Antes que seja tarde

Por que o comportamento do consumidor importa na transformação digital dos negócios?

Durante boa parte do ano de 2015 e o ano todo de 2016, vimos o tema “transformação digital” virar “mainstream” entre as empresas.

Em 2016, porém, o “buzz” em torno do assunto ficou mais claro pela mudança rápida em mercados consolidados como TV por assinatura, Taxi e instituições financeiras.

Serviços disruptivos como Netflix, Uber e as Fintechs mudaram a forma como nos relacionamos com empresas e ficou claro que é um processo sem volta. Quem detém o poder, o consumidor, decidiu experimentar e percebeu que as novas opções agradam mais.

O mercado sabe disso e reage na mesma velocidade. Não à toa, um estudo realizado pela BCG apontou que dos US$ 96 bilhões levantados em fundos de capital de risco desde a virada do século, US$ 4 bilhões foram especificamente para fintechs do mercado de capital.

Para se ter ideia do peso da transformação digital, a Fitch Ratings avaliou que as Fintechs não ocuparão o espaço dos bancos – não por que não tem relevância para o consumidor, mas sim por que as instituições financeiras, percebendo a mudança do mercado, estão mudando e dando muito mais peso para suas estratégias de atuação digital.

Mas por que o comportamento do consumidor importa?

Os institutos de pesquisa alertavam anos antes para a transformação digital que o mundo está passando e que as empresas precisavam se adaptar, sob o risco de se tornarem irrelevantes.

Mas digital pelo digital não importa.

Digital só importa à medida que o comportamento do cliente muda e isso passa a fazer sentido para ele.

Quando uma empresa de café em capsulas decide lançar uma cafeteira que permite que você programe, de qualquer lugar do mundo, o horário que seu café deve ser preparado, para você chegar em casa e encontrar ele pronto e quente na xícara, não estamos falando de simplesmente agregar uma função nova em um produto, mas sim em como melhorar a experiência de consumo usando a vantagem do mundo hiperconectado.

Casos mais clássicos como da Netflix também são sintomáticos: As pessoas têm perfis e rotinas diferentes. Por que tentar enquadrá-las em um padrão, se é possível entregar conteúdo de acordo com suas preferências, na hora que ela deseja? Experiência de consumo elevada à décima potência.

No mundo B2B não é diferente.

Saber quem influencia, quem decide e quem autoriza a compra dentro de qualquer processo de compras é trivial dentro do comercial e marketing, porém, isso não diz nada a respeito da experiência do cliente.

Entender como este mundo hiperconectado afeta a rotina dos envolvidos e dos seus clientes é que muda tudo.

Por isso, para convencer de que a transformação digital dos negócios é importante, antes entenda como é a jornada do seu cliente e como ela impacta a forma como ele interage com seu negócio. Antes que seja tarde.

Machine learning e Inteligência Artificial 5 dicas na visão de um desenvolvedor.

  1. Qual é o primeiro passo para um desenvolvedor iniciar em Inteligência Artificial e Machine Learning?

Estudar. É importante compreender fundamentalmente os algoritmos que você estará usando, caso contrário, cada método de Machine Learning é uma caixa preta. Então tente fazer projetos ML, como competições Kaggle, onde você tem uma definição clara do que você está tentando aprender – como um algoritmo específico ou kit de ferramentas. Você vai falhar, muitas vezes, mas é assim que melhor aprender ML técnicas.

 

  1. Quais são os principais processos de criação para o Machine Learning?

O primeiro e mais importante passo é entender o problema que você está tentando resolver. Quais são as entradas e saídas desejadas? Quais são os dados? Completamente compreender os dados, antes de experimentar com algoritmos. Caso contrário, você pode ter nenhuma confiança realista na qualidade do resultado ou confiabilidade. Você provavelmente também precisará pré-processar e transformar os dados, e talvez obter mais dados. O próximo passo no processo ML é considerar os algoritmos e métodos que você tem à sua disposição. Para os algoritmos que são adequados para o seu problema e dados, existem muitos critérios a considerar, tais como fiabilidade, eficiência, escalabilidade, e assim por diante.

 

Os principais pontos são:

  • Defina o problema;
  • Analisar e preparar os dados;
  • Selecionar algoritmos;
  • Execute e avalie os algoritmos;
  • Melhore os resultados com experimentos focalizados;
  • Finalizar resultados com ajuste fino.

 

  1. Quais são as melhores ferramentas ou plataformas de machine learning para desenvolvedores?

Isso realmente depende de quais problemas você está tentando resolver, especificamente os dados que você está lidando. Dito isto, open-source reina supremo. Existem muitos kits de ferramentas de alta qualidade e de código aberto para aprendizado de máquinas para que os desenvolvedores aproveitem e as comunidades são ativas e úteis. No mundo Python, eu realmente gosto Scikit-learn para a sua ampla gama de aprendizagem de máquinas e ferramentas de análise de dados. Pela mesma razão que eu gosto mlpack para C + + desenvolvedores. O NLTK é um go to para métodos e dados de processamento de linguagem natural (PNL), embora os pacotes de aprendizagem profunda implementem algoritmos de PNL de alta qualidade. Se você está tentando fazer análises de streaming, NuPIC é melhor. É o estado da arte da AI, com um incrível repositório e comunidade, e implementado em Python, C ++, Java e Flink. Especificamente para aprendizagem profunda, estamos vendo um monte de estruturas boas e rápidas: confira Theano, Neon ou TensorFlow do Google. Em Java, eu recomendo altamente deeplearning4j.  É aprendizagem profunda de ferramentas de machine learning, escrito por alguns engenheiros muito espertos. 🙂

 

  1. Qual seria atualmente a linguagem de programação recomendada para ML para desenvolvedores?

Python, sem dúvida. A maioria dos kits de ferramentas de aprendizado e análise de dados estão em Python e tem uma comunidade enorme e útil. Os métodos avançados, como HTM e aprendizagem profunda são muitas vezes implementados em Python.

 

  1. Como o machine learning é diferente da machine intelligence?

ML está construindo sistemas de software que visam melhorar com experiência. Algoritmos de ML executam tarefas específicas e estreitas, como jogar um determinado jogo. Um exemplo é a aprendizagem profunda ou algoritmos de clustering. MI é a manifestação de software da inteligência: não a capacidade de realizar uma tarefa específica, mas sim a capacidade de descobrir a estrutura no mundo através da interação sensório-motor e, em seguida, usar esse conhecimento para atingir objetivos. Talvez uma definição mais clara de MI seja através de seus requisitos: a máquina deve aprender a partir de fluxos de dados sem rótulos, continuamente, ao fazer previsões, detectar anomalias e fazer classificação, ou seja, o que o cérebro humano faz.

 

Grande abraços e até a próxima.

Luiz Eduardo

 

Tecnologias disruptivas, negócios incrementais

Se você observar os cursos da moda, os termos mais procurados e os últimos livros dos gurus, uma palavra recorrente certamente estará presente: inovação. É certo que não se trata de uma business word recente, ela já está por ai há algum tempo. Mas se antes era um diferencial, hoje é um mandatório para a sobrevivência no mercado.

Design Thinking, Lean Startup, Agile, Lean Innovation, tecnologias emergentes. Todos os métodos possíveis para ter um insight inovador, transformador. Mas analisando o índice global de inovação, nós figuramos na 69ª posição, com um índice de 34,87, atrás do México, Tailândia e Vietnã (Global Innovation Index – 2015). Apesar de contarmos com problemas de políticas públicas de incentivo, um sistema tributário complexo e dimensões continentais desiguais pensam demais, mas estes seriam os únicos fatores que impendem o mercado de se colocar numa melhor posição?

No filme Holywoodiano “O Grande Truque”, o personagem de Nikola Tesla diz: “ A sociedade só permite que você inove uma vez”.  O quão aberto estamos realmente para inovação?

Além das tecnologias emergentes e o desafio da transformação, nós vivemos talvez o que seja o segundo maior conflito de gerações (sendo o primeiro entre os baby boomers e a geração X). A vanguarda e o desenvolvimento tecnológico estão cada vez mais sob domínio de uma geração com menor idade – como a geração Z. Porém as diretorias e altas posições executivas e estratégicas, em sua grande maioria, são ocupadas pela geração X e baby boomers. O que não seria um problema potencial se as gerações conseguissem gerar a sinergia necessária para aproveitar o melhor de todo o aprendizado que marcaram suas gerações.

As gerações Y (milennials) e Z cresceram em um ambiente completamente diferente de seus pais, com uma economia recessa, ameaça de terrorismo global e escassez de recursos naturais. Elas são movidas por propósitos, muito além de números, e ambas tem um poder concentrado de influência sobre compras. A geração Z tem um espírito completamente empreendedor, e por terem crescido em um ambiente completamente digital, valorizam as comunicações pessoais e as relações humanas, muito mais que a geração Y (Gen Y and Gen Z Global Workplace Expectations Study, 2014).

Onde tudo isso se encaixa com a inovação?

Assim como no ambiente de trabalho, onde tentamos encaixar, a geração questionadora e insatisfeita, dentro de companhias com forma de trabalho, comunicação e hierarquias ultrapassadas, nós utilizamos tecnologias inovadoras em negócios antigos, apenas lhe conferindo agilidade e uma roupagem nova. Para inovar de verdade é preciso primeiro entender os anseios e fatores motivadores do mercado. O consumidor de hoje está muito mais antenado na ética, honestidade, relacionamento e comprometimento das empresas, são preocupados com o meio ambiente, sustentabilidade e com a própria saúde, um fator que demonstra isso é que mesmo diante de um mercado recessivo, o mercado de orgânicos tenha dobrado no Brasil no último ano.

Elon Musk, na sua entrevista ao TED Talks, quando questionado sobre o “ingrediente secreto” da sua brilhante capacidade de inovar, em projetos fantasticamente diferentes, do qual o próprio entrevistador destaca a visão transversal entre design, tecnologia e negocio e a confiança de desenvolvê-los, atribui este sucesso ao “framework” utilizado para solucionar os problemas, onde ele diz: “É a física. Sabe, é o tipo de raciocínio com princípios básicos. O que eu quero dizer com isto é: traga as coisas para a suas verdades fundamentais e raciocine a partir daí, em oposição à raciocinar por analogia. Na maior parte do tempo estamos raciocinando por analogia, que basicamente significa copiar o que as outras pessoas fazem com pequenas variações. E você tem que fazer isso, senão do contrário seria impossível viver o dia a dia. Mas quando você quer fazer algo novo, você tem que aplicar a abordagem da física. Física é na verdade imaginar como descobrir coisas novas que são contra intuitivas.”

Domine os anseios e problemas do seu mercado, experimente ser seu cliente. E seja capaz de responder qual o caminho mais rápido e seguro para atender esta demanda. Como torná-la acessível? Quais tecnologias podem te apoiar hoje? Quais princípios fundamentais regem este problema? E somente esteja aberto quando as respostas surgirem.

 

Mais em:

https://www.globalinnovationindex.org/gii-2016-report

http://millennialbranding.com/2014/geny-genz-global-workplace-expectations-study/

 

Preciso mesmo complicar para inovar?

Depois de 20 anos trabalhando ininterruptamente com Web (e inexoravelmente com a TI ao seu redor) e acompanhando praticamente como tudo começou, como está evoluindo e para onde vai, você se sente confortável para falar do assunto com algum conhecimento de causa. Afirmo com segurança que, nesse tempo todo, a palavra que mais ouvi foi “inovação”. Eu sei: inovar não é ato exclusivo de TI. A NASA, por exemplo, a tem em seu DNA e mostrou sua importância durante a Corrida Espacial, no século passado. E não só ela, mas também a antiga (e rival) União Soviética. A partir de 1760, em outro exemplo contundente, a própria Revolução Industrial foi um marco em inovação que moldou tecnologia, indústria, comércio, relações humanas e processos de forma indelével.

Uma busca simples pelo termo “inovação” no Google retorna, sem maiores refinamentos, 102 milhões de resultados. Em inglês, “innovation” aparece 448 milhões. Ok, desconte as empresas que possuem a palavra no Nome Fantasia por puro modismo e mesmo assim temos um indicador da importância da palavra.

Fica claro, portanto, porque existem tantos mantras que utilizam essa palavra, a maioria deles compelindo pessoas, processos e empresas a serem sempre criativos, revolucionários, visionários. Algumas vezes de forma orgânica, fluida, inerente ao seu modus operandi; outras, de forma paranoica, obstinada e atabalhoada. Esse é o momento em que ela começa a trabalhar contra tudo aquilo para o qual deveria servir; é quando a inovação complica ao invés de descomplicar.

Quando falo de complicar estou me referindo àquele modelo de inovação que parte da premissa “Preciso inovar, e para isso eu tenho que criar algo mirabolante”. Não consigo conceber uma conexão que justifique que inovar significa inventar algo hiperbólico. Para mim, na verdade, deve ser o contrário: uma das funções importante da inovação (entre tantas outras) é simplificar e obter resultados maiores e melhores com cada vez mais simplicidade.

Recentemente li um artigo médico que unia os conceitos de inovação com IoT. O tom do artigo era utópico, com ares de ficção científica, e concluía com algo do tipo “ansiamos por um dia em que inventarão ferramentas que, conectadas e acessíveis remotamente, possam informar o estado de um paciente de maneira ativa, nas quais poderemos intervir prontamente mesmo à distância”. Do ponto de vista da inovação, o autor se mostrou um romântico adepto da complicação: precisamos realmente criar algo que ainda não existe para atingir algum estágio inovador? Não seria inovador o suficiente criar não um novo monitor cardíaco que converse com a Web, mas apenas um acessório que se conecte aos já existentes, para atender dentro dos conceitos de IoT?  O fato é que a adoção do pensamento inovador não deve se ater exclusivamente à criação de algo novo, mas também à revisão de processos, fossilizados pelo tempo. O que nos faz entender porque, então, ainda encontramos resistência: por causa do fator intangibilidade. Pensar a inovação de forma complicada leva à intangibilidade, ao inacessível, através da seguinte inferência:

SE Para inovar eu tenho que (re) inventar algo do zero
E (re) inventar algo do zero demora e dá trabalho.
E se demora, não se paga e não gera resultado a curto prazo.
PORTANTO não é viável inovar”.

 Um exemplo clássico que mostra o quanto inovar não é apenas inventar: o mesmo programa espacial da NASA do século passado, que citei mais acima, deparou-se com o seguinte problema: como fazer funcionar uma caneta em ambiente de micro gravidade? E milhares de dólares foram investidos para criar uma caneta que permitisse aos astronautas escrever em ambiente tão inóspito. Dinheiro empreendido, resultado não obtido: as canetas inventadas não funcionavam, a despeito de tanta reinvenção e verba investida. O que o programa rival e contemporâneo soviético fez para resolver o mesmo problema? Utilizou lápis no lugar das canetas (um agradecimento aqui ao Marco Antônio Tangari por ter me lembrado desse caso). Isso também é inovação!

Não quero me fixar à ideia de que inovar é apenas criar ajustes e acessórios ao que já existe, mas que TAMBÉM É. E que ao pensar uma forma de simplificar um processo, mesmo que você utilize recursos que já existem (como o lápis para os soviéticos) você pode eliminar o ranço que te desmotivaria a inovar.

Marcelo Simonka.

 

O futuro é exponencial

  Sempre quando ouço falar sobre bitcoin lembro do livro Reconhecimento de Padrões, do William Gibson – famoso pela trilogia Sprawl, inspiração de Matrix – onde, em 2003, ele já especulava que a utilização de dinheiro em papel seria considerada ilegal. Ao analisar as possibilidades de utilização do blockchain (“livro-contábil” em banco de dados distribuídos público) nos faz sentir personagens de um enredo cyberpunk de verdade.

As possibilidades de desintermediação são quase infinitas, ainda mais quando associadas à outras tecnologias emergentes do mercado digital, como internet das coisas, machine learning, inteligência artificial, realidade virtual e realidade aumentada, e há aplicabilidade tanto para soluções financeiras como não financeiras. Hoje  as mais diversas iniciativas globais com o objetivo de desburocratizar os sistemas, oferecer segurança, transparência e conexões diretas entre consumidores e fornecedores, população e governo, usuários e devices.

Em quase todas as transações financeiras ou de confiança, um terceiro é responsável por validar e intermediar o processo, como instituições financeiras, cartórios e autoridades certificadoras (no caso de certificados digitais), o blockchain substitui todas elas através da criptografia e assinaturas com histórico de transações, através de um “livro-contábil” público distribuído entre os nós da rede que validam a origem, o destino e a ordem em que as transações ocorreram por meio de hashs, timestamp e recursos computacionais utilizados no processo.

No primeiro relatório do World Ecomomic Fórum para a disrupção ou  4º revolução – Deep Shift – coloca o blockchain no centro dos 6 grandes tópicos das mudanças, com foco principal em economia compartilhada e confiança distribuída, e prevê que até 2027 o uso do blockchain seja massivo globalmente. De olho nesse mercado, e atento as mudanças, não só do modelo de negócio, mas da própria característica fundamental de sua existência (como a alavancagem do dinheiro, inflação e derivativos) os setenta maiores bancos do mundo formaram em 2014 o consórcio R3 Cev, com o objetivo de construir e capacitar a próxima geração de serviços financeiros como contratos inteligentes, confiança distribuída e investimento em startups de serviços financeiros. Mas esse não é o único mercado de olho no poder do blockchain. Há desde compartilhamento de arquivos, contratos inteligentes, transparência na governabilidade à emissão de cidadania utilizando hoje a tecnologia que promete revolucionar não só a nossa relação como consumidores, mas a nossa própria noção de comunidade global e divisões geopolíticas:

Bitnation é uma estrutura governamental baseado em blockchain – um país na internet -, capaz de oferecer serviços como cartórios, segurança baseados em análise de risco, monitoração gps, resposta à eventos de emergências, imagens de lugares inacessíveis ou inseguros via drone, proteção e assistência médica, serviços à refugiados em parceria com a ACNUR, ACNUDH e UNPO, educação, entre outros.

Slock é uma fechadura inteligente, que possibilita, por exemplo, o aluguel de um quarto de hotel ou casa consultando a disponibilidade do local direto no device, efetuar a reserva e a transferência de criptomoeda diretamente à fechadura. E esta pode, por exemplo, efetuar a avaliação da sua própria funcionalidade, abrir um chamado de conserto e dividir os lucros entre os proprietários através de contratos inteligentes.

O mesmo será possível com os carros autônomos.

Para ir  além das soluções futuristas existem milhões de possibilidades práticas que dão transparência e agilidade aos processos burocráticos atuais como serviços governamentais de identificação, registro de propriedade, registro de novas empresas, consulta à população, decisões judiciárias, prescrições médicas, votos, pagamentos de taxas e impostos, tudo via internet, com soluções blockchain, que hoje já estão disponíveis na Estônia, o e-Estônia.

Através de contratos inteligentes é possível executar automaticamente as cobranças e divisões de lucros das cláusulas de um contrato, atividade com grande aplicabilidade na indústria fonográfica e serviço de stream, por exemplo.

Da agenda do médico à carteira de motorista, do reconhecimento de assinatura ao fechamento de um contrato, do aluguel da casa à emissão de um passaporte, onde o blockchain pode revolucionar a sua vida hoje?

Mais informações em:

 https://www.weforum.org/reports/deep-shift-technology-tipping-points-and-societal-impact/

http://www.r3cev.com/

https://smartcontract.com/

Abraços,

Ana Paula

 

 

Design Thinking- Parte 1 (Vídeo)

Olá pessoal, tudo bem?

No meu post anterior eu apresentei a vocês o Design Thinking, essa nova forma de se resolver problemas, buscar inovações e fazer gestão empresarial.

Agora que já sabemos o que é o Design Thinking, chegou a hora de ver como utilizá-lo.

Como o assunto é bem vasto, irei dividir o artigo em duas partes:

Parte I – Introdução, Etapas preliminares e Imersão;

Parte II – Análise e síntese, Ideação e Prototipação.

A segunda parte do artigo irá ao ar posteriormente aqui no blog, então fique antenado aqui e não deixe de  comentar sobre o vídeo, curtir e compartilhar!

Grande abraço!

Pode colocar seu fone e aproveitar todo o conteúdo que o Leandro Shimoda fez  com exclusividade para todos os assinantes . Clique no play e confira.

 

Admirável Mundo Novo

Olá pessoal! Tudo bem?

Vou dividir uma coisa com vocês. Estes dias eu comentava com alguns colegas aqui no UOLDIVEO sobre o espaço-tempo, seus eventos, variedades e como usar este sistema de coordenadas para definir um acontecimento. Brincadeira. Mas existe sim um momento místico, onde ocorre uma curva no espaço-tempo, de forma totalmente aleatória (na verdade é normalmente depois das 19:00hs) onde alguém lança uma ideia e isso vira uma excelente discussão, o que muitas vezes geram bons insights para o nosso banco de ideias.

Em uma destas “sessões filosóficas”, falávamos um pouco de um vetor importante da Transformação Digital, o famoso IoT, ou Internet das Coisas.

Aliás, aí está um termo que eu acho que soa melhor em português. Internet das Coisas.

Na ocasião, discutíamos sobre Smart Cities, e a quantidade de dados que elas vão gerar. Também discutíamos como o Marketing poderá se apropriar disso para expandir seus P’s e garantir que os clientes tenham a melhor experiência possível com um determinado produto. Enumerávamos quais industrias poderiam ser “Uberizadas” e claro, como tudo isso mudaria nossas relações, seja entre humanos, humano e máquina ou máquina a máquina (M2M). Lembram-se que no post passado eu falei que parte do nosso trabalho no UOLDIVEO é pensar no mundo de amanhã certo?

Mas esta discussão tomou outro rumo. Segurança. É verdade que ando meio obcecado pelas possibilidades que vão se desdobrar neste universo da Internet das Coisas, e sendo muito sincero com vocês, ando pensando sobre isso nas últimas semanas, em especial desde aquele ataque DDoS de 1Tbps que aconteceu em setembro ocasionado por Smart Devices e agora em outubro, o caso dos DNS’s da Dyn.

Ok, em especial este último caso, as análises ainda não foram concluídas, mas tudo levou a crer que que sua origem foi de uma IoT Botnet, assim como o caso da OVH. Pois é, as cyber weapons do futuro são exatamente que vocês estão pensando. Sabe aquela sensação de olhar para sua TV ou para o seu Raspberry e pensar: “Eu não acredito que vocês estão se envolvendo com este tipo de coisa…”. Parece brincadeira né?

Você já deve ter lido em algum lugar sobre o futuro, sobre essa nova realidade,  O Gartner já estimou que serão 6.4 Bilhões de novos dispositivos conectados até o final de 2016, e certamente podemos esperar um número superior a 20 Bilhões até o final de 2020. O impacto disso em nossas vidas será sem tamanho, e de mais de uma maneira. Agora imagine que todos estes dispositivos podem não ser seguros o suficiente… . Não, o futuro não é um lugar sombrio, é só diferente. Mas não posso deixar de dizer que eu acho muito interessante viver este momento, participar e explorar estas novas possibilidades.

Sim, é bacana, mas ainda existe muito trabalho, estudo e discussões a serem feitos. É fato que já existem pesquisas e práticas de hardening para Internet das Coisas, além de debates sobre como fabricantes e consumidores precisam se preparar e encarar estas questões. Talvez até desenvolvimento de uma cultura. É uma preparação para o desconhecido, e que exige a nossa atenção para que estes eventos tenham seus impactos diminuídos. Claro, isso pede que todos os envolvidos estejam engajados com as mais melhores práticas de segurança.

Mas encare a realidade. Para a maioria dos especialistas em segurança tudo isso não é novidade. Há algum tempo, temos dados que nos levam a compreender que existem brechas de segurança quando trazemos novos elementos conectados para nossa estrutura. Mas será que corremos mesmo o risco de um futuro caótico? Alguma coisa no meio Aldous Huxley ou William Gibson? Isso eu não sei dizer, mas te devolvo com uma outra pergunta: alguma vez a inovação foi vista de outra forma? Certo ou errado, a verdade é que daqui para a frente você não deveria olhar para uma câmera CCTV, uma Smart TV, um carro autônomo ou quem sabe para a sua geladeira, com os mesmos olhos…

Por hoje é isso.
Abraços!

Fabiano

Qualidade “mente aberta”: inovando com conceitos simples

Os profissionais de Qualidade acordam todos os dias regidos pelo mesmo mantra: “Melhorar performance para melhorar a entrega, para melhorar resultados”. Sim, é simples, mas não simplório. Assim, nada mais natural do que esses profissionais trabalharem orientados à inovação, certo? Nem sempre…

Lá atrás, quando se começou a falar da importância de inovação para a sobrevivência e boa saúde das empresas (e isso não vale apenas para empresas de tecnologia), convencionou-se rotular que, eventualmente, a inovação não “colava” por causa da resistência dos profissionais que deveriam promove-la ou aplica-la. Concordo que até certo momento, sim. Mas então a velocidade das novidades, parte importante do combustível que alimenta a inovação aumentou vertiginosa e exponencialmente. E o que era resistência ontem se tornou incapacidade de acompanhar o raciocínio hoje.

Uma pequena metáfora para explicar essa incapacidade a que me refiro: se você tem ao menos 40 anos hoje, conheceu um famoso personagem de videogames dos anos 1980: Pac-Man. Ele era uma bolota amarela dotada de boca e apetite que percorria um labirinto 2D, devorando tudo à sua frente. Seu deslocamento era para cima e para baixo, para direita e para esquerda. E esse era seu mundo, seu horizonte (ou seja, eixos X e Y).  Um dia, o encanador Mario (em versão moderna, aquela que habita o mundo dos gráficos impressionantes das novas plataformas de games) cruza com Pac-Man e tenta lhe explicar as maravilhas do mundo 3D, que existe a profundidade do eixo Z e que sua sobrevivência no universo dos games depende dessa compreensão. Não consegue, e ainda é chamado de louco.

pacman3

 

Metáforas à parte, atualizar seu horizonte é o primeiro passo para alçar vôos mais arrojados. Descomplique, e comece simples:

  • PENSE EM INTERCOLABORAÇÃO!
    Ilhas possuem ecossistemas próprios, nada simbióticos com outros. Acabe com as ilhas, sejam clusters de informação ou departamentos isolados com sistemas próprios e estanques: crie pontes entre elas através de processos colaborativos e empáticos (onde todos compartilham e comungam as necessidades de todos). Já ouviu falar em UCaaS (Unified Communications as a Service)? A partir desse modelo é possível integrar sistemas e comunicação entre várias áreas de forma local ou remota, inclusive Fornecedores e Clientes, ganhando agilidade no relacionamento, centralização de informação real (up to date) e principalmente incentivando novos fluxos de informação a nascerem espontaneamente.
  • PENSE EM FERRAMENTAS!

A não ser que você seja o “Mago da Planilha” e um líder seguido fanaticamente, acredite: inovar em ferramentas é mandatório! E não apenas em termos de programas e aplicativos, mas também em formas de acesso a elas e à informação. As realidades de hoje, com grande aderência ao conceito de UCaaS, passam invariavelmente por siglas não apenas descoladas mas importantes, tais como BYOD (Bring your own Device), BYOA (Bring your own App) e, por que não, BYOC (Bring your own Cloud) e até IoT. (a famosa Internet das Coisas)… Se a estratégia de interação entre elas estiver bem desenhada, os dados mantidos íntegros e atualizados e a segurança da informação estiver garantida, você já terá começado com o pé direito. Uma gama de ferramentas na Nuvem estão aí implorando por sua atenção, e provavelmente você não está dando atenção: repositórios de informação, ferramentas de produtividade, extensão de aplicações para celulares e tablets, testadores remotos (Testing as a Service, ou TaaS), simuladores e emuladores de ambientes de produção. Quanto menos restrição ao acesso e manipulação da informação, sempre amparado pelas melhores práticas de segurança, melhor!

 

  • PENSE DE FORMA EMPÁTICA!

Coloque-se no lugar dos envolvidos ao promover algo. Saber falar a língua dos outros e principalmente, saber suas dores, suas qualidades, seus limites e defeitos te ajudará a promover uma estratégia de mudança e inovação aderente. Falar “tecnês” ao promover a inovação com o setor de Faturamento, por exemplo, não renderá frutos, só perplexidade.

  • PENSE EM MEDIR RESULTADOS A CURTÍSSIMO PRAZO!
    De nada adianta promover mudanças se não se pode medir seus resultados. A partir deles é possível definir se o rumo está correto (e então acelerar nessa direção) ou revê-lo antes que seja tarde demais (e você se perca). Em paralelo, prepare-se para mudanças constantes das regras do jogo.

Em meus próximos posts pretendo avançar um pouco mais em cada um desses conceitos, e derivar novos a partir deles. Enquanto isso, o desafio de explicar ao Pac-Man o que é um mundo 3D continua vivo, pois sua existência depende desse entendimento e aceitação. O primeiro passo foi dado.

Até breve,

Marcelo Simonka

 

 

5 PASSOS PARA MONTAR STARTUP DE INOVAÇÃO NA SUA EMPRESA

Muito se fala de inovação através da internet das coisas (IOT), mobilidade, tecnologia e com tudo conectado.

Para você o que significa inovação?

Se buscarmos o significado do verbo INOVAR vamos encontrar algo parecido com: “introduzir novidade em; fazer algo como não era feito antes”

Um dos grandes desafios atuais é inovar utilizando todos os recursos do mundo digital e seus desdobramentos sem perder o controle do que entregamos ainda sob o prisma tradicional porque paga grande parte das nossas contas.

Por outro lado, o futuro do nosso negócio exige cada vez mais olhar adiante e isso significa fazer parte da revolução digital com todas as tecnologias tangíveis da internet das coisas, da velocidade de entrega, da mobilidade e do mundo dos apps.

Porém, imaginar que você pretende inovar sem correr riscos é utópico e a dúvida é o quanto buscar inovação dentro das organizações.

Para entender um pouco mais sobre estas transformações publiquei um artigo sobre o que é TI Bimodal e como criar este modelo da sua empresa (veja aqui o artigo).

Mas muito provavelmente você vai se deparar com novos desafios onde é necessário ir além de criar um modelo para a TI Bimodal. Desafios estes que exigem uma ruptura total ou parcial com os laços da administração tradicional. Neste cenário uma das técnicas é utilizar o modelo de startup dentro da sua empresa.

Para que isso aconteça você precisa garantir os recursos financeiros necessários ao projeto e ter apoio da alta gestão para em seguida criar a startup dentro da sua empresa.

Cito 5 passos principais para implantar o modelo:

  1. Definir os atores (ponto chave) e não deve ser mais do que 8 pessoas;
  2. Definir claramente o foco do que você deseja inovar (nunca perca o foco);
  3. Definir o prazo (jamais ultrapasse 3 meses);
  4. Ter regras claras na condução de cada brainstorming (lembre-se que é algo inovador e não mais uma reunião);
  5. Defina um modelo de gestão do projeto (ex: Canvas, Lean Startup).

Neste modelo a estratégia de imersão é fundamental, ou seja, todos os atores precisam estar engajados para cumprir o objetivo e o prazo estipulado. Na prática significa que no mínimo metade do tempo deles na empresa será para o projeto de inovação.

Criar startup dentro da empresa para resolver problemas, testar novos produtos ou mesmo criar um novo modelo de negócio tem seduzido empresas e universidades por todo o planeta, veja:

  • Em 2012 a Google anunciou o 1º protótipo de carro autônomo e assombrou as mídias com um deficiente visual sentado no assento do motorista com um computador dirigindo. Quatro anos depois veja o quanto já evoluímos com esta inovação? Estamos testando táxi sem motorista em Cingapura!
  • Santa Ana, Califórnia, a água é tratada para ser novamente potável e apesar das polêmicasestamos falando que 330 mil habitantes recebem água tratada e este mesmo projeto de micro purificação atende 600 mil lares e deixa de poluir o mar em cerca de 230 milhões de litros de água. O mundo fala de falta de água potável e temos uma solução em pleno funcionamento!
  • Nesta semana foi divulgado que é possível ler livros fechados. Albert Sanchez e seus colegas do MIT construíram um protótipo de “óculos de raios T” que permite ler livros fechados. Ainda é um protótipo, mas é capaz de ler um texto de até 20 páginas de “profundidade”. Imagine o potencial dessa tecnologia!

Estes 3 casos confirmam que a era do conhecimento é uma imersão nas possibilidades infinitas que o mundo digital nos proporciona e você tem a chance de escolher entre surfar esta nova onda ou sucumbir.

Técnicas como TI Bimodal e startup são caminhos que você tem para a grande transformação que está acontecendo em ritmo cada vez mais veloz e só depende de você disparar o processo de mudança de cultura na sua empresa através da inovação.

Até o próximo post,

Abraços,

 

Inovação: Criando condições favoráveis

Olá pessoal. Tudo bem?

Faz algum tempo que passei aqui pelo blog. Na ocasião, falamos um pouco sobre Inovação e como isso afeta a realidade das organizações como conhecemos hoje. Se não viu, você pode conferir o post AQUI.

Bacana. Então recapitulando: comentamos sobre como tecnologia é um fator importantíssimo na transformação digital, como é importante repensar a organização sobre alguns aspectos. Na ocasião comentei como pessoas são parte importante deste processo e que é fundamental promover a colaboração e interação na organização. Parece simples, mas todos nós sabemos que as organizações possuem seus costumes, sua cultura, suas leis… enfim fatores que dizem muito sobre como a empresa se comporta e como ela responde aos mais variados tipos de eventos em sua estrutura.

Isso posto, nossa proposta hoje é explorar um pouco o como podemos criar ambientes favoráveis para esta colaboração.

Então vamos lá, além de trabalhar no engajamento é importante considerar um espaço físico que delimite este ambiente. Alguns chamam de laboratório, outros de núcleos de aceleração, enfim, não vamos nos prender a termos, mas sim nos conceitos. A ideia é que este espaço permita o compartilhamento de uma missão e valores de uma forma simples e lúdica. Em outras palavras, é de extrema importância que este espaço permita uma visão clara dos desafios que estão propostos em mais de uma dimensão. E claro, o cliente (interno ou externo) no centro.

Além disso a delimitação do espaço serve também para disseminação rápida de conhecimento e aprendizagem, além de um local para o famoso “refresh nas ideias”, quando um assunto parece intransponível.

Você já deve ter feito o link de como tudo isso se relaciona com questões Bimodais, certo? Então percebe que praticamente todos os ambientes da empresa, ou na medida do possível, alguns ambientes da empresa participem de um processo de desencaixe comportamental. Para que novas ideais existam, é preciso um ambiente preparado. É necessário que se estabeleça este modelo de comunicação com o restante da organização. Percebe como isso é um fator de extremo valor, afinal se você pensa em um ambiente colaborativo que vão influenciar as decisões de negócio, entende que se falhas na mensagem ocorrerem danos gravíssimos ao produto ou posicionamento podem ocorrer.

Bom, invariavelmente isso nos remete até aquele passado romântico da tecnologia, onde grandes ideias e organizações nasceram em laboratórios ou garagens. E eu acho isso fantástico. Acredito que vivemos um momento muito parecido como o dos pioneiros que davam seus primeiros passos em um universo de tecnologia (no nosso caso o Digital). Cada um à sua maneira, com seus mais variados desejos, crenças ou inspirações.

E aqui entre nós, eu acho incrivelmente saudável retomar este processo de aprendizado e compartilhamento nas organizações de hoje. Tenho certeza que um olhar para esta linha de raciocínio com base na simplicidade é o que vai transformar o nosso futuro.

1 Abraço!

Fabiano