Inovação: Criando condições favoráveis

Olá pessoal. Tudo bem?

Faz algum tempo que passei aqui pelo blog. Na ocasião, falamos um pouco sobre Inovação e como isso afeta a realidade das organizações como conhecemos hoje. Se não viu, você pode conferir o post AQUI.

Bacana. Então recapitulando: comentamos sobre como tecnologia é um fator importantíssimo na transformação digital, como é importante repensar a organização sobre alguns aspectos. Na ocasião comentei como pessoas são parte importante deste processo e que é fundamental promover a colaboração e interação na organização. Parece simples, mas todos nós sabemos que as organizações possuem seus costumes, sua cultura, suas leis… enfim fatores que dizem muito sobre como a empresa se comporta e como ela responde aos mais variados tipos de eventos em sua estrutura.

Isso posto, nossa proposta hoje é explorar um pouco o como podemos criar ambientes favoráveis para esta colaboração.

Então vamos lá, além de trabalhar no engajamento é importante considerar um espaço físico que delimite este ambiente. Alguns chamam de laboratório, outros de núcleos de aceleração, enfim, não vamos nos prender a termos, mas sim nos conceitos. A ideia é que este espaço permita o compartilhamento de uma missão e valores de uma forma simples e lúdica. Em outras palavras, é de extrema importância que este espaço permita uma visão clara dos desafios que estão propostos em mais de uma dimensão. E claro, o cliente (interno ou externo) no centro.

Além disso a delimitação do espaço serve também para disseminação rápida de conhecimento e aprendizagem, além de um local para o famoso “refresh nas ideias”, quando um assunto parece intransponível.

Você já deve ter feito o link de como tudo isso se relaciona com questões Bimodais, certo? Então percebe que praticamente todos os ambientes da empresa, ou na medida do possível, alguns ambientes da empresa participem de um processo de desencaixe comportamental. Para que novas ideais existam, é preciso um ambiente preparado. É necessário que se estabeleça este modelo de comunicação com o restante da organização. Percebe como isso é um fator de extremo valor, afinal se você pensa em um ambiente colaborativo que vão influenciar as decisões de negócio, entende que se falhas na mensagem ocorrerem danos gravíssimos ao produto ou posicionamento podem ocorrer.

Bom, invariavelmente isso nos remete até aquele passado romântico da tecnologia, onde grandes ideias e organizações nasceram em laboratórios ou garagens. E eu acho isso fantástico. Acredito que vivemos um momento muito parecido como o dos pioneiros que davam seus primeiros passos em um universo de tecnologia (no nosso caso o Digital). Cada um à sua maneira, com seus mais variados desejos, crenças ou inspirações.

E aqui entre nós, eu acho incrivelmente saudável retomar este processo de aprendizado e compartilhamento nas organizações de hoje. Tenho certeza que um olhar para esta linha de raciocínio com base na simplicidade é o que vai transformar o nosso futuro.

1 Abraço!

Fabiano

O mundo dos Containers e o Windows Server 2016

O lançamento do Microsoft Windows Server 2016 está próximo, e ele trará grandes mudanças! Claro, algumas mudanças são justamente devidas as tendências de mercado. Muitas mudanças para quem está  surfando na onda do Cloud e DevOps.

Uma grande novidade no Windows Server 2016 é a introdução aos Containers no mundo Microsoft. Para quem ainda não ouviu falar sobre os Containers , resumidamente eles são um espaço isolado onde é possível executar aplicações sem  que o Sistema Operacional seja afetado, e vice-versa.

O Windows Server 2016 introduz dois tipos de Containers, Windows Containers e os Hyper-V Containers.

Para quem já está habituado a usar os Containers em plataformas Linux, o Windows Container é basicamente a mesma coisa.

Cada Aplicação dentro de Containers vai rodar em User-Mode Level isolado em um Sistema Operacional compartilhado.

Container1

Esse modelo possui algumas limitações, por exemplo, você ainda será dependente  do Sistema Operacional do hospedeiro, se uma atualização for aplicada no nível do hospedeiro, você terá que parar a sua aplicação, pois afetará diretamente o(s) Containers. Além do compartilhamento do mesmo Kernel, que em ambientes não controlados, podem afetar o desempenho das aplicações hospedadas.

Aí que surgem os Hyper-V Containers. Estes sim,  garantem um isolamento em nível de Kernel, pois os Containers terão uma Imagem para servir de base para a aplicação e cria uma VM no Hyper-V. Dentro desta VM, estão os binários, bibliotecas  e aplicação dentro de um Windows Containers.

Imagem 2 V2

Se ainda não teve a oportunidade de usar os Containers, aproveite para testar agora! O Windows Server 2016 Technical Preview 5 já está disponível para Download, e com todas as novas funcionalidades disponíveis para testes. 😉

Até a próxima!

Fernando Silva de Souza

Clique aqui  para Download do Windows Server 2016 TP5:

 

 

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A criação de uma empresa: Novas aquisições

Bem, agora com o brand criado, precisaríamos de fato concluir a unificação das equipes. Assim, decidimos que mudaríamos para o endereço que o UOL iniciou suas atividades. A velha e histórica Alameda Barão de Limeira. O mesmo endereço que a Folha se mantinha desde 1953. Inclusive foi nesse endereço que em 11 de março de 1985 eu iniciei minha carreira no Grupo, atuando na área comercial.

Acomodamos grande parte da equipe em dois prédios na Barão. Isso nos ajudou na integração e na busca por sinergia.

A tarefa mais árdua que hoje posso afirmar – depois de muito trabalho – é a criação de uma nova cultura. Desde o simples crachá unificado até metas e atendimento, é um longo e complicado percurso. Muitas horas de treinamento, encontros e alinhamento com os hoje 1.600 funcionários. Mas, claramente, é por esse caminho de unificação e processos que temos que seguir para obtenção de sucesso.

Por falar em processo, continuando na toada de aquisições, nos deparamos com uma empresa que nos enriqueceu muito com seu processo e qualidade que adotamos como padrão no UOLDIVEO. Refiro-me a Solvo, empresa que adquirimos em 2012 e que, de uma forma resumida, trabalha com a operação no ambiente que o cliente estiver. Aliás, conhecemos a Solvo por atuarem nos nossos datacenters fazendo a gestão do ambiente para clientes em comum.

Até aquele momento, o cliente seria atendido por UOLDIVEO se estivesse em nossas instalações. Com isso, algumas oportunidades escapavam. Foi aí que vimos na aquisição da Solvo o preenchimento dessa lacuna.

Essa aquisição também nos trouxe expertise em consultoria ligada a gestão de infra e processos.

Mais ou menos no mesmo período também adquirimos o controle da Compasso, empresa gaúcha, com grande conhecimento – maior equipe certificada do Brasil – em plataforma de e-commerce da Oracle, chamada ATG. Trata-se da mais robusta e completa plataforma de e-commerce do mundo.

A Compasso também nos trouxe a especialização em middleware Oracle.

Para finalizar o capítulo das aquisições, pelo menos até aqui, em 2014 adquirimos uma empresa focada em Cloud Openstack chamada DualTec.

Nesse momento já tínhamos desenvolvido nossa própria plataforma de Cloud PRIVADA e estávamos justamente analisando a melhor estratégia de ofertarmos a Cloud Pública. Com essa aquisição, entraríamos definitivamente e de forma completa nesse novo mundo de otimização de infraestrutura e de podermos ofertar a nossa base crescente de clientes, de diversos segmentos de mercado, a melhor solução de cloud quer seja pública, privada ou híbrida.

Detalhes sobre essa estratégia eu conto no nosso próximo encontro.

 

O Brasil e a transformação dos negóscios

O Brasil e a transformação dos negócios

Afirmar que a aproximação de TI com o negócio é inevitável ou que as empresas precisam passar por uma transformação digital para sobreviverem, é novidade? Não.

Estes assuntos vem sendo debatidos intensamente durante o último ano pelos mais variados institutos de pesquisa e  consultorias ao redor do mundo. Mas e o Brasil nesta história?

Uma recente pesquisa realizada pelo IDC com 150 empresas brasileiras de médio e grande porte mostra como durante o último ano a redução de custos da empresa perdeu importância, ao mesmo tempo que a introdução de novos produtos no mercado ganhou mais peso.

É verdade que para muitas empresas o olhar ainda é de curto prazo e com foco em oportunidades relacionadas a produtos, mas o movimento tem aumentado e será inevitável que um processo mais amplo de transformação aconteça.

Empresas digitais, que são ágeis por natureza, não conseguem conviver com excesso de controle, com estruturas verticalizadas e centralização de decisões.

Empresas digitais se aproveitam de um mundo hiperconectado ao invés de evitá-lo, o que faz com que investimento em iniciativas como Cloud Computing, Big Data e Segurança tornem-se foco.

Para se ter ideia, a quantidade de empresas com iniciativas mobile dentro delas chega a 68%. Sessenta e oito!

Isto significa que o Brasil está no mesmo ritmo do restante do mundo? não.
A infraestrutura tradicional de TI ainda concentra 63% do orçamento das empresas, contra apenas 6% em cloud (base de sustentação para a transformação digital), mas a boa notícia é que os investimentos em computação em nuvem no Brasil tem crescido muito, estando presente em 37,4% das iniciativas das empresas este ano.

Ao que tudo indica, CIOs e líderes de TI tem entendido quão importante é tornar suas áreas mais ágeis e flexíveis, ao mesmo tempo que garantem estabilidade e segurança dos sistemas.

cloud

Porque Multicloud ?

Em meu último post falei sobre algumas diferenças fundamentais entre ofertas de plataformas de nuvem existentes no mercado, como isso pode impactar seu negócio e como explorar os pontos fortes de cada tipo de oferta. O objetivo hoje é avançar um pouco mais, exemplificando como a adoção de uma estratégia MultiCloud pode ajudar na redução de custos, aumento de disponibilidade e resiliência, mas também expor pontos chave que devem ser levados em conta nesta jornada.

Utilizar mais de uma nuvem de forma simultânea pode trazer ambientes para um novo patamar em termos de qualidade, performance e disponibilidade. Felizmente, com o advento do Cloud, nos dias de hoje rodar aplicações em diversas nuvens é algo que está ao alcance de qualquer empresa, algo que a 8 anos atrás só era possível para corporações de grande porte.

Falhas de infraestrutura sempre vão acontecer, não é uma questão de “se” e sim de “quando” irão acontecer. A única forma de minimizar seu impacto é estar preparado para quando acontecer.

Mesmo trabalhando com aplicações preparadas para Cloud (Cloud-Ready Applications) ou nativas de Cloud (Cloud-Native Applications), que tiram proveito de todas as funcionalidades e o potencial da nuvem elas não estão imunes às falhas de infraestrutura.

Tais falhas podem afetar regiões inteiras de provedores de Cloud não são incomuns, podem gerar grande impacto pela extensão da falha (que em muitos casos tem efeito cascata, afetando diversos serviços de um mesmo provedor mesmo em regiões distintas) e o tempo de reestabelecimento desses serviços que pode demorar algumas horas.

Os benefícios de utilizar-se múltiplos provedores de Cloud simultaneamente vão além de melhorar resiliência e tolerância às falhas em camadas de hardware, software e infraestrutura. Uma estratégia MultiCloud pode reduzir a dependência de um único provedor (vendor lock-in), facilitando futuras negociações e migrações.

Mas toda essa abundância de ofertas e possibilidades deve fazer parte de uma estratégia que contemple todos os aspectos relevantes em termos de segurança, flexibilidade e controle. Pois como os sistemas estarão distribuídos em diversas nuvens, as autenticações, logs e controle de acesso, permissões, configurações e cobrança também estarão.

Isso traz uma série de novos desafios que devem ser observados com atenção:

– Gestão de Identidade/ Auditoria

– Gestão de Capacidade/Monitoração

– Gestão de Configuração

– Automação

– Billing

Cada nuvem disponibiliza seus recursos de uma forma, painéis, APIs e terminologias são bastante diferentes, podem não representar um problema no início, mas que podem se tornar um pesadelo se não forem feitos planejamento e as definições adequadas.

NO UOL Diveo, já adotamos estratégias Multicloud há alguns anos e neste tempo adquirimos experiência, desenvolvemos técnicas e ferramentas que nos permitem extrair o melhor de cada nuvem, entregando para nossos Clientes todos os benefícios.

Olimpíada Rio 2016: Oceano de Oportunidades para o Cybercrime

Devido a minha vivência em segurança da informação, sempre observo eventos com grandes aglomerações de pessoas como uma oportunidade perfeita para atacantes digitais. Desta forma, foi natural refletir e imaginar o que poderia ser feito por um atacante digital experiente na Olimpíada do Rio de Janeiro. Assim, durante um final de semana fiz um pequeno exercício.

O primeiro exercício que fiz foi identificar alguns números e avaliar a verdadeira importância do evento em questão para tentar mensurar um elemento importante chamado de motivação. Considerando que tivemos neste evento 205 países, mais de 7,5 milhões de ingressos vendidos e que a maioria das pessoas levam consigo no mínimo um celular, teremos pelo menos um vetor para ataques focado em dispositivos móveis, sejam eles pessoais ou empresariais.

E neste “oceano” de celulares nasceu o Samsung Pay, mostrando para o mundo que é possível ter uma tecnologia wireless de curto alcance focada em fazer pagamentos. A Samsung saiu na frente da Apple e do Google usando como tecnologia o NFC (Near Field Communication). Isto possibilita o registro de catões de créditos cadastrados em celulares, bastando aproximar o celular de terminais de compra para autenticar a transação. A segurança é concluída inserindo a impressão digital ou outros elementos para autenticar a transação.

O uso do NFC é algo recente, mas a segurança aplicada no gateway de pagamento ou nos elementos que o cercam é algo bem conhecido que vem evoluindo com o passar do tempo. Entretanto, existe um outro ponto muito importante que devemos considerar para uma análise macro. Veja que tivemos 28 edições dos jogos olímpicos na era moderna, onde 17 foram na Europa, 6 na América do Norte, 3 na Ásia e 2 na Oceania. Não há dúvida que um evento desta magnitude na América do Sul impulsionaria as vendas, principalmente dos patrocinadores. Assim, é natural que os ataques digitais sejam mais focados nestas empresas. Precisamos no exercício deste texto imaginar quais as preocupações que o C-Level deveria ter em mente?

Preocupações

O primeiro ponto é a infraestrutura. Ataques DDoS (Distributed Denial-Of-Service) são usados em conjunto com outras metodologias para indisponibilizar o ambiente exposto à internet. Está ficando muito comum identificarmos ataques múltiplos, representando a combinação de diversas estratégias usadas para alcançar fama, furto de dados ou enriquecimento ilícito. Algumas aplicações são muito sensíveis a latência e este modelo de ataque afeta principalmente isto. Ter uma proteção que não penalize a latência é importante.

O segundo ponto está ligado na proteção direta do gateway de pagamento, da aplicação Web e dos bancos de dados usados por ela. Atualmente os ataques específicos na camada de aplicação são furtivos, assim, o atacante aprimorou sua técnica para não gerar alertas, ganhando tempo para instalar ferramentas na rede e invadir ambientes ou copiar informações dos bancos de dados. Isto é muito diferente de um ataque DDoS, que é relativamente mais fácil de detectar, pois o ecossistema da aplicação é exposto a um grande volume de acessos, superando o volume previsto de conexões por segundo. Ou seja, existe uma assinatura previamente conhecida.

O terceiro e último ponto é a imagem da empresa ou do produto. Sabemos que as campanhas de marketing ligadas principalmente a grandes eventos fornecem uma exposição muito maior de marcas ou do nome das empresas envolvidas. Assim, é necessário sempre pensar nas ações que precisam ser tomadas visando proteger o ecossistema empresarial como um todo. Isto envolve também análise de spam/phishig, redes sociais ou de sites clonados.

Sabemos que ações ligadas a proteção de marcas envolvem atividades do Departamento Financeiro, representado pelo CFO (Chief Financial Officer) e do Departamento Jurídico, guiado pelo CLO (Chief Legal Officer). Muitas vezes a retirada de um site envolve ações legais, que são custosas e bastante demoradas.

Como elemento decisivo para o negócio, podemos olhar para o tema infraestrutura. As necessidades atuais mostram que as empresas precisam direcionar o desenvolvimento das aplicações em ambientes flexíveis que forneçam de forma rápida, orquestrada e inteligente um crescimento ou uma redução de recursos computacionais (computing), de rede (network) e de armazenamento (storage). Claro que estamos falando de Cloud. A jornada para a Cloud passa basicamente por cinco fases: padronização, consolidação, virtualização, automação e orquestração. O estudo de cada fase junta-se como a análise de maturidade da aplicação dentro desta jornada, mas estes serão tema de outro artigo.

 

Denis Souza

 

Links indicados:

API FIRST

No meu último post “O que você precisa saber antes de desenvolver aplicações para a nuvem” apresentei de forma macro os 3 pilares na implantação de aplicativos em um ambiente em nuvem. Neste post o foco é aprofundar no entendimento do conceito de API (Application Programming Interface ou Interface de Programação de Aplicações) e como esse é o início da próxima revolução na tecnologia.

Uma interface de programação de aplicação (“API”) é um conjunto particular de regras (“code”) e especificações que os programas de software pode seguir para se comunicar uns com os outros. Ele serve como uma interface entre os diferentes programas de software e facilita sua interação, semelhante à maneira como a interface de usuário facilita interação entre humanos e computadores. Conceito bacana, mas enfim, o que isso muda em nosso dia a dia?

A resposta é tudo! – API são a nova quebra de paradigma que se desenha no mundo da tecnologia. IoT e Cloud só evoluíram por conta das APIs. Lembra quando se iniciou a revolução da comunicação empresarial, aquele que não possuísse um telefone para comunicar sua empresa com os seus consumidores e fornecedores estava fora do mercado, agora aquele que não conseguir fazer com que seu sistema se comunique com os demais ou quem não conseguir fazer com que sua “coisa” produto se comunique com outros, estará com certeza para trás.

Em um mundo hiperconectado é necessário termos a garantia de uma infraestrutura sólida, uma rede de comunicações evoluídas, uma cultura DevOps avançada, documentação e muito software. Para os sistemas se conversarem e que haja a evolução, você precisa ter acesso a API do seu concorrente. É preciso entender como a construção dos seus parceiros e concorrentes se comunicam e evoluir com eles.

Atualmente há muita discursão sobre desenvolvimento ágil que se preza pela velocidade de entrega do software, no alinhamento com as partes interessadas, no deply continuo etc. Toda essa discussão iniciou em um momento de destruição criativa. Para tal as APIs promove uma nova quebra de cultura nas empresas, onde será necessário um planejamento maior, talvez desenvolver algo mais demorado, mais caro, mais inteligente, mais resiliente….l

Hoje está em alta as APIs e a tecnologia é assim. Você precisa ter determinado recurso para sair na frente de sua concorrência. Amanhã, ela será commoditie. Repense na jornada de olho na indústria 4.0 e na transformação digital. Aprenda o próximo passo da tecnologia por meio de APIs e cultura DevOps.

Grande abraço.

Luiz Eduardo

A criação de uma empresa: Unindo culturas

Estávamos no final de 2010, exatamente no mês de dezembro, quando concluímos após pelo menos um ano de conversas e negociações a aquisição da Diveo.

Nove fundos, liderados pela Goldman Sachs (que detinha a maior participação da empresa), eram os donos da Diveo.Talvez isso por si só já justifique a demora na negociação, além do que se tratava de um grande deal.

Lembro que uma das críticas que o UOL S/A recebia dos analistas e investidores – nesta ocasião estávamos listados na Bovespa – era justamente de não abrirmos a estratégia em detalhes. Com essa aquisição, ficou claro nossa intenção em entrar de forma expressiva no mercado de datacenter e serviços de TI.
Com a aquisição da Diveo, de fato nos tornamos um grande player do setor, e como já havíamos inaugurado outro datacenter “da Glete” (pois localizava-se na Alameda Glete na capital paulista) em março de 2010, somávamos então 26.000m2 de área construída. Assim, administrávamos o maior parque de datacenters do Brasil e da América Latina.
Vários clientes de grande porte estavam sob nossos serviços, dos mais diversos: colocation, hosting, gateway de pagamento, EDI, quality assurance, segurança, integração de sistemas, infraestrutura de datacenter e telecomunicações!

Sim, telecomunicações, a Diveo também possuía uma rede composta, principalmente, por comunicação via Rádio de alta potência. Confesso que tentamos não incluir essa rede no deal por acreditar que telecom não era nosso foco, porém, o vendedor não queria desassociá-la e argumentava que era justamente um diferencial, pois os principais competidores não tinham sua rede e teriam que contratar de terceiros para concluir a solução.

Além disso, a maioria dos clientes de telecom também eram clientes de hosting ou colocation, o que foi confirmado após o due diligence. Hoje esse rede atende por volta de mil clientes.
A Diveo possuía uma carteira muito rica de clientes que mantivemos e ampliamos os serviços até hoje. No mundo financeiro, hospedamos a maior bolsa de valores da América Latina e mais de 140 instituições financeiras, nacionais e internacionais.

Também juntaram-se mais clientes da área de varejo e e-commerce. Podemos afirmar que prestamos serviços atualmente mais de 70% de todo e-commerce brasileiro, o que nos dá muito orgulho e também enorme responsabilidade.
Agora que já tínhamos um portfólio bastante consistente e uma carteira robusta de clientes, chegou a hora de criarmos um brand para essa nova companhia. Estávamos até então, usando dois brands: UOL Host para o serviços de webhosting e UOL Host Corporativo para identificar os serviços customizados para empresas.

A equipe de marketing, sempre muito criativa, apresentou algumas dezenas de nomes. Mas, nos guiamos pela intuição e lógica, onde poderíamos aproveitar toda a presença e história construída pela Diveo desde o ano 2.000 no mercado corporativo e a modernidade e vanguarda associada a marca UOL. Além disso, alguém comentou que ao preservarmos os nomes de empresas adquiridas, contávamos a história de uma forma simples e direta. Assim, decidimos pelo nome UOL Diveo, e em nossos cartões até pouco tempo, mantínhamos uma discreta assinatura da DHC.

Começamos a partir daí uma nova etapa da Companhia, somado ao difícil desafio de juntar a cultura de várias empresas adquiridas até então, e a nova cultura a ser criada a do UOLDIVEO!

Multicloud x Nuvem Híbrida – Entenda as diferenças

No universo de TI, especialmente em Cloud Computing, constantemente nos deparamos com novas tecnologias, tendências e também novos termos e definições. Há muita confusão no mercado e algumas vezes é difícil entender as diferenças entre definições e termos que parecem ser a mesma coisa, mas não são.

Ao comparar Multicloud com nuvem híbrida, as diferenças podem parecer insignificantes, e muitos profissionais, incluindo aqueles que sabem o que estão falando, usam os termos de forma ambígua, gerando ainda mais confusão e incerteza.

Para assegurar que sua equipe está recebendo a solução de nuvem que melhor se adapte às suas necessidades, é importante compreender que enquanto uma solução de nuvem híbrida pode envolver uma estratégia Multicloud (e vice-versa), os dois termos significam coisas muito diferentes.

Parece complicado? Mas não é. Vamos começar com as definições para ajudar a compreender as diferenças.

O que Multicloud significa?

Multicloud é literalmente o que diz a palavra, ou seja, envolve o uso de múltiplos serviços em nuvem, mas não é só isso.

Multicloud é a combinação de tecnologia, proximidade com o negócio do cliente e pessoas.

Com o incremento da adoção de nuvem, as empresas buscam maneiras inovadoras para alavancar a tecnologia e começamos então a perceber que diferentes nuvens são mais adequadas para diferentes necessidades.

Nos últimos anos, empresas com características tipicamente digitais estão modificando os mercados tradicionais, proporcionando novas experiências aos clientes.

Ao mesmo tempo, organizações convivem com o desafio de manter sistemas e processos legados ao mesmo tempo em que são desafiadas a transformação digital buscando inovação e agilidade. Para isso é importante ter em mente que diferentes aplicações têm diferentes requisitos de nuvem e algumas aplicações não funcionam adequadamente em ambiente de nuvem. E aí que a abordagem Multicloud se faz efetiva, permitindo que empresas utilizem nuvens com tecnologias e características diferentes.

Muitas dessas empresas já entenderam que as nuvens não são iguais e utilizam várias soluções de nuvem para maximizar os benefícios que poderiam obter com a tecnologia. Outras adotam uma solução Multicloud para minimizar sua dependência de um fornecedor específico e garantir que não está presa a um contrato único.

Uma estratégia Multicloud pode contar com soluções de Nuvens  Públicas, privadas ou híbridas, dependendo dos requisitos de cada organização. Basicamente, as empresas que utilizam Multicloud podem estar usando nuvem híbrida em muitos casos, mas Multicloud não significa a utilização de nuvem híbrida obrigatoriamente.

Esclarecendo, Nuvem híbrida refere-se ao serviço orquestrado com base em políticas de provisionamento, utilização e gestão através de uma mistura de serviços em nuvem internos e externos. Em uma Nuvem Híbrida, pode-se utilizar uma Private Cloud para atender a requisitos específicos, controle e maior segurança juntamente com uma Nuvem Pública para escala sob demada. Outras soluções híbridas ainda podem utilizar servidores dedicados para workloads ainda mais específicos. O grande brilho do híbrido é a diversidade de opções para escolher.

Nuvem Híbrida ainda se parece com Multicloud para você ?

Tenha em mente que uma solução Multicloud é aquela em que diferentes nuvens, de diferentes fornecedores, são utilizadas para tarefas separadas enquanto nuvem híbrida se parece mais com a criação de uma solução que contém mais de uma opção de nuvem.

No quesito tecnologia, podemos dizer que em nuvem híbrida, as cargas de trabalho utilizam dois tipos de infraestrutura de hospedagem diferentes, enquanto em Multicloud você está usando várias nuvens.

Apesar disto, o que é preciso ter em mente é que Multicloud não se trata apenas de tecnologia. Como citado acima, Multicloud é a combinação de tecnologia, proximidade com o negócio do cliente e pessoas.

O que é melhor?

Não se trata de melhor ou pior e sim diferente. Empresas que utilizam Multicloud também podem utilizar soluções de Nuvem Híbrida, mas entenda que a principal vantagem de uma abordagem Multicloud é permitir que empresas utilizem nuvens com tecnologias e características diferentes de diferentes fornecedores.

Há diversas maneiras de utilizar Multicloud e nuvem híbrida em sua estratégia de TI.

Nós do UOLDIVEO acreditamos numa estratégia Multicloud próxima ao seu negócio, com uma equipe altamente especializada em serviços de gestão de múltiplas núvens, oferecendo vantagens de nosso acordo de parceria em alto volume com os principais players de Cloud Computing, possibilitando liberdade de escolha e ganho de escala .

Você está preparado para os novos desafios da TI Bimodal?

Precisamos repensar no modelo de gestão tradicional porque não atende mais as necessidades e a velocidade que os negócios precisam.

O novo modelo é desafiador, imprevisível, clama por inovação e rapidez na entrega e claro, não podemos esquecer da excelência.

A TI tradicional, que visa estabilidade e segurança precisa coexistir com o modelo digital que exige agilidade e flexibilidade, agregando valor ao negócio seja ele de qual segmento for.

Neste cenário surge TI Bimodal, mas você sabe do que se trata?

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