Por que não optar apenas por uma nuvem

Com a possibilidade de escolha entre diversos provedores, a estratégia de utilização da nuvem pode ser repensada para minimizar uma falha de um componente, tempo de inatividade da aplicação ou reduzir o risco de perda de dados.

Definir uma estratégia multicloud com múltiplos provedores permite, entre outros benefícios, eliminar o retrabalho das equipes de trabalho na sua empresa. Veja abaixo os 10 motivos pelas quais a estratégia de nuvens combinadas deve ser considerada na sua empresa ou projeto.

 

1. Orquestração é a chave na gestão:

A necessidade de escala é, particularmente, importante para as empresas. Hoje, a utilização da orquestração permite, através de código e a automação, definir a infraestrutura executada em várias nuvens.

 

2. Governança é foco no multicloud:

Hoje, os dados hoje são a maior riqueza das empresas e a forma como são tratados e protegidos são determinados pelo método de gerenciamento escolhido. Uma das vantagens da escolha pela estratégia multicloud é poder ter várias localidades e serviços de armazenamento e recuperação de dados.

 

3. Armazenamento de dados se tornam resilientes:

O aprimoramento de recursos é algo fundamental na otimização de custos e desempenho com base no tempo de armazenamento. Considerando que há diferença entre os principais fornecedores de nuvens, é importante ressaltar a latência desejada, a durabilidade dos objetos e a recuperação de dados. Se a redundância é algo vital para o seu negócio, você deve considerar a utilização de diversos provedores em nuvem.

 

4. Flexibilidade de recursos infinita:

Ao utilizar os diversos recursos oferecidos entre provedores, é possível montar táticas combinando API entre nuvens e assim proporcionar, a longo prazo, uma grande economia de recursos financeiros.

 

5. Segurança fortalecida:

Com a combinação entre diversos ambientes, a segurança conquistada através da identificação e autenticação entre diversas nuvens é fortalecida dentro da sua estratégia.

 

6. Autonomia:

Utilizar técnicas e ferramentas para gerenciamento de múltiplas versões no código do software permite aos desenvolvedores o gerenciamento da infraestrutura e a otimização do tempo de provimento de recursos e a obtenção de escala.

 

7. Otimização a nível global:

O multicloud oferece a navegação entre diversos provedores ao redor da rede. Não pense apenas na disponibilidade de recursos de infraestrutura no multicloud: maximize as diversas particularidades oferecidas para obter o máximo desempenho através dos provedores.

 

8. Portabilidade de ambiente:

A movimentação de dados e aplicativos de forma simultânea pelas empresas é primordial para implantar serviços de forma consistente e persistente, além de manter a integração do software como serviço.

 

9. TI como serviço:

O multicloud facilita a evolução da TI para um ‘service broker’, suportando as empresas na otimização do consumo e recursos de acordo com as melhores soluções.

 

10. Operações:

A fim de promover os resultados direcionados para a área de negócios, a velocidade proposta pela cloud exige que a área de operações se torne multidisciplinar e habilitada para sua operação.

Da mesma forma como em uma atividade não ficamos restritos à apenas um único fornecedor, o mesmo pensamento se estende à estratégia Multicloud. Atuar com diversos modelos de clouds, em um formato pensado exclusivamente para o negócio do cliente, garante a melhor performance.

Abraços,

Luiz Severino

Causa Raiz – da Inexistência à solução – Parte 2

Todos devem lembrar que no Post  anterior (Se você não leu, clique aqui)  falamos de regras, as quais são primordiais à nossa investigação. Mas vamos para o próximo passo. Como definir um problema? Como investigar?

Definindo o problema:

Aqui devemos definir as perguntas obvias, que devem ser feitas para as pessoas que foram envolvidas no incidente, vale lembrar que pessoas tem visões diferentes do mesmo problema, aqui temos suas experiências, percepções, emoções e frustações, que podem mudar o resultado de toda investigação.

Portando devemos utilizar um padrão e observar seu comportamento e respostas.

Segue um modelo de padrão para as entrevistas, este padrão deve ser definido documentado e utilizado por todos.

  1. Qual foi o problema?
    1. O que aconteceu?
    2. Porque aconteceu?
    3. Temos evidências LOGs? Print de tela dos erros?
    4. Sabemos quais serviços foram envolvidos? Afeta negócio?
    5. Fornecedor foi envolvido? Temos laudo?
  2. Quais serviços afetados (Nível técnico e de negócio)?
  3. Quais ICs afetados (Equipamentos)?
  4. Quando (Período – Data e hora)?
  5. Onde (Localização física/logica)?

Devemos lembrar de começar a coletar informações de cada interlocutor, vamos lembra do nosso “Professor Sherlock”,  “DADOS, DADOS, DADOS” e não esquecer das nossas 4 regras que falamos no blog anterior,  mesmo que a análise esteja evidente com alguma informação durante as entrevistas, um detetive nunca emite uma conclusão sem FATOS e relatório, o nosso Detetive de TI (Problemas) precisa ser assertivo.

“Por enquanto, ainda não dispomos de dados — ele respondeu. — É um erro capital formular teorias antes de contarmos com todos os indícios. Pode prejudicar o raciocínio.”

Sempre na entrevista:

  1. Utilizar a técnica dos 5 porquês
  2. NUNCA tirar conclusões com os entrevistados, deixe ele falar e só observe, anote e pergunte, pergunte muito.

Vamos a um exemplo:

Entrevistado

Qual foi o problema:

Indisponibilidade de acesso ao sistema

Porque tivemos falha de acesso?

O usuário estava com a flag de bloqueio

Porque o usuário estava bloqueado?

A conta dele expirou

Porque expirou?

Existe uma regra de segurança

Como você identificou?

Através de LOG do Ative Directory

Você tem as evidências?

Sim

Qual a data e hora do bloqueio que tem no log?

Dia 05/05/2005 as 17hs

Quais serviços foram afetados?

O serviço de troca de arquivos

Afetou o negócio?

Sim

Nosso professor diria: “Nada como a prova colhida diretamente na fonte — comentou ele. — Na verdade, já formei minha opinião sobre esse caso, mas nunca é demais sabermos tudo que há para saber.”

Devemos explorar todos os envolvidos, acima,  temos exemplo de uma única pessoa que respondeu às perguntas, será que estão corretas? Avaliamos os logs? As evidências são assertivas? Devemos sempre tirar a prova e avaliar com um segundo envolvido. No processo devemos fazer um ‘double check’.

Agora já podemos passar para a próxima etapa:

Identificar as possíveis falhas

Com as entrevistas feitas e todos os DADOS coletados, podemos começar a escrever o nosso laudo e identificar as possíveis falhas.

Informações levantadas, um pequeno resumo:

  1. Qual foi o problema?
    1. O que aconteceu?  Falha de acesso
    2. Porque aconteceu? Bloqueio de usuário
    3. Temos evidências LOGs? Print de tela dos erros? Sim
    4. Sabemos quais serviços foram envolvidos? Afeta negócio? Sim
    5. Fornecedor foi envolvido? Temos laudo? Não
  2. Quais serviços afetados (Nível técnico e de negócio)? Troca de arquivos
  3. Quais ICs afetados (Equipamentos)? SERVIDOR01
  4. Quando (Período – Data e hora)? Dia 05/05/2005 as 17hs
  5. Onde (Localização física/logica)? Ambiente de Troca de arquivos localizado no Datacenter Principal

Já temos a possível falha, mas esta é a causa raiz? A conta foi bloqueada.

Podemos aqui identificar o principal PROBLEMA de análise de CAUSA RAIZ, fica complicado falar de Problema do Problema, mas é real, muitas pessoas e empresas entendem que encontrar o que ocorreu seja a causa, muitos iriam parar a analise aqui, emitiriam o RCA e colocariam a solução como monitorar este serviço ou esta conta, ou até mesmo criar uma nova conta de serviço sem expiração, pode até ser a solução final, mas como o nosso blog é DA INEXISTENCIA A SOLUCAO, precisamos resolver de uma vez este problema, para isso devemos nos perguntar:

  1. Qual realmente é a causa RAIZ?
  2. Estou satisfeito com a resposta?
  3. Se acontecer com outro usuário?
  4. Como eu resolvo de vez este caso?
  5. Existem mais casos como este na empresa?

Bom pessoal, para não ficar um blog maçante vou parar por aqui e nos vemos a semana que vem….

Abraços,

Carlos Felício.

 

 

Comunicação = Conteúdo + Forma

Já ouvi muitas vezes que uma boa comunicação é fator determinante para o sucesso de qualquer coisa que fazemos, seja: um projeto, uma gestão, um processo, mas é na prática que percebemos o quanto a comunicação pode construir ou destruir algo.

É sabido que uma boa comunicação é composta por um bom conteúdo e uma boa forma, ou seja, conteúdo e forma são partes distintas da comunicação que quando juntas na medida certa são como queijo e goiabada, dando equilíbrio e um sabor especial que atrai e agrada aos que experimentam.

Quando assisto palestras, reuniões de status, apresentações de produtos sempre reparo na quantidade exagerada de conteúdos e a baixa preocupação com a forma que será apresentada. Acredito que parte da responsabilidade dessa prática de excesso de conteúdo vem da vida acadêmica, onde professores substituíram a lousa e giz pela não tão querida apresentação Power Point.

Acredito que o uso de softwares de apresentação é uma grande oportunidade para dar a melhor forma ao conteúdo, escolhendo os recursos corretos, tais como: fontes, cores, formas, gráficos, animações etc é possível potencializar o poder de comunicação da mensagem que queremos transmitir.

Após anos de leitura, palestras, aprendizado e experiências de sucesso e insucesso, criei um modelo que apoia a criação de uma apresentação, o qual batizei de “PPT Canvas”, inspirados dos modelos de criação coletiva “Business Model Canvas®” e “Project Model Canvas®”.

 

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O modelo é simples e tem a intensão de ajudar o apresentador a pensar na melhor forma de apresentar seu conteúdo, selecionando o que há de necessário e interessante e o distribuindo em três partes: início, meio e fim.

Contudo, acredito que uma apresentação bem elaborada eleva a confiança, interesse e o engajamento dos interessados e ainda pode ser uma oportunidade única para dar visibilidade a um trabalho bem executado.

 

Design Thinking- Parte 1 (Vídeo)

Olá pessoal, tudo bem?

No meu post anterior eu apresentei a vocês o Design Thinking, essa nova forma de se resolver problemas, buscar inovações e fazer gestão empresarial.

Agora que já sabemos o que é o Design Thinking, chegou a hora de ver como utilizá-lo.

Como o assunto é bem vasto, irei dividir o artigo em duas partes:

Parte I – Introdução, Etapas preliminares e Imersão;

Parte II – Análise e síntese, Ideação e Prototipação.

A segunda parte do artigo irá ao ar posteriormente aqui no blog, então fique antenado aqui e não deixe de  comentar sobre o vídeo, curtir e compartilhar!

Grande abraço!

Pode colocar seu fone e aproveitar todo o conteúdo que o Leandro Shimoda fez  com exclusividade para todos os assinantes . Clique no play e confira.

 

Por onde anda o seu dinheiro? – O início da investigação

Quem de nós nunca se referiu à pessoal escassez econômica ou mesmo viu alguém referir-se ao triste desprovimento monetário, com aquele gesto universal onde o sujeito puxa para fora, e expõe seu límpido e inócuo bolso, em prova à total falta de notas ou moedas.

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Porém, em tempos modernos, onde a circulação de cédulas bancárias ou moedas têm sido cada vez mais sufocadas pelos usuais e funcionais evolutivos métodos de “escambo” (chegaremos lá), tal gestual expressão ainda é comum. Mas vamos falar num sentido mais amplo, onde a dúvida maior sobre o paradeiro do seu dinheiro, realmente ainda é um mistério para muitos.

Desmistificando o dinheiro …

… mas antes, não temos como fugir da história, afinal a moeda, como hoje a conhecemos, é o resultado de uma longa evolução.

Há muitos e muitos séculos atrás ele não existia, mas, como sempre existiu a necessidade de comprar, as pessoas da época tiveram que dar um jeitinho e resolver o problema.

A primeira solução foi fazer trocas, então, como por exemplo se uma pessoa tinha colhido muitas frutas, mas precisava de peixe, e partia à procura de quem estivesse interessado nas frutas, mas também tivesse pescado em excesso, por exemplo. (*Daí o uso do sistema de comércio, chamado também de escambo). *Atualmente ainda encontramos pessoas que se utilizam dessa prática, inclusive há sessões específicas nos classificados ou dos jornais para anúncios de trocas, mas é claro que em escala muito menor do que antigamente. Outra situação identificada apenas pelos pais dos pequeninos, é o caso, por exemplo, da criança que troca com o coleguinha um brinquedo caro por outro de menor valor, qual deseja muito, sem preocupar-se com o valor diretamente relacionado.

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Contudo, embora de certa forma esse sistema suprisse as necessidades de sobrevivência, muitas vezes era difícil ter a noção do real valor da mercadoria a ser trocada. Assim, cada civilização arrumou uma forma de dar valor às mercadorias baseado em elementos que tinham algum significado. Aceitas por todos, assumiram a função de moeda, elementos dos mais variados como troca: gado, sal (que deu origem na Roma antiga ao nosso bendito salario), bambu etc.

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Avançando rapidamente alguns séculos para seguirmos a velocidade que o nosso tempo exige, passamos da moeda-mercadoria, para a moeda metálica (ouro, prata e cobre), moeda-papel, cheques, … (proposital o não menção dos ‘modernos’ meios atrelados ao sistema bancário, afinal, esse exigiria alguns extensos tópicos adicionais)

Enfim, o que antes exigia-se do palpável elemento monetário, onde a expressão do bolso vazio, fazia muito mais sentido e que expressava literalmente a realidade, agora está sendo amplamente substituído pela praticidade do que o sistema bancário, tecnologicamente munido da praticidade do avanço que a internet (incluamos toda a tecnologia imputada nela) e necessidade de mobilidade têm trazido.

Isso responde inicialmente à pergunta: “Por onde anda seu dinheiro? ”

Proporcional ao consumo do meio escolhido, ele está em geral, de modo superficial, navegando e ‘voando’ pela rede mundial… sendo processados pelas administradoras de cartões, de passagem por algum smartphone, smartwatch, carteiras eletrônicas, instituições financeiras ou outro meio que surge ou é utilizado à cada novo momento ou boom inovador. (Esse artigo apenas abre a oportunidade de aprofundarmo-nos no tema)

O que antes era ficção nos tempos dos Jetsons, hoje é um presente passageiro, onde avançamos rapidamente para ser passado.

Então, fará cada vez menos sentido a gestual exposição do pano vazio de nossos bolsos físicos, sendo substituídos por indicativos azuis, verdes ou vermelhos, apontando positivo ou negativo de nossas contas, aplicativos ou instituições que que as fintechs estão cada vez mais em velocidades estrondosas, nos apresentando e dando continuidade ao estímulo que a criatividade humana  e encontrar novas formas de intermediar as trocas de aquisição de bens e serviços.

Abraços e até o próximo post.

Rodrigo

 

 

Admirável Mundo Novo

Olá pessoal! Tudo bem?

Vou dividir uma coisa com vocês. Estes dias eu comentava com alguns colegas aqui no UOLDIVEO sobre o espaço-tempo, seus eventos, variedades e como usar este sistema de coordenadas para definir um acontecimento. Brincadeira. Mas existe sim um momento místico, onde ocorre uma curva no espaço-tempo, de forma totalmente aleatória (na verdade é normalmente depois das 19:00hs) onde alguém lança uma ideia e isso vira uma excelente discussão, o que muitas vezes geram bons insights para o nosso banco de ideias.

Em uma destas “sessões filosóficas”, falávamos um pouco de um vetor importante da Transformação Digital, o famoso IoT, ou Internet das Coisas.

Aliás, aí está um termo que eu acho que soa melhor em português. Internet das Coisas.

Na ocasião, discutíamos sobre Smart Cities, e a quantidade de dados que elas vão gerar. Também discutíamos como o Marketing poderá se apropriar disso para expandir seus P’s e garantir que os clientes tenham a melhor experiência possível com um determinado produto. Enumerávamos quais industrias poderiam ser “Uberizadas” e claro, como tudo isso mudaria nossas relações, seja entre humanos, humano e máquina ou máquina a máquina (M2M). Lembram-se que no post passado eu falei que parte do nosso trabalho no UOLDIVEO é pensar no mundo de amanhã certo?

Mas esta discussão tomou outro rumo. Segurança. É verdade que ando meio obcecado pelas possibilidades que vão se desdobrar neste universo da Internet das Coisas, e sendo muito sincero com vocês, ando pensando sobre isso nas últimas semanas, em especial desde aquele ataque DDoS de 1Tbps que aconteceu em setembro ocasionado por Smart Devices e agora em outubro, o caso dos DNS’s da Dyn.

Ok, em especial este último caso, as análises ainda não foram concluídas, mas tudo levou a crer que que sua origem foi de uma IoT Botnet, assim como o caso da OVH. Pois é, as cyber weapons do futuro são exatamente que vocês estão pensando. Sabe aquela sensação de olhar para sua TV ou para o seu Raspberry e pensar: “Eu não acredito que vocês estão se envolvendo com este tipo de coisa…”. Parece brincadeira né?

Você já deve ter lido em algum lugar sobre o futuro, sobre essa nova realidade,  O Gartner já estimou que serão 6.4 Bilhões de novos dispositivos conectados até o final de 2016, e certamente podemos esperar um número superior a 20 Bilhões até o final de 2020. O impacto disso em nossas vidas será sem tamanho, e de mais de uma maneira. Agora imagine que todos estes dispositivos podem não ser seguros o suficiente… . Não, o futuro não é um lugar sombrio, é só diferente. Mas não posso deixar de dizer que eu acho muito interessante viver este momento, participar e explorar estas novas possibilidades.

Sim, é bacana, mas ainda existe muito trabalho, estudo e discussões a serem feitos. É fato que já existem pesquisas e práticas de hardening para Internet das Coisas, além de debates sobre como fabricantes e consumidores precisam se preparar e encarar estas questões. Talvez até desenvolvimento de uma cultura. É uma preparação para o desconhecido, e que exige a nossa atenção para que estes eventos tenham seus impactos diminuídos. Claro, isso pede que todos os envolvidos estejam engajados com as mais melhores práticas de segurança.

Mas encare a realidade. Para a maioria dos especialistas em segurança tudo isso não é novidade. Há algum tempo, temos dados que nos levam a compreender que existem brechas de segurança quando trazemos novos elementos conectados para nossa estrutura. Mas será que corremos mesmo o risco de um futuro caótico? Alguma coisa no meio Aldous Huxley ou William Gibson? Isso eu não sei dizer, mas te devolvo com uma outra pergunta: alguma vez a inovação foi vista de outra forma? Certo ou errado, a verdade é que daqui para a frente você não deveria olhar para uma câmera CCTV, uma Smart TV, um carro autônomo ou quem sabe para a sua geladeira, com os mesmos olhos…

Por hoje é isso.
Abraços!

Fabiano

UCaaS e o ganho de produtividade no trabalho remoto

Em meu primeiro post nesse blog levantei algumas questões sobre a necessidade (e a dificuldade) de inovar com foco na simplicidade e os possíveis ganhos em produtividade. Se você não leu, acesse clicando aqui 

Proponho agora explorarmos uma das questões daquele artigo, e falar sobre UCaaS.

Para quem não está familiarizado, UCaaS é o acrônimo para “Unified Communications as a Service” ou Comunicações Unificadas como Serviço, em tradução livre. Sabe quando você sente sua falta? Quando precisa trabalhar de forma remota e percebe que será frustrante, pouco produtivo e diferente de qualquer relato que enaltece os ganhos de produtividade da prática de home office.

A necessidade por um serviço de comunicação unificado começou a dar sinais de importância justamente quando outras siglas descoladas pipocaram aqui e ali. Primeiro, o colaborador trouxe para dentro do ambiente produtivo seu próprio dispositivo de trabalho (BYOD – Bring Your Own Device). Com eles, vieram seus próprios aplicativos (BYOA – Bring Your Own App). Em pouco tempo, seus dispositivos e aplicativos estavam trabalhando com dados da empresa, e para facilitar o tráfego das informações, nada melhor do que um repositório na Nuvem, certo? Mas o colaborador descobriu que seria mais produtivo ainda se ele utilizasse sua própria nuvem para essa finalidade (BYOC –Bring Your Own Cloud). O ganho de produtividade foi considerável, assim como a enxaqueca do Especialista em Segurança da empresa, que perdeu várias noites de sono tentando conciliar uma solução que atendesse o inegável ganho de produtividade com a integridade de dados sensíveis da empresa.

Unified Communications as a Service – UCaaS nasceu com a meta de congregar e aprimorar os processos de trabalho ungidos pelos “BYO…”. Na verdade, concentra-se no ganho de produtividade mirando a execução das atividades de forma remota e confiável, tangível e controlável. Eis o analgésico para a enxaqueca do Especialista em Segurança.

Onde ocorre esse ganho?

Processos são redesenhados para receber as novas formas de interação, criando um ambiente de comunicação unificada sediado na Nuvem e com acesso para todos. A partir daí o colaborador pode acessar dados de trabalho e utilizá-los através de seus próprios dispositivos, além de fazê-lo à distância e em tempo real. Estabelecido isso, o ganho de produtividade torna-se palpável, permitindo um modelo de trabalho remoto mais seguro e eficaz. O próximo passo é incorporar a essa nuvem, também, fornecedores e, principalmente, clientes.

O modelo entrega recursos interessantes, como baixo investimento em instalação de aplicativos e fácil aderência de todos os envolvidos. E por utilizar ambientes baseados na Nuvem, pode ser criado de acordo com a demanda e conveniência exigida, sem infligir custos exorbitantes.

Mais pontualmente:

  • PARA OS COLABORADORES:
    Haverá uma evolução no modelo de trabalho, principalmente no remoto (caso do home office, por exemplo), pois o controle sobre a produtividade será melhorado e problemas como atrasos por deslocamento serão postergados. Em tempos de crise de transporte nos grandes centros urbanos essa é uma tática bastante atraente.
  • PARA OS CLIENTES:
    Estabelecendo um ecossistema nesses moldes será possível atingir um SLA mais baixo (em função da redução de camadas intermediárias entre as partes envolvidas), transparente e factível, com ganho de produtividade para ambos os lados, a baixo ou nenhum custo repassado ao Cliente.
  • PARA A EMPRESA QUE MANTÉM O AMBIENTE:
    Além dos pontos já discutidos, o planejamento para crescimento é menos ruidoso devido à escalabilidade que a Nuvem que abriga o serviço naturalmente possui. Na questão “Segurança”, será possível atribuir níveis personalizados de acesso e proteção ao conteúdo também com esses recursos já bastante difundidos em ambientes na Nuvem.

Já praticamos em nosso cotidiano um pouco de UCaaS quando realizamos reuniões por conference calls, ou quando pedimos a um colaborador que trabalhe de casa durante uma semana para realizar um sprint em determinada tarefa. Mas o quanto de informalidade ou de insegurança há nisso? A adoção de UCaaS oficializa de certa forma este tipo de relacionamento, aparando as arestas da informalidade, aumentando o controle e segurança da informação, trazendo mais personas para o ambiente compartilhado (clientes e fornecedores) e pensando de forma inteligente o ganho em produtividade.

 

Abraços e até o próximo post.

Marcelo Simonka

Arquitetura em Micro serviços uma nova abordagem para aplicações.

Com a evolução rápida da tecnologia e a transformação digital, as áreas de negócio passaram a exigir maior velocidade na área de TI. A lógica das aplicações determinadas pela abordagem das “3” camadas “back-end”, “negócios” e a interface de “front-end” está passando por uma nova revisão. Essa revisão que chamo de nova abordagem são que as aplicações construídas pelos desenvolvedores estão sendo construídas e distribuídas para a nuvem, impulsionado pela direção do negócio.

A abordagem atual dos negócios são:

 

  • Aplicação deve ser construída e operar em serviços de escala, a fim de atingir a todos em todos os lugares que requisitado pelo negócio.
  • Recursos devem ser capazes de responder às demandas, assim como, a capacidade deve suportar as solicitações de muito clientes. J
  • Utilização de recursos de forma a produzir reduções de custos devido a inteligência da aplicação.

 

A realidade dos negócios apresenta aos desenvolvedores a adotar um modelo de arquitetura chamada de “Micro serviços” termo popularizado James Lewis e Martin Fowler (http://martinfowler.com/articles/microservices.html)

Para entendermos a nova abordagem é necessário compreender a evolução da TI pela ótica do desenvolvimento de aplicações. Você já deve ter ouvido de muitas empresas que para crescer basta inserir mais hardware para aplicação suportar, e isso foi por muitas décadas a realidade da gestão de TI nas empresas, pois a  aplicação neste momento seria orientada pelo back-end devido a ineficiência e limitação da infraestrutura que criava uma forte dependência (acoplamento) entre os serviços de aplicação, isto é, componentes não relacionados dentro das camadas. Por anos essa abordagem que chamamos de “aplicação monolítica” conseguia entregar de forma ágil a entrega de hardware a velocidade que o negócio requisitava, mesmo hoje, ainda existam aplicações com essa abordagem e não devem ser descartas devido aos requisitos de negócio.

Com a evolução da TI para o cloud computing e com isso os requisitos de agilidade, confiabilidade e escala do negócio promoveu ao desenvolvimento  de aplicações o rompimento das limitações de hardware no passado. O micro serviço é um conjunto finito de requisito funcionais que determinado pela arquitetura possa trazer independência, agilidade e funcionalidades que ora separadas possam unificar e implementar uma única função. Ao contrário da aplicação monolítica, que promovem abundância de recursos de infraestrutura, as aplicações em micro serviços promove inteligência ao sabiamente realocar recursos e serviços para as determinadas tarefas cotidianas do negócio.

Enfim, com a mudança do modelo monolítico para o micro serviços muda bastante a velocidade no nosso modo de pensar. Agora podemos ter equipes especializadas naquele conjunto de funcionalidades de negócio, que passarão a tratar o serviço não como um mero componente, mas sim um produto, com ciclo de vida independente, escalável e mais próximo do negócio.

 

Abs.

Luiz Eduardo.

Garanta suas datas – Parte 2

Olá pessoal,

Estou dando sequência ao artigo ‘Garanta suas Datas – Parte 1’ publicado no dia 14 de setembro, caso você não tenha lido a primeira parte clique aqui, pois poderá ter dificuldades de entender a lógica do estudo de caso.

 

O DESAFIO ESTÁ LANÇADO

Um bom desafio é o que me motiva a investir na carreira de gestão. Sou partidário do conceito defendido por Henry Mintzberg no livro ‘MBA? Não, Obrigado’, onde ele expõe que o gestor não se forma dentro da sala de aula, mas sim na prática.

Obvio que defendo a busca de conhecimento, seja qual for o caminho que você escolher. Eu mesmo investi em um MBA de Gestão Empresarial e tirei grande proveito dele. Mas é a prática que lhe permitirá montar o quebra cabeça; escolher dentre os diversos conhecimentos que você acumulou ao longo de sua carreira quais irá utilizar para arquitetar a solução.

O desafio apresentado neste estudo de caso estava em pulverizar a implantação de um determinado projeto dentro do time de Implantação. Centralizar o projeto a um único analista gera um ponto de risco muito alto e compromete o cronograma alinhado com os stakeholders do projeto.

O caminho que escolhemos para arquitetar a solução foi trabalhar com metodologias ágeis. Neste conceito ‘quebramos’ o projeto (épico) em várias etapas (histórias) e através do processo de Kanban o time terá condições de absorver a implantação de forma compartilhada.

Acompanhe os passos que adotamos para alcançar este objetivo.

CONHEÇA O FLUXO DE IMPLANTAÇÃO

O primeiro passo para alcançar o objetivo estabelecido foi mapear e entender o fluxo de implantação. Não existe muito segredo, você deve reunir o time e repassar passo a passo todas as atividades que podem ser realizadas durante a implantação de um projeto.

Mapeie inclusive aquelas atividades que não são realizadas em todas as implantações, mas que devem ser avaliadas durante seu planejamento.

Não espere acertar de primeira, quando o processo está apenas na cabeça das pessoas é natural que não se tenha um caminho muito bem definido a ser seguido. Todos sabem o que deve ser entregue, mas não necessariamente irão seguir o mesmo caminho para alcançar seus objetivos.

Este é motivo de termos impacto ao ‘perdermos’ o owner de uma implantação no meio do processo. Como cada pessoa define seu caminho para chegar no objetivo final, a passagem e bastão não é tão clara e simples como deveria.

Mapeie o fluxo inicial e acompanhe de perto as próximas implantações. Garanta que o fluxo estabelecido esteja sendo seguido e quando identificado melhorias, faça as correções necessárias.

 

DICAS PARA MAPEAR O FLUXO

Para que vocês não tenham que cometer os mesmos erros que eu cometi ao realizar este trabalho, seguem algumas dicas para direcioná-los nesta atividade.

  1. Dependências: mapeie as dependências entre cada etapa do fluxo. Busque eliminar dependências desnecessárias ou em duplicidade.
  2. Owner: provavelmente o responsável por ‘pilotar’ a implantação é o analista do seu time, mas existem grandes chances de ter etapas dependentes de times terceiros. Mapeie o dono de cada etapa (exemplo: liberar ACL – Time de Segurança; criar Multicast – Time de Redes).
  3. Kanban: tenha em mente que a princípio cada etapa mapeada no fluxo será uma história criada no board do seu Kanban (irei detalhar mais à frente).
  4. Detalhamento: você deve achar a medida certa ao detalhar o seu fluxo. Criar etapas muito macros não lhe dará as informações necessárias para realizar a gestão do fluxo, mas detalhar demais irá dificultar o controle posteriormente.

Exemplo: criar uma etapa genérica ‘ACL’ não irá lhe permitir bater o olho e saber o que já foi realizado e o que está pendente, mas detalhar ao ponto de ‘Solicitar ACL Backup’, ‘Liberar ACL Backup’ e ‘Validar ACL Backup’ pode gerar dificuldades para seu time manter o Kanban atualizado. Um meio termo, como: ‘ACL Backup’, ‘ACL Host’, ‘ACL Puppet’, foi a melhor medida que encontrei para detalhar o fluxo.

  1. Atualizações: não tenha receio de ajustar o fluxo inicial após auditá-lo na prática.
  2. Cultura: se os quesitos de qualidade da companhia estão sendo atendidos, evite mudar o fluxo que já está sendo seguido pelo time. Quanto menor a mudança aplicada nesta etapa, mais rápido serão colhidos os benefícios deste trabalho. Ao longo do tempo melhorias poderão ser adicionadas ao processo.
  3. Ferramenta: documente o fluxo mapeado e mantenha um controle de versão para cada alteração aplicada. Sugiro a utilização da ferramenta GRAPHVIZ. É gratuita e de fácil entendimento.

Caso você queira aprofundar o estudo neste assunto sugiro a leitura da coleção sobre Lean Six Sigma da Cristina Werkema, editora Campus.

 

RESULTADO ESPERADO

O resultado esperado do mapeamento do fluxo de implantação para ambientes que não estão na nuvem deve ser algo parecido com o fluxo apresentado na figura abaixo. Uma dica bacana é destacar as atividades cuja responsabilidade de execução for do time de Implantação, das atividades cuja a responsabilidade de execução for de times terceiros.

  • Exemplo de fluxo de Implantação

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Outra visão interessante é numerar cada etapa do fluxo e distribuí-las entre os times envolvidos

  • Etapas vs Equipes

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Conhecer o fluxo de implantação é a base para pensarmos em metodologias ágeis.

MÉTODOS ÁGEIS

Após mapear o fluxo de implantação e conhecer todas as etapas envolvidas na implantação de projetos corporativos, temos a oportunidade de estruturar o time para consumir as novas demandas dentro do fluxo do Kanban.

Irei abordar a estratégia utilizada e os benefícios colhidos por ela, mas não entrarei no detalhe do conceito de Kanban. O trabalho realizado foi baseado nos livros KANBAN de David J. Anderson – Editora Blue Hole Press e Real-World Kanban de Mattias Skarin – Editora Pragmatic Bookshelf. Indico como leitura essencial caso queira aprofundar seus conhecimentos no tema.

O objetivo principal de utilizar o Kanban é pulverizar a Implantação em etapas a serem consumidas pelo time. Ao invés do analista ser owner do projeto, ele passará a ser owner da etapa, com isto teremos vários analistas trabalhando de forma coordenada no mesmo projeto

  • Atividades do projeto distribuías entre vários analistas do time

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Esta forma de trabalho mitiga muito o risco de impacto caso um dos analistas desfalque o time, pois é muito fácil absorver e dar continuidade à etapa que ficou ‘órfão’.

No meu próximo post, vou apresentar algumas regras que utilizei para tornar esta teoria em realidade.

Abraços e até breve,

Rodrigo Muniz

A “demanda” de organizar “demandas”.

Há algum tempo colaboradores (líderes ou liderados) comentam “há muita demanda, é difícil organizar”, “fica difícil fazer follow-up”, ou questionam “como vamos tratar tudo?”,

“há ferramentas ou métodos?”, “como centralizar?”

Exercitando a questão de organização é possível reunir algumas dicas que me ajudam bastante a “pôr ordem no caos”. São dicas que podem e devem ser adaptadas e/ou complementadas conforme a necessidade de cada um. Aí vão:

  1. Defina o Fluxo de trabalho

É muito importante saber por que etapas o trabalho a ser executado passará. Isso dará visibilidade e ajudará futuramente a levantar indicadores para o time e para os clientes. Defina o seu fluxo de trabalho e quais são as etapas do mesmo, e compartilhe com o seu time para que este possa opinar se há algo a mais ou a menos que possa ajudar. Se for o caso,  comece com algo simples como por exemplo definir o status das demandas (“aberto”, “em andamento”, “pendente” e “concluído” ou “backlog”, “work in progress”, “qa”, etc). A medida que o time identificar mais itens basta ajustar o fluxo e alterar as demandas em suas novas etapas. Um dos métodos que pode ajudar nesse sentido, é o método de Kanban. O Kanban significa “quadro visual” e é onde podem ser colocadas as etapas de seu fluxo e também as demandas, tendo assim uma gestão à vista 🙂

 

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  1. Defina os canais de entrada e unifique

É comum receber diversas demandas, e isso ocorre de várias formas: e-mail, sistema, telefone, comunicador instantâneo e/ou corporativo, corredor da empresa, etc. A dica aqui é definir os melhores canais e na medida do possível torná-los um só. Feito isso, comunique aos clientes ou fornecedores que enviam essas demandas sobre o canal, mostrando que com isso, a recepção das demandas estará centralizada para você e seu time, o que trará ganhos na hora de tratar a comunicação de status e outras informações.

 

  1. Defina uma ferramenta de registro e acompanhamento

É claro que em toda companhia existem ferramentas para registro e acompanhamento de demandas e é neste momento que surgem as questões, em qual delas acompanhar?. A dica é definir pensando entre o que são itens rotineiros e aqueles que demandam mais tempo de atuação. O que é de rotina pode estar em ferramentas de atendimento através de catálogo de serviços já pré-definidos e o que tem atuação mais longa, por exemplo,  itens de projetos, podem estar em um outro local. Para a segunda opção não deve haver desculpas sobre ferramenta, muitas vezes “o simples ajuda” e muito. Lembra-se do Kanban citado no item 1? Tente iniciar quadro branco, caneta e alguns post its, desde que o item 1 já tenha sido definido e compartilhado com o time. Com o fluxo de trabalho no quadro, registre as demandas em post its, eles podem ser diferenciados por cores o que pode indicar inclusive o recurso responsável por cada demanda e até mesmo os projetos. Você terá um quadro Kanban e mais uma vez gestão à vista.

Falando de sistema para o controle, um dos indicados é o JIRA da Atlassian, porém existem outras ferramentas (inclusive gratuitas) como o Trello e o Kanbanflow que podem auxiliar. Aliás estas últimas ferramentas estão na nuvem e podem ser acessadas de qualquer lugar, o que vale para quem tem equipes em locais diferentes. As ferramentas ajudam a medir e tratar o velho ditado “Não se gerencia o que não se mede, não se mede o que não se define, não se define o que não se entende, ou seja, não há sucesso no que não se gerencia (adaptado de W. Edwards Deming).”

Através do sistema será possível extrair os indicadores necessários.

  1. Entenda bem as demandas e identifique os envolvidos

Não adianta ter canais unificados e simplesmente sair tratando todas as demandas assim que chegam. Isso pode tornar o trabalho mais lento e a tendência é ter muitos trabalhos paralelos e no fim das contas não se entrega nada, ou a entrega se atrasa e no mínimo sai sem a qualidade esperada. Portanto, realize o entendimento da demanda, seja em reunião ou alinhamento breve. Lembre-se que existem demandas que podem se desdobrar em várias outras.

Além disso, identificar os envolvidos para manter uma comunicação é extremamente essencial, lembre-se que para várias demandas não é apenas o solicitante que necessita conhecer a entrega de fato.

  1. Priorize

Priorize todas as demandas recebidas.Utilize critérios como impacto operacional, financeiro, impacto no negócio interno ou do cliente, e se necessário envolva também o solicitante ou outros envolvidos para lhes dar essa visão. Coloque em ordem de prioridade o que deve ser tratado primeiro e se possível dentro de ciclos de entrega.

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6 . Defina os responsáveis e as datas possíveis de entrega

Defina os responsáveis pela entrega e se possível as datas correspondentes. Com as datas de entrega comunique seus clientes e solicitantes. Isso facilitará a negociação e ajudará a ter um cronograma mais efetivo e em caso de atrasos mais uma vez há visibilidade e oportunidade para negociação.

 

  1. Inicie mas acompanhe

Inicie as demandas e acompanhe ao máximo, se possível diariamente. Talvez em alguns momentos você será o “chato da história”, mas o follow-up é importante não só para garantir as datas de entrega, mas também para manter o solicitante e envolvidos informados sobre o status das demandas. Mostre para as pessoas e para o seu time, o quanto é importante manter-se sempre atualizado sobre todas as demandas em andamento e também sobre tudo que há no backlog para ser tratado.

 

  1. Demandas de rotina

Separe com o time tempo para as rotinas (catálogo de serviços) de modo que não afete as demandas que possuem maior tempo de atuação, principalmente se elas forem tratadas em ferramentas diferentes. Ler e-mails ou atender chamados de rotina por exemplo duas ou três vezes ao dia permite que no resto do tempo, outras demandas sejam tratadas.

  1. Seja flexível e negocie

Demandas chegam todos os dias, e sempre há algo em andamento. Seja flexível para avaliar o que chega, identificando o que deve ser iniciado ou tratado de imediato. Se houver casos assim e estiver com muitas outras demandas em andamento, negocie a postergação de itens já em andamento com os clientes, mostre os impactos e siga em frente.

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  1. Adapte-se

Envolva o time e teste os fluxos de trabalho, seguindo estas e outras dicas. Utilize frameworks de mercado e veja a qual você e seu time se adaptam, por exemplo o Scrum e o Kanban. De fato,  mal  não lhe farão desde que,  estejam de acordo com a sua necessidade. É importante lembrar que nada é tão bom que não possa melhorar.
Por fim, adapte-se, organize-se. Como diria um grande estrategista:

“Comandar muitos é o mesmo que comandar poucos… Tudo é uma questão de organização.

Sun Tzu”

Até breve,

Marcelo Melo