Qualidade “mente aberta”: inovando com conceitos simples

Os profissionais de Qualidade acordam todos os dias regidos pelo mesmo mantra: “Melhorar performance para melhorar a entrega, para melhorar resultados”. Sim, é simples, mas não simplório. Assim, nada mais natural do que esses profissionais trabalharem orientados à inovação, certo? Nem sempre…

Lá atrás, quando se começou a falar da importância de inovação para a sobrevivência e boa saúde das empresas (e isso não vale apenas para empresas de tecnologia), convencionou-se rotular que, eventualmente, a inovação não “colava” por causa da resistência dos profissionais que deveriam promove-la ou aplica-la. Concordo que até certo momento, sim. Mas então a velocidade das novidades, parte importante do combustível que alimenta a inovação aumentou vertiginosa e exponencialmente. E o que era resistência ontem se tornou incapacidade de acompanhar o raciocínio hoje.

Uma pequena metáfora para explicar essa incapacidade a que me refiro: se você tem ao menos 40 anos hoje, conheceu um famoso personagem de videogames dos anos 1980: Pac-Man. Ele era uma bolota amarela dotada de boca e apetite que percorria um labirinto 2D, devorando tudo à sua frente. Seu deslocamento era para cima e para baixo, para direita e para esquerda. E esse era seu mundo, seu horizonte (ou seja, eixos X e Y).  Um dia, o encanador Mario (em versão moderna, aquela que habita o mundo dos gráficos impressionantes das novas plataformas de games) cruza com Pac-Man e tenta lhe explicar as maravilhas do mundo 3D, que existe a profundidade do eixo Z e que sua sobrevivência no universo dos games depende dessa compreensão. Não consegue, e ainda é chamado de louco.

pacman3

 

Metáforas à parte, atualizar seu horizonte é o primeiro passo para alçar vôos mais arrojados. Descomplique, e comece simples:

  • PENSE EM INTERCOLABORAÇÃO!
    Ilhas possuem ecossistemas próprios, nada simbióticos com outros. Acabe com as ilhas, sejam clusters de informação ou departamentos isolados com sistemas próprios e estanques: crie pontes entre elas através de processos colaborativos e empáticos (onde todos compartilham e comungam as necessidades de todos). Já ouviu falar em UCaaS (Unified Communications as a Service)? A partir desse modelo é possível integrar sistemas e comunicação entre várias áreas de forma local ou remota, inclusive Fornecedores e Clientes, ganhando agilidade no relacionamento, centralização de informação real (up to date) e principalmente incentivando novos fluxos de informação a nascerem espontaneamente.
  • PENSE EM FERRAMENTAS!

A não ser que você seja o “Mago da Planilha” e um líder seguido fanaticamente, acredite: inovar em ferramentas é mandatório! E não apenas em termos de programas e aplicativos, mas também em formas de acesso a elas e à informação. As realidades de hoje, com grande aderência ao conceito de UCaaS, passam invariavelmente por siglas não apenas descoladas mas importantes, tais como BYOD (Bring your own Device), BYOA (Bring your own App) e, por que não, BYOC (Bring your own Cloud) e até IoT. (a famosa Internet das Coisas)… Se a estratégia de interação entre elas estiver bem desenhada, os dados mantidos íntegros e atualizados e a segurança da informação estiver garantida, você já terá começado com o pé direito. Uma gama de ferramentas na Nuvem estão aí implorando por sua atenção, e provavelmente você não está dando atenção: repositórios de informação, ferramentas de produtividade, extensão de aplicações para celulares e tablets, testadores remotos (Testing as a Service, ou TaaS), simuladores e emuladores de ambientes de produção. Quanto menos restrição ao acesso e manipulação da informação, sempre amparado pelas melhores práticas de segurança, melhor!

 

  • PENSE DE FORMA EMPÁTICA!

Coloque-se no lugar dos envolvidos ao promover algo. Saber falar a língua dos outros e principalmente, saber suas dores, suas qualidades, seus limites e defeitos te ajudará a promover uma estratégia de mudança e inovação aderente. Falar “tecnês” ao promover a inovação com o setor de Faturamento, por exemplo, não renderá frutos, só perplexidade.

  • PENSE EM MEDIR RESULTADOS A CURTÍSSIMO PRAZO!
    De nada adianta promover mudanças se não se pode medir seus resultados. A partir deles é possível definir se o rumo está correto (e então acelerar nessa direção) ou revê-lo antes que seja tarde demais (e você se perca). Em paralelo, prepare-se para mudanças constantes das regras do jogo.

Em meus próximos posts pretendo avançar um pouco mais em cada um desses conceitos, e derivar novos a partir deles. Enquanto isso, o desafio de explicar ao Pac-Man o que é um mundo 3D continua vivo, pois sua existência depende desse entendimento e aceitação. O primeiro passo foi dado.

Até breve,

Marcelo Simonka

 

 

Como o Design Thinking vai mudar a sua maneira de pensar

Olá pessoal, tudo bem?

Como todos podemos perceber, o mundo está em contínua transformação e evolução. Quem tem o mínimo de interação com T.I. consegue perceber que a cada dia que passa, novas tecnologias surgem, normas e padrões estão sendo revistos e o modelo ágil está cada vez mais presente.

E ultimamente muito tem se falado em uma nova forma de buscar inovação e/ou resolução de problemas: O Design Thinking!

– “Shimoda, eu já ouvi falar muito nesse tal de Design Thinking mas eu achava que era algo relacionado a design, projetos gráficos, comunicação visual e afins. Não tem nada a ver? ”

Calma, você não está totalmente errado! Esse nome surgiu justamente baseado na maneira de pensar (think em inglês) dos designers. Reflexão, livre expressão dos pensamentos, criatividade, ousadia, não ter medo de experimentar algo diferente, se basear nas necessidades humanas e sociais, e principalmente a EMPATIA são algumas das principais características de quem trabalha com Design.

E são estas as principais características que norteiam a forma de se trabalhar com Design Thinking. Diante de um possível problema ou necessidade de inovação, um time multidisciplinar realiza um trabalho colaborativo para entender as diferentes óticas sobre o tema, interagindo constantemente com as partes envolvidas (cliente, usuário, fornecedores etc) e assim, podem sugerir diversas soluções baseadas nas informações que obtiveram.

Contudo, a empatia e o pensamento abdutivo de um Design Thinker fazem com que ele consiga “pensar fora da caixa”, desafiar padrões e pensamentos lógicos e construir propostas inovadoras.

De uma forma macro, o Design Thinking trabalha com quatro etapas:

imagem BLOG

  • Levantamento de dados (Imersão): é a fase onde o caso deve ser entendido, pesquisas sobre o assunto deverão ser realizadas, as partes interessadas (stakeholders) serão devidamente identificadas e através delas, tentar entender a sua ótica sobre o assunto por meio de entrevistas, observações, acompanhamento etc.
  • Análise e síntese: deve-se organizar todas as informações coletadas na fase anterior, analisá-las e disponibilizá-las em um formato de fácil entendimento e resumida, sem muitos detalhes.
  • Ideação: discutir abertamente sobre as ideias, trazê-las à tona, estimular a criatividade e colaboração em busca de soluções inovadoras através de workshops, dinâmicas e afins e registrá-las em um “Cardápio de Ideias”.
  • Prototipagem: tirar as propostas do papel, do abstrato e materializá-las, construir uma versão de teste, improvisada e até mesmo malfeita, apenas para se aprimorar a ideia e trabalhar na melhoria dela até que se chegue à solução de fato.

 

As etapas citadas não representam um fluxo e não precisam ser seguidas nesta ordem necessariamente, assim como podem ser revisitadas durante todo o projeto, sempre que houver necessidade.

E vale lembrar que o Design Thinking não é uma receita que você segue e a mágica acontece! É preciso ter uma mente criativa, curiosa, ousada, aberta a mudanças e contribuições. Desta forma, a inovação irá acontecer de forma natural e os problemas serão resolvidos mais facilmente!

Abraços e até a próxima!

Leandro Ugita Shimoda

 

O Desafio da Transformação Digital

Uma vez um amigo comentou que tenho uma curiosidade exagerada por pesquisas com o tema tecnologia e arrisco dizer que realmente é verdade. Busco sempre por estudos feitos por referências como PricewaterhouseCoopers (PWC), Instituto Ponemon, Gartner e IDC (International Data Corporation) dentre muitos outros da minha lista.

Mas hoje quero compartilhar alguns elementos posicionados pelo IDC que podem nos orientar a obter a tão comentada Transformação Digital. Neste ano o IDC envolveu em uma pesquisa 150 empresas brasileiras envolvendo as verticais de Serviço, manufatura, Governo, Comércio, Finanças e Recursos. Veremos nas linhas seguintes como estas empresas observam seu caminho para realizar a Transformação Digital.

Primeiramente é importante destacar um ponto importante e posicionar o que é realmente Transformação Digital. Quando comento a respeito deste tema, vejo que para alguns é inevitável pensar imediatamente no conceito de nuvem ou na jornada para a nuvem. É preciso entender que não é nada disto, sendo Transformação Digital um conceito muito mais amplo. Podemos dizer que Transformação Digital posiciona-se como uma abordagem em que as empresas conduzem mudanças em seus modelos de negócios e os ecossistemas de negócios, alavancando tecnologias digitais e competências. Já os ecossistemas de negócios são compostos por clientes, parceiros, concorrentes e o ambiente regulatório. Assim, Transformação Digital possuirá sempre múltiplas faces.

A pesquisa feita pelo IDC questionou como as empresas se comparam aos seus concorrentes para alavancar mudanças nos modelos e ecossistemas de negócios. Observa-se que 47,9% das empresas revelaram igualmente capazes aos concorrentes para conduzir mudanças rumo a Transformação Digital, 28% informou que excede os concorrentes, 16% consideram-se um pouco atrás, 6% se posicionam como os melhores e 3% muito atrás dos concorrentes.

Se analisarmos com mais cuidado, veremos que existe a influência do que chamamos de nível de maturidade para alcançar a tão sonhada Transformação Digital. Claro que isto envolve diversos temas que precisam ser respondidos de forma clara. Dentre eles podemos citar:

  • Existe ousadia no uso de novas tecnologias e modelos de negócio que afetam o mercado e criam novos negócios?
  • A gestão da transformação digital é integrada demonstrando sinergia com os produtos, serviços e experiências voltados para o cliente?
  • Os objetivos da transformação digital estão alinhados ao nível de estratégia de curto prazo incluindo iniciativas de produtos e experiências digitais?
  • Foram identificadas necessidades de desenvolver estratégias de negócio digital aprimoradas aos clientes?
  • As iniciativas de transformação digital estão desconectadas e mal alinhadas com a estratégia da empresa e continuam não focadas na experiência dos clientes?

Dos questionamentos anteriores, se a resposta foi sim para o último, fatalmente a ida para a sonhada Transformação Digital estará prejudicada. Na pesquisa feita pelo IDC, uma boa parcela das empresas identificou que existe a necessidade de realmente desenvolver estratégias de negócio digital aprimoradas aos seus clientes, mas a execução do projeto encontra-se ainda isolada. Este é um ponto importante para estudo.

Qualquer iniciativa de projeto deve estar envolvida com a estratégia empresarial para ter sucesso. Segundo o IDC, até 2017, um em cada três CEOs das 3 mil maiores empresas da América Latina colocará a Transformação Digital como base de sua estratégia corporativa. Ainda não observei isto surgir no Brasil. O tema envolve basicamente quatro pilares: Gestão de Processo de Negócios, Gestão de Pessoas e Mudanças, Gestão de Valor e Gestão de Tecnologia.

Para concluir, a digitalização de negócios é o meio de alcançar objetivos e resultados nos negócios de cada instituição, mas deve estar focado em fornecer benefícios para conduzir as empresas em caminhos mais produtivos e competitivos”. Estou convencido que é um grande desafio, mas é um caminho que precisa ser trilhado com compromisso e dedicação para a sobrevivência de qualquer instituição.

 

Denis Souza

 

Links indicados:

5 PASSOS PARA MONTAR STARTUP DE INOVAÇÃO NA SUA EMPRESA

Muito se fala de inovação através da internet das coisas (IOT), mobilidade, tecnologia e com tudo conectado.

Para você o que significa inovação?

Se buscarmos o significado do verbo INOVAR vamos encontrar algo parecido com: “introduzir novidade em; fazer algo como não era feito antes”

Um dos grandes desafios atuais é inovar utilizando todos os recursos do mundo digital e seus desdobramentos sem perder o controle do que entregamos ainda sob o prisma tradicional porque paga grande parte das nossas contas.

Por outro lado, o futuro do nosso negócio exige cada vez mais olhar adiante e isso significa fazer parte da revolução digital com todas as tecnologias tangíveis da internet das coisas, da velocidade de entrega, da mobilidade e do mundo dos apps.

Porém, imaginar que você pretende inovar sem correr riscos é utópico e a dúvida é o quanto buscar inovação dentro das organizações.

Para entender um pouco mais sobre estas transformações publiquei um artigo sobre o que é TI Bimodal e como criar este modelo da sua empresa (veja aqui o artigo).

Mas muito provavelmente você vai se deparar com novos desafios onde é necessário ir além de criar um modelo para a TI Bimodal. Desafios estes que exigem uma ruptura total ou parcial com os laços da administração tradicional. Neste cenário uma das técnicas é utilizar o modelo de startup dentro da sua empresa.

Para que isso aconteça você precisa garantir os recursos financeiros necessários ao projeto e ter apoio da alta gestão para em seguida criar a startup dentro da sua empresa.

Cito 5 passos principais para implantar o modelo:

  1. Definir os atores (ponto chave) e não deve ser mais do que 8 pessoas;
  2. Definir claramente o foco do que você deseja inovar (nunca perca o foco);
  3. Definir o prazo (jamais ultrapasse 3 meses);
  4. Ter regras claras na condução de cada brainstorming (lembre-se que é algo inovador e não mais uma reunião);
  5. Defina um modelo de gestão do projeto (ex: Canvas, Lean Startup).

Neste modelo a estratégia de imersão é fundamental, ou seja, todos os atores precisam estar engajados para cumprir o objetivo e o prazo estipulado. Na prática significa que no mínimo metade do tempo deles na empresa será para o projeto de inovação.

Criar startup dentro da empresa para resolver problemas, testar novos produtos ou mesmo criar um novo modelo de negócio tem seduzido empresas e universidades por todo o planeta, veja:

  • Em 2012 a Google anunciou o 1º protótipo de carro autônomo e assombrou as mídias com um deficiente visual sentado no assento do motorista com um computador dirigindo. Quatro anos depois veja o quanto já evoluímos com esta inovação? Estamos testando táxi sem motorista em Cingapura!
  • Santa Ana, Califórnia, a água é tratada para ser novamente potável e apesar das polêmicasestamos falando que 330 mil habitantes recebem água tratada e este mesmo projeto de micro purificação atende 600 mil lares e deixa de poluir o mar em cerca de 230 milhões de litros de água. O mundo fala de falta de água potável e temos uma solução em pleno funcionamento!
  • Nesta semana foi divulgado que é possível ler livros fechados. Albert Sanchez e seus colegas do MIT construíram um protótipo de “óculos de raios T” que permite ler livros fechados. Ainda é um protótipo, mas é capaz de ler um texto de até 20 páginas de “profundidade”. Imagine o potencial dessa tecnologia!

Estes 3 casos confirmam que a era do conhecimento é uma imersão nas possibilidades infinitas que o mundo digital nos proporciona e você tem a chance de escolher entre surfar esta nova onda ou sucumbir.

Técnicas como TI Bimodal e startup são caminhos que você tem para a grande transformação que está acontecendo em ritmo cada vez mais veloz e só depende de você disparar o processo de mudança de cultura na sua empresa através da inovação.

Até o próximo post,

Abraços,

 

Inovação: Criando condições favoráveis

Olá pessoal. Tudo bem?

Faz algum tempo que passei aqui pelo blog. Na ocasião, falamos um pouco sobre Inovação e como isso afeta a realidade das organizações como conhecemos hoje. Se não viu, você pode conferir o post AQUI.

Bacana. Então recapitulando: comentamos sobre como tecnologia é um fator importantíssimo na transformação digital, como é importante repensar a organização sobre alguns aspectos. Na ocasião comentei como pessoas são parte importante deste processo e que é fundamental promover a colaboração e interação na organização. Parece simples, mas todos nós sabemos que as organizações possuem seus costumes, sua cultura, suas leis… enfim fatores que dizem muito sobre como a empresa se comporta e como ela responde aos mais variados tipos de eventos em sua estrutura.

Isso posto, nossa proposta hoje é explorar um pouco o como podemos criar ambientes favoráveis para esta colaboração.

Então vamos lá, além de trabalhar no engajamento é importante considerar um espaço físico que delimite este ambiente. Alguns chamam de laboratório, outros de núcleos de aceleração, enfim, não vamos nos prender a termos, mas sim nos conceitos. A ideia é que este espaço permita o compartilhamento de uma missão e valores de uma forma simples e lúdica. Em outras palavras, é de extrema importância que este espaço permita uma visão clara dos desafios que estão propostos em mais de uma dimensão. E claro, o cliente (interno ou externo) no centro.

Além disso a delimitação do espaço serve também para disseminação rápida de conhecimento e aprendizagem, além de um local para o famoso “refresh nas ideias”, quando um assunto parece intransponível.

Você já deve ter feito o link de como tudo isso se relaciona com questões Bimodais, certo? Então percebe que praticamente todos os ambientes da empresa, ou na medida do possível, alguns ambientes da empresa participem de um processo de desencaixe comportamental. Para que novas ideais existam, é preciso um ambiente preparado. É necessário que se estabeleça este modelo de comunicação com o restante da organização. Percebe como isso é um fator de extremo valor, afinal se você pensa em um ambiente colaborativo que vão influenciar as decisões de negócio, entende que se falhas na mensagem ocorrerem danos gravíssimos ao produto ou posicionamento podem ocorrer.

Bom, invariavelmente isso nos remete até aquele passado romântico da tecnologia, onde grandes ideias e organizações nasceram em laboratórios ou garagens. E eu acho isso fantástico. Acredito que vivemos um momento muito parecido como o dos pioneiros que davam seus primeiros passos em um universo de tecnologia (no nosso caso o Digital). Cada um à sua maneira, com seus mais variados desejos, crenças ou inspirações.

E aqui entre nós, eu acho incrivelmente saudável retomar este processo de aprendizado e compartilhamento nas organizações de hoje. Tenho certeza que um olhar para esta linha de raciocínio com base na simplicidade é o que vai transformar o nosso futuro.

1 Abraço!

Fabiano

O Brasil e a transformação dos negóscios

O Brasil e a transformação dos negócios

Afirmar que a aproximação de TI com o negócio é inevitável ou que as empresas precisam passar por uma transformação digital para sobreviverem, é novidade? Não.

Estes assuntos vem sendo debatidos intensamente durante o último ano pelos mais variados institutos de pesquisa e  consultorias ao redor do mundo. Mas e o Brasil nesta história?

Uma recente pesquisa realizada pelo IDC com 150 empresas brasileiras de médio e grande porte mostra como durante o último ano a redução de custos da empresa perdeu importância, ao mesmo tempo que a introdução de novos produtos no mercado ganhou mais peso.

É verdade que para muitas empresas o olhar ainda é de curto prazo e com foco em oportunidades relacionadas a produtos, mas o movimento tem aumentado e será inevitável que um processo mais amplo de transformação aconteça.

Empresas digitais, que são ágeis por natureza, não conseguem conviver com excesso de controle, com estruturas verticalizadas e centralização de decisões.

Empresas digitais se aproveitam de um mundo hiperconectado ao invés de evitá-lo, o que faz com que investimento em iniciativas como Cloud Computing, Big Data e Segurança tornem-se foco.

Para se ter ideia, a quantidade de empresas com iniciativas mobile dentro delas chega a 68%. Sessenta e oito!

Isto significa que o Brasil está no mesmo ritmo do restante do mundo? não.
A infraestrutura tradicional de TI ainda concentra 63% do orçamento das empresas, contra apenas 6% em cloud (base de sustentação para a transformação digital), mas a boa notícia é que os investimentos em computação em nuvem no Brasil tem crescido muito, estando presente em 37,4% das iniciativas das empresas este ano.

Ao que tudo indica, CIOs e líderes de TI tem entendido quão importante é tornar suas áreas mais ágeis e flexíveis, ao mesmo tempo que garantem estabilidade e segurança dos sistemas.

Inovação: Reinventando a organização

Peter Thiel começa seu livro Zero to One com a seguinte citação: “Cada momento nos negócios acontece uma só vez”.
Agora, pense nisso por alguns instantes.

Aqui no Blog, já conversamos com você sobre transformação digital e como isso deve mudar o comportamento das organizações. Tudo aquilo que era considerado o estado da arte tende a ficar obsoleto rapidamente.
Não estamos falando simplesmente de uma transformação de TI, mas sim de uma transformação cultural. A maneira como a organização passa a gerar valor para seus clientes está intimamente ligada em como ela compreende seu ecossistema e consegue antecipar tendências.

Tecnologia é uma arte. A arte de prover soluções para problemas de qualquer natureza.
Gosto de pensar desta forma e trazer para presente, onde as organizações já pensam TI em suas mais váriadas formas: sustentação, algumas vezes o próprio negócio ou o impulso que vai reinventar a própria Organização. Quem sabe até o Mercado!

Naturalmente vamos falar mais e mais de convergência e automação de todas as camadas, de como as empresas vão ver seus dados como um recurso a ser explorado para obter insights, inovação, gerar novas oportunidades e também o lucro. Tudo isso sustentado por um modelo de inteligência e detecção de ameaças ou mesmo tendências, que só vão acelerando na medida que novos padrões são desenvolvidos.

E neste espaço já apresentamos algumas ferramentas e métodos que entre outras ganhos vão promover uma adequada gestão do conhecimento, afinal, somente com conhecimento que se consegue identificar se os processos e tecnologias estão alinhados com os objetivos da organização, ou se estão terrivelmente longe (assunto para outro post).
Então ser digital também é ter um olhar tecnológico e crítico para as estratégias de negócio.

E como estimular este potencial? Pessoas, cultura e ambiente.

Sua estratégia de transformação passa pelas pessoas. São elas que vão apoiar sua decisão de tecnologia, promovendo o engajamento necessário para este processo de transformação. Em outras palavras, a gestão destas mudança e comunicação adequada vai te ajudar a reduzir riscos nos processos que afetam os negócios e tecnologia.
Comunique seus objetivos de forma clara, estimule o time a pensar diferente.
Entenda que toda organização é única. É um sistema complexo, mas que vai se adaptar ao que você promover internamente. Mova as peças chaves. Quebre o paradigma de que apenas manter os sistemas funcionando é o único papel da TI.

Agregue, promova. Coloque os talentos para interagir.

Desenvolva a cultura de colaboração. Estimule a cocriação e a exploração de métodos e outros mercados.
Relembrando como iniciamos, “Cada momento nos negócios acontece uma só vez”. Tenha em mente que agir no momento certo, é o que define o futuro da maioria das organizações. E isso será crucial para qualquer time de TI.