O que vimos no OpenStack Summit Austin 2016

Aconteceu em Austin Texas, USA, a última edição do OpenStack Summit – evento dedicado a plataforma de Cloud Computing OpenSource que é um fenômeno mundial para a criação de nuvens publicas, hibridas e privadas.

Para quem não conhece o evento ele acontece duas vezes por ano em alguma cidade do mundo e tem como objetivo promover discussões, palestras e workshops que abordam diversos aspectos sobre Cloud Computing e OpenStack reunindo gestores, operadores de nuvens e desenvolvedores.

Simultaneamente com o evento acontece o Design Summit, onde os desenvolvedores que contribuem para o OpenStack se reúnem para discutir e planejar o próximo release que deverá ser lançado em meados de outubro e se chamará Newton.

Já participo deste evento desde 2011 e o que sempre me chama atenção é o crescimento em número de participante, esta edição contou com 7.500 participantes. Mil vezes mais do que a primeira edição do evento que ocorreu na mesma cidade em 2010.

O evento começou com uma grande surpresa: a inesperada presença do Gartner realizando o Keynote de abertura. Surpresa visto que nos últimos anos eles questionaram diversas vezes a maturidade do OpenStack para uso nas grandes corporações. Este Keynote histórico foi a confirmação de que o Gartner mudou de opinião reconhecendo a maturidade e aderência do OpenStack nas grandes corporações.

Destaco aqui alguns dos tópicos mais discutidos durante esta edição:

1) Network Function Virtualization (NFV): Tópico que desperta muito interesse principalmente das empresas ligadas a Telecom e que enfrentam o grande desafio de lidar com um alto e crescente volume de dados necessitando de alternativas mais ágeis e econômicas para as soluções proprietárias da hardware resultando em flexibilidade, velocidade e economia na criação de novos serviços e produtos.

A fundação OpenStack possui um grande foco em expandir o suporte e criar novas funcionalidades relacionadas a NFV nos diversos módulos do projeto, saiba mais em:
https://www.openstack.org/assets/telecoms-and-nfv/OpenStack-Foundation-NFV-Report.pdf

2) Containers: Outro fenômeno que vem mudando a forma de pensar o desenvolvimento e escalabilidade das aplicações. Este assunto vem sendo amplamente discutido em diversos outros eventos de tecnologia nos últimos dois anos e já foi criado um ecossistema considerável de soluções para containers. Destaco aqui as tecnologias mais citadas:

Containers:

Orquestradores de containers como:

Sistemas Operacionais para containers (Minimalistic Operating Systems):

Ocorreram diversas discussões e demonstrações que abordaram desde módulos do OpenStack que facilitam a orquestração de containers sobre uma nuvem OpenStack exemplo: Magnum, até o uso dos mesmos para rodar os módulos da camada de controle de uma nuvem OpenStack facilitando a operação e a atualização.

3) Software Defined Storage (SDS): As mais citadas durante o evento foram as soluções de SDS’s distribuídas e escaláveis horizontalmente como Ceph, Swift, GlusterFS e ScaleIO. Que são as mais utilizadas em ambiente de nuvem pois fornecem armazenamento de objeto, bloco e filesystem (dependendo da tecnologia) com o potencial de escalar petabytes e acompanhar o crescimento em larga escala que uma nuvem OpenStack pode atingir.

Esta foi mais uma edição com diversas apresentações relevantes, e o OpenStack Summit continua sendo um dos melhores termômetros para medir tendências e aderência de novas tecnologias relacionadas a Cloud Computing.

Convido você para assistir os vídeos que já foram publicados no Website da Fundação OpenStack através do link:
https://www.openstack.org/videos/

Aproveite também para conhecer a nuvem pública em OpenStack do UOLDIVEO: http://www.uoldiveo.com.br/openstack

Um abraço e até o próximo post.

Renato Armani

Pioneiro na evangelização do OpenStack no Brasil e membro ativo da comunidade brasileira e mundial, foi palestrante do OpenStack Summit, USA.