Mercado Colocation Data Center

Na esteira do digital, com grandes e rápidas transformações no mercado, como as que estamos vivenciando hoje, é sempre muito bom estar atento às movimentações em torno de tecnologias e conceitos. Desta vez, vamos falar sobre o posicionamento dos serviços de data center, com foco em colocation, que a cada dia ganham mais espaço nas estratégias das empresas.

Isso porque, entre inúmeras vantagens que proporciona ao negócio, como segurança, disponibilidade e economia de custos, esse serviço de aluguel de infraestrutura de data centers, o colocation, segue em trajetória de crescimento, especialmente em cenários de incertezas econômicas.

Os levantamentos realizados estritamente em solo nacional sobre a modalidade ainda são tímidos. Em geral, o Brasil se inclui em estudos focados na América Latina (AL), seja em apurações recentes ou projeções para um futuro não muito distante. Mas em uma economia globalizada, panoramas gerais ou regionalizados são um bom termômetro para balizar ações.

De acordo com a consultoria global Frost & Sullivan, a receita do mercado de serviços de data center, na América Latina, deve atingir US$ 4,37 bilhões em 2021. No Brasil, o segmento totalizou US$ 1,3 bilhão em 2017.

Mas o mercado brasileiro ainda tem muito caminho a percorrer quando o assunto é outsourcing de data center, significando, portanto, um grande filão a ser explorado. É o que constatou pesquisa realizada pela consultoria global IDC. Entre as 200 grandes empresas participantes no Brasil, 85% ainda não terceirizam esse recurso.

A consultoria revela que 77% das empresas mantêm data center próprio, sendo responsável por sua gestão. Mas apenas 8%, que também possuem centros de dados próprios, terceirizam a sua operação. Analistas afirmam que com o avanço da transformação digital, que gera um volume de dados expressivo e irrefreável, esse quadro está mudando. Porque as empresas precisam ter seus dados estratégicos em segurança e disponíveis e não têm espaço e infraestrutura adequada para suportar esse tsunami.

 

Digital puxando o mercado de data center

A consultoria global Research And Markets também aposta no crescimento do mercado de construção de data center na América Latina, de 11%, no período entre 2018-2023, com receita de cerca de US$ 316 milhões até 2023, pegando carona na ebulição da transformação digital.  Essa evolução, afirma a consultoria, está apoiada na rápida proliferação de dispositivos móveis e conectividade de banda larga de alta velocidade.

É um movimento pertinente, acredita, considerando a crescente demanda por dispositivos conectados e a introdução de novas tecnologias, como serviços baseados em nuvem, IoT e análise de big data, que têm demandado novas instalações no mercado latino-americano. E a adoção de colocation será impulsionada pela necessidade de serviços de computação em nuvem, gerando mais receitas para provedores dessa modalidade.

Na avaliação do instituto de pesquisas e consultoria global Gartner, o Brasil é carente de data centers, com um déficit de infraestrutura computacional corporativa. Quando são lançados, eles são rapidamente saturados, demonstrando a existência de forte demanda por outsourcing de serviços que oferecem. O Brasil precisa de mais capacidade computacional, no entendimento da consultoria, para rodar aplicações da nova era.

O cenário atual no Brasil em outsourcing de serviços de data center, portanto, está em franca evolução, vivenciando aumento significativo na demanda por colocation e hospedagem, diante da necessidade de aumento rápido e seguro de infraestrutura de alta tecnologia e disponibilidade a custo atraente.

Por aqui, a estratégia de transferir despesas de capital para despesas operacionais tornou-se atraente no ambiente econômico atual. Em vez de investir na expansão da capacidade, as empresas estão se voltando para serviços, um modelo alinhado com o cenário da nova economia e que deve dominar no desenho do futuro.