4 fatores importantes sobre nuvem e continuidade de negócios que você precisa saber agora mesmo

Os departamentos de TI estão sob constante pressão para disponibilizar novas tecnologias que permitam que a empresa mantenha dados críticos, aplicações, processos seguros e em funcionamento 24 x 7.

Some a isto ofertas de nuvem que permitem que a empresa terceirize parte da responsabilidade pela gestão e garantia de segurança e confiabilidade e temos o ambiente perfeito para a continuidade de negócios e recuperação de desastres ser deixada para segundo plano frente aos desafios do dia-a-dia de gerenciamento de TI.

Ao utilizar serviços baseados na nuvem é fácil perder de vista os principais riscos de continuidade de negócios e por isso listamos aqui 4 pontos importantes que você deveria ter em mente enquanto utiliza cloud computing para sua empresa.

 

1. Continuidade de negócios é mais que recuperação de desastres

A indústria é permeada com termos como “continuidade de negócios” e “recuperação de desastres”, o que pode torná-lo confuso para os líderes empresariais. Mesmo o termo “recuperação de desastres” leva a maioria dos profissionais de TI para o caminho errado.

Soluções de DR são normalmente utilizadas para “cenários de desastres” e “desastres” relacionados a causas naturais não são a causa mais comum de interrupção de TI.

Falhas de software, hardware e erro humano são as principais categorias responsáveis ​​por algum tipo de interrupção no negócio.

As empresas precisam de parar de pensar apenas em desastres e começar a considerar maneiras de evitar interrupções.

 

2. As nuvens nem sempre incluem alta disponibilidade e / ou garantia de continuidade de negócios

A todo momento o serviço de nuvem é entregue a partir de um Data Center.

Se esse Data Center tiver problemas, o fornecedor de nuvem pode mover suas cargas de trabalho rapidamente para um novo Data Center?

Sempre verifique como a empresa lida com isto para poder decidir como se preparar para isto.

Muitas vezes os players de nuvem pública disponibilizam maneiras de garantir a continuidade de negócios utilizando replicação de dados em Data Centers localizados em regiões distintas.

Fique atento: este recurso não é padrão na oferta de nuvem e precisa ser configurado individualmente na maioria dos casos.

 

3. A localização dos servidores garante mais do que latência

A nuvem não é um lugar mágico – onde seus arquivos são armazenados fisicamente realmente importa.

A localização dos servidores da nuvem pode afetar a velocidade de acesso e preços, mas é um erro pensar em localização apenas por este prisma.

Quando falamos em continuidade de negócios, localização em região diferente da principal e eventualmente o uso de fornecedores distintos realmente é algo a ser considerado.

 

4. Backup nem sempre é parte da oferta padrão

Fornecedores de nuvem nem sempre oferecem backup de dados armazenados dentro das métricas necessárias para o negócio de sua empresa.

Alguns fornecedores sequer oferecem backup dos dados como parte padrão de sua oferta.

Por padrão assuma que o fornecedor não oferece garantias e verifique com o mesmo como ele lida com backup, antes de definir um plano para isto.

 

Continuidade de negócios é um tema importante para você?

Se você quiser discutir os cenários de continuidade de negócios, com garantia de alta disponibilidade, segurança e conectividade integradas às ofertas em nuvem, entre em contato conosco pelo telefone (11) 3092 6161 ou pelo nosso formulário de contato.

 

JIRA – Customizando tipos de Issue e Workflow

No post sobre o JIRA, falamos que trata-se de uma ferramenta que possibilita a organização de atividades de um projeto, desde o rastreamento de bugs, novas features, melhorias, etc.

Neste post, trarei dicas um pouco mais específicas para customizar um projeto.

Criando o projeto

Possuindo os acessos necessários, para criar um projeto você deverá clicar no menu superior em “Projects” e “Create” e selecionar o tipo de projeto a ser criado. Em qualquer um deles, é possível fazer customizações específicas posteriormente. Para o exemplo do post, utilizei o “Simple Issue Tracking”.

Depois de criado o projeto, o mesmo poderá ser visualizado conforme abaixo:

Para acessar a “administração” do projeto, basta clicar no item “Project Administration” do lado esquerdo inferior (vide imagem acima). Na tela exibida, será possível customizar diversos itens, tais quais: Issue Types, Workflow, Screens, Fields, Versions, Components, Roles, Permissions e Notifications.

 

Customizando Issue Types

No exemplo do post utilizei um projeto padrão (Simple Issue tracking). Ele traz dois tipos de Issue: tasks e subtasks. Mas digamos que você queira adicionar algum outro tipo de Issue. Para isso, no item “Issue Types” você deverá clicar no “Scheme” que tem o nome do projeto criado, no caso do exemplo o nome “APBLOG: Simple Issue Tracking Workflow Scheme”.

Perceba que o Scheme, trata-se de um agrupamento dos tipos de Issue do seu projeto. Para editar, clique do lado direito superior em “Actions” e Edit Issue Types:

Na tela exibida, caso queira novos tipos de Issue no seu projeto, basta clicar sobre o mesmo do lado direito (Available Issue Types) e arrastar para o esquerdo (Issue Types for Current Scheme). É possível ainda alterar o nome do esquema para o nome que você desejar e também adicionar tipos de Issues “não existentes” na tela (por exemplo um tipo de Issue com o nome “posts de blog”)

No fim da página basta clicar em salvar para que as alterações se concluam.

 

Customizando Workflows

É possível ainda, editar o Workflow padrão de seus projetos e também inserir Workflows diferentes para cada tipo de Issue do projeto. Isso poderá auxiliar quando existirem status variados para tipos de Issues diferentes, ou até mesmo outros campos a serem preenchidos (veremos isso em próximos posts).

 

Para editar o Workflow, novamente no modo de administração do projeto, vá até o item de Workflows e clique no “lápis” ao lado do Workflow com o nome do projeto, veja abaixo:

 

Veja que também há um lápis nesta tela. Ao clicar neste, será possível editar o Workflow “visualmente” porém, é possível também editar através de texto clicando no botão “Text”. No caso de edição “visual” será possível adicionar novos status e as “transitions” que são as conexões entre os status.

É possível também associar um Workflow diferente para cada tipo de Issue do seu projeto. Para tanto, retorne ao modo de administração do projeto e clique no “Scheme” do Workflow.

 

Perceba que é exibido apenas um Workflow que é o mesmo exibido anteriormente na edição.

Para adicionar um Workflow no Scheme será necessário clicar em “Add Workflow” e em “Add Existing”.

 

Mas porque “Add Existing”? É isso mesmo, será necessário ter um outro Workflow criado para adicioná-lo e veremos isso logo. Por enquanto imagine aqui que este já existe, assim será exibida uma lista com os Workflows existentes.

 

Selecione o Workflow desejado e clique em Next. Atribua o Workflow ao tipo de Issue desejado e clique em Finish.

 

Para criar um Workflow “separado” do projeto, basta clicar no menu superior direito em no ícone de engrenagem, clicar em “Issues” e logo após no menu ao lado esquerdo em “Workflows”. E é possível sim do mesmo modo, adicionar um Scheme de Workflow separado do projeto (você poderá usar um Scheme diferente do padrão se desejar).

 

Clique do lado direito em “Add Workflow”, no pop-up dê um nome ao Workflow e clique em Add.

 

 

A mesma tela de edição de Workflow que já foi exibida anteriormente aparecerá e já mostrei anteriormente como este poderá ser adicionado ao seu Scheme.

Por enquanto é isso pessoal, espero que para quem usa o JIRA as dicas ajudem de alguma maneira.

Até o próximo post.

 

[ ]´s

Melo

Garanta suas Datas – Parte 4

Olá pessoal,

Dando sequência ao artigo ‘Garanta suas Datas – Parte 3’ publicado no dia 23 de novembro hoje entraremos na 4 e última etapa deste estudo. Caso você não tenha lido os posts anteriores sugiro voltar lá, pois poderá ter dificuldades de entender a lógica do estudo de caso.

GESTÃO POR INDICADORES

Gosto muito de realizar gestão baseado em indicadores. Quando realizamos gestão pelos números certos nossas decisões e estratégias se tornam muito mais assertivas.

Quando comecei a estudar Lean me deparei com um mundo de indicadores totalmente novos e meu impulso inicial foi querer medir tudo que fosse possível.

Não cometa o mesmo erro!

Se você é um aficionado por números assim como eu, segure o impulso. Medir todos os indicadores possíveis sem uma ferramenta que lhe forneça estes números de forma automática irá lhe trazer uma carga extra de burocracia que irá impactar o dia a dia do seu time. Principalmente no momento em que estiver implantando esta nova cultura.

Encontrei a medida certa quando conheci o gráfico do Kanban (figura 16). Nele consigo extrair 3 indicadores que me permitem ter a visão necessária para realizar a gestão do time da forma correta.

Figura 16 – Gráfico de saída do processo do Kanban

Neste gráfico você consegue acompanhar as seguintes visões:

  • A camada roxa indica o tamanho do backlog, isto é, quantas histórias existem paradas na coluna ‘To Do’ do seu time;
  • A camada vermelha corresponde ao número de histórias vivas no seu board, no nosso exemplo corresponde as colunas WIP + Waiting + Review;
  • A camada azul indica quantas histórias seu time entregou.

Acompanhando o comportamento destas 3 camadas você é capaz de avaliar a saúde do processo. O ideal é que as camadas ‘In Progress’ e ‘Deployed’ tenham o mesmo comportamento, pois isto é reflexo do sistema puxado, ou seja, sempre que uma história é empurrada para fora (Deployed) uma nova história é puxada para execução (In Progress).

Também existem técnicas para tratar o backlog, onde você poderá apresentar no board apenas as atividades priorizadas. Neste caso o backlog deverá diminuir continuamente até que ocorra a carga de uma nova leva de histórias priorizadas. Esta carga costuma ocorrer antes do backlog zerar, garantindo assim que o time nunca fique sem demanda.

No próximo tópico irei lhes apresentar os principais indicadores deste gráfico e como você deve interpretá-los.

 

ENTENDENDO OS PRINCIPAIS INDICADORES

O gráfico do Kanban lhe fornece 3 indicadores básicos que lhe permitirá manter a gestão da sua equipe. Melhor que isto, permitirá que você melhore a relação com seu cliente, pois irá garantir transparência no alinhamento e manutenção de datas. Saiba como interpretar as informações fornecidas pelo gráfico do Kanban para extrair estes indicadores (figura 17).

Figura 17 – Principais indicadores do Kanban

Cycle Time (Cycle Time = Lead Time / WIP): corresponde ao tempo que o time leva para concluir uma história após ter iniciado sua execução. Com este número você terá condições de estimar a data de entrega de cada história viva no seu board.

Lead Time (Lead Time = Cycle Time * WIP): este indicador avalia o tempo que a história levará para ser entregue a partir da data em que ela foi inserida no seu backlog. Com ele é possível alinhar com o solicitante da tarefa qual a data estimada para sua entrega.

Throughput (Throughput = WIP / Lead Time): este indicador informa qual a vazão diária de histórias realizadas pelo time. Com esta informação você consegue estimar qual a data de entrega de uma determinada atividade, basta mapear o número de histórias que estão à sua frente e fazer a relação com o throughput da equipe.

Com apenas estes 3 indicadores consigo manter uma gestão que me permite:

  • Avaliar a produtividade da equipe;
  • Identificar desvios na execução do processo;
  • Analisar o impacto gerado por priorizações de histórias;
  • Apoiar renegociação de datas já definidas;
  • Manter a transparência com o cliente.

Trabalhe diariamente para manter estes indicadores saudáveis e lhe garanto que sua dor de cabeça irá reduzir significantemente.

 

DIVERSIFICANDO VISÕES

Você lembra que destacamos com cores diferentes as etapas que eram de responsabilidade de times terceiros na construção do fluxo de Implantação? Pois é, agora que você conhece os indicadores que podemos acompanhar através do gráfico do Kanban tenho certeza que você irá querer ‘brincar’ com visões diferentes.

Por exemplo. Não seria interessante conhecer o lead time e o cycle time para as histórias direcionadas às equipes terceiras? Saber o quanto atividades direcionadas às equipes fora da sua alçada estão impactando seu projeto é uma informação valiosa para traçar novas estratégias.

Isto pode ser feito de maneira fácil, basta você trabalhar com boards diferentes no Kanban. Note que não estou falando que todos os times devem utilizar esta metodologia para você ter esta visão. Entendo que este seria o melhor dos mundos, mas sei o quão difícil é mudar esta cultura para a empresa inteira e provavelmente você não conseguirá fazer isto de ‘bate pronto’.

Faça o seguinte. Crie 2 boards idênticos no Kanban, mas desta vez não adicione a coluna ‘Waiting’ (figura 18). Nomeie 1 board como Implantação e o outro board como Terceiros.

Figura 18 – Separando a visão de terceiros

A partir deste momento seu time poderá lançar as histórias que dependem exclusivamente deles no board ‘Implantação’ e lançar as histórias que envolvem equipes terceiras no board ‘Terceiros’. Faça esta divisão com base na classificação que realizamos no mapeamento do fluxo de Implantação.

Manter os boards separados lhe permite visualizar os indicadores referentes as atividades exclusivas do seu time e os indicadores referentes as atividades realizadas por times terceiros. Estas visões lhe permitem identificar como os times terceiros estão impactando seus projetos.

Se você conseguir automatizar a abertura das histórias nos boards, sugiro que crie um board para cada time envolvido no fluxo de Implantação, aprofundando ainda mais a visão e controle que você manterá sobre o processo.

Utilizando o mesmo conceito você poderá criar um board gerencial apenas com os épicos. Esta visão lhe permite conhecer os indicadores referentes ao projeto como um todo e não mais apenas as etapas mapeadas no fluxo.

 

O PODER DA INFORMAÇÃO

Com base em todo o trabalho que lhes apresentamos até aqui, você será capaz de gerar visões importantes para garantir a gestão do seu time e aumentar a transparência no relacionamento com as demais áreas que se relacionam com o processo de Implantação.

Veja algumas visões interessantes que você poderá acompanhar:

  • Através da visão gerencial você conseguirá estimar datas para entregas de projetos com uma assertividade muito alta. Isto é feito através do indicador de lead time do board gerencial.
  • Você conseguirá acompanhar os indicadores de cada equipe terceira e será capaz de identificar quando mudanças internas destas equipes impacta seus projetos. Isto é feito através do throughput de saída acompanhada no board de terceiros.
  • Impactos devido a priorizações de histórias poderão ser medidos com base nos indicadores de cycle time ou do throughput de saída. Isto é importante para repactuar as datas de épicos e histórias já existentes.
  • Será possível planejar o impacto na produtividade do time durante ausências programadas na equipe (período de férias por exemplo). Esta análise pode ser realizada através do throughput de saída.
  • Você poderá avaliar o indicador de throughput por analista. Esta informação permite você identificar analistas que estejam com uma produtividade muito baixa para poder providenciar ações como capacitação por exemplo.
  • Dependendo do nível de automação que seu processo possuí é possível extrair os indicadores para cada uma das etapas mapeadas no fluxo de Implantação. Isto é interessante para você identificar impactos referentes aos processos da empresa. Por exemplo, o indicador de Cycle Time da etapa ‘RFC’ pode sofrer mudança de comportamento caso o processo de GMUD foi alterado.

Estes são apenas alguns exemplos de análises possíveis neste cenário. Tenho certeza que você terá novos insights quando aplicar este trabalho na realidade da sua companhia.

 

CONCLUSÃO

Este estudo de caso lhes mostrou como estruturar um time de Implantações de forma a mitigar o risco de estouro de datas alinhadas com seus stakeholders. Você pode aplica-lo em qualquer fluxo de implantação, mas seu valor será maior em fluxos que envolvem mais de uma equipe.

Não tive o intuito de lhes entregar o passo a passo exato do que devem fazer, pois entendo que você encontrará particularidades em sua empresa que deverão ser superadas com criatividade, seja adaptando os conceitos que lhes apresentei ou integrando outros conceitos à sua solução.

O mais importante é lhes instigar a estruturar soluções para seus problemas encaixando as ‘peças’ de conhecimentos que você vem acumulado ao longo da sua jornada. Seja flexível, faça pequenas alterações ou adaptações para conseguir desenvolver soluções que atendam melhor suas necessidades.

Aproveite o conhecimento que te apresentei, pois você não precisa começar do zero, mas não se prenda somente a ele. Você já pensou em adaptar esta proposta para atender requisições da Operação? Antes de falar que não é possível avalie em um nível mais profundo, identifique os verdadeiros empecilhos e faça modificações na solução se for necessário. Mas não fale que não dá porque ninguém o fez ou porque a metodologia xyz não lhe indica fazer desta forma.

Pare de copiar e comece a criar! Pare de seguir e comece a puxar!

 

Rodrigo Muniz da Rosa

 

Antes que seja tarde

Por que o comportamento do consumidor importa na transformação digital dos negócios?

Durante boa parte do ano de 2015 e o ano todo de 2016, vimos o tema “transformação digital” virar “mainstream” entre as empresas.

Em 2016, porém, o “buzz” em torno do assunto ficou mais claro pela mudança rápida em mercados consolidados como TV por assinatura, Taxi e instituições financeiras.

Serviços disruptivos como Netflix, Uber e as Fintechs mudaram a forma como nos relacionamos com empresas e ficou claro que é um processo sem volta. Quem detém o poder, o consumidor, decidiu experimentar e percebeu que as novas opções agradam mais.

O mercado sabe disso e reage na mesma velocidade. Não à toa, um estudo realizado pela BCG apontou que dos US$ 96 bilhões levantados em fundos de capital de risco desde a virada do século, US$ 4 bilhões foram especificamente para fintechs do mercado de capital.

Para se ter ideia do peso da transformação digital, a Fitch Ratings avaliou que as Fintechs não ocuparão o espaço dos bancos – não por que não tem relevância para o consumidor, mas sim por que as instituições financeiras, percebendo a mudança do mercado, estão mudando e dando muito mais peso para suas estratégias de atuação digital.

Mas por que o comportamento do consumidor importa?

Os institutos de pesquisa alertavam anos antes para a transformação digital que o mundo está passando e que as empresas precisavam se adaptar, sob o risco de se tornarem irrelevantes.

Mas digital pelo digital não importa.

Digital só importa à medida que o comportamento do cliente muda e isso passa a fazer sentido para ele.

Quando uma empresa de café em capsulas decide lançar uma cafeteira que permite que você programe, de qualquer lugar do mundo, o horário que seu café deve ser preparado, para você chegar em casa e encontrar ele pronto e quente na xícara, não estamos falando de simplesmente agregar uma função nova em um produto, mas sim em como melhorar a experiência de consumo usando a vantagem do mundo hiperconectado.

Casos mais clássicos como da Netflix também são sintomáticos: As pessoas têm perfis e rotinas diferentes. Por que tentar enquadrá-las em um padrão, se é possível entregar conteúdo de acordo com suas preferências, na hora que ela deseja? Experiência de consumo elevada à décima potência.

No mundo B2B não é diferente.

Saber quem influencia, quem decide e quem autoriza a compra dentro de qualquer processo de compras é trivial dentro do comercial e marketing, porém, isso não diz nada a respeito da experiência do cliente.

Entender como este mundo hiperconectado afeta a rotina dos envolvidos e dos seus clientes é que muda tudo.

Por isso, para convencer de que a transformação digital dos negócios é importante, antes entenda como é a jornada do seu cliente e como ela impacta a forma como ele interage com seu negócio. Antes que seja tarde.

Organizando atividades com o JIRA

Achar uma ferramenta para registrar e controlar  atividades de projetos, e posteriormente extrair informações é um desafio em parte das vezes.

No post sobre organização de demandas, passei algumas dicas para organizar um pouco do caos das demandas que levam mais tempo para atuação dos times, e que muitas vezes fazem parte de um projeto.

Em uma das dicas, informei que na ausência de ferramentas, o controle pode ser iniciado com um quadro branco, canetas, post its, mas não dá pra controlar as demandas assim a vida toda não é mesmo? Além disso, quando for necessário produzir indicadores, ter uma ferramenta é extremamente importante.

O JIRA é uma das ferramentas que pode te ajudar 🙂

Criada em 2002 pela Atlassian (a mesma empresa que entrega ferramentas de produtividade como o Confluence, Crucible e FishEye), tem em seu objetivo primário rastreamento de bugs, de issues e, principalmente gerenciamento de projetos.
Ele pode ser utilizado para controle de atividades de projetos, sejam eles de desenvolvimento de software, campanhas de  marketing, entrega de um produto, ou até mesmo para processos de gerenciamento de serviços de TI (Incidentes, requisições, problemas).

A ferramenta disponibiliza alguns projetos “default” para o controle de atividades e estes também já possuem um Workflow padrão para o andamento das mesmas com o projeto já criado. Veja abaixo alguns exemplos:

Para as equipes de desenvolvimento, é importante observar que o JIRA está muito alinhado com os frameworks Scrum e Kanban, possibilitando criar ciclos de entrega e os quadros visuais (kanban), o que pode auxiliar inclusive para quem tem equipes que trabalham em localidades diferentes.

Há outras coisas que podem ser realizadas com o JIRA no que compete ao acompanhamento de atividades como notificações por email, campos específicos para projetos, workflows específicos, configuração de telas, e pretendo em próximo post dar mais algumas dicas sobre o assunto.

Veja que a intenção deste post não é mostrar que o JIRA é a melhor de todas as ferramentas, mas lhe dar a possibilidade de iniciar a avaliação da mesma como uma alternativa para controle de seus projetos.

Existem ferramentas pagas e gratuitas no mercado como Kanbanize, Kanbanflow (gratuito), Acelerato, Trello (este último comprado recentemente pela mesma empresa do JIRA, Atlassian, mas até então gratuito e com possibilidade de utilizar via mobile e nuvem também), etc. Algumas destas, permitem o teste gratuito durante algum tempo.

A melhor ferramenta, será a que mais se adapta a sua necessidade e para isso é interessante que você faça a sua avaliação 😉

 

Até o próximo post.

[ ]´s

Melo

 

Infraestrutura ágil em Cloud

O primeiro ganho tangível com a adoção de virtualização e Cloud foi a agilidade no tempo de provisionamento de infraestrutura. Com a parte física (servidores, switches e storages) da infraestrutura instalada em grandes quantidades e templates de VMs prontos, passou-se  a entregas VMs em questão de minutos. Há incontáveis artigos e depoimentos sobre isso, atualmente qualquer provedor de Cloud entrega novas VMs, Redes, Storage e LoadBalancer em minutos (as vezes até mesmo em segundos).

 

Entretanto mesmo utilizando o painel de qualquer provedor de Cloud para provisionar infraestrutura, você vai gastar mais tempo dando cliques do que esperando os recursos serem disponibilizados. Se antes o gargalo era o tempo de instalação e configuração fisica de equipamentos agora passou a ser o humano que faz a interação com as APIs via um painel de controle. Além disso fazer o deploy manual não garante que alguém consiga reproduzir o que foi feito, não há reaproveitamento ou padronização.

 

Para se atingir o próximo patamar em termos de agilidade e eficiência é necessário fazer provisionamento de infraestrutura de forma programática, ou se preferir utilizar a infraestrutura como código.

 

Quando falamos em provisionar infraestrutura de forma programática estamos falando em utilizar APIs (disponibilizadas por todos os provedores de Cloud) para criação de VMs, Redes, LoadBalancers, etc. Atualmente existem módulos que possibilitam utilizar APIs de provedores em praticamente qualquer linguagem, mas ainda assim deve-se conhecer alguma linguagem e escrever rotinas de conexão, fazer tratamento de erros, etc.

 

Outra possibilidade é utilizando uma ferramenta chamada terraform da Hashicorp (www.terraform.io). O terraform permite criar, alterar e evoluir infraestrutura de forma segura e previsível utilizando templates que tem uma linguagem bastante simples e intuitiva. Não é necessário aprender a programar, apesar de que neste tema cada vez mais serão aplicados conceitos de engenharia de software em questões relacionadas a infraestrutura e aprender a programar (em qualquer linguaguem) é algo cada vez mais importante para administradores de sistemas.

Entrando na prática, segue abaixo o exemplo de um template para deploy de uma infraestrutura em OpenStack para uma aplicação web tradicional, com loadbalancer, servidores web/aplicação e banco de dados, com múltiplas instâncias e regras de acesso.

 

 

Executando o terraforma com o template, a criação de todos esses componentes no UOL Cloud OpenStack demorou apenas 27 segundos !!! Eu não tentei fazer este deploy manualmente via Painel, mas não acredito que seja possível fazê-lo em menos de 10 ou 15 minutos…

A melhor parte é que o template ainda pode ser reutilizado para deploy de outros ambientes similares, utilizando estratégias de Blue/Green deployment ou algo do tipo.

 

Processos X Sistemas/Ferramentas: O que vem primeiro?

Olá pessoal, tudo bem? É um prazer escrever pra vocês novamente.

Vamos falar mais um pouquinho de processos mas desta vez envolvendo também a questão de sistemas ou ferramentas. Mas Melo, o que uma coisa tem a ver com a outra?

No post anterior nós dissemos que o processo é importante para todos e o contrário é recíproco, ou seja, todos são importantes para o processo também. Mas como “tocar o bumbo sem o instrumento”, ou melhor, como fazer com que os processos “rodem” sem sistemas ou ferramentas adequadas?

Normalmente precisamos de algum sistema, aplicação, ou outras ferramentas para realizar as atividades rotineiras do trabalho e dos processos envolvidos. Em muitas das vezes, sabemos inclusive que um único sistema ou ferramenta não basta e isso porque depende da necessidade de cada companhia. Mas antes de simplesmente pensar na ferramenta, mais uma vez devemos voltar para os processos.

É um desafio para os profissionais de processos exercitar isso com as equipes pois, ao conversar com as áreas ou fazer entrevistas questionando o que pode ser feito ou melhorado, em grande parte das vezes são apontadas alterações ou melhorias nos sistemas e ferramentas e não nos processos em si. No fim das contas, o analista de processos acaba virando por um momento o analista de sistemas 🙂

Mas é importante lembrar que os sistemas e ferramentas devem ser adequados às necessidades de processo e não o contrário, seja um processo de TI ou um processo de negócio. Uma das responsabilidades dos analistas de sistemas (e não dos analistas de processos) é traduzir as necessidades relatadas em processos para os sistemas e ferramentas.

Em muitos casos, com a avaliação de um profissional de processos e posteriormente de um profissional de sistemas (os analistas), pode-se chegar à conclusão de uma troca de ferramenta e não simplesmente de ajustes, melhorias ou alterações. E isso pode vir a ocorrer por vários motivos: adequação correta ao processo, limitação técnica de sistema, impossibilidade de customização, etc, etc.

Por isso, antes de pensar em alterar telas, botões, inclusão ou exclusão de campos, vale sempre se atentar ao que será impactado no processo. E digo mais, é importante lembrar que é necessário avaliar o que as alterações podem trazer de ganho pensando inclusive na produtividade dos times envolvidos, se colocando sempre no lugar de quem executa as atividades no dia a dia. Se a alteração não traz nenhum ganho, qual o sentido de fazê-la?

Veja que não estamos dizendo que os profissionais não devem pensar em melhorias para as ferramentas, muito pelo contrário, todos podem e devem pensar nisso.

E desta vez buscamos uma outra frase para ilustrar um pouco do que foi dito:

“Se a única ferramenta que você tem é um martelo, tudo começa a parecer com um prego.” (Abraham Maslow)

 

Então, vamos todos buscar melhorias, sejam elas em processos, sistemas ou outras ferramentas, pois através disso é que sempre haverá uma melhor qualidade de serviços.

 

#somostodosqualidade

 

Até a próxima 🙂

Melo

Entenda de forma simples e fácil o que é “Big Data”

Olá,

Hoje vou falar um pouco mais sobre “Big Data” e mostrar para você a quantidade de dados que geramos para que entenda de forma simples e fácil o que é “Big Data”

Você nem imagina, mas geramos atualmente um volume absurdo de dados e dos mais variados.

(mais…)

A criação de uma empresa: O mundo digital transformando os negócios

O mundo de Internet é muito dinâmico e desafiador. Acompanho a evolução da Internet desde 1995, portanto, há mais de 20 anos. Posso assegurar que é humanamente impossível estar up date com tudo, mas podemos ao menos estabelecer alguns focos e acompanhá-los. Temos a obrigação de saber o que acontece nos segmentos que atuamos, porém esse acompanhamento tornou-se muito desafiador.

Nos dias de hoje, a cada momento alguém em algum lugar do planeta lança algum sistema de meios de pagamento revolucionário ou cria alguma plataforma nova de e-learning que traz inovações etc. Principalmente pela facilidade onde qualquer pessoa com uma ideia – que pode ser boa ou não – tem condições de colocá-la no “ar” em minutos através de provedores de hospedagem em nuvem, como o UOL Host. E mais, pode também com alguns clicks associá-la à algum meio de pagamento que aceita todas as bandeiras de cartão de crédito como o Pagseguro.

A divulgação também ficou factível através de soluções associadas ao target desejado e o mais importante, estabelecendo o quanto você está disposto a investir na comunicação. Sem contar redes sociais, blogs, sites e outras ferramentas usadas para tal. Tudo isso de forma rápida, com despesas pequenas e pagas sob utilização ou demanda.

Enfim, tudo ficou mais fácil! O problema é ter uma ideia que faça a diferença e de fato possa ter atributo suficiente para atrair não só a atenção das pessoas como também que as façam consumir. Não podemos esquecer que boas ideias muitas vezes surgiram em teses universitárias e em empresas criadas em garagens. E hoje, muitas delas são líderes mundiais, usando plataformas universais.

Cada vez mais percebe-se empresas que acham que sua indústria ou serviço possuem tal peculiaridade que não precisam estar associadas ao mundo digital. Essas empresas mais cedo ou mais tarde quebrarão a cara. O problema ocorre quando além de não acordarem para essa verdadeira revolução digital, tentam remar contra.

A indústria fonográfica é um exemplo claro disso, plataformas digitais de música substituíram a venda de CDs, que daqui a pouco virará peça de museu, fazendo companhia aos discos de vinil. Os grandes conglomerados de mídia que não buscaram se modernizar, usando a Internet como aliada, também estão passando por dificuldades.

As vezes um aplicativo útil pode estimular um determinado serviço e destruir a forma antiga de se consumir, como por exemplo, os polêmicos aplicativos de táxi.

Uma coisa sempre prevalecerá, posso garantir que a vossa excelência o cliente é quem vai mandar nesse jogo. Esteja atento ao que ele está sinalizando pois é ele quem vai consumir ou não o seu produto ou serviço.

Foco no cliente é importante para nos anteciparmos e sempre satisfazer seus desejos, antes que algum concorrente o faça. E o pior é que esse concorrente, nesse mundo digitalizado, pode ter sido criado a pouco tempo, mas pode ter o “poder” de destruir o seu modelo de negócio. E o mais grave, o negócio do seu cliente também pode estar sendo ameaçado.

Bem-vindo ao mundo digital!

Por que não optar apenas por uma nuvem

Com a possibilidade de escolha entre diversos provedores, a estratégia de utilização da nuvem pode ser repensada para minimizar uma falha de um componente, tempo de inatividade da aplicação ou reduzir o risco de perda de dados.

Definir uma estratégia multicloud com múltiplos provedores permite, entre outros benefícios, eliminar o retrabalho das equipes de trabalho na sua empresa. Veja abaixo os 10 motivos pelas quais a estratégia de nuvens combinadas deve ser considerada na sua empresa ou projeto.

 

1. Orquestração é a chave na gestão:

A necessidade de escala é, particularmente, importante para as empresas. Hoje, a utilização da orquestração permite, através de código e a automação, definir a infraestrutura executada em várias nuvens.

 

2. Governança é foco no multicloud:

Hoje, os dados hoje são a maior riqueza das empresas e a forma como são tratados e protegidos são determinados pelo método de gerenciamento escolhido. Uma das vantagens da escolha pela estratégia multicloud é poder ter várias localidades e serviços de armazenamento e recuperação de dados.

 

3. Armazenamento de dados se tornam resilientes:

O aprimoramento de recursos é algo fundamental na otimização de custos e desempenho com base no tempo de armazenamento. Considerando que há diferença entre os principais fornecedores de nuvens, é importante ressaltar a latência desejada, a durabilidade dos objetos e a recuperação de dados. Se a redundância é algo vital para o seu negócio, você deve considerar a utilização de diversos provedores em nuvem.

 

4. Flexibilidade de recursos infinita:

Ao utilizar os diversos recursos oferecidos entre provedores, é possível montar táticas combinando API entre nuvens e assim proporcionar, a longo prazo, uma grande economia de recursos financeiros.

 

5. Segurança fortalecida:

Com a combinação entre diversos ambientes, a segurança conquistada através da identificação e autenticação entre diversas nuvens é fortalecida dentro da sua estratégia.

 

6. Autonomia:

Utilizar técnicas e ferramentas para gerenciamento de múltiplas versões no código do software permite aos desenvolvedores o gerenciamento da infraestrutura e a otimização do tempo de provimento de recursos e a obtenção de escala.

 

7. Otimização a nível global:

O multicloud oferece a navegação entre diversos provedores ao redor da rede. Não pense apenas na disponibilidade de recursos de infraestrutura no multicloud: maximize as diversas particularidades oferecidas para obter o máximo desempenho através dos provedores.

 

8. Portabilidade de ambiente:

A movimentação de dados e aplicativos de forma simultânea pelas empresas é primordial para implantar serviços de forma consistente e persistente, além de manter a integração do software como serviço.

 

9. TI como serviço:

O multicloud facilita a evolução da TI para um ‘service broker’, suportando as empresas na otimização do consumo e recursos de acordo com as melhores soluções.

 

10. Operações:

A fim de promover os resultados direcionados para a área de negócios, a velocidade proposta pela cloud exige que a área de operações se torne multidisciplinar e habilitada para sua operação.

Da mesma forma como em uma atividade não ficamos restritos à apenas um único fornecedor, o mesmo pensamento se estende à estratégia Multicloud. Atuar com diversos modelos de clouds, em um formato pensado exclusivamente para o negócio do cliente, garante a melhor performance.

Abraços,

Luiz Severino