e saber o que já foi realizado e o que está pendente, mas detalhar ao ponto de ‘Solicitar ACL Backup’, ‘Liberar ACL Backup’ e ‘Validar ACL Backup’ pode gerar dificuldades para seu time manter o Kanban atualizado. Um meio termo, como: ‘ACL Backup’, ‘ACL Host’, ‘ACL Puppet’, foi a melhor medida que encontrei para detalhar o fluxo.

  1. Atualizações: não tenha receio de ajustar o fluxo inicial após auditá-lo na prática.
  2. Cultura: se os quesitos de qualidade da companhia estão sendo atendidos, evite mudar o fluxo que já está sendo seguido pelo time. Quanto menor a mudança aplicada nesta etapa, mais rápido serão colhidos os benefícios deste trabalho. Ao longo do tempo melhorias poderão ser adicionadas ao processo.
  3. Ferramenta: documente o fluxo mapeado e mantenha um controle de versão para cada alteração aplicada. Sugiro a utilização da ferramenta GRAPHVIZ. É gratuita e de fácil entendimento.

Caso você queira aprofundar o estudo neste assunto sugiro a leitura da coleção sobre Lean Six Sigma da Cristina Werkema, editora Campus.

 

RESULTADO ESPERADO

O resultado esperado do mapeamento do fluxo de implantação para ambientes que não estão na nuvem deve ser algo parecido com o fluxo apresentado na figura abaixo. Uma dica bacana é destacar as atividades cuja responsabilidade de execução for do time de Implantação, das atividades cuja a responsabilidade de execução for de times terceiros.

  • Exemplo de fluxo de Implantação

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Outra visão interessante é numerar cada etapa do fluxo e distribuí-las entre os times envolvidos

  • Etapas vs Equipes

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Conhecer o fluxo de implantação é a base para pensarmos em metodologias ágeis.

MÉTODOS ÁGEIS

Após mapear o fluxo de implantação e conhecer todas as etapas envolvidas na implantação de projetos corporativos, temos a oportunidade de estruturar o time para consumir as novas demandas dentro do fluxo do Kanban.

Irei abordar a estratégia utilizada e os benefícios colhidos por ela, mas não entrarei no detalhe do conceito de Kanban. O trabalho realizado foi baseado nos livros KANBAN de David J. Anderson – Editora Blue Hole Press e Real-World Kanban de Mattias Skarin – Editora Pragmatic Bookshelf. Indico como leitura essencial caso queira aprofundar seus conhecimentos no tema.

O objetivo principal de utilizar o Kanban é pulverizar a Implantação em etapas a serem consumidas pelo time. Ao invés do analista ser owner do projeto, ele passará a ser owner da etapa, com isto teremos vários analistas trabalhando de forma coordenada no mesmo projeto

  • Atividades do projeto distribuías entre vários analistas do time

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Esta forma de trabalho mitiga muito o risco de impacto caso um dos analistas desfalque o time, pois é muito fácil absorver e dar continuidade à etapa que ficou ‘órfão’.

No meu próximo post, vou apresentar algumas regras que utilizei para tornar esta teoria em realidade.

Abraços e até breve,

Rodrigo Muniz

A “demanda” de organizar “demandas”.

Há algum tempo colaboradores (líderes ou liderados) comentam “há muita demanda, é difícil organizar”, “fica difícil fazer follow-up”, ou questionam “como vamos tratar tudo?”,

“há ferramentas ou métodos?”, “como centralizar?”

Exercitando a questão de organização é possível reunir algumas dicas que me ajudam bastante a “pôr ordem no caos”. São dicas que podem e devem ser adaptadas e/ou complementadas conforme a necessidade de cada um. Aí vão:

  1. Defina o Fluxo de trabalho

É muito importante saber por que etapas o trabalho a ser executado passará. Isso dará visibilidade e ajudará futuramente a levantar indicadores para o time e para os clientes. Defina o seu fluxo de trabalho e quais são as etapas do mesmo, e compartilhe com o seu time para que este possa opinar se há algo a mais ou a menos que possa ajudar. Se for o caso,  comece com algo simples como por exemplo definir o status das demandas (“aberto”, “em andamento”, “pendente” e “concluído” ou “backlog”, “work in progress”, “qa”, etc). A medida que o time identificar mais itens basta ajustar o fluxo e alterar as demandas em suas novas etapas. Um dos métodos que pode ajudar nesse sentido, é o método de Kanban. O Kanban significa “quadro visual” e é onde podem ser colocadas as etapas de seu fluxo e também as demandas, tendo assim uma gestão à vista 🙂

 

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  1. Defina os canais de entrada e unifique

É comum receber diversas demandas, e isso ocorre de várias formas: e-mail, sistema, telefone, comunicador instantâneo e/ou corporativo, corredor da empresa, etc. A dica aqui é definir os melhores canais e na medida do possível torná-los um só. Feito isso, comunique aos clientes ou fornecedores que enviam essas demandas sobre o canal, mostrando que com isso, a recepção das demandas estará centralizada para você e seu time, o que trará ganhos na hora de tratar a comunicação de status e outras informações.

 

  1. Defina uma ferramenta de registro e acompanhamento

É claro que em toda companhia existem ferramentas para registro e acompanhamento de demandas e é neste momento que surgem as questões, em qual delas acompanhar?. A dica é definir pensando entre o que são itens rotineiros e aqueles que demandam mais tempo de atuação. O que é de rotina pode estar em ferramentas de atendimento através de catálogo de serviços já pré-definidos e o que tem atuação mais longa, por exemplo,  itens de projetos, podem estar em um outro local. Para a segunda opção não deve haver desculpas sobre ferramenta, muitas vezes “o simples ajuda” e muito. Lembra-se do Kanban citado no item 1? Tente iniciar quadro branco, caneta e alguns post its, desde que o item 1 já tenha sido definido e compartilhado com o time. Com o fluxo de trabalho no quadro, registre as demandas em post its, eles podem ser diferenciados por cores o que pode indicar inclusive o recurso responsável por cada demanda e até mesmo os projetos. Você terá um quadro Kanban e mais uma vez gestão à vista.

Falando de sistema para o controle, um dos indicados é o JIRA da Atlassian, porém existem outras ferramentas (inclusive gratuitas) como o Trello e o Kanbanflow que podem auxiliar. Aliás estas últimas ferramentas estão na nuvem e podem ser acessadas de qualquer lugar, o que vale para quem tem equipes em locais diferentes. As ferramentas ajudam a medir e tratar o velho ditado “Não se gerencia o que não se mede, não se mede o que não se define, não se define o que não se entende, ou seja, não há sucesso no que não se gerencia (adaptado de W. Edwards Deming).”

Através do sistema será possível extrair os indicadores necessários.

  1. Entenda bem as demandas e identifique os envolvidos

Não adianta ter canais unificados e simplesmente sair tratando todas as demandas assim que chegam. Isso pode tornar o trabalho mais lento e a tendência é ter muitos trabalhos paralelos e no fim das contas não se entrega nada, ou a entrega se atrasa e no mínimo sai sem a qualidade esperada. Portanto, realize o entendimento da demanda, seja em reunião ou alinhamento breve. Lembre-se que existem demandas que podem se desdobrar em várias outras.

Além disso, identificar os envolvidos para manter uma comunicação é extremamente essencial, lembre-se que para várias demandas não é apenas o solicitante que necessita conhecer a entrega de fato.

  1. Priorize

Priorize todas as demandas recebidas.Utilize critérios como impacto operacional, financeiro, impacto no negócio interno ou do cliente, e se necessário envolva também o solicitante ou outros envolvidos para lhes dar essa visão. Coloque em ordem de prioridade o que deve ser tratado primeiro e se possível dentro de ciclos de entrega.

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6 . Defina os responsáveis e as datas possíveis de entrega

Defina os responsáveis pela entrega e se possível as datas correspondentes. Com as datas de entrega comunique seus clientes e solicitantes. Isso facilitará a negociação e ajudará a ter um cronograma mais efetivo e em caso de atrasos mais uma vez há visibilidade e oportunidade para negociação.

 

  1. Inicie mas acompanhe

Inicie as demandas e acompanhe ao máximo, se possível diariamente. Talvez em alguns momentos você será o “chato da história”, mas o follow-up é importante não só para garantir as datas de entrega, mas também para manter o solicitante e envolvidos informados sobre o status das demandas. Mostre para as pessoas e para o seu time, o quanto é importante manter-se sempre atualizado sobre todas as demandas em andamento e também sobre tudo que há no backlog para ser tratado.

 

  1. Demandas de rotina

Separe com o time tempo para as rotinas (catálogo de serviços) de modo que não afete as demandas que possuem maior tempo de atuação, principalmente se elas forem tratadas em ferramentas diferentes. Ler e-mails ou atender chamados de rotina por exemplo duas ou três vezes ao dia permite que no resto do tempo, outras demandas sejam tratadas.

  1. Seja flexível e negocie

Demandas chegam todos os dias, e sempre há algo em andamento. Seja flexível para avaliar o que chega, identificando o que deve ser iniciado ou tratado de imediato. Se houver casos assim e estiver com muitas outras demandas em andamento, negocie a postergação de itens já em andamento com os clientes, mostre os impactos e siga em frente.

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  1. Adapte-se

Envolva o time e teste os fluxos de trabalho, seguindo estas e outras dicas. Utilize frameworks de mercado e veja a qual você e seu time se adaptam, por exemplo o Scrum e o Kanban. De fato,  mal  não lhe farão desde que,  estejam de acordo com a sua necessidade. É importante lembrar que nada é tão bom que não possa melhorar.
Por fim, adapte-se, organize-se. Como diria um grande estrategista:

“Comandar muitos é o mesmo que comandar poucos… Tudo é uma questão de organização.

Sun Tzu”

Até breve,

Marcelo Melo

 

Desculpe o transtorno, precisamos falar sobre as mulheres

No UOL e UOLDIVEO ocorrem num ciclo trimestral as conferências Tech Day, onde os profissionais tem oportunidade de falar para toda a companhia sobre os trabalhos desenvolvidos por suas equipes e suas contribuições, ou sobre assuntos diversos de tecnologia dos quais eles estejam se dedicando e que acreditem que traga valor aos colegas de trabalho. É sempre uma experiência maravilhosa de troca.

No último, ocorrido em Julho, uma palestra especial me chamou a atenção – ela falava especificamente em Internet para todos – abordando UX para deficientes visuais. Frequentadora assídua de conferencias de tecnologia, um dado que fica evidente é que temas como diversidade e inclusão, no geral, são temas abordados pelos grupos femininos de desenvolvimento.

Luiza Helena Trajano (Magazine Luiza) abre o prefácio de “Faça Acontecer, Mulheres, Trabalho e a Vontade de liderar” da Sheryl Sandberg (Facebook) com um foco especial sobre o momento da economia contemporânea, onde a capacidade de ensinar, interagir, aprender, educar, relacionar-se e trabalhar em equipe são fundamentais, como o momento de maior valor para liderança feminina.

Mulheres são educadas e cobradas, desde cedo por capacidades como empatia e responsabilidade. São muito mais incentivadas a falarem sobre seus sentimentos e problemas, os que as tornam muito mais receptivas e compreensivas com os problemas alheios.

A verdade é que a convergência digital traz um desafio gigante de olhar para os mercados não explorados, a inserção de grupos que hoje não fazem parte do olhar estratégico do mercado como um todo e sim de nichos específicios. O reposicionamento de produtos e o desenvolvimento de uma gama deles para os quais ainda não existem demanda. Isso requer um poder criativo que dificilmente virá de grupos homogêneos. A diversidade é a chave para a criatividade.

Em biologia, através do principio de Hardy Weinberg, é possível checar que a evolução genética depende de um fator que altere os alelos do DNA, através de uma grande população e a interação entre os indivíduos diversos. Se as interações satifizesse certas condições, as frequências dos alelos permaneceria inalteradas ao longo das gerações. A analogia com a criatividade é extremamente simétrica, dado que indivíduos que possuem formações semelhantes, que consumam o mesmo tipo de cultura, e frequente os mesmos lugares, irá certamente olhar de uma forma muito similar para problemas diversos. A criatividade nasce da diversidade e espaço para a interação de indivíduos diversos. Isto se reflete na forma como plataformas de Open Creativity tem se alastrado fortemente, e como programas de diversidade estão presentes em quase todas as gigantes do vale do Silício, pois trata-se não só da coisa certa a se fazer (do ponto de vista ético e moral), mas também a coisa esperta a se fazer. Ambientes com mulheres em posições de alta liderança possui um ROI 35% mais alto que empresas que só possuem homens na liderança de acordo com a lista da 500 Fortunes, elas também são consideradas os melhores lugares para se trabalhar.

Mas por que, dado todas essas informações é tão difícil alavancar a participação feminina nas altas lideranças?

Acredito que não existe uma resposta única para uma pergunta tão complexa. Existem os fatores sociais, os fatores legais e os culturais.

Uma empresa que queira abraçar a diversidade deve garantir que as mulheres tenham espaço reservado a mesa de discussão, que tenham suas vozes ouvidas, contabilizadas. Abraçar as diferentes visões sobre um mesmo problema e partir do principio que não há formulas mágicas e caminhos prontos para que a magia aconteça. Mas deve haver um programa que fomente a participação feminina, que estejam abertos a aprender com elas o novo jeito de liderar, de falar sobre os problemas e como solucioná-lo. Da mesma forma que cabe à elas aprenderem a tomar a frente, assumir riscos, expor as opiniões sem o medo de errar, do julgamento, coisas que os homens fazem desde sempre.

UOLDIVEO promove encontro de gerações de mulheres em TI
UOLDIVEO promove encontro de gerações de mulheres em TI

Campanhas como o He for She vem fazendo um excelente trabalho e propondo o diálogo transversal sobre a necessidade das mulheres neste novo momento rumo à equidade de gêneros. Dentro das companhias os outros 50% da população necessitam se sentirem representados pelo Mercado, já que esses outros 50% são responsáveis diretamente por $20 trilhões de dólares do consumo anual global, e aumentará para $28 trilhões nos próximos cinco anos. Além de ter influencia em boa parte dos consumos indiretos.

Há muito espaço para a troca e aprendizado dentro das companhias, em quaisquer seguimentos de atuação. E os espaços que se abrem para que esse processo evolutivo das companhias ocorram já garantem o seu lugar ao sol.

Abraços e até o próximo post.

Ana Luca Diegues

Fontes:

http://fortune.com/2015/03/03/women-led-companies-perform-three-times-better-than-the-sp-500/

http://www.forbes.com/sites/bridgetbrennan/2015/01/21/top-10-things-everyone-should-know-about-women-consumers/#7cd3c6d52897

http://h20435.www2.hp.com/t5/HP-Labs-Blog/The-HP-Weigh-Diversity-and-the-Hardy-Weinberg-Principle/ba-p/295220#.WAUJBPkrLIU

http://www.mckinsey.com/global-themes/employment-and-growth/how-advancing-womens-equality-can-add-12-trillion-to-global-growth

 

 

 

 

Indisponibilidade de aplicações: Qual é o prejuízo para a sua empresa?

Passei alguns anos da minha carreira construindo projetos em ambiente de Data Center requisitados por diversas empresas de setores industriais distintos e muitas vezes percebi que o tema indisponibilidade e seus efeitos para o negócio como um todo não eram abordados com o aprofundamento necessário ou eram esquecidos ao se “espremer” por redução de custos. Lembro que em muitas reuniões tive que revelar este tema e perceber que era tratado com certa surpresa.

Se observarmos o relatório publicado pela Veeam (2016 Veeam Availability Report) feito com 1.140 tomadores de decisão de TI de 24 países, veremos claramente que as necessidades da corporação estão bem distantes de serem atendidas, e que as empresas de uma forma mais macro, precisam fazer da disponibilidade uma prioridade estratégica ou estarão arriscando a perda de até 16 milhões de dólares por ano em receita. Para ficar mais claro, vamos comparar os dados de 2014 com as informações obtidas em 2016:

  • O tempo de inatividade anual não planejado foi elevado:
    • 1,4 a 1,9 hora para aplicações essenciais.
    • 4 a 5,8 horas para aplicações não essenciais.
    • O número médio de eventos aumentou (de 13 para 15 eventos).
  • O custo médio anual do tempo de inatividade para uma organização pode chegar até US$ 16 milhões (US$ 6 milhões a mais que 2014).

É sempre importante destacar que o preço de uma indisponibilidade para um ambiente de produção pode ser mais impactante do que se pode imaginar. Observe a figura seguinte:

 

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Veja que mais da metade dos entrevistados (68%) revela que a confiança na organização pode ser afetada e 62% afirma que a confiança na marca pode sofrer danos. Os dados revelam que foram notadas quedas nos preços das ações, juntamente com a presença de processos judiciais. São dados que precisam e devem ser levados em consideração.

Imaginemos este acontecimento em empresas que operam com bolsa de valores ou com compras pela internet. É inaceitável imaginar que os consumidores de hoje aceitariam esperar 1 minuto para um site retornar ao funcionamento com o objetivo de concluir a sua compra. Questionar suas instituições se estão à altura deste desafio é uma tarefa que todos os líderes de negócio deveriam fazer.

Outro ponto importante para ser avaliado está centrado na causa do e nos efeitos do temido downtime (quedas funcionais) de uma aplicação. Quase metade dos entrevistados (48%) reportaram que suas organizações tiveram repetitivas experiências com quedas causadas pelo uso de upgrades na aplicação ou problemas gerados por correções feitas no sistema operacional. Aqui vale o questionamento: onde estão os ambientes para homologação e onde estão as metodologias para aplicação das correções em ambientes com cluster balanceados por cargas de trabalho?

Observe que a presença de um balanceamento de cargas é um importante aliado para corrigir um grupo de aplicações que apresentou algum tipo de problema. Outro elemento importantíssimo é o teste de backup. Somente 41% dos entrevistados afirmaram que usam seus backups como parte dos testes de recuperação e ainda assim, este backup possui uma recuperação em dias relativamente pequena. No Brasil, a média foi de 11 dias de dados recuperados por mês, na Alemanha 12 dias e na Itália 14.

Para concluir, é importante termos em mente que o desenho de qualquer projeto, seja ele físico ou virtual, deve considerar a sobrevivência da aplicação mesmo em condições de falhas. Claro que o desafio é sempre alinhar custos com perdas financeiras causadas pela ausência funcional da aplicação. Acredito que os números apresentados pela Veeam mostram que existe um longo caminho a ser trilhado, mas que existe solução se pensarmos estrategicamente com cuidado.

 

Denis Souza

 

Links indicados:

https://go.veeam.com/2016-availability-report-latam-br.html

http://convergecom.com.br/tiinside/home/internet/19/02/2016/indisponibilidade-de-aplicacoes-gera-prejuizo-de-us-16-milhoes-por-ano-as-empresas/

http://computerworld.com.br/brasileiras-perdem-us-18-milhoes-com-indisponibilidade-de-aplicacoes

Qualidade “mente aberta”: inovando com conceitos simples

Os profissionais de Qualidade acordam todos os dias regidos pelo mesmo mantra: “Melhorar performance para melhorar a entrega, para melhorar resultados”. Sim, é simples, mas não simplório. Assim, nada mais natural do que esses profissionais trabalharem orientados à inovação, certo? Nem sempre…

Lá atrás, quando se começou a falar da importância de inovação para a sobrevivência e boa saúde das empresas (e isso não vale apenas para empresas de tecnologia), convencionou-se rotular que, eventualmente, a inovação não “colava” por causa da resistência dos profissionais que deveriam promove-la ou aplica-la. Concordo que até certo momento, sim. Mas então a velocidade das novidades, parte importante do combustível que alimenta a inovação aumentou vertiginosa e exponencialmente. E o que era resistência ontem se tornou incapacidade de acompanhar o raciocínio hoje.

Uma pequena metáfora para explicar essa incapacidade a que me refiro: se você tem ao menos 40 anos hoje, conheceu um famoso personagem de videogames dos anos 1980: Pac-Man. Ele era uma bolota amarela dotada de boca e apetite que percorria um labirinto 2D, devorando tudo à sua frente. Seu deslocamento era para cima e para baixo, para direita e para esquerda. E esse era seu mundo, seu horizonte (ou seja, eixos X e Y).  Um dia, o encanador Mario (em versão moderna, aquela que habita o mundo dos gráficos impressionantes das novas plataformas de games) cruza com Pac-Man e tenta lhe explicar as maravilhas do mundo 3D, que existe a profundidade do eixo Z e que sua sobrevivência no universo dos games depende dessa compreensão. Não consegue, e ainda é chamado de louco.

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Metáforas à parte, atualizar seu horizonte é o primeiro passo para alçar vôos mais arrojados. Descomplique, e comece simples:

  • PENSE EM INTERCOLABORAÇÃO!
    Ilhas possuem ecossistemas próprios, nada simbióticos com outros. Acabe com as ilhas, sejam clusters de informação ou departamentos isolados com sistemas próprios e estanques: crie pontes entre elas através de processos colaborativos e empáticos (onde todos compartilham e comungam as necessidades de todos). Já ouviu falar em UCaaS (Unified Communications as a Service)? A partir desse modelo é possível integrar sistemas e comunicação entre várias áreas de forma local ou remota, inclusive Fornecedores e Clientes, ganhando agilidade no relacionamento, centralização de informação real (up to date) e principalmente incentivando novos fluxos de informação a nascerem espontaneamente.
  • PENSE EM FERRAMENTAS!

A não ser que você seja o “Mago da Planilha” e um líder seguido fanaticamente, acredite: inovar em ferramentas é mandatório! E não apenas em termos de programas e aplicativos, mas também em formas de acesso a elas e à informação. As realidades de hoje, com grande aderência ao conceito de UCaaS, passam invariavelmente por siglas não apenas descoladas mas importantes, tais como BYOD (Bring your own Device), BYOA (Bring your own App) e, por que não, BYOC (Bring your own Cloud) e até IoT. (a famosa Internet das Coisas)… Se a estratégia de interação entre elas estiver bem desenhada, os dados mantidos íntegros e atualizados e a segurança da informação estiver garantida, você já terá começado com o pé direito. Uma gama de ferramentas na Nuvem estão aí implorando por sua atenção, e provavelmente você não está dando atenção: repositórios de informação, ferramentas de produtividade, extensão de aplicações para celulares e tablets, testadores remotos (Testing as a Service, ou TaaS), simuladores e emuladores de ambientes de produção. Quanto menos restrição ao acesso e manipulação da informação, sempre amparado pelas melhores práticas de segurança, melhor!

 

  • PENSE DE FORMA EMPÁTICA!

Coloque-se no lugar dos envolvidos ao promover algo. Saber falar a língua dos outros e principalmente, saber suas dores, suas qualidades, seus limites e defeitos te ajudará a promover uma estratégia de mudança e inovação aderente. Falar “tecnês” ao promover a inovação com o setor de Faturamento, por exemplo, não renderá frutos, só perplexidade.

  • PENSE EM MEDIR RESULTADOS A CURTÍSSIMO PRAZO!
    De nada adianta promover mudanças se não se pode medir seus resultados. A partir deles é possível definir se o rumo está correto (e então acelerar nessa direção) ou revê-lo antes que seja tarde demais (e você se perca). Em paralelo, prepare-se para mudanças constantes das regras do jogo.

Em meus próximos posts pretendo avançar um pouco mais em cada um desses conceitos, e derivar novos a partir deles. Enquanto isso, o desafio de explicar ao Pac-Man o que é um mundo 3D continua vivo, pois sua existência depende desse entendimento e aceitação. O primeiro passo foi dado.

Até breve,

Marcelo Simonka

 

 

A criação de uma empresa: Multicloud UOLDIVEO

Na nossa visão, Cloud viabilizou a evolução de várias tecnologias que só víamos nos filmes de ficção científica.

A IOT (Internet Of Things) e o Bigdata só se tornarão de fato realidade por causa da Cloud (coloco o verbo no futuro, pois acredito que muitas coisas ainda terão de acontecer).

Sem resolvermos como podemos armazenar tanta informação ou mesmo manipulá-las, muitas vezes em tempo real, não seria possível ingressarmos nesse mundo novo. Isso tudo só seria possível se adotássemos uma solução em Cloud, que na prática otimiza de tal forma a infraestrutura que a torna muito mais eficiente e dinâmica.

Sem contar as vantagens comerciais em se poder contratar e pagar pelo uso – como é comumente divulgado na Cloud Pública. A Cloud Privada, por sua vez, pode ter certas customizações adequadas à certas aplicações. Já a Híbrida, como o próprio nome já diz, pode usar a pública e a privada dependendo da necessidade.

A analogia que usamos é que a Cloud pública é como uma piscina pública onde acolhe todo o tipo de visitante. Já a privada, são colocadas raias na piscina, tornando-a mais direcionada a um tipo de usuário que necessita, neste caso, de uma certa exclusividade. Enfim, mas muitas vezes é a mesma piscina.

A questão de segurança não é mais uma barreira na adoção de Cloud em qualquer de suas modalidades.

O UOLDIVEO trouxe para o Brasil um novo conceito de Cloud, muito difundido lá fora, que é a Multicloud.

Na Multicloud podemos utilizar a Cloud mais adequada às necessidades de determinadas aplicações. Costumamos afirmar que não existe uma Cloud que rode todas as aplicações, assim como não existem aplicações que rodem em todas as Clouds. Dessa discussão que surgiu a ideia de se trabalhar com todas elas.

Com essa orientação, adotamos nossa própria Cloud Privada com base na plataforma VMWare e Virtustream. Ambas empresas adquiridas recentemente pela Dell.

Na Cloud Pública, adotamos Openstack, com o conhecimento adquirido na aquisição da DualTec que já comentei, e também através de acordos estratégicos, com a AWS (Cloud da Amazon), Azure (Cloud da Microsoft) e Google Cloud.

A ideia é cada vez mais agregarmos os serviços de Integração e gerenciamento único de Cloud podendo auxiliar nossos clientes a irem para a jornada digital. Isso sem contar os demais serviços do UOLDIVEO que nesse blog tenho contado para vocês.

Realizamos no mês passado (22/09/2016) o maior evento de Multicloud no Brasil. Tivemos 4.300 inscritos e pelo menos umas 2 mil pessoas simultâneas no evento – 53% delas formadores de opinião – os chamados C-Level. Chamamos de Multicloud Summit, promovido pelo UOLDIVEO e com a presença inédita dos três maiores provedores de Cloud Pública palestrando num mesmo evento (AWS, Azure e Google Cloud). Isso, por si só, demonstra o interesse do público e dos players do mercado por esse tema que dominará as discussões daqui para a frente.

Até a próxima,

Gil Torquato

 

Como o Design Thinking vai mudar a sua maneira de pensar

Olá pessoal, tudo bem?

Como todos podemos perceber, o mundo está em contínua transformação e evolução. Quem tem o mínimo de interação com T.I. consegue perceber que a cada dia que passa, novas tecnologias surgem, normas e padrões estão sendo revistos e o modelo ágil está cada vez mais presente.

E ultimamente muito tem se falado em uma nova forma de buscar inovação e/ou resolução de problemas: O Design Thinking!

– “Shimoda, eu já ouvi falar muito nesse tal de Design Thinking mas eu achava que era algo relacionado a design, projetos gráficos, comunicação visual e afins. Não tem nada a ver? ”

Calma, você não está totalmente errado! Esse nome surgiu justamente baseado na maneira de pensar (think em inglês) dos designers. Reflexão, livre expressão dos pensamentos, criatividade, ousadia, não ter medo de experimentar algo diferente, se basear nas necessidades humanas e sociais, e principalmente a EMPATIA são algumas das principais características de quem trabalha com Design.

E são estas as principais características que norteiam a forma de se trabalhar com Design Thinking. Diante de um possível problema ou necessidade de inovação, um time multidisciplinar realiza um trabalho colaborativo para entender as diferentes óticas sobre o tema, interagindo constantemente com as partes envolvidas (cliente, usuário, fornecedores etc) e assim, podem sugerir diversas soluções baseadas nas informações que obtiveram.

Contudo, a empatia e o pensamento abdutivo de um Design Thinker fazem com que ele consiga “pensar fora da caixa”, desafiar padrões e pensamentos lógicos e construir propostas inovadoras.

De uma forma macro, o Design Thinking trabalha com quatro etapas:

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  • Levantamento de dados (Imersão): é a fase onde o caso deve ser entendido, pesquisas sobre o assunto deverão ser realizadas, as partes interessadas (stakeholders) serão devidamente identificadas e através delas, tentar entender a sua ótica sobre o assunto por meio de entrevistas, observações, acompanhamento etc.
  • Análise e síntese: deve-se organizar todas as informações coletadas na fase anterior, analisá-las e disponibilizá-las em um formato de fácil entendimento e resumida, sem muitos detalhes.
  • Ideação: discutir abertamente sobre as ideias, trazê-las à tona, estimular a criatividade e colaboração em busca de soluções inovadoras através de workshops, dinâmicas e afins e registrá-las em um “Cardápio de Ideias”.
  • Prototipagem: tirar as propostas do papel, do abstrato e materializá-las, construir uma versão de teste, improvisada e até mesmo malfeita, apenas para se aprimorar a ideia e trabalhar na melhoria dela até que se chegue à solução de fato.

 

As etapas citadas não representam um fluxo e não precisam ser seguidas nesta ordem necessariamente, assim como podem ser revisitadas durante todo o projeto, sempre que houver necessidade.

E vale lembrar que o Design Thinking não é uma receita que você segue e a mágica acontece! É preciso ter uma mente criativa, curiosa, ousada, aberta a mudanças e contribuições. Desta forma, a inovação irá acontecer de forma natural e os problemas serão resolvidos mais facilmente!

Abraços e até a próxima!

Leandro Ugita Shimoda

 

Automatizar e orquestrar tarefas para Windows Server é um desafio? Não para o Ansible.

O Ansible é uma plataforma que vem se destacando no mundo OpenSource devido sua simplicidade e efetividade na automação e orquestração de atividades de TI. Pois bem, desde a versão 1.7 o Ansible faz o gerenciamento de máquinas com Windows. E isso pode trazer um ganho enorme para a vida dos administradores de TI.

Um detalhe importante, o funcionamento da plataforma permanece o mesmo, ou seja, não é necessário a instalação de agentes. O gerenciamento de sistemas Linux funciona através de SSH, para o Windows é utilizado um modulo em “Python” que utiliza o WinRM para se comunicar com computadores Windows remotamente, além disso, é possível integrar o Ansible com sua domínio Active Directory, reduzindo o overhead de trabalhar com contas locais.

Uma informação importante é que, o Ansible Management Node, continuará sendo uma estação/servidor com Linux, pois a plataforma não roda em Windows, apenas gerencia sistemas com Windows.

Um requisito importante para que tenha sucesso no seu projeto de automação é a liberação e configuração do Powershell remoting, no site docs.ansible.com tem os tutoriais de como automatizar a configuração do WinRM via script Powershell. 😉

Show, já tenho utilizo o Ansible para meus servidores Linux, o que é possível fazer com o Windows. Caso você queira desenvolver um módulo para uma necessidade específica, você pode encontrar as informações nesse link. Mas, já existem muitos módulos disponíveis para gerenciamento do Windows que permitem automatizar tarefas de gerenciamento de arquivos, instalação de pacotes, instalação de atualizações do sistema operacional até mesmo deployment de sites com IIS.

Sua vida de SysAdmin está difícil, muitas máquinas para gerenciar, poucos braços para te ajudar? Abrace a causa da automação e parta para o Ansible, o pior que pode acontecer, é você ficar viciado e querer automatizar tudo, até a máquina de café (http://moccapi.blogspot.com.br/).

Abraços e até a próxima,

Fernando

 

Referências:

https://www.ansible.com/

http://www.jeffgeerling.com/blog/running-ansible-within-windows

Big Data / Machine Learning: Rise of the Machines

Olá pessoal. Como estão as coisas por aí?

Hoje o post vai ser diferente. Vamos falar um pouco de Futurismo ou Futurologia, e ao mesmo tempo perceber que essa realidade não está tão distante assim.
Vocês já têm acompanhado aqui pelo Blog, que cobrimos temas diversos, mas sempre com algo em comum: novas tecnologias ou novas formas de se fazer negócios, ou simplesmente como implementar novas habilidades nas organizações.

Eu também me sinto bem à vontade para dizer que, a esta altura, vocês já perceberam que parte do nosso papel no Marketing de Produtos aqui no UOLDIVEO, é pensar como será o mundo de amanhã, e como a tecnologia vai impactar a sua, a minha, as nossas vidas.

 

*** Alerta de spoiler ***

 

Digo isso pois vocês já acompanharam em um post ou outro, nosso time comentando sobre automações, como melhorar a performance de equipes e sistemas, falamos também de Big Data…

 

Então, agora que estamos contextualizados, vamos ao ponto: vocês já ouviram falar do projeto Serenata de Amor? Não? Google it! Não vou entrar nos detalhes do crowdfunding, depois vocês entram lá, ou acessam o GitHub do projeto e dão uma olhada. Mas eu vou deixar alguns termos relevantes por aqui: Bancos de Dados, informação, Data Science, Machine Learning, Inteligência Artificial e por aí vai…
Entenderam onde quero chegar?

As organizações, independente da sua natureza, produzem verdadeiras montanhas de dados. Você já sabe disso. E também sabe que o futuro destas mesmas organizações vai estar alicerçado aí. Já não é novidade para você que, na mesma medida que nossas vidas migram para a internet, ou digital, acessamos ou produzimos um universo de dados e informações.

Você já deve ter escutado por aí que nos últimos 10 anos foram gerados mais dados do que toda a história da humanidade.
É algo impressionante, considerando a nossa pequena parcela na existência. Mas isso já é suficiente para que você considere o valor que o ativo informação tem no mercado. Ela virou moeda (e certamente a mais poderosa), e é necessário que os mercados e negócios sejam capazes de interpreta-la de forma favorável.

Extrair informações e conhecimento dos dados é um fator importante, mas a capacidade de tomar decisões é o fator de sucesso. Big Data, Data Science? Sim, você já sabe a resposta. Agora pense em uma Inteligência Artificial que será capaz de relacionar e aprender sobre o seu negócio de uma forma robotizada. Você conhece bem a vantagem disso. Toda organização que em algum momento adotou sistemas de apoio a decisão, sabe o valor da informação e sabe a importância de ter esta mesma informação de uma forma cada vez mais ágil.

Agora, pense em tudo o que estamos falando aqui. Pense no que você já fez hoje, usando redes sociais, plataformas de comunicação, ou as aplicações corporativas. Que imagem vem a sua mente? Montanhas e montanhas de dados. Veja o potencial que existe em sistemas de apoio capazes de tratar estas montanhas de dados e que conseguem desdobrar isso em padrões, que geram informações ou simplesmente servem de retroalimentação para este mesmo sistema.

Exato, estou falando de Machine Learning.

O valor de você, por exemplo, lidar com um projeto ou com uma demanda de negócio, ou mesmo elaborando um novo produto ou serviço usando as mais diversas variáveis é algo intangível. Já pensou em analisar informações com variáveis que vão da complexidade, prazo, orçamento e conectando a isso a pessoa responsável, seu tempo de dedicação, experiência, processos envolvidos. Some isso a mais variáveis, como cliente, segmento, seu histórico e perfil de compra, utilização, fidelização. Já pensou em relacionar isso com posicionamento e aceitação de mercados, e até se os treinamentos e materiais de apoio são suficientes? Você precisa analisar esta informação em quantas dimensões?

Qual seria o impacto no seu negócio se, analisando padrões, você conseguisse saber qual o ROI de uma iniciativa qualquer, ainda no período de descoberta desta oportunidade? Estamos falando de prever o futuro?
A meu ver, este futuro está mais próximo do que imaginamos. E fica a pergunta: você está preparado?
Até a próxima!

1 Abraço!
Fabiano

O Desafio da Transformação Digital

Uma vez um amigo comentou que tenho uma curiosidade exagerada por pesquisas com o tema tecnologia e arrisco dizer que realmente é verdade. Busco sempre por estudos feitos por referências como PricewaterhouseCoopers (PWC), Instituto Ponemon, Gartner e IDC (International Data Corporation) dentre muitos outros da minha lista.

Mas hoje quero compartilhar alguns elementos posicionados pelo IDC que podem nos orientar a obter a tão comentada Transformação Digital. Neste ano o IDC envolveu em uma pesquisa 150 empresas brasileiras envolvendo as verticais de Serviço, manufatura, Governo, Comércio, Finanças e Recursos. Veremos nas linhas seguintes como estas empresas observam seu caminho para realizar a Transformação Digital.

Primeiramente é importante destacar um ponto importante e posicionar o que é realmente Transformação Digital. Quando comento a respeito deste tema, vejo que para alguns é inevitável pensar imediatamente no conceito de nuvem ou na jornada para a nuvem. É preciso entender que não é nada disto, sendo Transformação Digital um conceito muito mais amplo. Podemos dizer que Transformação Digital posiciona-se como uma abordagem em que as empresas conduzem mudanças em seus modelos de negócios e os ecossistemas de negócios, alavancando tecnologias digitais e competências. Já os ecossistemas de negócios são compostos por clientes, parceiros, concorrentes e o ambiente regulatório. Assim, Transformação Digital possuirá sempre múltiplas faces.

A pesquisa feita pelo IDC questionou como as empresas se comparam aos seus concorrentes para alavancar mudanças nos modelos e ecossistemas de negócios. Observa-se que 47,9% das empresas revelaram igualmente capazes aos concorrentes para conduzir mudanças rumo a Transformação Digital, 28% informou que excede os concorrentes, 16% consideram-se um pouco atrás, 6% se posicionam como os melhores e 3% muito atrás dos concorrentes.

Se analisarmos com mais cuidado, veremos que existe a influência do que chamamos de nível de maturidade para alcançar a tão sonhada Transformação Digital. Claro que isto envolve diversos temas que precisam ser respondidos de forma clara. Dentre eles podemos citar:

  • Existe ousadia no uso de novas tecnologias e modelos de negócio que afetam o mercado e criam novos negócios?
  • A gestão da transformação digital é integrada demonstrando sinergia com os produtos, serviços e experiências voltados para o cliente?
  • Os objetivos da transformação digital estão alinhados ao nível de estratégia de curto prazo incluindo iniciativas de produtos e experiências digitais?
  • Foram identificadas necessidades de desenvolver estratégias de negócio digital aprimoradas aos clientes?
  • As iniciativas de transformação digital estão desconectadas e mal alinhadas com a estratégia da empresa e continuam não focadas na experiência dos clientes?

Dos questionamentos anteriores, se a resposta foi sim para o último, fatalmente a ida para a sonhada Transformação Digital estará prejudicada. Na pesquisa feita pelo IDC, uma boa parcela das empresas identificou que existe a necessidade de realmente desenvolver estratégias de negócio digital aprimoradas aos seus clientes, mas a execução do projeto encontra-se ainda isolada. Este é um ponto importante para estudo.

Qualquer iniciativa de projeto deve estar envolvida com a estratégia empresarial para ter sucesso. Segundo o IDC, até 2017, um em cada três CEOs das 3 mil maiores empresas da América Latina colocará a Transformação Digital como base de sua estratégia corporativa. Ainda não observei isto surgir no Brasil. O tema envolve basicamente quatro pilares: Gestão de Processo de Negócios, Gestão de Pessoas e Mudanças, Gestão de Valor e Gestão de Tecnologia.

Para concluir, a digitalização de negócios é o meio de alcançar objetivos e resultados nos negócios de cada instituição, mas deve estar focado em fornecer benefícios para conduzir as empresas em caminhos mais produtivos e competitivos”. Estou convencido que é um grande desafio, mas é um caminho que precisa ser trilhado com compromisso e dedicação para a sobrevivência de qualquer instituição.

 

Denis Souza

 

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