O que o cliente sente quando está dentro da sua loja?

Considerada um dos pilares de tecnologia fundamentais para a transformação digital, a inteligência artificial levou a TI a um patamar que ninguém esperava que ocorresse ainda nesta década: estamos nos beneficiando da capacidade das máquinas que estão sendo programadas para pensarem como seres humanos, de terem o poder de aprender, raciocinar e decidir de forma racional.

A Inteligência Artificial vem sendo aplicada em diversos setores para finalidades diversas. No varejo, uma utilização interessante é para monitorar o humor dos clientes dentro das lojas. Um levantamento realizado pela consultoria Markets and Markets observou que as tecnologias voltadas para o reconhecimento da emoção já foram adotadas amplamente em muitas empresas de diversos setores, em todo mundo. Há ainda uma crescente demanda para o software de extração de recursos faciais.

Segundo o relatório, o mercado global de computação afetiva passará de US$ 12,2 bilhões em 2016 para US$ 53,98 bilhões em 2021.

Descobrir o que uma pessoa estava sentindo parecia ser algo impossível de acontecer, mas isso é real. Pesquisadores do Instituto de Ciência da Computação de Massachusetts e do Laboratório de Inteligência Artificial se uniram e decidiram criar um dispositivo capaz de detectar emoções por frequência de rádio.

Tudo funciona a partir dos roteadores e mede as ondas emitidas e rebatidas pelo corpo, coletando informações dos sinais vitais como batimento e respiração e, reconhecendo o estado emocional da pessoa no mesmo momento, por meio de inteligência artificial.

 

Realidade que pode ser usada hoje mesmo

A Inteligência Artificial utiliza algoritmos para analisar a justaposição dos músculos da face e, dessa forma, inferir sobre o estado emocional da pessoa.

O rosto humano tem cerca de 45 músculos faciais e, quando eles se contraem, convertem-se em movimentos que são reconhecidos por esses algoritmos. Quando uma pessoa comprime as sobrancelhas, o algoritmo procura identificar as suas rugas.

E quando uma pessoa sorri, o algoritmo está procurando identificar se o formato da sua boca mudou e se os dentes estão a mostra.

Os avanços no uso de inteligência artificial nos últimos anos permitem que com poucas linhas de comando ter à disposição essa tecnologia à valores que permitem uma adoção massiva deste tipo de iniciativa.

 

 

Inteligência artificial no varejo: conheça o case Magazine Luiza

Aqui no Brasil, existem grandes varejistas que já fazem uso desta tendência. Um exemplo é o Magazine Luiza, que buscou melhorar o seu desempenho de clientes e conversão com inteligência artificial ao criar uma lista com algumas semelhanças com seus melhores (e já conhecidos) clientes.

Neste caso, a I.A. buscou audiências similares e o resultado foi expressivo, uma vez que trouxeram pessoas parecidas com os consumidores e alguns deles realmente consumiram os produtos.

Outro exemplo foi referente a missão de impulsionar o aplicativo do varejista. O Magazine optou pela tecnologia de machine learning para divulgar o aplicativo no canal com melhor desempenho.

Além do Magazine Luiza ter alcançado sua meta, reduziram os custos em 30%.

 

 

Pão de Açúcar utiliza I.A. aliada aos programas de fidelidade

A análise das informações de mais de 13 milhões de clientes cadastrados permite segmentar a oferta de descontos com ajuda dos algoritmos, que permitem saber a forma como o cliente compra.

Sabendo que ele quer um desconto, a empresa deixou de oferecer esta vantagem de forma massiva para chegar ao consumidor de maneira mais exclusiva.

Os dados dos programas de fidelidade foram abertos aos fabricantes, que começaram a fazer ofertas diretas ao cliente por meio do aplicativo do Pão de Açúcar. São três categorias de descontos. Uma válida para todos os clientes cadastrados no plano de fidelidade; outra tem produtos que o cliente já comprou; e uma terceira é relacionada aos seus hábitos.

Por exemplo, se ele já comprou carvão e cerveja, a análise dos dados entende que ele costuma fazer churrascos, e aí vai fazer uma oferta de carne. O aplicativo já soma mais de dois milhões de downloads, o que mostra que a adesão, tanto por parte dos clientes como dos fornecedores, foi grande — a expectativa era atingir esse número só no fim deste ano.

 

Inteligência Artificial e o monitoramento do humor

A aplicações de IA e Customer Experience Analytics das lojas físicas ganham força e apresentam resultados consistentes com o uso de sistemas de câmeras específicos ou até mesmo por meio das próprias câmeras de segurança (CFTV) já instaladas nas lojas. Assim, é possível monitorar e estudar o comportamento dos consumidores e melhorar a performance de vendas da seguinte forma:

Avaliando o humor dos clientes ao ver uma vitrine e a respectiva taxa de conversão

Desta forma, ao identificar clientes incomodados numa fila, é possível avisar ao gerente, para que ele autorize a abertura de um novo caixa, acelerando o atendimento.

Analisando as curvas de calor ou os locais mais frequentados da loja

Com este dado, é possível reposicionar produtos com maior margem, aumentando a lucratividade.

Medindo a quantidade de clientes em uma determinada região da loja e o respectivo engajamento dos vendedores para com eles 

Assim é possível informar ao gerente, em tempo real, a necessidade de alocar mais funcionários naquela região ou, simplesmente, que ele cobre mais empenho da sua equipe.

 

Nesse momento, existem muitas empresas pensando em projetos de IA dentro de suas lojas. Hoje há muitos casos de sucesso de organizações que melhoraram amplamente a experiência das pessoas com o emprego desta tecnologia para esta finalidade. Colocamos a sua disposição os maiores especialistas no assunto para discutir seus desafios e compartilhar experiências que já vivenciamos.

 

A experiência de compra gerada em quiosques de autosserviço para pick up in store

Há alguns anos, muitos apostavam que as lojas online iriam diminuir drasticamente a movimentação das lojas físicas. Mas quem apostou, errou. O cenário recente mostra que a grande tendência para o varejo é a integração de estratégias on e offline, sobretudo em temas como estoque e vendas.

Uma das inovações no setor atualmente é o modelo de pick-up in store, que une o comércio eletrônico com a loja física, garantindo uma experiência de compra híbrida na qual o cliente possui a oportunidade de comprar com agilidade pela internet, com a vantagem de experimentar ou retirar o produto no ponto físico. A entrega é de acordo com o gosto do freguês: ele pode levar para casa ou receber seu pedido em seu endereço de preferência, seguindo o modelo de frete no e-commerce.

 

Casos de sucesso de pick up in store

O conceito vem sendo adotado aos poucos entre os varejistas brasileiros, mas os norte-americanos já estão familiarizados com esta modalidade. Walmart, Macy’s e Nordstrom já colocaram à disposição de seus clientes este serviço, tanto em seus respectivos sites como em suas unidades de negócio.

Por aqui, os grandes players do setor da moda foram os primeiros a adotar o modelo, depois de compreenderem que o público brasileiro que consome vestuário sente a necessidade de provar os produtos antes de adquiri-los.

Um caso de sucesso foi a marca de óculos RayBan, que colocou uma PopUp Store no festival de música Lollapalloza. Era um espaço para 20 mil pessoas que possibilitava comprar óculos com descontos. Os óculos seriam entregues no dia seguinte na loja física. A comunicação era feita por meio de totens com tablets. Tornou-se uma variação do showroom, que foi levada para o festival, mas poderia estar em qualquer lugar – um evento na praia, por exemplo.

No modelo de pick up in store, as marcas adaptam suas lojas físicas com o estoque e pedidos integrados ao online para facilitar e gerar oportunidades de venda. Em muitos casos, quando o produto não se encontra disponível para venda e retirada na loja física, aciona-se o estoque virtual e a transação acaba no meio online.

 

O autosserviço como apoio ao pick up in store

Um estudo da Croma Marketing Solutions aponta que 60% dos consumidores pretendem usar o autosserviço no varejo. Esta é uma tendência que está em sintonia de um perfil de comprador cada vez mais independente, visual e interativo, especialmente os da Geração Y, que apresentam os resultados mais expressivos de aderência às tecnologias. Eles buscam checkout automático e personalização da experiência de compra.

Existe uma grande oportunidade para as empresas que estejam planejando atuar dentro desse modelo, porém as lojas ainda precisam evoluir para centros de atendimento e garantir a melhor experiência para seus consumidores.

 

Soluções para quiosques de autosserviço e pick up in store

O UOL DIVEO atua diretamente nesses desafios, com avaliação do nível de maturidade, análise de cenários e apoio na identificação e implementação de soluções inovadoras para o varejo, transformando a experiência de compra dos clientes.

Este é um tema que está nas suas prioridades? Entre em contato conosco para mais informações.

 

UOL DIVEO demonstra a aplicação de tecnologias para superar desafios de negócios na 1ª edição do Thinkers and Makers

UOL DIVEO, integradora de soluções para infraestrutura de TI, multicloud, serviços gerenciados e aplicação, em parceria com a Dynatrace, empresa mundial especializada em soluções de gerenciamento de performance digital, promoveram a 1ª edição do Laboratório de Inovação Thinkers and Makers, realizado no último dia 23 em um espaço no bairro de Pinheiros, na zona oeste de São Paulo. O evento contou com a presença de empresas, startups e especialistas com o objetivo de debater tendências e demonstrar na prática a aplicação de tecnologias inovadoras para superar desafios corporativos.

“A primeira edição do Thinkers and Makers atendeu a todas as expectativas e foi um evento incrível. Conseguimos, em uma tarde, realizar um processo que habitualmente dura semanas, percorrendo as etapas necessárias para desenvolver soluções tecnológicas adequadas aos desafios específicos de cada empresa. De forma simplificada, comprovamos na prática o quanto os quatro pilares que norteiam a nova área de Inovação do UOL DIVEO (Big DataIoTInteligência Artificial e Transformação Digital) são tecnologias que se complementam e oferecem um leque gigantesco de possibilidades. Em poucas horas, mapeamos as necessidades de cada empresa participante e chegamos a uma solução, o chamado mínimo produto viável (MVP)”, comenta Alexis Rockenbach, CTO da área de Inovação do UOL DIVEO.

O laboratório contou com a participação de sete empresas: Renner, Claro, Natura, Atento, Honda, Drogaria Onofre e o próprio UOL DIVEO, que também utilizou a experiência para mapear oportunidades internas e aprimorar procedimentos. “Gostei muito de ver exemplos reais e cases de como as tecnologias foram aplicadas. Nós ouvimos falar muito das novas tendências e hoje pudemos ver resultados da aplicação das tecnologias. Foi um aprendizado enorme, sair do dia a dia da empresa e ver essas apresentações. Certamente eu recomendo o evento”, afirma João Ribeiro, analista de TI de uma das empresas presentes.

A oportunidade de compartilhar ideias inovadoras com profissionais de diferentes áreas foi bastante valorizadas pelos participantes. “Esses eventos nos ajudam a conhecer ideias de outras pessoas, com expertises diferentes. Com as palestras, consegui ter uma visão das tecnologias que estão sendo mais faladas atualmente e observar onde elas foram implantadas. Muitas vezes pensamos ‘quero utilizar isso’ e não sabemos como”, declara o executivo Rafael Auday.

Cada uma das empresas participantes apresentou um desafio de negócio particular para ser solucionado ao longo da tarde. Conforme ditam as regras das metodologias agiles, foram formados grupos multidisciplinares de 4 a 6 pessoas para avaliar cada caso, com a presença de executivos da companhia analisada (tomadores de decisão e líderes dos setores de TI, marketing e vendas), acompanhados de especialistas nas áreas de Big DataIoTInteligência Artificial e Transformação Digital. O processo todo durou cerca de quatro horas, tempo no qual as companhias participantes percorreram etapas para identificar seus desafios e chegar às soluções. Os profissionais presentes, com a consultoria dos especialistas multidisciplinares, puderam se aprofundar nas soluções inovadoras disponíveis no mercado para atender aos desafios apresentados e encerrar o evento com um mínimo produto viável (MVP) indicado para resolver seu desafio.

A congruência entre as diferentes tecnologias marcou o evento desde seu início. Pela manhã, antes do laboratório prático, especialistas convidados conduziram uma série de palestras, nas quais apresentaram cases de aplicação dos quatro pilares tecnológicos que representam a base da nova área de Inovação do UOL DIVEO. Felipe Plets, co-fundador e CEO da Menvia, comentou sobre IoT. Na sequência, Luciano Costa, fundador e CTO do MeekaLabs, apresentou exemplos de uso de Machine Learning e Inteligência Artificial. O tema “Big Data & Analytics” foi abordado em conjunto por Fabio Rios, sócio e CEO da Plugar Data & Intelligence, e Alan Camillo, fundador e diretor de tecnologia da Blue Shift. Por fim, Leonardo Alves, o “Carioca”, CEO e fundador do aplicativo de relacionamento Deeper, e Juliana Glasser, CEO e co-fundadora da empresa de soluções tecnológicas Carambola.com.vc, expuseram suas visões sobre transformação digital.

 

Fonte: E-commerce News

Big data e consumidor

Como marcas famosas estão usando o Big Data entender o comportamento do consumidor

O Big Data é um dos pilares de inovação considerado fundamental para a transformação digital vivenciada pelas empresas atualmente, ao lado da IoT, Machine Learning e Inteligência Artificial. Sem estas quatro tecnologias fica impossível acompanhar todas as mudanças promovidas na vida dos consumidores.

As melhorias propiciadas pelo Big Data às organizações vão desde serviços digitais fornecidos pelos governos, passando pela detecção de tendências de mercado e até mesmo personalizando completamente sua experiência de compra.

De acordo com uma pesquisa da SNS Research, os projetos de Big Data devem atingir US$ 72 bilhões até 2020, mundialmente. E não faltam casos de sucesso para mostrar como este conceito vem mudando a forma de interagir com os clientes.

 

Nike e a integração de apps com redes sociais

Foto: Divulgação/Nike

 

A Nike, uma das maiores fabricantes de materiais esportivos do planeta, desenvolveu um software para ser usado por praticantes de corrida, informando a eles frequência de batimentos cardíacos, velocidade, quantidade de passos dados, distância percorrida e muitos outros dados.

O aplicativo era de fato muito interessante para a empresa, mas o que mais chamou atenção foi a integração do app com as redes sociais, estimulando amigos e fãs de corrida a compartilharem suas informações, fomentando uma competição sadia entre atletas amigos.

Ao estimular esse comportamento, a empresa multiplicou a quantidade de dados gerados diariamente. Essas informações preciosas foram usadas pela Nike para compreender seu público, aprimorar seus produtos e desenvolver novos modelos de tênis e roupas esportivas de acordo com o que descobriu por meio da iniciativa.

 

Danone e a logística na distribuição do iogurte grego

Já a Danone norte-americana precisava melhorar sua cadeia logística na distribuição do iogurte do tipo “grego”. O motivo era que esse iogurte perece com maior rapidez, por isso precisa ser produzido e entregue ao varejo em sincronia matemática.

A saída para não amargar desperdício do produto antes mesmo que ele chegasse à gôndola foi pensar em um software que realizasse o cruzamento de informações de rotas, tempo de entrega e prazo de validade. Desta forma, com o uso do Big Data, foi possível readequar a distribuição do alimento sem que houvesse desperdício por perecimento.

 

Starbucks e a estratégia de Big Data para estar no lugar certo

Foto: Divulgação/Starbucks

 

A Starbucks utiliza Big Data para guiar o processo de abertura de suas cafeterias, enfrentando a onda do e-commerce e, principalmente, aperfeiçoando a relação entre suas lojas, sua marca e seu público-alvo.

Eles possuem um sistema que gera poderosas análises demográficas para guiar planos de mercado e estratégias de aplicações de novas lojas, tudo feito de acordo com a demanda de cada região. O grande volume de dados analisados pela ferramenta é gerado pelo sistema de geoprocessamento e geomarketing, que traz informações sociodemográficas que possibilitam previsões de lucro e decisões de investimento com mais agilidade e menos riscos.

Ao analisar volumes gigantescos de informações, a grande rede de cafeterias percebeu que um espaço decorado e aparentemente bem localizado nem sempre representa, de fato, a escolha geográfica ideal para abrir uma de suas lojas. Apenas com informações sobre as pessoas que ali circulam, as áreas de negócios, o tráfego de veículos e a disponibilidade de transporte público em mãos, a rede de cafeterias define se irá ou não abrir uma nova cafeteria.

Embora pareça complexo – e realmente é – tudo acontece de maneira simples quando essa avalanche de dados é coletada, processada e disponibilizada para análise a partir de uma solução inteligente de Big Data.

 

Big data no varejo: apoio na compreensão do cliente

As soluções em Big Data para o varejo e a indústria de bens de consumo têm sido usadas na compreensão do cliente. O simples discernimento de informações processadas pela tecnologia possibilita a um supermercado, rede de lojas ou mesmo uma grande montadora automotiva, readequar a ação em caso de rejeição ou complementá-la, caso seu cliente apresente novas necessidades.

Outro ponto importante é que por meio deste conceito é possível ter subsídio para o desenvolvimento de novos produtos, uma vez que ele transforma dados brutos em indicativos do que seu consumidor precisa (de fato), garantindo maior personalização, potencial de fidelização e aumento da base de clientes.

O Big Data funciona ainda na otimização dos processos internos, provendo inteligência operacional ao seu negócio.

 

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4 maneiras de reduzir as filas dos consumidores com o uso da tecnologia

Acostumados a correr contra o tempo para resolver questões pessoais nos intervalos do trabalho ou nas horas de folga, os consumidores não toleram grandes esperas e são os primeiros a reclamar para amigos e parentes quando sentem que perderam tempo demais.

Uma pesquisa realizada pela McKinsey levantou quanto tempo um consumidor pode aguardar em uma fila sem dar sinais de insatisfação: até três minutos. Se a fila leva até sete minutos, ele considera a espera razoável e acima disto, ele se incomoda, sem contar que a insatisfação de um cliente propagada nas redes sociais pode externar os problemas da empresa, causando perdas à imagem e prejudicando as vendas.

Portanto é fundamental que as empresas despertem para a importância de investir em tecnologias para reduzir as filas.

Veja como fazer isso no seu PDV:

 

1. Quiosque de autosserviços

Embora os brasileiros não abram mão do contato humano, os quiosques de autosserviço são uma tendência por aqui. São inúmeras as facilidades propiciadas por eles, e a primeira delas é que representa a primeira opção para os clientes que não desejam aguardar nas filas.

Empresas de diversos segmentos já adotaram a solução em todo o mundo, inclusive no setor de alimentação. É o caso do McDonald’s, que em algumas lojas investiu em totens touch screen, permitindo todo o fluxo do pedido sem nenhuma interação humana. Empresas de diversos setores como financeiro, entretenimento, utilities e muitos outros já apostam nesse avanço. No varejo eles podem ser utilizados para as mais diversas funções e ambientes, permitindo que sua loja ofereça um canal de atendimento com alta disponibilidade e eficiência com baixos custos operacionais.

 

Imagem via meridianbooster

 

2. Checkout e pagamento no smartphone

Num futuro próximo, os consumidores poderão deixar cartões e dinheiro em casa e sair às compras somente com o celular nas mãos. Isso porque estamos vivendo um novo momento onde o celular – entre muitas outras funções – deverá atuar como um meio de pagamento simples, eficaz, seguro e bastante prático. Mesmo que ele esteja off-line, é possível realizar suas compras uma vez que a autenticação é feita no smartphone, por meio de senha ou impressão digital. A operação será finalizada ao aproximar o celular de um terminal habilitado com NFC.

 

Esta tendência já está sendo experimentada aos poucos nos Estados Unidos. Em 2014, chegou ao mercado o Apple Pay, seguido por seus concorrentes Samsung e Google. Apesar da evolução no mercado americano, a expansão do serviço ainda é pequena. De acordo com a consultoria eMarketer, em 2015,  23,2 milhões de pessoas movimentaram cerca de US$ 8,7 bilhões nos EUA por meio de pagamentos com smartphones – o que representa apenas 0,2% dos US$ 4,35 trilhões estimados em transações feitas em loja no mesmo período. O dado da eMarketer, porém, inclui pagamentos feitos via apps. Apesar disso, a consultoria estima que, até 2019, as transações neste país saltem para US$ 210,5 bilhões, com 70 milhões de usuários.

Isso é tão real que por aqui já é possível realizar o pagamento pelo smartphone em 19 restaurantes de São Paulo, graças à parceria entre empresas, uma operadora de cartão de crédito e o um aplicativo de restaurantes.

A transação ocorre dentro do aplicativo e segue o fluxo de uma operação normal com cartão, com a participação de credenciadores e emissores de cartão.

Uma grande vantagem nesta modalidade de pagamento é a segurança, uma vez que as transações são realizadas em um canal criptografado, de alta confiabilidade e disponibilidade, com autenticidade dos dados e total sigilo. O pagamento é recebido diretamente, sem intermediação de uma instituição financeira.

 

3. Gestão de indicadores

Este é um ponto importante, uma vez que permite conhecer em tempo real os gargalos de atendimento.

A obtenção dos indicadores no dia a dia com agilidade e acuracidade depende muito do modelo de dados implantado e das ferramentas utilizadas na captura das informações, processamento e geração dos indicadores.

 

4. Monitoramento de humor

Quer saber como está o sentimento dos clientes dentro da uma loja? As aplicações de Customer Experience Analytics permitem descobrir esta informação. A solução consiste em utilizar câmeras para monitorar e estudar o comportamento dos consumidores à circular pela loja. Com as informações em mãos, a loja pode melhorar a performance analisando as sessões locais mais frequentadas, reposicionando produtos com maior margem.

Um dos pontos interessantes desta solução é a possibilidade de medir o engajamento dos vendedores para com seus clientes e informar ao gerente, em tempo real, a necessidade de alocar mais funcionários naquela sessão, reduzindo filas.

O humor e o sentimento dos clientes ao ver uma vitrine e a respectiva taxa de conversão pode ainda identificar clientes incomodados numa fila, possibilitando que o gerente seja avisado e autorize a abertura de um novo caixa, acelerando o atendimento.

 

 

Como ter sucesso na integração dos diferentes canais de venda on e off-line

Como ter sucesso na integração dos diferentes canais de venda on e off-line

Uma das características do setor de varejo é a alta competividade e isso não é novidade. Porém, para vencer a guerra de preços, cada vez mais as marcas precisam focar na experiência do consumidor. E quando falamos desse assunto não dá para ignorar a importância do omnichannel (aproveite e leia sobre algumas tendências em omnichannel para 2018)

Promover a integração dos canais on e offline ainda é um grande desafio para os gestores, especialmente para os profissionais de TI. Como ajustar o sistema para que a mesma promoção da loja física seja replicada na online, por exemplo? O consumidor não está interessado em saber se são operações distintas. Afinal, o que importa para ele é a marca. Se ele não conseguir satisfazer sua necessidade, certamente, vai para a concorrência.

 

Principais desafios para a integração on e off-line

Uma das principais dificuldades é a mudança de cultura dos tomadores de decisão, que ainda encaram com ressalvas as dificuldades para integrar os canais. Ainda há muitas dúvidas sobre quais investimentos são prioritários, uma vez que o budget está reduzido e é necessário fazer mais com menos.

A verdade é que o varejo nasceu multicanal e não omnichannel, e isso vem colocando limitações na operação integrada. É comum observarmos grandes operações de e-commerce trabalhando totalmente segregadas do físico: um pedido da loja física e outro do online não se falam.

Estratégias para integração on e offline

Hoje, fala-se muito sobre as estratégias de varejo para integrar as lojas online e offline. Essa não é uma tarefa fácil, mas, de acordo com os novos hábitos dos consumidores, é fundamental para a sobrevivência no mercado.

Quer saber como é possível ter sucesso em sua estratégia? Listamos algumas tendências aqui:

 

1. Simplificação do processo de entrega

Com os passos largos dados pelo varejo para atender as necessidades do consumidor 4.0, uma das principais necessidades é simplificar o processo de entrega e reduzir os custos. Algumas empresas já apostam no modelo Click and Collect, ou pick up in a store, modalidade em que o consumidor adquire o produto na loja online e retira na loja, em um prazo muito menor do que se dependesse do envio de transportadoras ou correios.

Esta é uma tendência importante para o setor. Para se ter uma ideia, as vendas dos supermercados na modalidade online nos Estados Unidos continuam crescendo e devem encerrar 2017 movimentando US$ 24 bilhões – em 2016 essas vendas representaram U$ 17 bilhões de dólares. Esse boom é atribuído ao aumento das opções de Click and Collect entre varejistas como Kroger e Walmart, o que mostra uma nítida mudança no comportamento de consumo.

Além de evitar o custo de frete, o Click and Collect permite que o cliente tenha o produto adquirido em mãos com muito mais agilidade.

 

2. Utilização do estoque físico para atender demandas online

O conceito é chamado de ship from store, processo de atendimento que transforma a loja física em um ponto de distribuição utilizando o estoque local para atender pedidos online. Funciona da seguinte maneira: o cliente faz um pedido online, que é processado e direcionado ao centro de distribuição. Assim, o cliente pode optar por receber em casa ou buscar o produto em uma loja mais próxima a ele.

A grande vantagem deste modelo é que com ele se aumenta o aproveitamento das lojas físicas e é possível potencializar a presença da marca em determinada região.

Entre os principais benefícios do ship from store, está o crescimento da receita final, já que há maior movimentação de pedidos, além do aprimoramento na prestação de serviço, uma vez que as lojas são usadas como ponto de distribuição, colocando o produto mais próximo do seu cliente.

Redução de custos de transporte, minimização de riscos, redução da inadimplência e menor desperdício são mais algumas vantagens do ship from store. Associadas a um aumento significativo de estudos de caso bem-sucedidos, elas mostram que o conceito é importante para uma estratégia omnichannel e uma tendência para o mundo do varejo.

A Centauro está entre esses cases, que implantou um sistema que permite enxergar, em todos os canais da marca, todos os pedidos. Os estoques de todos os canais estão integrados e o algoritmo calcula qual canal é mais adequado para atender ao pedido do consumidor de forma mais rápida e menos custosa.

 

3. Colocar o cliente no centro da operação

Como alavancar a operação para suportar o volume e prover a melhor experiência de compra para o consumidor?

Esta é uma equação difícil de resolver, que consiste em traçar uma estratégia de construção de experiência onde aquilo que o cliente espera que seja entregue precisa ser considerado em primeiro lugar.

No UOL DIVEO, por exemplo, usamos nosso núcleo de inovação para aplicar tecnologias inovadoras e resolver estes desafios de forma completamente nova. Mas o sucesso das iniciativas não está somente na tecnologia, mas justamente em colocar o cliente no centro do problema.

Para isso, é fundamental ser assertivo nas buscas, ter tecnologia adequada para customizar o atendimento aos clientes e garantir velocidade na entrega. Outro ponto fundamental é atuar com precisão ao fornecer informações aos consumidores. Ser excelente no atendimento também faz toda diferença, por isso vale a pena investir em atendimento humanizado onde a marca tenha envolvimento com o consumidor e fale na linguagem dele.

 

Saiba como encarar o desafio de reter o cliente na sua loja

Saiba como encarar o desafio de reter o cliente na sua loja

O varejo enfrenta dificuldades em todo mundo, especialmente em setores como alimentos, moda, móveis e decoração. Para sobreviver e lucrar, as marcas precisam se reinventar a todo instante e atender as necessidades do shopper, cada vez mais ávido por informação.

Um dos principais desafios é elevar e promover a experiência de compra e logística que todos os clientes esperam. Para isso, é preciso prover informações online atualizadas e garantir que sua infraestrutura de logística e de cadeia de suprimentos estejam operando com máxima eficiência, além de investir no treinamento da equipe.

Segundo previsão do Gartner, pelo menos 50% dos investimentos nos próximos anos serão dedicados à experiência do consumidor, o que significa que traçar uma estratégia para retenção de seus clientes é mandatório. Diante da alta competitividade, é fundamental analisar o comportamento de consumo e o perfil dos compradores continuamente.

Outro ponto fundamental é avaliar a adequação do produto consumido versus o perfil do cliente e atuar de maneira ativa e transparente para melhorar a adequação dos produtos, seja para diminuir quando necessário ou realizar ações para aumentar (rentabilizar) se for o caso.

A tecnologia possui papel essencial neste cenário e deve ser aplicada para transformar a experiência do consumidor

 

Confira seis dicas para reter o cliente dentro da loja em tempos de alta competitividade:

1. Gere experiências de valor

Gere-experiências-de-valor-no-checkout

O varejo do futuro precisa pensar sobre como oferecer experiências realmente relevantes para o consumidor. Mas vale lembrar que experiência não significa ter uma loja high tech e tecnologia de ponta, mas sim garantir que a visita de seu cliente ao PDV seja completamente agradável e satisfatória. Lembre-se que a experiência começa desde o momento em que o cliente busca na internet por um determinado serviço/produto e encontra o website ou e-commerce da sua marca. Da mesma maneira, quando ele vai até o ponto de venda, é fundamental que ele encontre um processo de checkout fácil e simples, com filas pequenas e rápidas.

Para exemplificar, um restaurante de fondue na China estruturou uma série de ações para os clientes, como manicure para as mulheres na fila de espera, um urso de pelúcia gigante para acompanhar clientes que estavam sozinhos e até remédios para os visitantes doentes. Tudo isso diz muito sobre a intenção do estabelecimento em oferecer algo especial para os clientes que se deslocaram até lá.

Reconhecer a experiência do cliente não é se basear individualmente apenas nos contatos feitos nos momentos críticos da relação. A experiência é o impacto cumulativo de toda a jornada do cliente.

 

2. Invista nas tecnologias consideradas pilares de inovação

São elas a Internet das Coisas, Inteligência Artificial, Big Data e Machine Learning. Aqui, estamos falando sobre ver o consumidor experimentando o seu produto de formas diferentes, como se estivesse em uma loja. Por exemplo, no Brasil, existem construtoras que oferecem essa experiência: a incorporadora e construtora Rossi entrou para o Guinness World Records por ter criado o maior marcador de realidade aumentada do mundo. Ela projetou em tamanho real um modelo tridimensional de um prédio comercial, em Vitória (ES). São diferenciais que atraem qualquer consumidor.

O relatório da PWC levantou que os executivos do varejo consideram como o maior desafio enfrentado pelas empresas a criação de valor com base no grande volume de informações existentes sobre os consumidores. Realmente, existem enormes lacunas nestas empresas entre os dados que elas conseguem gerar na gestão da operação e do relacionamento com os clientes e a capacidade de explorar insights a partir deles.

Esse problema envolve indicadores que vão da frequência de visitas de clientes nos canais e do volume de estoque nas lojas até o tempo que os consumidores passam nos sites de varejo. Tais lacunas refletem uma falha na estratégia omnichannel, uma vez que as empresas olham apenas para o canal digital sem levar em conta a necessidade de gerenciar o banco de dados no ambiente físico para entender bem as necessidades dos consumidores e as iniciativas a eles relacionadas.

Para sanar este tipo de problema, faça das novas tecnologias sua aliada e encontre maneiras de gerenciar seus dados e utilizá-los em seu favor e em prol dos clientes.

 

3. Personalize sua oferta

Este é um tema antigo, porém o dilema é que muitas empresas ainda não descobriram uma forma de fazer a personalização em massa e conseguir entregar algo que realmente é único para cada consumidor.

É preciso encarar este desafio de frente. Há poucos casos de sucesso no mercado com foco em personalização de produtos e serviços e esta pode ser a grande oportunidade para reter os clientes. Trabalhe em busca do direcionamento de ofertas e tente antecipar tendências e gostos dos consumidores para personalizar o que de fato estou oferecendo. O grande desafio é equalizar a relação custo e benefício.

 

4. Recompense a lealdade de seus clientes

Recompense-a-lealdade-de-seus-clientes

Programas de fidelidade são atraentes desde que ofereçam benefícios para manter os clientes. Além das recompensas tradicionais como vale-créditos, pense em recompensas exclusivas, que proporcione experiências diferenciadas. Por exemplo, um evento exclusivo ou um convite irrecusável para alguma atividade.

Mas atenção: a meta aqui consiste em identificar entre os fidelizados quais são os consumidores estratégicos para a sua empresa, aqueles que dão mais retorno para o seu negócio. Quando conhecer esse consumidor, você saberá como realizar ações assertivas, oferecendo promoções exclusivas, experiências únicas e atendimento diferenciado. Isso é tudo que um consumidor deseja, e a fidelização será uma consequência.

 

5. Ofereça produtos exclusivos e edições limitadas

Marcas próprias e com grande apelo podem transformar o varejista em um destino de compras e evitar que ele seja copiado ou ameaçado em termos de preço pelos concorrentes.

 

6. Seja excelente em suporte e relacionamento

Os clientes exigem um bom canal de relacionamento. É importante oferecer todo o suporte necessário para qualquer eventualidade e que seja ágil na resolução de problemas.

Para acompanhar a revolução do empoderamento das gerações Y e Z, as organizações precisam explorar o máximo da tecnologia para oferecer uma experiência personalizada. As empresas podem contar com soluções de Analytics, Big Data, Inteligência Artificial, Machine Learning e APIs. Ao permitir que tudo esteja conectado, nos deparamos com uma revolução jamais experimentada pelas gerações anteriores.

Esteja sempre atento às oportunidades de oferecer a melhor experiência para seus clientes e mãos à obra. Você encontra mais informações sobre as tendências em tecnologia para o varejo no próximo post, sobre os quiosques de auto serviço para pick-up-in-store.

 

 

Omnichannel 2018: 4 tendências para priorizar

Omnichannel 2018: 4 tendências para priorizar

Com a retomada do crescimento da economia, muitos varejistas estão colocando de volta à mesa projetos que estavam parados desde 2015, no auge da crise.

O crescimento esperado traz consigo a necessidade de investimentos em novas tecnologias no setor. De acordo com o levantamento Worldwide Retail 2018 Predictions (Previsões para o Varejo em 2018) realizado pela IDC (Internacional Data Corporation), a construção de novas plataformas adaptáveis e o uso do omnichannel estão entre as prioridades dos gestores de TI deste segmento.

Além disso, experiências envolvendo Inteligência Artificial (AI), realidade aumentada, conectividade e aplicativos baseados em microsserviços também são tecnologias que estarão presentes no varejo e que até 2021 terão sido adotadas no comércio e serviços.

Segundo a IDC, até 2019, 50% dos varejistas terão adotado uma plataforma omnichannel, que permitirá um aumento de até 30% na rentabilidade do multicanal.

 

Confira as principais estratégias omnichannel consideradas tendências para o próximo ano:

1) Assistentes digitais

Esqueça a cadeia de valor tradicional; Linear. As empresas devem se organizar cada vez mais como redes em torno dos clientes, oferecendo vários canais e interfaces voltados à geração de valor. No fim, o cliente estará cada vez mais no controle.

Segundo o Total Retail 2017, tradicional estudo desenvolvido pela PWC, cerca de 88% dos brasileiros avaliaram que a questão mais importante do atendimento recebido na loja física é poder contar com vendedores que conhecem profundamente os produtos oferecidos. Porém, somente 56% dos brasileiros estão satisfeitos com o atendimento recebido.

A insatisfação do consumidor abre caminho para as assistentes digitais. De acordo com a IDC, em 2021, 10% das vendas serão criadas e gerenciadas por meio de assistentes digitais habilitados para voz.

Neste caso, a assistente ‘recepciona’ seus clientes quando chegam ao e-commerce para entender o que eles buscam através de perguntas e respostas.

Com isto, apresentam ofertas para o tipo de necessidade e preferências do consumidor e conduzir o contato com o cliente até efetiva compra compra do produto ou serviço.

Muito semelhante ao papel do vendedor em uma loja física e com um diferencial de ter acesso a bases de dados da empresa durante o atendimento para levantamento de informações e um atendimento, às vezes, até mais personalizado.

 

2) Beacons e comportamento do consumidor

É a hora e a vez dos beacons! Essa tecnologia de rastreamento inteligente que permite monitorar os consumidores de forma não invasiva, para que se entenda melhor seu comportamento de compra dentro da loja física é tendência em todo o mundo e deverá estar cada vez mais presente no Brasil.

Pelo lado do cliente, entrar em um estabelecimento e receber promoções personalizadas, Informações de acordo com os seus interesses e microlocalização potencializam ainda mais o uso e a quantidade de informações captadas.

Mas há um detalhe ainda menosprezado: muitas vezes o consumidor inicia suas pesquisas na Internet e relacionar o comportamento na loja virtual com a loja física pode transformar o entendimento do cliente e levar a fidelidade e share of wallet a outro nível.

 

3) Compre em qualquer lugar e retire onde quiser

Integrar o atendimento de todos os canais da marca não é fácil. Mas é isso que o consumidor busca cada vez mais.

Já há alguns anos, grandes redes norte-americanas como Best Buy, Sears, Walmart, Macy’s e Container Store estão fazendo de suas lojas físicas locais para retirada de produtos comprados online. Aqui no Brasil, esta iniciativa é uma tendência já adotada por grandes varejistas, como Decathlon, Centauro, Carrefour, entre outros. Esta opção é ideal para os artigos maiores, que não podem ser incluídos nas promoções de frete gratuito. Ou ainda para os clientes que estão com pressa e não desejam esperar vários dias pelo frete.

Além de reduzir os índices de abandono do carrinho por causa do valor alto do frete, oferecer a opção de retirar os produtos na loja física aumenta a satisfação dos clientes do site, que encontram mais alternativas às suas necessidades de tempo para recebimento do produto. De acordo com uma pesquisa do Euro IT Group, consumidores que acessam mais de um canal de compra gastam três vezes mais do que um cliente comum. Isso significa que oferecer mais opções é fundamental para incrementar as vendas.

 

4) Hiper-personalização da compra

O estilo de vida móvel típico do consumidor 4.0 está aumentando as compras e os pagamentos móveis. As empresas já perceberam que os clientes estão em busca de opções novas de fazer compras com praticidade e agilidade, em todos os segmentos – de vestuário a alimentação.

Muitas iniciativas já podem ser observadas para hiper-personalizar as experiências de compra no mercado brasileiro, por meio de aplicativos com promoções especiais baseadas em histórico de pesquisas e de compras na loja.

É o caso dos beacons, pequenos dispositivos que utilizam tecnologia bluetooth e dados detalhados do cliente para enviar mensagens de marketing relevantes aos telefones dos consumidores, enquanto fazem compras. Já as tags eletrônicas são instaladas em prateleiras ou produtos, fazendo uso dos mesmos dados e ficam iluminadas para chamar a atenção para os itens que provavelmente despertariam o interesse dos consumidores.

São ações interessantes que estão sendo pensadas para atrair e surpreender de forma positiva o novo consumidor, que espera uma experiência cada vez mais personalizada e exclusiva.

 

Está pronto para refinar sua estratégia de omnichannel?

 

 

uoldiveo_7-problemas-que-podem-colocar-em-risco-as-vendas-no-varejo

7 problemas que podem colocar em risco as vendas no varejo

 

Realizar um pagamento via aplicativo, fazer check-in antes do voo, comprar ingressos para o cinema ou pedir um táxi…Todas essas experiências digitais já estão incorporadas no cotidiano do shopper. Afinal de contas, vivemos a era digital e estamos habituados a resolver pendências da forma que nos é mais conveniente, seja ela física ou online.

E o que tudo isso representa para o varejo?

Mais do que pensar em vender, o varejista que quer se diferenciar deve estar atento na experiência que está proporcionando ao consumidor em sua loja.

O estudo Total Retail, divulgado pela PwC, mostra que os compradores buscam por uma experiência exclusiva quando vão fazer compras. Ambiente adequado, climatização e decoração, por exemplo, podem sim influenciar uma decisão.

Sem falar que a jornada do consumidor até adquirir um produto começa antes mesmo de entrar na loja:

  • 63% dos brasileiros aumentaram a frequência de buscas na internet para encontrar as melhores ofertas
  • 46% passou a ir às lojas físicas mais vezes para encontrar melhores oportunidades

Para promover a excelência na experiência de compra, os varejistas precisam prover informações online atualizadas, garantir que sua estrutura logística e de cadeia de suprimentos esteja operando com máxima eficiência e investir em treinamento, entre tantos outros desafios.

 

Mantendo clientes e sua reputação

Assim como as lojas físicas, os comércios online precisam se aprimorar e encontrar maneiras de satisfazer os novos consumidores, que interagem o tempo inteiro e esperam das empresas uma relação de respeito e transparência. Com a chegada da geração Millennial, formada por pessoas nascidas após 1980, surgiu um novo perfil de consumidor que sabe que está no comando e é cada vez mais exigente.

Para atender as expectativas desse consumidor, é fundamental seguir o verdadeiro conceito de jornada do cliente, cujo percurso precisa ser desenhado sob o ponto de vista do cliente e não da empresa. Quem quer, de fato, promover uma experiência diferenciada para o cliente precisa necessariamente humanizar o atendimento.

Por isso, listamos aqui as experiências que podem acabar colocando a perder o sucesso de seu e-commerce e também da sua loja física. Veja como você pode correr literalmente atrás do prejuízo, e reverter resultados ruins.

 

1. Filas

O sucesso de uma experiência de compra consiste basicamente em obter, de forma rápida e prática, o item desejado. As filas não fazem parte dos planos dos consumidores e representam uma péssima experiência e geram insatisfação, tanto para o cliente quanto para a empresa.

O tempo máximo de tolerância para quem enfrenta uma fila no varejo é de cinco minutos, portanto se você não possui uma solução para isso, certamente isso irá influenciar suas vendas.

Uma saída para solucionar esse obstáculo são as soluções de cashless, que consiste em ferramentas e tecnologias para permitir o pagamento pelo celular ou pulseira. A máquina realiza a leitura automática dos dados e pode ser integrada ao seu sistema financeiro. Existe ainda a possibilidade de transferência via aplicativos de smartphone. Ao reduzir o uso de dinheiro de papel ou cartões de crédito e débito, o pagamento fica mais ágil e a própria experiência de compra é melhorada.

Além disso, hoje já é possível realizar o monitoramento das filas usando vídeo monitoramento e inteligência artificial para reduzir o tempo de atendimento com menor impacto nos custos.

2. Ruptura de estoque

Conhecer a capacidade de venda da empresa e a quantidade de produtos disponíveis, controlando os níveis de estoque, é fundamental para qualquer empresa que trabalhe com comércio.

A ruptura mensal no varejo brasileiro é uma questão tão complexa que a Nielsen decidiu criar um índice para medi-la. Realizada mensalmente com consumidores de milhares de lojas espalhadas por todo o Brasil, a média de seu resultado é chocante: 10%. Resumindo, a cada 100 produtos que seu cliente procura na sua loja, ele deve deixar de comprar 10 por conta de indisponibilidade do item.

Os números incomodam, certo? Mais grave é saber que isso acontece em itens com maior margem, pois a ruptura ocorre com menor frequência em itens de cesta básica e curva A, tradicionalmente com margens menores.

A ruptura de estoque pode ocorrer por controle inadequado ou pela necessidade de realizar a previsão de demanda de forma mais assertiva. Uma alternativa para cuidar desses dois pontos importantes é utilizar o machine learning para aprimorar seu poder de gestão sobre as demandas.

Existem outras tecnologias que podem apoiar você a vencer este problema como os VMI (Estoque Gerenciado pelo Fornecedor), sistemas de auditoria de estoques virtuais e visibilidade de produtos em gôndola, mas cada vez mais sistemas inteligentes, capazes de aprender com as movimentações do estoque e que permitem maior acurácia no controle de mercadorias tem transformado o varejo. Todas estas propostas trazem agilidade na hora de solicitar novas compras junto aos fornecedores.

3. Custo do frete

O valor do frete é um dos principais motivos de abandono de compras pela internet, segundo especialistas.

Aumento de impostos, restrições, multas e a burocracia em geral, principalmente nas grandes regiões metropolitanas do país são problemas que afetam diretamente as empresas que trabalham com frete.

Na Cidade de São Paulo, por exemplo, caminhões de médio e grande porte são proibidos de circular no centro expandido durante o dia. Obviamente, o transporte de produtos e cargas em maior escala é comprometido. Além disso, existem custos com mão-de-obra especializada, sem falar do aumento constante do preço dos combustíveis.

Existem algumas práticas comuns de mercado que ajudam a reduzir o custo com frete, como por exemplo promoções direcionadas a regiões onde há maior concentração de clientes, estabelecer um valor ou quantidade mínima de peças e trabalhar com mais de uma transportadora, já que cada uma tem a sua especialidade de entrega: produtos leves, pesados ou categoria específica e isso pode baratear custos.

Um outro caminho é o investimento em tecnologia para otimizar custos de logística, usando inclusive inteligência artificial para realizar a roteirização de entrega inteligente e identificação de oportunidades de redução de custos.

4. Logística reversa (devolução)

A devolução de produtos é inevitável, muitas vezes. A maioria dos varejistas encaram-na como sinônimo de prejuízo, afinal, em curto prazo, ela pode gerar custos extras, como despesas de logística reversa e de reembolso ou reposição do item que foi vendido.

Porém, ela representa uma grande oportunidade para as organizações entregarem uma boa experiência aos clientes e inclusive aumentar as vendas em lojas físicas. São pequenas atitudes que o varejista pode adotar para transmitir uma imagem positiva para o mercado e agregar mais valor ao seu negócio.

Uma sugestão é ampliar o prazo de troca, que pode ser estendido em períodos sazonais, como Natal, Dia das Mães, etc. Outra estratégia que tem surgido com maior frequência é entregar o produto novo ao mesmo tempo que o antigo é retirado, agilizando o processo de troca e otimizando custos de logística.

Quando devolução ocorreu apenas por arrependimento, o artigo pode ser reembalado e colocado à venda novamente. Porém, em caso de defeito, ele pode ser descartado ou devolvido ao fornecedor para que as devidas providências de troca sejam tomadas. Daí a importância de manter o controle dos itens que são recusados, assim é possível analisar se há devolução frequente de algo específico e repensar sua estratégia para esse produto, por exemplo.

5. Ausência no recebimento

Este é um dos maiores entraves para a entrega dos produtos ao consumidor: o cliente não está no endereço informado para receber a entrega ou o porteiro do prédio não está autorizado a armazenar itens em sua cabine. Existe ainda a possibilidade inconsistência dos dados e, por isso, não é possível entrega a mercadoria.

Além de oferecer a entrega agendada por turno, é possível simplificar o processo de entrega e reduzir os custos. Algumas empresas já apostam no modelo Click and Collect, ou pick up in a store, modalidade em que o consumidor adquire o produto na loja online e retira na loja física, em um prazo muito menor do que se dependesse do envio de transportadoras ou correios.

Esta medida evita dores de cabeça relacionadas ao destinatário não encontrado e ainda faz com que aumente o movimento nas lojas físicas.

Esta é uma tendência importante para o setor. Para se ter uma ideia, as vendas dos supermercados no online nos Estados Unidos continuam crescendo e devem encerrar 2017 movimentando US$ 24 bilhões – em 2016 essas vendas representaram U$ 17 bilhões de dólares. Esse boom é atribuído ao aumento das opções de Click and Collect entre varejistas como Kroger e Walmart, o que mostra uma nítida mudança no comportamento de consumo.

6. Segurança – roubos e fraudes

Com as constantes evoluções do e-commerce, diversos criminosos em todo mundo desenvolvem diferentes técnicas de fraudes. Esse problema tem sido apontado como um dos principais fatores para o fechamento das lojas online no país.

Inevitavelmente, quanto mais fácil se torna para o consumidor pagar, maior o risco de ações de fraudadores. Ao reduzir o número de etapas no processo de pagamento, menos dados de verificação de autenticidade da compra são coletados e se torna cada vez mais difícil identificar e impedir fraudes. E os fraudadores estão ficando mais sofisticados, deixando de gastar tempo com múltiplas tentativas de pequena escala e concentrando-se em lançar ataques súbitos de grande escala.

Neste tipo de situação, o consumidor se sente totalmente invadido e sem poder de ação. É possível sentir essa atmosfera no contato telefônico ou até mesmo por e-mail quando ele procura a empresa responsável pela venda. O momento expõe um misto de sentimento de revolta e impotência ao mesmo tempo.

Já nas lojas físicas, uma solução que vem sendo considerada tendência é o videomonitoramento inteligente, no qual é possível o próprio sistema identificar comportamentos fora do padrão e alertar as equipes de segurança. Avanços em qualidade de imagem e uso de inteligência artificial em nuvem têm aberto o caminho para isso.

7. Suporte e relacionamento

Imprevistos podem – e vão – acontecer. Por isso, o cliente exige um bom canal de relacionamento. É importante oferecer todo o suporte necessário para qualquer eventualidade e que seja ágil na resolução de problemas.

Para acompanhar a revolução do empoderamento das gerações Y e Z, as organizações precisam explorar o máximo da tecnologia para oferecer uma experiência personalizada. As empresas podem contar com soluções de Analytics, Big Data, Inteligência Artificial, Machine Learning e APIs. Ao permitir que tudo esteja conectado, nos deparamos com uma revolução jamais experimentada pelas gerações anteriores.

Se você está à frente de um grande desafio e pretende elevar a experiência de seus clientes a patamares diferenciados, fique atento às mudanças de comportamento dos consumidores e faça da tecnologia sua grande aliada.   

 

Criatividade empírica: como ela influencia os resultados da sua empresa?

Criatividade empírica: como ela influencia os resultados da sua empresa?

Quantas vezes você se sentiu motivado por uma ideia inovadora e apostou de olhos fechados, sem fazer uma análise minuciosa de como e do quanto sua ideia traria de retorno para sua companhia? Quantas vezes você foi tomado pela empolgação e considerou uma iniciativa viável, mas depois percebeu que ela não fazia sentido por não ser aderente ao trabalho das pessoas às quais se destinava?

Essa é uma situação bastante comum dentro das empresas, que no afã de criar novos produtos e serviços, pulam etapas importantes no processo de inovação. E muitas delas não conseguem nem mesmo perceber quando é hora de parar / corrigir / substituir / desistir.

 

Criatividade empírica no processo de inovação

Criatividade empírica é apostar em iniciativas com base em evidências, não simplesmente na loucura ou no sonho. Assim definiu Jim Collins, especialista em gestão de empresas, liderança e sustentabilidade empresarial.

Para ter sucesso, é preciso descobrir meios para validar instintos criativos com base em experiências. É possível fazer isso com experimentos práticos e tomada de decisões com base em provas, não apenas considerando opiniões ou suposições.

Ser mais empírico significa unir a criatividade e simultaneamente conduzir experimentos práticos, envolvendo-se com as evidências. Dessa forma, é possível realizar movimentos ousados, criativos e minimizar riscos.

Segundo o guru, uma ideia de negócio que pratique a criatividade empírica tem chances maiores de dar certo.

 

Quando usar a bala de canhão

A inovação deve ser tratada como um processo constante de experimentação, inclusive suscetível a erros – que devem ser utilizados como componente de estudo para correções de rotas. Desta forma, é possível observar resultados e a partir disso, tomar decisões.

Uma dica é sempre disparar tiros de baixo calibre antes de uma bala de canhão. Muitas empresas que não experimentam disparam balas de canhão completamente descalibradas e falham em suas empreitadas. Pior ainda quando este é o único recurso que se tem naquele momento. Ou seja, é prejuízo na certa!

Por isso, o melhor caminho é utilizar a experimentação para ver os resultados e a partir deles. Quando você acertar o tiro menor e se sentir preparado, sua empresa poderá lançar aquele produto ou serviço e até mesmo fazer uma transformação, com base nas suas experiências.

 

A melhor amiga da criatividade empírica

As empresas que se destacam quando o assunto é inovação combinam duas características fundamentais: criatividade empírica e disciplina.

Segundo Collins, os líderes que mais têm resultados não são aqueles que correm mais riscos, ou que se mostram mais visionários ou com mais criatividade. Eles são, na verdade, os mais disciplinados, porém empíricos no modo de fazer as coisas.

Vale lembrar que disciplina não tem nada a ver com burocracia, e também não deve ser confundida com conformidade. A verdadeira disciplina é resultado da clareza de propósitos e de ter certeza do que é importante e de que nada vai nos tirar do caminho.

Resumindo, para que seu processo de inovação seja bem-sucedido, esteja atento ao princípio de criatividade empírica: valide seus instintos criativos, tome decisões com base em provas e teste possibilidades. Com isso em mente, tenha certeza que sua ideia tem tudo para dar certo.